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SHEMA ISRAEL, ADONAI ELOHENU, ADONAI ECHAD! DEUT 6:4

 

A SEGUNDA E A TERCEIRA MILHA

Um Manual para Trabalho com Adolescentes

Robinson Huguenin Amorim

Edição By ‘o Caminho’

 

ÍNDICE

A SEGUNDA MILHA

1.Introdução

2.Três princípios básicos na evangelização dos Juvenis

3.O professor de Juvenis : suas virtudes e defeitos

4.Conhecendo os Juvenis

5.A secretária e a secretaria dos Juvenis

6.Rotina da Escola Sabática

7.O que os Juvenis  gostam na Escola Sabática

8.O que os Juvenis  não gostam na Escola Sabática

9.Divisão da classe em mini-classes

10.A visitação aos alunos – uma oportunidade para os professores

11.Trabalho missionário com Juvenis

12.Congressos Juvenis

13.Atividades sociais

14.A Semana de Oração dos Juvenis

15.Modelos de concursos bíblicos

16.Jogos bíblicos

17.A classe bíblica para Juvenis

 

A TERCEIRA MILHA

1.Introdução

2.A arte de contar histórias para Juvenis  e Adolescentes

3.Treinando sua oratória – dois sermões especiais para professores

4.Organizando um congresso para Adolescentes

5.Novos corinhos para sua Classe dos Juvenis    e Adolescentes

6.Conhecendo melhor os Juvenis  e Adolescentes

7.As necessidades dos Juvenis

8.Estudos bíblicos para Juvenis

9.Curiosidades bíblicas

10.Pílulas sobre liderança

11.Reunião com os pais

12.Projeto vale-transporte missionário

13.Uma festa especial

14.Projeto ADOLECRISTO Total

 

A SEGUNDA MILHA

 

1. INTRODUÇÃO

 

É com prazer que dedico este material a uma classe de missionários muito especiais: os anônimos professores e diretores da Classe dos Juvenis da Escola Sabática.

Ao longo de vinte anos (79-99) de serviços prestados à causa de Deus atuando exclusivamente com Juvenis, me senti na obrigação de colocar no papel, parte das idéias que foram colocadas em prática e deram certo, para proveito dos diretores, professores e principalmente dos nossos Juvenis.

Este trabalho não foi feito para aumentar meus rendimentos. Se o objetivo final for alcançado, isto é, mais atividades para Juvenis forem feitas, mais eles vibrarem por pertencerem a causa de Deus, mais professores se animarem em servir a Deus, então ficarei satisfeito com os resultados.

Você verá que a tônica deste material, além de conter inúmeras idéias para sua Classe de Escola Sabática, se voltará para atividades extra classe, aquela Segunda Milha que todos precisam caminhar se quiserem se especializar no que fazem. A maioria de nossas atividades com Juvenis tem-se limitado aquele curto espaço de tempo no sábado de manhã e para isso nós temos material bom e suficiente. Porém, se você aceitar o desafio de organizar uma Semana de Oração de Crianças, de realizar um Congresso de Juvenis , de ministrar uma Classe Bíblica, levar a efeito um trabalho missionário que poucos fazem ou mesmo planejar uma festa para eles, verá a gratidão e a alegria que virão dos filhos menores de nossa igreja.

Servir a causa de Deus em prol dos Juvenis  é um privilégio de poucos e você faz parte desse grupo especial – um grupo de pessoas que ama e se interessa pela salvação eterna de nossos Juvenis .

Deus abençoe o seu ministério e seu desejo de ver meninos e meninas na eternidade.

Robinson Huguenin Amorim

 

 

2. TRÊS PRINCÍPIOS BÁSICOS NA EVANGELIZAÇÃO DOS JUVENIS

O primeiro princípio fundamental na evangelização dos Juvenis  é que só teremos poder divino para lidar com os meninos a partir do momento que tomarmos tempo para conhecer a Cristo.

“Outra verdade fundamental, tão evidente por si mesma que podemos chamá-la de axioma espiritual é a de que é necessário um completo conhecimento do assunto antes de podermos falar com autoridade. Roupas e riquezas podem produzir uma aparência superficial de superioridade, mas não produzem confiança só por isto, pois esse sentimento de confiança de que conheceis aquilo que estais falando, não admite substituto. Precisamos saber. ‘Nós sabemos do que sabemos, e testificamos do que vimos’, João 3:11. Ao encerramento da classe, o(a) professor(a) que não estuda é visto pelos alunos como quem esgotou todo o estoque, nada mais restando como suprimento. Mas o(a) professor(a) que estuda até se convencer de que tem dez vezes mais para dar do que seria necessário no período de estudo, convencerá os seus estudantes de que ainda há grandes reservas deixadas, e que o que eles ouviram foi apenas uma prova do grande suprimento.”

“Não podeis disfarçar vossa soma de conhecimento. Os alunos logo o descobrirão, e isto faz toda a diferença entre a atenção e interesse deles ou não, bem como a diferença entre confiança ou confusão da parte do professor. O segundo grande princípio fundamental da evangelização dos Juvenis, é: ‘o conhecimento da Bíblia é nossa fonte de autoridade’.”

“Ao estudarmos os métodos de Cristo e o seu resultado, descobrimos que o Príncipe dos mestres buscava acesso ao povo por meio de suas mais familiares relações. Apresentava a verdade de maneira que daí em diante ela estaria sempre entretecida no espírito de Seus ouvintes com suas mais sagradas recordações e afetos. Ensinava-os de maneira que os fazia sentir quão perfeita era Sua identificação com os interesses e a felicidade deles. Suas instruções eram tão diretas, tão adequadas Suas ilustrações, Suas palavras tão cheias de simpatia e animação, que os ouvintes ficavam encantados”.

“Que mágica era essa que O capacitava a escolher Suas ilustrações adequadamente, e a encontrar palavras e expressões que encantavam Seus ouvintes? Era simplesmente isto: Cristo estudava as pessoas. Sabia como viviam, como falavam, como pensavam, e este conhecimento ajustava Suas verdades à vida e ao coração deles e os atraía para Ele”.

“Ao lavrador Ele falava do crescimento do grão e das sementes. À dona de casa falava sobre fermento, cadeias e vassouras. Ao pescador Ele falava de redes e de peixes. Ao estudioso falava dos mistérios do novo nascimento, e ao centurião Ele falou de autoridade. Ele os encontrava no terreno que fosse comum a ambos. Falava-lhes de temas que sustentavam em comum. Falava aos simples com tal simplicidade que ‘as multidões...’ glorificavam ao Deus de Israel.” Mateus 13:31.

“Assim, como meu terceiro princípio fundamental no ensinamento de Juvenis, eu escreveria em letras garrafais: O conhecimento do aluno é o segredo da aplicação da lição à sua vida”.

 

3. O PROFESSOR DOS JUVENIS: SUAS VIRTUDES E DEFEITOS

Todo ser humano tem virtudes e defeitos. Isto faz parte de nossa natureza humana. Porém creio que a maior virtude que um professor de Juvenis  deve ter é gostar de lidar com Juvenis . Note, que falei gostar de Juvenis  e não de crianças do Rol do Berço, do Jardim ou mesmo dos Primários (eles já têm quem goste e trabalhe por eles). Professor de Juvenis  que realmente dará certo é aquele que gosta de lidar com meninos e meninas na idade de Juvenis  – 10 à 15 anos. Digo isto, porque se você quiser ter sucesso em tudo na sua vida, sua primeira virtude será sem dúvida gostar do que faz e com os Juvenis  não será diferente. O mundo tem muitas pessoas frustradas: pessoas que se formam em cursos universitários e que nunca encontrarão vaga no mercado de trabalho na área em que estudaram, pessoas que trabalham no que não gostam, estão ali apenas porque “não surgiu nada melhor”, pessoas que aceitam cargo na igreja, mas no fundo não queriam fazer nada ou fazer algo em outra área e desta forma vemos pessoas frustradas em todos os lugares.

Outras virtudes virão automaticamente através do seu envolvimento com eles: o entusiasmo – sem vibrar pelo que você faz, você dará logo lugar ao desânimo; a criatividade – com o passar do tempo, irão surgindo novas idéias e novas formas de trabalhar com os Juvenis: você irá decorar a sala de um jeito que só você inventou, irá bolar concursos dos mais diferentes possíveis, irá planejar uma festa que nunca tinha pensado antes, realizará uma semana de oração diferente do que já viu em qualquer igreja. Professor de Juvenis  cumpre o que promete, pois uma das maiores frustrações dos Juvenis  é não receber o presente que foi prometido aos que fizeram o ano bíblico ou mesmo preencher a lição ou estudá-la sete vezes. Pontualidade e responsabilidade são para lá de necessários. Professor de Juvenis que vai faltar um sábado, na semana anterior deixa a Escola Sabática toda estruturada com divisão de tarefas e comunica sua ausência à supervisão dos menores. Este “profissionalismo” com as coisas divinas se vê com muita raridade em nosso meio.

O professor A. W. Spalding menciona uma virtude fundamental para quem lida com crianças: “... para enfrentar a ocasião (lidar com Juvenis), você precisará manter no íntimo uma reserva de vida infantil. Você será feliz se jamais perder o seu ponto de vista infantil enquanto vai adquirindo o de adulto. Pobre, sem dúvida, é quem, à semelhança da broca, precisa encher o passado com a escavação do futuro.” Christian Storytelling, págs. 117 e 118.

Creio, sem medo de errar, que o maior defeito de um professor de Juvenis é centralizar todo o programa da Escola Sabática em sua pessoa. Aos meninos e meninas nada pode ser dado para que eles façam, nada pode ser delegado a outros professores, tudo é feito por ele, desde a abertura até a oração final. Geralmente essa classe não fica mais do que três meses em atividade (os Juvenis  não agüentam). Para ele, Juvenis  são ainda muito “novos” para fazer atividades tão importantes. É dando a oportunidade aos Juvenis  que formamos novos líderes na igreja. Dificilmente formamos um líder em nosso meio na área jovem. Os que hoje estão a frente foram feitos líderes nos Juvenis, nos Adolescentes e no Clube dos Juvenis, tudo porque bons líderes e diretores de departamentos deram aos Juvenis  a chance de fazer e sobretudo de errar, sem criticá-los por isso.

 

4. CONHECENDO OS JUVENIS

Provavelmente quando você foi escolhido para ser o professor de Juvenis, alguém lhe disse: “Escolhemos o seu nome para dirigir os Juvenis de nossa igreja, pelo seu talento, pelas suas qualidades e etc, e etc”. Foi mais ou menos assim, não é verdade? Não lhe treinaram, não foram na Classe dos Juvenis para te apresentar aos(às) meninos(as), o antigo diretor não lhe informou nada a respeito dos Juvenis  e o que é pior, você não sabe nada sobre eles e nem como começar.

Creio firmemente que num futuro bem próximo nossos diretores de departamentos serão treinados antes de assumirem qualquer cargo na igreja. Não basta só olhar o que os outros estão fazendo para você tentar fazer melhor. É preciso treinamento para servir melhor a causa de Deus. É preciso conhecer a fundo o objeto de nosso trabalho para poder elaborá-lo bem. O objeto de nosso trabalho são os Juvenis, e quem são os Juvenis ? O Pastor Léo Ranzolin, traduziu um material de Alam Beck e que para mim traduz muito bem os recursos humanos com que iremos trabalhar:

 

O QUE É UM MENINO?

Entre a inocência da infância e a dignidade do adulto encontramos uma adorável criatura chamada menino. Os meninos são de diversos tamanhos, pesos e cores, mas todos têm a mesma filosofia: gozar cada segundo, de cada minuto, de cada hora, de cada dia e de protestar, com barulho (sua única arma), quando seu último minuto está esgotado e o adulto os envia para a cama, à noite.

Os meninos são encontrados em todos os lugares: em cima de, debaixo de, dentro de, subindo, balançando, correndo em volta ou pulando. As mães os amam, as meninas os odeiam, os irmãos mais velhos os toleram, os adultos os ignoram e o Céu os protegem. O menino é Verdade com barro no rosto, Beleza com um corte no dedo, Sabedoria com goma de mascar no cabelo e a Esperança do futuro com uma rã no bolso.

Quando estamos ocupados, o menino é um discordante, barulhento, intruso, amolante e sem consideração. Quando queremos que dê boa impressão seu cérebro vira gelatina, ou então se torna selvagem, uma criatura do jângal, sádica, decidida a destruir o mundo e a ele próprio junto.

O menino é um composto: tem o apetite de um cavalo, a digestão de um engolidor de espadas, a energia de uma bomba atômica de bolso, a curiosidade de um gato, os pulmões de um ditador, a imaginação de Paul Bunyan (autor do livro O Peregrino), a singeleza de uma violeta, a audácia de uma armadilha de aço, o entusiasmo de fogos de artifício, porém, quando faz alguma coisa, tem cinco dedos em cada mão.

Ele gosta de: sorvete, facas, serras, livros cômicos, do menino do outro lado da rua, floresta, água (no seu habitat), animais grandes, pai, trens, sábado de manhã e locomotiva. Ele não gosta muito de: Escolas, visitas, livros sem gravuras, lições de música, guardanapos, barbeiros, meninas, casacos, adultos ou hora de dormir. E, o que é pior: logo se desinteressa das novidades...

Ninguém mais se levanta tão cedo ou chega tão tarde para jantar. Ninguém mais se diverte tanto com as árvores, cachorros e brisas. Ninguém mais consegue entulhar num bolso: uma faca enferrujada, uma maçã comida pela metade, um metro de barbante, um saco vazio de papel, dois chicles, algumas moedas, uma funda, um pedaço de qualquer coisa, e um código misterioso, com compartimentos ultra-secretos.

O menino é uma criatura mágica. Podemos tirá-lo de nossa presença no trabalho, mas não podemos tirá-lo de nosso coração. Podemos tirá-lo de nosso estudo, mas não podemos tirá-lo de nossa mente. É melhor desistir. Ele é nosso captor, nosso carcereiro, nosso chefe e nosso mestre – um monte de barulho, perseguidor de gatos, sujo e sardento! Mas, à noite, quando chegamos em casa, trazendo somente os fragmentos de nossas esperanças e sonhos, ele pode juntar cada pedaço, tornando tudo como se fosse novo, proferindo apenas duas palavras mágicas: “Alô, papai”!

 

O QUE É UMA MENINA?

As meninas são as coisas mais lindas que as pessoas podem receber. Nascem com um pouquinho de brilho angélico ao seu redor e embora este às vezes se torne bem reduzido, sempre resta o suficiente para vos laçar o coração. Mesmo quando estão assentadas na lama, ou derramando lágrimas temperamentais, ou passeando na rua com as melhores roupas da mamãe.

Encontram-se meninas em cinco cores: preta, branca, vermelha, amarela e parda e ainda assim a mãe natureza sempre consegue escolher vossa cor predileta quando fazeis a encomenda. Não concordam com a lei da oferta e procura. Há milhões de menininhas, porém cada uma delas é tão preciosa como rubis.

Deus toma emprestado de muitas criaturas para fazer uma meninazinha. Usa o canto dos pássaros, o grunhido de um porco, a insubordinação de uma mula, as travessuras de um macaco, a agilidade de um gafanhoto, a astúcia da raposa, a brandura de um gatinho e culminando tudo isso, acrescenta ELE à mente misteriosa de uma mulher.

Sim, ela é um torturante incômodo para os nervos, justamente um barulhento feixe de maldade. Mas quando vossos sonhos se desvanecem e o mundo é uma confusão, quando vos parece afinal de contas que não passais de um tolo, pode ela fazer de vós um rei, ao trepar em vossos joelhos e cochichar: “É do senhor que eu gosto mais”.

Alam Beck

Direitos autorais, 1949, The New England Mutual

Life Ins. Co., Boston

Trad. de Léo Ranzolin

 

5. A SECRETARIA E A SECRETÁRIA DOS JUVENIS

Qualquer setor de nossa igreja se quiser ter êxito precisa de um cadastro de seus componentes e com os Juvenis a coisa não podia deixar de ser diferente. Quando um líder de departamento não sabe nem quantas pessoas comandam qual é a credibilidade que esse líder tem? Ter um cadastro sempre atualizado de membros é praticamente a única necessidade que um professor ou diretor de Juvenis  precisa ter em termos de secretaria.

Muitas pessoas que são fanáticas por papéis têm várias fichinhas, formulários diversos e na maioria das vezes se perde no meio de tanto papel. Um cadastro simples, com nome, endereço completo, data de nascimento, nome dos pais e telefone é mais do que suficiente para resolver o problema de secretaria dos Juvenis.

É fundamental esse cadastro só para saber quantos você lidera? Logicamente que não. Esse cadastro é essencial para o planejamento das festas de comemoração dos aniversários dos Juvenis, para você entregar a lembrança da Escola Sabática sem fazer aquela pergunta tradicional de professor que não possui cadastro e que não se interessa pela data de aniversário dos seus liderados: “Quem fez aniversário nessa semana?”. O professor de Juvenil tem nesse cadastro uma fonte fidedigna de dados, para ligar no dia de aniversário de seus Juvenis, para enviar correspondência para os pais e ir fazendo acompanhamento de idades para promoção para o departamento dos Adolescentes.

Mas se o professor de Juvenis é muito ocupado, quem ele deve ter na sua equipe de trabalho? A resposta parece óbvia: uma secretária eficiente. Não basta ter uma secretária. Ela tem que ser eficiente. Precisa ter sempre em mãos o cadastro de membros dos Juvenis e sempre atualizado. Daí a importância da secretária ser eficiente e estar sempre disposta a fazer algo mais do que lhe é solicitado.

Trabalhei por muitos anos com os Juvenis e sempre escolhi uma secretária Juvenil que fosse bem responsável e geralmente era entre as meninas que já estavam quase na idade de ir para os Adolescentes. Algumas gostaram tanto da oportunidade de trabalhar nos Juvenis como secretária que a idade chegou e de maneira nenhuma elas queriam ir para os Adolescentes, resolveram ficar mais um ou dois anos nos Juvenis e acabaram virando professoras também.

A secretária deve trazer os relatórios das mãos da Coordenadora, trazer os apetrechos para enfeitar a sala (quando os Juvenis não o fizerem), envelope de oferta e desta forma estará aliviando e muito a pessoa do diretor dos Juvenis.

Quando se tem uma secretária eficiente, datas de aniversário não serão esquecidas, a chamada dos alunos também não, datas especiais como 13º Sábado, dias das crianças e muitas outras nunca passarão desapercebidas.

É importante que você, como professor, deixe que as secretárias tenham estas funções específicas e que acredite que elas podem fazer apesar de sua pouca idade. Por causa de sua pouca idade, nem tudo estará perfeito e não as critique se elas errarem no desempenho de suas atribuições, pois elas são apenas Juvenis e estão ali para aprenderem contigo, portanto, elogie todo o esforço delas e atue sempre supervisionando o seu trabalho para que você tenha sempre suas mais importantes informações com um padrão invejável de qualidade.

Se sua classe for muito grande dê oportunidade para mais um Juvenil atuar, e, por incrível que possa parecer, alguns meninos se saem muito bem na função de secretário, e às vezes a facilidade de lidar com os computadores que os meninos tem os habilita a sérios candidatos ao cargo. Apenas dê uma chance a eles e você não se arrependerá de ter acreditado nos Juvenis.

Nosso trabalho como professor de Juvenis se resume bem mais em deixar os Juvenis  mostrarem o seu valor através de oportunidades concedidas do que estarmos sempre a frente de tudo e fazendo tudo. Liderar é a habilidade que um ser humano adquiriu de conseguir fazer com que os outros façam.

 

6. ROTINA DA ESCOLA SABÁTICA

Se você entrar numa Classe dos Juvenis de qualquer lugar do mundo você verá que todas têm a mesma rotina e são itens fundamentais da Escola Sabática dos Juvenis: a lição, lembrança para os aniversariantes, homenagem para os visitantes, as lembranças, as músicas, os concursos, a chamada, a oferta e a chamada do trabalho missionário.

Estas atividades não têm jeito de mudar e elas são essenciais. O único problema que vemos em muitas classes de Juvenis é que eles sempre fazem tudo da mesma maneira por anos a fio e a liderança sempre fica reclamando porque os Juvenis  não ficam na sala o tempo todo e estão sempre pedindo para ir ao banheiro.

É fundamental que o professor de Juvenil seja criativo e sempre que possível incremente coisas novas, mude a ordem tradicional de tudo, comece às vezes pelo fim e termine pelo começo, pois mesmice é algo que muito pouca gente gosta e com Juvenis quanto mais diferente e mais incrementada for sua Escola Sabática, mais retorno ele te dará, seja estudando as sete vezes, seja trazendo oferta, seja chegando na hora ou participando como você nunca viu.

 

7. O QUE OS JUVENIS GOSTAM NA ESCOLA SABÁTICA

7.1. Juvenis são especializados em participação. Dê a eles a oportunidade de participar e você irá se surpreender.

7.2. Juvenis amam poder trabalhar em classes e organizar por eles mesmos a sua mini-classe e distribuir tarefas para os demais.

7.3. Juvenis gostam de decorar a classe. Dê alguns balões coloridos e cartolina na mão deles e verá o que eles conseguem fazer.

7.4. Juvenis gostam de trazer brindes para os vencedores de concursos e trazer com orgulho as lembranças que eles mesmos fizeram.

7.5. Juvenis gostam de fazer chamada e brigam por recolher a oferta.

 

8. O QUE OS JUVENIS NÃO GOSTAM NA ESCOLA SABÁTICA

8.1. Uma pessoa só fazendo tudo o tempo todo.

8.2. Um adulto que foi convidado para passar a lição e que nunca tenha tido experiência com lição de Juvenil.

8.3. Um outro Juvenil lendo a lição e ou outro tema.

8.4. Um adulto que foi convidado para fazer qualquer coisa dentro do programa e começa seu discurso com as seguintes palavras: “Bem, crianças...”. Juvenil nenhum gosta de ser chamado de criança.

8.5. Músicas de adulto o tempo todo – uma ou outra vez tudo bem, mas o tempo todo quase nenhum Juvenil gosta. Música para os Juvenis são corinhos.

8.6. De um professor que sempre ‘breca’ todos os seus planos e iniciativas diferentes das dele.

8.7. De adultos que entram na sala e começam a falar interrompendo a apresentação de sua Escola Sabática.

8.8. Do zelador da Igreja que quer fechar as salas, justo na hora em que vai ter a pergunta que desempata as tarefas das equipes para aquele sábado. Etc, etc, etc...

 

9. DIVISÃO DA CLASSE EM MINI CLASSES

Como membro de diretoria em Clubes de Juvenis por muitos anos, ficavam me perguntando porque a maioria dos Clubes em todo o mundo funcionam, vão pra frente, crescem, fundam-se novos Clubes, organizam-se acampamentos. Os Clubes realmente funcionam, os meninos adoram, voltam animados esperando novos eventos e em muitos setores de nossa igreja as coisas não avançam.

O segredo do sucesso dos Clubes de Juvenis está baseado em algumas pérolas preciosas que muito bem podem ser aproveitadas pelos professores de Juvenis e por outros setores de nossa Igreja. São elas:

a) A liderança está continuamente sendo treinada. Nos bons Clubes a diretoria sempre recebe instruções para poder trabalhar com seus liderados.

b) Os juvenis sempre, desde a sua fundação, trabalham em pequenos grupos chamados unidades, tendo um responsável por eles chamado de conselheiro e tendo um diretor associado para supervisionar o trabalho e o desempenho da unidade. Essa máxima do movimento juvenil com certeza foi inspirada no próprio exemplo de Jesus que possuía apenas doze discípulos e no fundo era um pequeno grupo.

c) Só permanece na diretoria de um Clube de Juvenil quem coloca o coração, a alma, o tempo e o bolso naquilo que está fazendo. Sem comprometimento da liderança não existiriam Clubes de Juvenis. Note que frisei a palavra comprometimento e não um ligeiro envolvimento. Comprometimento é mergulhar de cabeça. Envolvimento é boiar na superfície. São coisas totalmente diferentes.

d) A disciplina é uma das molas mestras do movimento juvenil. Isto quer dizer que nos bons Clubes, as reuniões têm hora para começar, hora para terminar, os acampamentos são marcados com antecedência, os pais podem confiar na liderança, pois a disciplina é um dos marcos do movimento.

e) A organização, irmã gêmea da disciplina, é simplesmente essencial. Não adianta ter disciplina sem organização, portanto os bons Clubes são conhecidos pelo seu grau de organização.

Mas, como podemos utilizar todas estas dicas em sua Classe dos Juvenis?

Quando assumi pela primeira vez uma Classe dos Juvenis, implantei todo esse conhecimento que já tinha adquirido no Clube e comecei treinando alguns professores que não queriam sair da Classe dos Juvenis. Observando o comportamento de alguns na Classe, escolhi os líderes de equipe, os secretários de cada equipe e chamei-os para uma reunião de treinamento. Depois que já tinha uma equipe em minhas mãos, lançamos a idéia de mini classes atuando dentro de uma só Classe dos Juvenis.

A idéia deu certo e ficou para cada classe escolher o seu nome, sua cor preferida e caberia a eles definir o que cada um na equipe iria fazer em prol da Escola Sabática de nossa igreja. Pegamos o calendário anual e definimos que classes iriam cuidar da rotina da Escola Sabática até o fim do ano. A única atividade da rotina que praticamente nunca permiti que eles fizessem, com raras exceções, era o de transmitir as verdades essenciais da Palavra de Deus através do estudo da Lição.

Geralmente quando os Juvenis passam lições para outros Juvenis, a qualidade do aprendizado deixa a desejar, pois na maioria das vezes, devido ao seu pouco conhecimento eles deixam de abordar verdades que precisam ser ditas e incutidas na mente de cada um. Mas as lições têm que ser muito interessantes, com variedades, com perguntas, com curiosidades, sempre captando a atenção deles de uma forma especial. É fundamental que antes do professor dos Juvenis abrir a lição da Escola Sabática, ele o faça antecedido de momentos de oração. Muitas vezes o assunto não é tão fácil como parece ser e somente Jesus, em espírito, poderá fazer por você o que você nunca faria por si mesmo e nesse contexto a oração é como um bálsamo refrescante neste momento tão importante da Escola Sabática.

Como cada equipe ficava responsável por todo o restante da programação, só cabendo a mim a lição, eles colocavam suas mentes para pensar e criar, e no sábado seguinte o que se via era uma verdadeira aula de criatividade desenvolvida por eles mesmos: certa vez todos vieram com alguma peça de roupa com a cor da equipe. Eles escolheram um nome bíblico para sua equipe, trouxeram balões de gás na cor da equipe e enfeitaram a sala. Trouxeram um vaso com flores na cor da equipe, o tradicional “Feliz Sábado Para Todos” estava escrito em letras garrafais no quadro negro com giz da cor da equipe, a toalha da mesa era padronizada também. No item decoração eles se superaram e a rotina foi feita pela primeira vez com algumas falhas mais do que normais, e a lição ficou por minha conta. Como cada equipe tinha seu líder e seu(ua) secretário(a), tínhamos um momento só para chamada e anotação do trabalho missionário e era então a hora dos secretários trabalharem e mostrarem o seu valor.

A reação dos outros Juvenis  foi tão boa que fiquei surpreso. Eles simplesmente amaram tanta novidade, tanta cor, tanta decoração, tanta oportunidade de todos fazerem alguma coisa. O resultado pode ser visto no outro sábado e nos outros subseqüentes: cada equipe se superando e tentando fazer um pouco melhor do que ela já tinha visto nas outras. Muitas delas trouxeram novidades, variações musicais de grupos de nossa igreja que nunca tinham ido na Classe dos Juvenis, computador com programas especiais, telão para ensinar novos corinhos, corinhos em linguagem tupi guarani, em japonês, em inglês, lembranças feitas por eles, etc.

Juvenis gostam de participar e nessa euforia eles quase que sempre exageravam no que diz respeito a reverência. Daí surgiu a necessidade de se pontuar alguns critérios, surgindo então uma competição saudável entre eles. A cada sábado a equipe era avaliada tendo os seguintes critérios como essenciais para o desempenho das equipes:

a) Pontualidade da equipe responsável pelo programa;

b) Reverência;

c) Decoração (depois de tudo o que eu vi, não valorizar esse critério seria como jogar um balde de água fria na criatividade dos Juvenis);

d) O estudo diário (a equipe responsável tinha como meta básica todos estudarem sete vezes e perdiam pontos preciosos se seus componentes não tivessem atingido esse objetivo)

e) A rotina da Escola deveria ser cumprida mesmo que fosse do jeito deles, e no fim do ano dávamos brindes para todos pela participação e um brinde extra para a melhor equipe do ano.

O que foi conseguido com a Classe dos Juvenis? Eles tinham uma diretoria comprometida e responsável (disciplinada), eles estavam trabalhando em pequenos grupos (equipes), eles tinham liberdade para até alterar a rotina da Escola Sabática se eles achassem que isso era interessante e diferente, ninguém da diretoria queria largar o que estava sendo feito, mesmo porque era algo novo, estava dando certo, e quem não gosta de participar de algo novo e que estava dando certo? Os Juvenis aprenderam reverência no dia-a-dia da classe, a disciplina foi sendo ensinada pois não deveria haver atrasos nas apresentações e muito menos desordem na rotina e na criatividade deles, que sempre aflorava quando os quesitos eram decoração e lembranças. Em momento nenhum eles eram criticados. Eles chegaram ao cúmulo de disputar entre eles quem iria se apresentar num sábado, substituindo uma outra equipe aonde todos os membros iriam se ausentar devido ao feriado. Resumindo, tudo o que sempre deu certo no Clube dos Juvenis estava dando certo na Classe dos Juvenis.

Encerrando esse quesito, quase tudo o que foi feito e saiu o que saiu foi simplesmente porque resolvi deixar que eles fizessem, apenas corrigindo as falhas e supervisionando o trabalho deles e dos outros professores, e nunca fazendo por eles o que eles podem e devem fazer por si mesmos.

 

10. A VISITAÇÃO AOS ALUNOS – UMA OPORTUNIDADE PARA OS PROFESSORES

O professor dos Juvenis pode ser o melhor amigo de cada Juvenil, e amigos se visitam e se conhecem. Quando o professor dos Juvenis resolve visitar seus alunos ele conversa com os pais, leva notícias do comportamento dele na Escola Sabática, vê o quarto dos(as) meninos(as), olha fotografias, inspeciona até o boletim escolar. Participar da vida dos Juvenis, fazendo visita em sua casa ajuda o professor a entender uma série de atitudes que os mesmos tomam quando estão longe de casa. Pais juntos ou separados, ausência ou freqüência no culto do lar, qualidade de vida, padrão de moradia, atividades domésticas preferidas, vida escolar, tipo de escola, relacionamento com irmãos maiores ou menores, são situações a serem observadas e nada melhor que o ambiente do lar para demonstrar tudo isso com clareza. O diretor também efetua visitas e aproveita para levar novas idéias para os pais, checar se os Juvenis tem estudado a Lição da Escola Sabática e se em casa o culto é feito regularmente.

 

11. TRABALHO MISSIONÁRIO COM JUVENIS

Fazer trabalho missionário com Juvenis pode ser uma atividade muito interessante principalmente nas igrejas onde não existe Clube de Juvenis. Os Juvenis, entre os membros da igreja, são os mais empolgados em fazer trabalho missionário e se você souber canalizar essa energia terá uma oportunidade imperdível para trabalhar para a causa de Deus.

Aqui vão algumas dicas muito utilizadas em Clubes de Juvenis e que podem ser muito úteis para sua Classe dos Juvenis:

11.1) Conscientizar seus Juvenis a se comportarem com a máxima decência no ambiente em que eles irão: num hospital, o máximo de silêncio ainda é pouco; num orfanato leve bastante alegria; num asilo o mais importante é ouvir o que os mais antigos têm a nos dizer.

11.2) Evite com todas as suas forças de participar de quaisquer atividades missionárias e eclesiásticas de última hora. Lembre-se que Deus espera que façamos o nosso melhor.

11.3) Já que você não vai de última hora, lembre-se de planejar cuidadosamente o que irá fazer quando chegar ao local.

11.4) Leve uma programação adequada ao ambiente a ser visitado. Músicas cantadas ou tocadas são sempre agradáveis em qualquer lugar que se vá, lembrando sempre de cantar baixinho em quarto de hospital. Se você vai à um orfanato, leve brinquedos, leve jogos, histórias, marionetes, leve fitas de vídeo sobre animais, etc. Se você vai à um asilo leve revistas, músicas mais suaves, flores são sempre bem-vindas e uma boa disposição para ouvir os velhinhos.

11.5) Antes de levar coisas para os mais necessitados é louvável que você procure a administração do local e sonde com eles as reais necessidades. Não adianta você arrecadar comida para doar num suposto local de pessoas carentes, se eles já estão sendo adotados por alguma organização não governamental. Levar meias e agasalhos num orfanato para depois descobrir que eles acabaram de ganhar o suficiente e estão precisando de outras coisas é por demais frustrante. Avalie necessidades, faça uma campanha de arrecadação fé fundos ou proventos com irmãos da igreja, parentes, vizinhos, comunidade e só então visite a entidade que você se propôs a ir.

11.6) A questão do tempo de visitação: Ambientes como estes são dirigidos com normas rígidas de disciplina no que diz respeito ao horário. Fazer uma programação variada, com músicas, histórias, demonstrações e jogos pode facilmente ser feita em uma hora ou no máximo uma hora e meia. O segredo para agradar é não demorar e não ficar o tempo todo falando e falando. Seja rápido, criativo, apresente uma variedade atrás da outra e o tempo passa com bom aproveitamento tanto para quem ouve como para quem se apresenta.

11.7) Termine a visitação entregando os brindes que você arrecadou. Isso deixa uma marca indelével no coração dos beneficiados e vocês saem do local com um bom conceito. Mas NUNCA se esqueça de apresentar a solução para os problemas ali constatados: Jesus!

 

12. CONGRESSOS JUVENIS

Um evento fantástico e que deixará marcas eternas nas lembranças de nossos Juvenis, com certeza, é a realização de um congresso só para eles. Se você tiver um grupo de Juvenis relativamente grande poderá realizar esse evento só com os seus Juvenis, porém, o ideal é procurar outras igrejas do mesmo distrito ou de seu rol de amigos e realizar um encontro maior...

É importante observar alguns passos básicos para a realização do evento. Vamos a eles:

12.1) Lance a idéia para os seus Juvenis e os demais professores de Juvenis de sua classe.

12.2) Com certeza eles irão aprovar e, portanto o segundo passo nesse processo é marcar uma reunião com os pais.

12.3) O terceiro passo é convencer a liderança da igreja da importância do evento e agendar uma data especial para a realização do congresso.

12.4) Divulgue o evento. Não basta fazer, é preciso divulgar. Avisar os pais. Avisar aos jovens, aos Adolescentes, na classe dos primários. Convidar pais, amigos, os músicos da igreja para orientar os Juvenis na programação. Se possível divulgue na rádio e nas escolas publicas e particulares (assim muitos Juvenis não da congregação poderão ser atraídos). Faça convites entre as diversas denominações de sua cidade e veja o resultado!

12.5) Na programação da Escola Sabática dos adultos, a única atividade que os demais departamentos deverão fazer será se responsabilizarem pela lição. As demais atividades deverão ser feitas pelos Juvenis, inclusive o sermão de sábado pela manhã.

12.6) É preciso treinar muito bem os Juvenis para não acontecerem imprevistos desastrosos. Treine uma, duas, três ou quantas vezes forem necessárias cada detalhe da Escola Sabática e do Culto, pois o restante da programação é totalmente direcionada para eles sem a presença de adultos ou elementos estranhos aos Juvenis. Os convidados (que não pertencem á congregação) ficaram maravilhados e se convidados, passarão a participar da igreja!

12.7) Congressos para Juvenis são atividades a princípio de um sábado completo, portanto a direção dos Juvenis deverá providenciar almoço e um lanche de despedida no fim do evento. Pode-se cobrar valores irrisórios para cobrir despesas com almoço ou pode-se fazer um junta panelas com os pais dos Juvenis, combinando com antecedência um cardápio adequado ou mesmo procurar algum patrocínio no comercio local, tomando os devidos cuidados para não se transgredir o santo sábado (geralmente a simples menção ou agradecimento à eles já é o suficiente sem precisar “vender” nada)!

12.8) É fundamental que os pais se envolvam na atividade e serão muito bem-vindos como colaboradores, avaliando os pontos, distribuindo os brindes, orientando a plataforma, música, recolhimento da oferta, júri de eventos, servindo o almoço, etc.

12.9) Compre todo o material descartável para servir o almoço. Num congresso feito para a alegria dos Juvenis, ninguém aparecerá para lavar uma infinidade de pratos, colheres, garfos e copos. Terminando a refeição, joga-se tudo no lixo e, assim, sobrará mais tempo para os Juvenis curtirem a tarde de eventos especialmente feitos para eles.

12.10) Faça reuniões de avaliação à medida que tudo for sendo realizado ao nível de planejamento e quando tudo estiver correto, e você sentir que tem o evento em suas mãos, prepare-se para deixar uma das melhores marcas na vida de seus Juvenis.

12.11) As atividades a seguir relacionadas foram utilizadas em quatro congressos já realizados no Paraná e praticamente todos os congressistas gostaram. Experimente na sua igreja e veja os resultados:

OBS: Pense grande: Providencie um local grande e agradável com as devidas comodidades e condições de higiene aceitáveis... Lembre-se: A sua Igreja será conhecida em toda a cidade e ou região e com isto crescerá muito, para a honra e glória do Messias!

 

CONGRESSOS JUVENIS (Atividades para o dia D)

BRINCADEIRA 1 – ESCOLHENDO O NOME DAS EQUIPES

Todos ficam em pé com a Bíblia na mão e, ao sinal dado, devem procurar um só nome para a sua equipe dentre os muitos nomes de animais encontrados no livro de Jó.

Vale pontos a velocidade em encontrar o nome da sua equipe, a passagem bíblica e o preenchimento correto do quadro abaixo. Tão logo tenham cumprido as três tarefas, os Juvenis devem levar o resultado correndo para os jurados. As três equipes mais rápidas ganham brindes. Todas as equipes deverão ter um formulário conforme abaixo em suas mesas:

 

O NOME DA EQUIPE:

PASSAGEM BÍBLICA QUE DEU ORIGEM AO NOME – Ex: JÓ _________

 

NOMES

IGREJAS

IDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BRINCADEIRA 2MONTANDO UM QUEBRA-CABEÇAS COM VERSOS BÍBLICOS

Ao sinal dado, o líder de cada equipe deverá buscar um saquinho plástico com letras de versos da Bíblia. Os Juvenis deverão montar esta primeira parte do verso bíblico e procurar alguma outra equipe que tenha montado a continuação deste verso. Quando encontrarem esta outra equipe, devem procurar os jurados para poderem fazer a conferência. As três melhores equipes ganham brindes.

 

BRINCADEIRA 3QUAL É A MÚSICA?

Um músico vai tocar tantas notas quantas forem necessárias para que os Juvenis reconheçam a música  (sacra) ou o corinho que ele está tocando. A tarefa deles é descobrir mais rápido que as outras equipes qual é a música que ele está tentando tocar com o menor número de notas possível. Ao descobrir, um membro da equipe levanta a mão e canta uma parte da música e o músico diz se ele está certo ou errado.

Serão tocadas mais ou menos 15 músicas e as três melhores equipes ganham brindes.

 

BRINCADEIRA 4BIG GINCANA

Esta brincadeira contará com a participação de seis professores que ficarão em lugares estratégicos do ginásio com um número bem grande que representará a tarefa que ele ficará responsável.

Cada Juvenil receberá um número de 1 a 6 só para podermos começar a brincadeira, assim o professor com a tarefa 1 fica com todos os Juvenis  de número 1, o professor com a tarefa 2 com todos os Juvenis  de número 2 e assim até o 6.

Ao apito, começam as baterias de testes que ficarão assim distribuídas:

Professor 1 / Juvenil 1 – 5 perguntas sobre a Lição Bíblica ou Tema previamente divulgado (as respostas deverão ser escritas).

Professor 2 / Juvenil 2 – Caça-palavras sobre os nomes dos discípulos de Jesus. Achar o maior número possível.

Professor 3 / Juvenil 3 – 5 perguntas sobre o tema desta semana (respostas escritas).

Professor 4 / Juvenil 4 – O professor ficará com algumas palavras em mãos e os Juvenis que souberem alguma música de nossa igreja com estas palavras levantam a mão e cantam parte da música que contenha as palavras solicitadas pelos professores.

Professor 5 / Juvenil 5 – Concurso de velocidade bíblica. O professor diz a passagem e os Juvenis  têm que encontrar a mesma o mais rápido possível. Ao achar, deve levantar a mão e esperar que o professor mande ler a passagem e fazer a devida contabilização dos pontos.

Professor 6 / Juvenil 6 – Os Juvenis deverão escrever o Salmo 23 de cor, em papel já separado para isto.

Esta primeira fase dura 10 minutos e, ao apito, os Juvenis que estavam fazendo os testes número 1 se dirigem para o lugar onde está o professor número 2 e assim sucessivamente, até o número 6, passando por todas as tarefas.

À cada bateria a equipe de secretaria deve recolher os envelopes com os resultados dos congressistas e ir fazendo as devidas contabilizações, ganha a equipe que fizer mais pontos, valendo pontos para a equipe o somatório das provas individuais feitas pelos participantes. Ganha os Juvenis que conseguir maior número de pontos. O brinde é por conta da direção do evento.

 

INTERVALO PARA OS JUVENIS E PROFESSORES TOMAREM UM DELICIOSO SORVETE

 

BRINCADEIRA 5 – STOP

Todos recebem os formulários e, à medida que os professores forem dizendo as palavras, todos devem preencher os mesmos. Ganham pontos para a equipe os Juvenis que forem mais rápidos no preenchimento do formulário. Eles ganham pontos individualmente também. Os Juvenis que achar levanta a mão e, ao sinal do professor, diz para o grupo o resultado do seu trabalho.

Total de letras: 10 – 10 brindes.

 

BRINCADEIRA 6 – CAMINHADAS COM PERGUNTAS BÍBLICAS (PARA TODOS AO MESMO TEMPO)

Todos os congressistas ficam em fileira e, à medida que o professor fizer a pergunta, quem souber dá um passo à frente e diz a resposta. Se for correta fica à frente dos demais, se errar dá um passo atrás. À medida que os Juvenis forem respondendo corretamente vão ganhando balas e bombons. O grande campeão da atividade ganha uma caixa fechada de bombons. Os Juvenis marca pontos para a equipe e individualmente.

Total de perguntas: 15.

 

BRINCADEIRA 7 – ENCONTRANDO OS ANIVERSARIANTES (PARA TODOS AO MESMO TEMPO)

Os primeiros quatro Juvenis que encontrarem alguns outros Juvenis que faça aniversário no mesmo dia que ele devem apresentar-se aos jurados. Os primeiros quatro ganham brindes. Pode-se estender, caso não encontre quatro pares, para o dia seguinte ou dia anterior à sua data natalícia...

BRINCADEIRA 8 – DECORANDO OS LIVROS DO NOVO TESTAMENTO

Todos terão 15 minutos para decorar os livros do Novo Testamento e, à medida que forem falando de cor para os jurados, vão marcando pontos para si, para a equipe e ganhando brindes.

Desafio máximo: todos os livros da Bíblia de cor. Os Juvenis que falar de cor todos os livros da Bíblia o mais rápido e correto possível (prova cronometrada) terá direito de participar do super lanche para os 10 melhores Juvenis de suas respectivas Escolas Sabáticas. Devido ao grau de dificuldade esta brincadeira será feita durante toda a tarde de sábado e apenas um Juvenil de cada vez falará os livros para um professor.

 

BRINCADEIRA 9 – FUNDAMENTOS DA NOVA JERUSALÉM (TODOS AO MESMO TEMPO)

Todos os Juvenis recebem papel e, ao apito, procuram em suas Bíblias os fundamentos da Nova Jerusalém. Os cinco mais rápidos ganham brindes.

 

BRINCADEIRA 10 – Como o tema do Congresso é “Só o amor constrói”, todos os Juvenis deverão trazer por escrito, 4 versos bíblicos que tenham a palavra amor ou derivada – amado, amando, amada, amou, amará, etc. Todos terão 15 minutos para esta brincadeira e os cinco mais rápidos ganham brindes.

 

BRINCADEIRA 11 – As equipes irão montar seu próprio caça-palavras (5 palavras) com o tema livre – podendo ser discípulos, profetas, comidas bíblicas, cidades, animais, etc.

Terão 20 minutos para a elaboração dos mesmos e, ao apito, deverão trazer os papéis para os jurados verificarem o capricho na execução da tarefa e, logo após, um jurado apita e os representantes das equipes vêm buscar um caça-palavras (depois de devidamente misturados). Quando todos tiverem recebido, ao som de mais um apito, os representantes correm para a sua equipe e tentam descobrir as palavras. Ganha brindes a equipe que achar mais rápido.

 

MATERIAIS / SUBSÍDIOS PARA AS BRINCADEIRAS

BRINCADEIRA 1 – Bíblias, formulário padrão da brincadeira 1 e canetas.

BRINCADEIRA 2 – Saquinhos plásticos com versos bíblicos.

BRINCADEIRA 3 – Um músico, um instrumento e formulário de pontuação dos jurados.

BRINCADEIRA 4 – Bíblias, formulário padrão e canetas.

BRINCADEIRA 5 – Formulário “stop” e canetas.

BRINCADEIRA 6 – Formulário padrão na mão dos jurados.

BRINCADEIRA 7 – Formulário padrão na mão dos jurados.

BRINCADEIRA 8 – Formulário padrão na mão dos jurados.

BRINCADEIRA 9 – Formulário padrão na mão dos Juvenis e canetas.

BRINCADEIRA 10 – Formulário padrão na mão dos Juvenis e canetas.

BRINCADEIRA 11 – Formulário padrão na mão dos Juvenis, canetas e Bíblias.

 

MATERIAL HUMANO – 15 colaboradores mais secretárias (soma dos pontos).

MATERIAL EXTRA – Microfone, cronômetro e apito.

 

OBS: Os congressistas deverão estar à par das atividades que encontrarão no congresso, tendo assim, oportunidade de se prepararem para a gincana! Além disto, deve-se orientar que tipo de material levar... Pode-se organizar uma espécie de Kit Congresso onde cada um deverá levará a sua própria Bíblia, canetas, lápis de cor, borracha, régua, etc... Se isto for solicitado, também deverá contar ponto individual e para a equipe.

 

FORMULÁRIO PADRÃO PARA A BRINCADEIRA Nº. 1

NOME DA EQUIPE:

 

 

PASSAGEM BÍBLICA QUE DEU ORIGEM AO NOME: JÓ ..........

NOMES

IGREJA

IDADE

1.

 

 

2.

 

 

3.

 

 

4.

 

 

5.

 

 

6

 

 

 

FORMULÁRIO PADRÃO PARA A BRINCADEIRA Nº. 2

MONTANDO UM QUEBRA-CABEÇA BÍBLICO

NOMES

IGREJA

IDADE

1.

 

 

2.

 

 

3.

 

 

4.

 

 

5.

 

 

6

 

 

 

FORMULÁRIO PADRÃO PARA BRINCADEIRA Nº. 3

BRINCADEIRA: QUAL É A MÚSICA?

MÚSICA TOCADA

PESSOA QUE  ACERTOU

EQUIPE QUE PERTENCE

1.

 

 

2.

 

 

3.

 

 

4.

 

 

5.

 

 

 

FORMULÁRIO PADRÃO PARA BRINCADEIRA Nº. 4

NOME DO JUVENIL:

 

NOME DA EQUIPE:

 

 

Responda nos espaços abaixo, as perguntas sobre A LIÇÃO BÍBLICA

1.

2.

3.

4.

5.

 

FORMULÁRIO PADRÃO PARA BRINCADEIRA Nº. 4

NOME DO JUVENIL:

 

NOME DA EQUIPE:

 

Responda nos espaços abaixo, as perguntas sobre  O TEMA: 

1.

2.

3.

4.

5.

 

FORMULÁRIO PADRÃO PARA BRINCADEIRA Nº. 4

NOME DO JUVENIL:

 

NOME DA EQUIPE:

 

 

Responda nos espaços abaixo, O SALMO 23 SEM CONSULTAR A BÍBLIA: 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FORMULÁRIO PADRÃO PARA BRINCADEIRA Nº. 5 –   S T O P  

NOME DO JUVENIL:

 

EQUIPE QUE PERTENCE:

 

 

LETRA

LIVROS DA BÍBLIA

ANIMAIS

COMIDA

TOTAL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FORMULÁRIO PADRÃO PARA BRINCADEIRA Nº. 6      

BRINCADEIRA: CAMINHADA COM PERGUNTAS BÍBLICAS

PERGUNTAS

JUVENIL QUE ACERTOU

EQUIPE QUE PERTENCE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FORMULÁRIO PADRÃO PARA BRINCADEIRA Nº. 7

ENCONTRANDO OS ANIVERSARIANTES

NOMES DOS JUVENIS

DATA DE ANIVERSÁRIO

EQUIPE QUE PERTENCE

1.                  

 

 

2.                  

 

 

3.                  

 

 

4.                  

 

 

5.                  

 

 

6.                  

 

 

7.                  

 

 

8.                  

 

 

9.                  

 

 

10.             

 

 

 

FORMULÁRIO PADRÃO PARA BRINCADEIRA Nº. 8

LIVROS DO NOVO TESTAMENTO DE COR

NOMES DOS JUVENIS

TODOS OS LIVROS DE COR

EQUIPE QUE PERTENCE

1.

 

 

2.

 

 

3.

 

 

4.

 

 

5.

 

 

6.

 

 

7.

 

 

8.

 

 

9.

 

 

10.

 

 

 

FORMULÁRIO PADRÃO PARA BRINCADEIRA Nº 9

FUNDAMENTOS DA NOVA JERUSALÉM

NOMES DOS JUVENIS

NOMES DOS FUNDAMENTOS

EQUIPE QUE PERTENCE

1.                  

 

 

2.                  

 

 

3.                  

 

 

4.                  

 

 

5.                  

 

 

6.                  

 

 

7.                  

 

 

8.                  

 

 

9.                  

 

 

10.              

 

 

11.              

 

 

12.              

 

 

      

FORMULÁRIO PADRÃO PARA BRINCADEIRA Nº. 10

VERSOS BÍBLICOS COM A PALAVRA “AMOR” OU DERIVADAS

NOME DO JUVENIL:

 

EQUIPE QUE PERTENCE:

1º. VERSO:

 

Passagem Bíblica:

2º. VERSO:

 

Passagem Bíblica:

3º. VERSO:

 

Passagem Bíblica:

4. VERSO:

 

Passagem Bíblica:

 

13. AS ATIVIDADES SOCIAIS

Se existe atividade que é sucesso de público e de crítica no trato com os Juvenis, com certeza são as atividades sociais e, principalmente, as festas. Na idade Juvenil, muitos dos filhos da igreja são pressionados por colegas de escola para irem em festas nas casas dos amigos e como a maioria dos pais evangélicos por natureza são cuidadosos nesse particular e não permitem que o filho vá, muitos deles se questionam que mal pode haver numa festa na casa de amigos.

Pensando numa saída para essa quase “crise existencial” que passa na cabeça de nossos Juvenis, resolvi ao longo do trabalho com Juvenis, marcar reiteradas vezes atividades sociais e que sempre tivesse algo para comer e beber (coisas que Juvenil nenhum dispensa). Lembro-me com saudade dos sábados à noite que ia jogar futebol com os Juvenis da igreja Central do Rio de Janeiro e levávamos sempre um bolo, sorvete, salgados, guardanapos, sucos, copos e pratos descartáveis, e depois do jogo preparávamos festas surpresas para eles.

Todos Juvenis gosta de festas, de bater papo com os amigos, de ver um bom filme, de comer uma pizza, de tomar um suco ou refrigerante, de brincar enquanto está na festa, e se você, como professor, utilizar estas atividades sociais como um complemento de seu trabalho, você verá que irá conquistar um lugar especial no coração de seus Juvenis.

Almoços na igreja após o Culto, pizzadas e sorvetadas no sábado à noite sempre serão bem-vindas e você, como professor, deverá pedir a colaboração dos pais e da igreja para promover atividades tão interessantes para os nossos Juvenis. Muitos alegam que igreja não é lugar para tais atividades, porém muitas dessas pessoas que dizem isso, simplesmente não tiveram tais atividades quando eram Juvenis  e num misto de frustração, saem atirando em cima dos professores dos Juvenis. Creio firmemente que a programação de uma igreja deve ser muito atrativa para os seus membros. Além do que é preciso lembrar que o grau de motivação de um Juvenil é um, e o de um adulto é outro. Cabe aos líderes da igreja que trabalham com crianças, desde a professora do Berçário até o diretor dos Juvenis, se especializarem constantemente para fazer da Igreja um local interessante e cativante para os seus liderados e visitantes...

Gostaria de deixar neste material dois exemplos de atividades sociais feitas por dois diretores diferentes em localidades diferentes. A primeira delas foi um almoço realizado pela diretora dos Juvenis da igreja de... e o tema da atividade foi: “Um almoço nos tempos de Jesus”. Neste sábado a diretora e nós, os professores, com a ajuda dos pais, trouxemos, para a alegria eterna dos Juvenis daquela igreja, uma série de iguarias e comidas típicas do tempo de Jesus. Nesse almoço tinha pães diversos, gergelim, frutas cítricas, frutas frescas, nozes, castanhas, azeitonas, iogurte, pão sírio, saladas, sucos naturais e até para a sobremesa fomos atrás de doces muito consumidos pelos povos daquela região. Não precisa nem pensar na repercussão que o evento teve e muitos membros da igreja ficaram com uma inveja “santa” desta atividade para os Juvenis e seus convidados.

A segunda atividade, realizada por mim na época em que era diretor dos Juvenis da Igreja..., foi uma festa cultural que tinha como tema “Um Sábado na Suíça”. Reunimos os pais antes do planejamento do evento, pois como iria implicar em custos financeiros, não queria entrar numa canoa furada. Com o devido apoio financeiro dos pais e também o apoio logístico do Consulado da Suíça, que nos emprestou a bandeira do seu país e nos deu impressos, fotografias e um vídeo sobre as belezas do seu país, podemos realizar uma festa que até hoje, passados já quatro anos, os agora Adolescentes da congregação se lembram com prazer.

Alugamos o salão de festas do prédio onde moro, marcamos para que cada Juvenil chegasse na hora do pôr-do-sol para fazermos juntos o culto, antes de começarmos a nos divertir. Algumas regras foram seguidas à risca e a primeira delas era: só entraria na festa da Suíça quem trouxesse o passaporte que era uma bandeira da Suíça que eles deveriam fazer e trazê-la em miniatura, utilizando papel, pano ou o que eles quisessem. Na porta do salão de festa um dos professores só deixava entrar os que tinham trazido o passaporte. O único que esqueceu foi correndo fazer uma bandeira para não perder o evento.

Depois do culto, os Juvenis  receberam de nós a segunda regra da festa: eles não podiam tocar em nada da comida até a hora do festival de sanduíches. Tudo o que havia sido preparado para eles (pão de queijo, chocolate quente, pipoca, biscoitos típicos e outras guloseimas) eram deixados na mesa deles por nós professores e diretores, sendo que o único trabalho que eles tinham era pedir e incutir na cabeça dos nossos professores que estávamos ali para servir os Juvenis e que esta festa seria algo inesquecível na vida deles.

Enquanto eles estavam se deliciando com esse pequeno lanche, o filme em vídeo estava sendo mostrado. Tão logo o filme acabou, os liberei para utilizar o salão de jogos do prédio enquanto minha equipe montava a mesa para o festival de sanduíches. Minha esposa caprichou e fez tantos pães croissants quantos foram necessários e forramos a mesa com inúmeros tipos de recheios, pastinhas, queijos diferentes, palmito, azeitona e complementos diversos para os sanduíches.

Nesse intervalo, trancamos a porta do salão de festas exatamente para guardar a surpresa e na hora certa chamamos todos de volta ao salão para conhecerem a terceira regra da festa que nada mais era do que um concurso para cada um montar o sanduíche dos seus sonhos. Eles simplesmente adoraram a idéia e com que alegria sentavam-se em mesas para quatro pessoas para curtirem algo que nunca ninguém tinham feito para eles. Terminaram de comer e mais jogos no salão de jogos para ajudar a fazer a digestão. Quando já eram 21:30 e os pais estavam chegando para buscá-los chamamos todos para o encerramento e tomarem conhecimento da quarta regra, que nada mais era que degustar um estonteante bolo de coco recheado com pêssego e creme de leite. Dá para você visualizar a cena: quarenta e sete Juvenis simplesmente não acreditando que na igreja tinha tudo isso de bom para eles.

Quem passou pela oportunidade de fazer algo desse nível em prol dos Juvenis, consegue deixar para você um incentivo: faça algo parecido e marque para sempre a vida de seus Juvenis.

 

14. A SEMANA DE ORAÇÃO DOS JUVENIS

Como membro de igreja desde pequeno, uma vez me questionei: se existe semana de oração para os jovens e adultos de nossa igreja, porque não fazer uma semana de oração envolvendo todas as crianças de nossa igreja?

Contatamos as lideranças dos seguintes departamentos: Berçário, Jardim da Infância, Primários, Juvenis, Escolas públicas e particulares, assim como as demais denominações da cidade. Sentamos todos juntos para levar avante a idéia. Resultado: aprovação imediata e euforia para todo lado. Meu próximo passo foi defender a idéia junto à liderança da igreja que aprovou por unanimidade.

Neste estilo de programação cada departamento se encarrega de montar a plataforma, conseguir variação musical para o seu dia, trazer lembrança para um sorteio que é feito antes de começar o programa, apresentar os componentes da plataforma, trazer um(a) professor(a) para fazer o momento da história, anunciam toda a rotina da semana, incluindo os momentos de louvor e os momentos de oração. Se o departamento quiser assumir a mensagem pregada, cabe a ele correr atrás de um pregador criança ou Juvenil e, em hipótese alguma, adultos pregam nesta semana. Os juvenis geralmente são convidados para pregar toda a semana, recebem os sermões previamente feitos para essa ocasião com a devida antecedência e muitos adultos ficam surpresos com a capacidade e o desprendimento dos nossos juvenis.

No ano de 1999, fizemos a segunda edição da Semana de Oração Infantos Juvenis da Igreja... com o tema: Amigos de Jesus. Enfocamos mensagens interessantes sobre Davi, Timóteo, Éster, Moisés, José e Paulo. À cada noite começávamos quinze minutos antes com música previamente escolhida entre as selecionadas na coletânea e pontualmente (e isso é muito importante) às 20 horas a plataforma entrava e fazia a programação. À cada noite, entregávamos números para as crianças (e nunca para adultos) que lhes davam o direito de participar do sorteio dos brindes. Um professor ficava anotando o nome de todas as crianças pontuais, pois na sexta à noite, no encerramento entregamos três Bíblias diferenciadas (uma para bebês, outra para Juvenis e primários e outra para Adolescentes) sorteadas somente entre os dez pontuais de toda a semana. A euforia de poder participar de uma semana só para crianças e ainda por cima ter a chance de ganhar uma Bíblia especial e diferente fez a alegria das crianças de nossa igreja, e conseguimos também conquistar os pais para o nosso lado. Estamos substituindo a tradicional Voz dos Juvenis em nossa Igreja por essa Semana de Oração Infantos Juvenis, com a vantagem de envolver todos os departamentos e para fecharmos com chave de ouro, fizemos um almoço de integração entre os líderes dos departamentos envolvidos com suas respectivas famílias.

 

OBS: Pode-se iniciar a idéia com apenas três dias em vez de sete (Quinta; Sexta e Sábado). Aproveitamos estes dias para mostrar, biblicamente, que segundo o calendário de DEUS, já estamos no início de um novo dia...

 

14.1) MODELOS DE SERMÕES

14.1.1) Amigos de Jesus: DAVI

“Boa noite, e obrigado por estarem aqui. Quero convidá-los a conhecer mais um amigo de Jesus.

Sem dúvida Eliabe se achava maior, melhor e mais forte do que seu irmão caçula, Davi; e seu pai Jessé talvez pensasse assim também. Certamente até Samuel pensou desta maneira, porque vindo Eliabe, disse consigo mesmo: “Certamente está perante o Senhor o Seu ungido”. O Senhor porém não olhava para o exterior, olhava para o coração, e o Senhor escolheu Davi, o caçula de 8 irmãos. Davi era o mais novo, o mais baixo, mais magro, tinha os cabelos da cor de fogo, e talvez ainda, fosse todo “branquelo” coberto de sardas. Mas Deus não estava preocupado com a aparência física de Davi, e Ele deixa isso claro em I Samuel 16:7 última parte.

São as escolhas de Deus muitas vezes, grandes surpresas para os adultos.

Cuidar das ovelhas ensinou Davi a ser humilde, e também muito corajoso. Ele enfrentou lobos, ursos e leões para proteger suas indefesas ovelhas. Deus com isso o preparou para enfrentar difíceis desafios que viriam no futuro.

O primeiro e literalmente maior deles, foi o gigante Golias. Enquanto um exército inteiro tremia de medo diante daquele gigante, um garotinho com apenas uma funda e cinco pedrinhas, mas com uma confiança sem limites no amigo Jesus, derrubou aquele que se tornara o terror de todo o exército do rei Saul. Não foram as pedras, nem tão pouco sua pequena funda que venceram Golias, mas sua fé simples e inabalável em Deus. Confiança plena que o fez dizer: “Tu vens a mim com espada, com lança e com escudo, mas eu venho a ti em nome do Senhor dos exércitos”.

Já lhe aconteceu alguma vez de ter que enfrentar gigantes sem pernas? Qualquer coisa além de suas forças ou habilidades, que o faça pedir a ajuda de Deus para vencer, é um gigante. Pode ser um mau hábito; um trabalho árduo; um problema de matemática difícil de resolver.

Você tem algum gigante para enfrentar? Pois enfrente-o com a ajuda de Deus.

Por causa da sua coragem Davi se tornou famoso, e com isso fez muitos inimigos, e o maior deles foi o rei Saul. Ele sentia inveja de Davi, e tentou matá-lo muitas vezes. Não fosse seu filho Jônatas interferir algumas vezes, e ele teria conseguido matar Davi. Jônatas arriscou sua vida para salvar seu amigo.

A verdadeira amizade é algo sublime, não importa o país de origem, ou a cor da pele. A amizade de Davi e Jônatas é o mais bonito exemplo de amigos que encontramos na Bíblia.

‘Existiu certa vez um homem muito rico que vivia num lindo palácio, na Inglaterra. Um jardineiro escocês trabalhava para ele. Cada um destes homens tinha um filho; e os meninos se tornaram bons amigos. Certo dia os dois garotos estavam nadando num pequeno lago, no jardim do homem rico, quando seu filho se viu em dificuldades e teria se afogado, não fora o rápido e eficiente socorro do filho do jardineiro.

Em agradecimento por salvar a vida do filho, o homem rico pagou os estudos do filho do jardineiro até que concluiu o curso de Medicina na Universidade de Londres. Aquele rapaz tornou-se um talentoso médico que mais tarde contribuiu para a descoberta da penicilina. Você deve saber o seu nome: Alexander Fleming.

O filho do homem rico também estudou. Fez o curso de advocacia, entrou no exército, na política e se tornou o primeiro-ministro da Inglaterra. Você provavelmente saiba o seu nome também: Winston Churchill.

Durante a guerra Winston contraiu pneumonia. Era uma enfermidade muito perigosa, e uma situação séria para a Inglaterra, que tanto precisava de sua firme liderança. Assim, chamaram o maior especialista da Inglaterra para tratar de Churchill. Sim, você adivinhou! Chamaram Alexander Fleming, o qual, pela segunda vez salvou a vida de seu amigo de infância.

Esta é a segunda vez, disse Churchill, ao agradecer ao amigo, uma vez quando eu era menino, e agora, um homem.

Os amigos são a maior bênção que Deus nos deu. Mas o maior de todos os amigos, sem dúvidas, é Jesus. Ele deu a Sua vida por nós e nos ama mais do que todos, e deseja cada dia que você aceite Sua amizade, pois te ama muito.

Eu quero ser amigo de Jesus pra sempre, e você?

Deus nos abençoe, amém.”

 

14.1.2) Amigos de Jesus: ESTER

“Boa noite! Estou muito feliz por ver todos vocês aqui esta noite. Jesus também está feliz, por ver Seus amigos na Sua casa.

Hadassa era uma menina órfã.

Sentava-se solitária nos degraus de sua casa vazia.

Por causa das lágrimas que havia em seus olhos, ela não podia ver o céu azul, nem a grama verdinha, nem as flores coloridas.

Mardoqueu, primo de Hadassa, veio a sua casa.

Venha, Hadassa, disse ele, venha morar em minha casa. Hadassa ajuntou suas roupas e as amarrou em trouxas. Estava contente de ir com o primo Mardoqueu morar com sua família na cidade de Susã.

Mardoqueu e Hadassa caminharam ao longo da estrada poeirenta. Agora Hadassa pôde ver o céu azul, a grama verdinha, e as flores coloridas, porque não mais havia lágrimas em seus olhos.

Mardoqueu trabalhava para o rei da Pérsia. Cada dia ele se assentava na porta do palácio real e respondia às perguntas do povo que vinha lhe pedir auxílio.

Hadassa algumas vezes levava almoço para Mardoqueu.

Hadassa cresceu até se tornar uma bonita moça. Ela era tão alegre, gostava tanto de ajudar que Mardoqueu disse que ela era como um raio de luz.

Seu nome não será mais Hadassa, mas Ester, que significa uma estrela.

Ester gostou de seu novo nome e sempre procuraria brilhar como uma estrela.

Então aconteceu que o rei da Pérsia estava planejando escolher uma rainha. Mandou reunir todas as mais belas moças da terra, para escolher dentre elas a nova rainha.

Ester foi uma das moças chamadas ao palácio. Mardoqueu observava quando elas atravessavam a porta do palácio; ele achou que Ester era a mais bonita de todas.

Moça após moça se apresentava ao rei. Todas elas eram bonitas, mas quando viu Ester, a estrela brilhante, disse: Ester será a rainha. Com suas próprias mãos o rei colocou uma coroa na cabeça de Ester.

A rainha Ester era a moça mais linda do mundo, porém, sua beleza não se limitava apenas a aparência exterior. Ester era uma grande amiga de Jesus, e esta era na realidade a razão pela qual alcançava o “favor de todos quantos a viam”.

Vou contar para vocês uma velha lenda. Parece que ninguém sabe de onde surgiu, mas ilustra bem a meditação de hoje:

Era uma vez três moças que estavam sempre discutindo para saber qual delas tinha as mãos mais bonitas. A primeira mergulhou as mãos nas águas cristalinas de um regato e disse:

Vejam que lindas e alvas são as minhas mãos! São as mais belas!

A segunda jovem colheu morangos até que suas mãos ficassem rosadas, como se um artista as tivesse pintado.

Vejam quão rosadas são as minhas mãos! Exclamou a moça. Minhas mãos são as mais belas!

A terceira garota caminhou entre flores e colheu tantas rosas que suas mãos ficaram cheirando a perfume.

Sintam o perfume das minhas mãos! Exclamou. Minhas mãos são as mais belas.

Entretanto havia uma quarta moça que jamais se envolveu nas discussões, porque não via beleza alguma em suas mãos. Um dia, uma velhinha muito enrugada se aproximou delas. Parecia uma mendiga. Pediu às meninas algo que comer. As três estavam sempre discutindo para saber qual teria as mãos mais belas, puseram-se para trás e disseram que não tinham nada para dar. A quarta moça, porém, ofereceu-lhe uma cadeira, correu para dentro e trouxe-lhe um pouco de pão e leite. Foi então que algo maravilhoso aconteceu.

A pobre velhinha sorriu e se transformou num anjo! Voltando-se para as outras jovens o anjo disse:

“Não são as mãos mergulhadas no regato, nem as pintadas por morangos, nem as mãos perfumadas pelas rosas, que são as mais belas, mas as mãos bondosas que auxiliam os pobres.”

Pode ser que esta história não passe de uma velha lenda, mas o que o anjo disse é verdade. E este era o segredo da beleza de Ester. Seu coração estava cheio de doçura, bondade, generosidade, coragem e amor.

Você gostaria de ser bonito de verdade? Experimente encher seu coração de doçura, bondade, generosidade e amor para com Deus e seus semelhantes, e veja o que acontece!

Deus nos abençoe.

Amém.

 

14.1.3) Amigos de Jesus: JOSÉ

Feliz sábado para vocês! Estou feliz por começar este dia maravilhoso, aqui na casa de Deus. Que Ele nos cubra de bênçãos durante o Seu Santo dia.

Hoje vamos meditar um pouco, em uma das mais lindas histórias da Bíblia. História de um garoto ainda, que deu prova de sua lealdade e amor que sentia por seu amigo Jesus.

Vamos ler sua história em Gênesis 39:1, 2, 7 e 8.

Vamos voltar um pouco na história de José, para saber quais os acontecimentos que o levaram a se tornar um escravo no Egito.

José fora vítima de duas pequenas tentações que cresceram e tomaram conta dos corações de seu Pai e de seus irmãos.

O pai, Jacó, demonstrava no dia-a-dia um favoritismo em relação ao seu filho José. Isso fez com que no coração de seus irmãos germinasse e começasse a crescer a sementinha da inveja.

O pai, mostrando amor por José permitia que Satanás enfraquecesse os outros filhos que começaram a sentir muita raiva e ódio de José. E esta sementinha cresceu tanto, que chegou ao ponto dos irmãos bolarem um plano para se livrarem do irmão.

E quando a oportunidade apareceu, eles a aproveitaram e lançando mão de seu irmão lhe pouparam a vida, mas venderam-no como escravo para uma caravana de ismaelitas que o levaram ao Egito, onde foi vendido para Potifar, um oficial do Faraó.

Quando permitimos que o inimigo semeie suas sementes do mal em nossos corações, com o tempo acabamos com o carvalho plantado em frente à nossa escola. Era algo de rara beleza. Ele deu sombra refrescante aos transeuntes e proveu alimento e área de lazer aos sagüis e esquilos da vizinhança. Eis que um dia veio um terrível temporal. O relâmpago reluziu, o trovão ribombou, a chuva caiu, os ventos sopraram e quando o velho professor, dirigia-se para o trabalho na manhã seguinte, encontrou o grande carvalho caído no chão! Ele não podia acreditar. Impossível, pensou ele, que aquela árvore tão grande e forte tivesse sido vencida por uma tempestade como aquela! Ele permaneceu olhando em suspense e assombro. Outros juntaram-se a ele. Foi quando alguém junto ao tronco despedaçado disse: “Ah! Não admirem! Venham e vejam!” Eles foram ver e descobriram que o cerne da árvore estava corroído por carunchos! Seu coração estava carcomido! Se aquela grande árvore tivesse podido manter os carunchinhos fora de seu coração, teria suportado à tempestade, e nunca teria caído.

Quando chegou ao Egito, vendo-se apenas um escravo, “só e sem amigos, por algum tempo, José entregou-se a uma dor e pesar incontidos. Mas, na providência de Deus mesmo esta experiência, seria uma bênção para ele. Fora ensinado desde muito pequeno a amar e confiar no Deus de seu pai. José acreditou que o Deus de seu pai, seria também o seu Deus e tomou a decisão de servir ao Senhor com todo o seu coração e seria corajoso e leal”.

Mas e agora? A bela esposa de seu senhor estava a se insinuar para ele, chegando até mesmo a convidá-lo a trair o seu marido. Ela era realmente bonita, e talvez seu senhor jamais viesse a saber, mas espere um pouco... José sabia exatamente o que fazer. Orou a Deus e respondeu à sua senhora. Leiamos na Bíblia em Gênesis 39:8 e 9. Que coragem! Que força! Que poder!... “Como, pois cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra meu Deus?”. Só que a esposa de Potifar estava decidida a fazer José ceder aos seus encantos. Vejamos Gênesis 39:10 à 12.

Você se sente envergonhado e sem coragem para fugir quando a tentação sobrevém? Fica com medo que os teus amigos possam rir de você dizendo que você é um maricas e covarde?

Quando se sentir fraco e quase sem forças, não hesite, fuja... fuja, pois maior coragem há em fugir da tentação do que ser vencido por ela.

José venceu as pequenas tentações, dia após dia. Conservou os pensamentos puros e o coração limpo. E quando veio a grande tentação, ele não caiu! Que inspiração para nós!

Nunca subestime as pequenas coisas. É através das pequeninas coisas que a alma se assemelha a Cristo ou se torna maligna.

Pela graça de Deus, vença as pequenas tentações dia após dia, e no dia das grandes tentações você será um vencedor. Amém.

 

14.1.4) Amigos de Jesus: MOISÉS

O tema central da Semana de Oração Infantos Juvenis de nossa Igreja é Amigos de Jesus. Ao longo dessa semana, cada departamento que lida com crianças de nossa Igreja, irá falar um pouco sobre os Amigos de Jesus. Nosso Clube foi escolhido para abrir esta semana de oração e o amigo sobre o qual iremos falar nesta noite tem muito a ver conosco, afinal de contas Moisés foi, sem sombra de dúvida, o maior líder de Juvenis da história da Bíblia.

Os amigos de Jesus em algum momento de suas vidas tiveram um encontro com Jesus, seja caindo de um cavalo, seja desmaiado no estômago de uma baleia, seja pastoreando ovelhas, não importa muito a forma, o certo é que Jesus escolheu uma forma bem diferente para impressionar este líder de Juvenis. Leiamos a Palavra de Deus em Êxodo 3:1-5.

O objetivo desse encontro foi preparar Moisés para uma grande e difícil missão: libertar o povo de Deus do jugo da servidão – leiamos o relato em Êxodo 3:10. Moisés se sentiu pequeno para a missão conforme lemos em Êxodo 3:11 e arranjou uma boa desculpa para se livrar dela – acompanhemos o relato bíblico em Êxodo 4:10.

Deus tranqüilizou o seu servo com as palavras de Êxodo 4:11 e 12 e ainda providenciou para ele a ajuda de um diretor associado – seu irmão Arão.

“O homem adquirirá força e eficiência ao aceitar as responsabilidades que Deus põe sobre ele e procurar de toda a sua alma qualificar-se para arrostar devidamente com ela.” Patriarcas e Profetas, pág. 225.

Depois das provações das dez pragas, finalmente Moisés parte com seiscentos mil homens (aproximadamente 2.500.000 israelitas – pois mulheres e crianças não eram contados) rumo à Terra Prometida. Mas tão logo começou a peregrinação, a paciência (essa maravilhosa virtude) foi testada. Antes mesmo de atravessar o mar Vermelho, o clube já reclamava – leiamos Êxodo 14:11, porém nosso maravilhoso Deus estava com o seu servo escolhido e providenciou a libertação. Na cidade de Mara, mais reclamações e o povo encontrou águas amargas para beber e mais uma vez Deus usou Moisés para saciar a sede dos juvenis. Interessante foi a forma como Deus transformou essas águas: Ele mostrou uma árvore a Moisés e ele jogou a árvore na água e as águas ficaram doces, conforme está escrito em Êxodo 15:23-25.

Em Êxodo 16:2, mas reclamações, sendo que desta vez foi a comida e mais uma vez Jesus não desamparou seu servo e nem os seus liderados e enviou o maná para todos.

Mais alguns quilômetros de caminhada e mais problemas com água. Moisés feriu a rocha em Horebe e Jesus deu água ao povo.

Passo a passo, quilômetro a quilômetro, as virtudes mais notórias na vida de Moisés, a paciência e a mansidão, estavam sendo colocadas em prova.

Até o presente momento, o Clube de Juvenis “Fugitivos do Egito” era apenas dirigido por Moisés. Mais uma vez, Jesus interfere na liderança do Clube com o objetivo de ajudar a Moisés e permite que Jetro, um ancião, uma pessoa mais experiente, com mais vivência, orientasse aquele jovem líder. Introduziu as unidades, os diretores associados, os conselheiros, os capitães e os secretários de unidades. Leiamos como foi essa mudança radical em Êxodo 18:25 e 26. Aqui nós podemos tirar uma lição para nossa vida como crianças, Juvenis e Adolescentes: ouvir os mais velhos não é sinônimo de submissão irrestrita. Ouvir os mais velhos é sinal de sabedoria, é sinal de bom senso, é ter a certeza que ao ouvi-lo iremos andar no caminho certo.

Nossos pais, tios, avós foram escolhidos por Deus para guiar nossas vidas e, não dar ouvidos a eles certamente será a pior escolha de nossas vidas. É bom lembrar a todos os filhos dessa igreja que o único mandamento dos dez que contém uma promessa é exatamente o de honrar pai e mãe. Aproveito agora para agradecer aos meus pais, dizendo a eles que se hoje estou aqui pregando para esta igreja é porque estive apoiado nesses ombros de gigantes que vocês têm.

Moisés foi um diretor de Clube privilegiado: dirigiu o maior Clube da história da humanidade, recebeu os Dez Mandamentos da mão do próprio Deus, em toda a história bíblica, nunca ninguém andou e acampou tanto quanto ele e essa intimidade e amor para com os seus liderados era tão grande, que quando os espias chegaram com o relato e a maioria do Clube começou a reclamar de novo, Deus queria exterminar aquele povo. Mas foi o amor de Moisés e sua capacidade de argumentar que levaram Deus a desistir daquela idéia.

Porém, amigos de Jesus, não são seres incontaminados a ponto de nunca errar. Moisés bateu na rocha em Meribá, quando a ordem clara de Deus era falar à rocha. Moisés desobedeceu à uma clara ordem de Deus e essa desobediência lhe custou a entrada na Terra prometida.

Chegou a hora em que Moisés já havia cumprido sua missão e Deus anunciou a sua morte conforme lemos em Deuteronômio 32:48-51. Moisés agora passa o comando e a liderança do povo ao jovem Josué. Deus o leva para ver de cima de um monte a Terra Prometida e morre, porém Deus não conseguiu ficar longe de Moisés. Deus o liberta da morte e leva Moisés para o Céu, representando todos aqueles fiéis amigos de Jesus que terão que passar pela morte, porém um dia estarão na Nova Terra ao lado de Jesus!

Hoje eu entendo com clareza porque juvenil reclama de tudo. Ora isso não é de hoje. Para um juvenil a comida nunca está boa, o suco nunca é do nosso agrado, o horário de dormir sempre é cedo demais e o de levantar também, também pudera, essa herança já vem lá do tempo do povo do Israel!

Mansidão, paciência, liderança cristã, amor pelos liderados, sabedoria em ouvir os mais antigos, delegar missões aos associados e conselheiros e saber a hora de passar o comando são lições maravilhosas que ficarão na minha mente para sempre e espero que na de vocês também.

Que o nosso grande Deus nos abençoe nessa Semana de Oração das crianças e Juvenis de nossa igreja.

 

14.1.5) Amigos de Jesus: SAMUEL

Era uma vez um menino chamado Samuel. Ele foi levado pela mamãe Ana para morar na Igreja, com o sacerdote Eli. Samuel iria estudar e também ajudar Eli. Daqui para frente em vês de sacerdote, vou falar pastor que é a mesma coisa... Eli, o pastor, levou Samuel para conhecer a Igreja, que agora seria sua nova casa.

Samuel gostava de olhar tudo o que o pastor fazia, e desejava que um dia Deus o escolhesse para ser um pastor também.

A mamãe Ana ensinou Samuel a ser um menino obediente e pronto a ajudar aos outros; ele aprendeu que obedecer ao papai e a mamãe fariam dele um grande amigo de Papai do Céu. Na Igreja, Samuel ajudava muito ao pastor: abrindo as cortinas, varrendo o chão, tirando o pó dos móveis e trazendo a água para as bacias. Ele gostava tanto de ajudar, que cantava enquanto trabalhava.

Samuel sabia que a mamãe e o pastor gostavam dele, e queriam o seu bem, por isso ficava feliz quando obedecia e ajudava.

Meu amiguinho Ralf é diferente de Samuel. Ele tem só 3 anos, e acha que já sabe de tudo. Um dia estava assentado à mesa em sua cadeirinha, e ali bem ao seu alcance estava um bule de chá. Então ele resolveu que era aquele bule que queria para brincar. Quando levou a mão para pegá-lo, a mamãe que estava ao seu lado, disse:

- Não, não toque no bule!

Que tristeza, pensou ele, mamãe sempre estraga minhas brincadeiras. Nunca me deixa fazer nada! Então resolveu não obedecer à mamãe, e quando ela estava olhando para o outro lado, ele pegou o bule e...

Que dor... que tristeza... um copo de chá quente virou sobre a sua mãozinha, que ficou toda queimada, e doeu durante muito tempo. Agora Ralf aprendeu que a mamãe sabe o que é melhor para ele.

Às vezes eu também sou como o Ralf, e não obedeço ao papai e a mamãe, mas me arrependo e peço desculpas, dando um beijinho nos dois.

Vocês têm sido obedientes como Samuel? Isto vale à pena.

À tarde, depois de fecharem a Igreja, Samuel e o pastor se sentavam para fazer o culto. Eles cantavam, liam a Bíblia e oravam. Então, Samuel dava boa noite, estendia sua cama no chão, falava com Papai do Céu, e se deitava para dormir.

Uma noite, enquanto dormia, Samuel ouviu alguém lhe chamar: “Samuel, Samuel...”, ele se levantou rápido e foi ver com o pastor Eli o que ele queria. Mas o pastor mandou-o dormir, pois não o havia chamado.

Então, Samuel ouviu a voz lhe chamar novamente. De novo ele foi até a cama de Eli. Ele entendeu que Jesus queria conversar com Samuel e lhe disse:

- Se ouvir te chamarem de novo diga – Fala, Senhor, porque o teu servo ouve.

Deus, através de  Seu filho Jesus, muitas vezes tem chamado as crianças para ajudá-Lo em trabalhos especiais. Ele nos ama e quer ser nosso melhor Amigo.

Algumas vezes, me pergunto: “Como posso ajudá-Lo se sou pequeno(a) ainda”? Às vezes, acho que não há nada que possa fazer. Então me lembro que quero ser amigo(a) e fazer algo por Ele.

Uma garotinha cega viajava num trem, onde uma bondosa senhora encontrou uma companheira de viagem chorando desesperada. Quis ajudá-la e saiu a procura pelo trem, de um pastor que pudesse confortar a pobre mulher.

Procurou em vão, pois ninguém respondia. Então, em desespero ela perguntou:

- Bem, não há ninguém que possa orar? Alguém precisa de ajuda.

A garotinha cega, que tinha 10 ou 12 anos, percebendo que ninguém se dispunha a ajudar, segurou a mão da mulher e disse: - Eu posso ajudar? Eu sei um pouquinho da Bíblia, e posso também orar um pouquinho.

Ela foi com a bondosa senhora, até a cabine onde a mulher chorava desesperada. Segurou a sua mão e começou fazendo o “Pai Nosso”, depois repetiu o Salmo 23 e as Bem-Aventuranças, dizendo no final:

- Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.

A mulher parou de chorar e disse muito obrigada.

De repente percebeu que a garotinha era cega, e por alguns momentos ficou sem saber o que dizer. Por fim disse:

- Obrigada a você, querida. Você não só me trouxe conforto, como restituiu a minha fé.

Lembrem-se que Deus tem um lugar especial, onde eu e você podemos trabalhar para Ele, mesmo sendo pequenos.

E sabem o que temos que fazer? Só repetir as palavras de Samuel. Vamos ler juntos na Bíblia? Em I Samuel, capítulo 3, versículo 10, lemos: “Então veio o Senhor, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. Este respondeu: Fala, Senhor, porque o teu servo ouve”.

Eu sonho com o dia em que vou encontrar Jesus e abraçá-Lo, sentar em Seu colo e andar de mãos dadas com Ele, nesta Terra feita toda nova!

Mas enquanto espero, quero ser seu(ua) amigo(a) e andar com Ele aqui na Terra, e fazer Seu trabalho especial.

Agora sei que só preciso dizer: “Fala Senhor, porque o(a) teu(ua) servo(a) ouve”.

Amém.

 

14.1.6) Amigos de Jesus: TIMÓTEO

O tema desta noite será sobre Timóteo.

Quem era Timóteo? Como se chamavam seus pais? Onde o apóstolo Paulo o conheceu? Por que Paulo tinha um carinho todo especial por aquele discípulo? Qual foi a grande virtude de Timóteo? O que podemos extrair desse personagem da Bíblia e que serve para nós hoje em pleno século 20?

Convido a minha igreja a abrir suas Bíblias em Atos 16:1 e 2. Ali lemos o seguinte: “E chegou a Derbe e a Listra. E eis que estava ali um certo discípulo por nome Timóteo, filho de uma judia que era crente, porém de pai grego. Do qual davam bom testemunho os irmãos que estavam em Listra e em Icônio”. “Em Listra, onde Paulo foi apedrejado e dado por morto, Paulo trouxe para Cristo um jovem chamado Timóteo, sua mãe Eunice e sua avó Loide. Por esse tempo, um pouco mais tarde, ele pediu a Timóteo que fosse seu secretário e o ajudasse no trabalho de espalhar o evangelho. Timóteo concordou e daí pra frente se desenvolveu uma maravilhosa amizade entre os dois homens. Eles viajaram juntos, residiram juntos e escreveram juntos.” BHB, pág. 149.

“Paulo amava profundamente a Timóteo, considerando-o como se fosse seu próprio filho. Quando se separaram ele mandou ao jovem toda espécie de bons conselhos para ajudá-lo em seu trabalho e mantê-lo no caminho reto e estreito.

Duas das cartas de Paulo a Timóteo ainda existem e todos nós devíamos lê-las.

Não são muito longas. Sua idade – mais de mil e novecentos anos – tornam-nas ainda mais preciosas, e seu valor está nos bons conselhos que contêm, conselhos estes dados por um velho à um jovem no início da era cristã.

Exercita-te na piedade pessoalmente”, Paulo escreveu em sua primeira carta, “pois embora o físico seja de algum valor, a piedade é de valor sem igual, visto que sustenta promessa para a vida presente e também para a vida futura.

Ninguém despreze a sua mocidade”, disse ele, “mas sê para os crentes um exemplo no falar e na conduta, em amor, em fé, em pureza.

Para advertir os jovens contra o pensamento e que o dinheiro é o alvo mais importante na vida, ele disse a Timóteo que “os que desejam ser ricos caem em tentação, caem no laço, entregam-se a muitos desejos insensatos e penosos que lançam os homens na ruína e destruição. Pois o amor do dinheiro é a raiz de todos os males”.

Mas no que diz respeito a ti, homem de Deus, foge destas coisas, tem por alvo a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza e a amabilidade. Combate o bom combate da fé, toma posse da vida eterna”.

A segunda carta foi escrita pouco antes de Paulo ser levado à morte em Roma. Mas embora estivesse para ser em breve decapitado, o apóstolo estava mais preocupado com Timóteo do que com ele mesmo.

Foge das paixões da juventude”, ele escreveu, “e tem por alvo a justiça, a fé, o amor, e a paz, juntamente com os que, de coração puro, invocam o Senhor”.

Depois de lembrar a Timóteo que sua mãe o havia instruído sobre “as sagradas letras” desde sua meninice, disse-lhe que essas Escrituras, se lidas e estudadas, tornariam o homem de Deus “completo e equipado para toda boa obra”.

Prezados Juvenis e prezadas crianças desta igreja – você teve o privilégio que teve Timóteo? De ter uma mãe que desde pequeno o ensinou a andar nos caminhos do Senhor? Seus professores são cristãos? Na sua casa ainda fazem o culto familiar? Você, os Juvenis  ou mesmo os menores, cantam e falam com Deus cada dia ou só fazemos isso quando vamos à Igreja? A devoção de Timóteo aprendida com sua mãe Eunice e sua vó Loide o acompanhou e o fortaleceu por toda a sua vida de evangelista. Uma vez que Jesus já está quase voltando, não seria hoje o dia mais indicado de tomarmos mais tempo para as coisas de Deus como fazia Timóteo?

Dia 27 de junho é o aniversário de Hellen Keller (já falecida) – uma das mulheres mais notáveis do mundo. Hellen era totalmente cega, no entanto, leu mais livros que a maioria das pessoas que enxergam. Ela própria escreveu sete livros. Era totalmente surda, no entanto, desfrutava mais a música, que muitos que podem ouvir. Levou nove anos para aprender a falar, no entanto fez palestras em todos os Estados Unidos da América do Norte e em muitos países do mundo!

Quando Hellen nasceu, em 1880, era uma criança perfeitamente normal. Nos primeiros dezoito meses de sua vida ela podia ver e ouvir, e estava até balbuciando suas primeiras palavras, quando repentinamente uma febre muito alta a deixou cega, surda e muda. Anne Sullivan, uma professora especializada entrou na vida de Hellen quando esta tinha dez anos de idade. Foi então que pouco a pouco, o caminho da comunicação com o mundo exterior foi se abrindo. O sentido do tato tornou-se tão acurado que Hellen conseguia entender o que seus amigos diziam, simplesmente colocando levemente a mão sobre os seus lábios. E se ela cumprimentasse alguém com um aperto de mão, era capaz de se lembrar daquela pessoa, através do modo como cumprimentou, até cinco anos depois. Sua vida, de um modo ou de outro, trouxe inspiração e coragem a literalmente milhares de pessoas com defeito físico.

Certa ocasião um renomado conferencista perguntou-lhe qual era seu livro predileto. A BÍBLIA – respondeu energicamente – é o Livro mais maravilhoso do mundo. A BÍBLIA! – Ela é linda -  E por que a Bíblia significa tanto para você? – perguntou o conferencista.

- É porque, em minha escuridão, a BÍBLIA me faz ver a grande luz.

Agradeça a Deus nesta noite, por seus olhos e ouvidos, e lembremo-nos sempre do exemplo do jovem Timóteo que desde pequeno teve pais cristãos que o ensinaram a seguir bem de perto o nosso Salvador Jesus.

 

15. MODELOS DE CONCURSOS BÍBLICOS

Não deveria existir nenhuma Classe dos Juvenis funcionando sem um concurso bíblico ou sem alguma forma de levá-los aos desafios. Juvenis são movidos pelo desafio e pela competição saudável. Competição saudável é aquela em que todos participam e mesmo os que perderam recebem elogios e salva de palmas pela sua participação. O ambiente de Igreja não é propício para as históricas rivalidades entre clubes de futebol, voleibol ou qualquer outra atividade esportiva. Quem lidera Juvenil deve saber exatamente o ponto de equilíbrio entre a irreverência desnecessária e o entusiasmo contagiante.

Tanto a lição, o tema, o hinário e a própria Palavra de Deus são excelentes matérias-primas para a realização dos concursos que tornam a classe de Juvenil única em nosso meio.

Algumas idéias foram sendo incorporadas ao programa de Escola Sabática e muita coisa veio através de idéias dos próprios Juvenis, que sempre tiveram oportunidades para criar e bolar os concursos deles e apresentá-los em nossas classes. Vamos a elas:

 

a) Stop

Esse concurso é simples. O mapa utilizado está nesse material no item congressos Juvenis. Como fazer a brincadeira: entregue um mapa para cada uma das equipes e coloque, em qualquer das colunas, os diversos pontos que você viu numa lição, algo como nomes dos personagens, passagens bíblicas, datas e a mensagem principal. Todos podem ter um tempo para procurar o que você pediu tão logo você acabe de transmitir a Lição. Cabe ao professor dos Juvenis marcar um tempo para essa pesquisa e quando ele falar STOP, todos param o que estão fazendo, os papéis irão ser recolhidos, a secretária irá anunciar o total de pontos feitos na outra semana (vai deixá-los loucos para virem no outro sábado só para saberem que equipe ganhou) e você vai dando as respostas certas à medida em que a secretária vai corrigindo os trabalhos. O que você fez foi: estimular a competição saudável, aplicar de uma forma que eles gostam do aprendizado da Lição, dar oportunidade de todos darem mais uma lida na Lição, e mesmo os que não tinham lido a Lição tiveram a chance de fazê-lo.

Essa brincadeira pode também ser deixada com os assuntos já definidos e deixar que eles tragam na semana que vem já preenchida e, quem fizer mais pontos ganhará um brinde especial. Permita que eles consultem os seus pais (é uma forma de envolver os pais e os filhos com atividades bíblicas).

Agora, o STOP tradicional mesmo contém os temas que você escolher (sempre utilizando a Bíblia ou a Lição como fonte de consulta) e os formulários são dados aos Juvenis. Você, como professor, fica pensando numa letra e quando alguém lhe disser a palavra STOP, você diz para sua classe que letra você esteve pensando e eles têm que preencher as tarefas sempre começando com a letra que você falou.

 

b) Concurso Musical

O professor dos Juvenis pede que todos usem o hinário ou a coletânea de cânticos própria dos Juvenis  e quando o professor falar o nome de uma palavra os Juvenis  que souber alguma música do hinário ou da coleção de cânticos, levanta a mão e tem oportunidade de cantar a frase ou parte da música que tenha a palavra objeto do concurso.

 

c) Desenhando os Versos Bíblicos

Eu nunca teria pensado neste concurso até que um dia uma Juvenil chegou para mim na classe e disse que tinha bolado um concurso que ela nunca tinha visto em lugar nenhum e pediu permissão para fazer. Na mesma hora saí da frente de todos e a chamei, pois todos, a esta altura, estavam curiosos para saber o que ela tinha bolado. O concurso é muito interessante: ela escreveu alguns versículos bíblicos no quadro-negro e algumas palavras-chaves do versículo estavam em branco, para completá-las os Juvenis  não podia apenas escrever, os Juvenis  que soubessem tinham que ir no quadro-negro e desenhar o que estava faltando.

 

d) Bíblia Contra o Relógio

Aproveitando passagens bíblicas encontradas na Lição, é dado tempo aos Juvenis para acharem e lerem, quem achar e ler em menor tempo marca pontos para a equipe.

 

e) Leitura Dinâmica da Lição

Certo sábado os Juvenis de nossa igreja estavam muito agitados e por mais que fosse pedido silêncio eles não correspondiam (isso às vezes acontece em qualquer sala de Escola Sabática de Juvenis ). Fiquei imaginando um método de aproveitar a necessidade que eles tinham naquele momento de falar e ao mesmo tempo estimulá-los ao estudo da lição, conseguindo a reverência necessária. Foi então que institui a leitura dinâmica da Lição.

Antes, perguntei se a maioria havia estudado a Lição. Como a resposta foi afirmativa, solicitei para dois membros de cada equipe que ficassem anotando quantas vezes apareciam na Lição os seguintes itens: os nomes de pessoas, a palavra de Deus, a palavra amor, a palavra Jesus e nomes de animais. Todos juntos, com exceção dos dois secretários de cada equipe, começaram a ler a Lição de forma inteligível, porém muito rapidamente. “Ai” dos secretários se eles não conseguissem anotar, pois a equipe iria perder. Pronto, foi uma explosão só, pois todos estavam lendo ao mesmo tempo. Chegou em uma determinada parte e pedi que um Juvenil continuasse de onde todos haviam parado e que todos acompanhassem, pois a qualquer momento iria ser solicitado que ele parasse e qualquer Juvenil teria que continuar lendo normalmente do ponto onde o outro parou. Se gaguejasse perdia pontos para a equipe. Foi uma experiência interessante, e a totalidade dos Juvenis participou.

 

f) Sopre e Responda

Certa manhã de sábado levei para a classe um pacote com 50 balões de gás de cores diferenciadas. Cheguei na sala, mostrei o pacote de balões devidamente embrulhado para que eles não soubessem o que era e falei para todos que eles iriam ter uma surpresa durante os momentos da lição. Pronto, foi o suficiente para esperarem eufóricos o estudo da lição. Na hora da lição ameacei tirar o pacote de balões e me lembrei que não tínhamos feito a oração tradicional pedindo a bênção para o estudo da Bíblia, pedi então a um Juvenil que fizesse a mesma. A euforia era tanta que a oração do menino foi: “Senhor abençoa a lição. Amém”.

Tirei os balões e pedi que cada um enchesse o seu. À medida que foram enchendo solicitei que formasse grupos de acordo com a cor do balão. Solicitei que os balões fossem esvaziados. Depois de todos devidamente identificados com a nova equipe, especialmente montada para o estudo da lição, avisei a todos que prestassem muita atenção em cada palavra que eu estivesse contando sobre a lição, pois a qualquer momento eu pararia de contar e faria uma pergunta.

O Juvenil que quisesse responder deveria encher o balão e depois dar a resposta. Todos prestaram uma atenção digna de uma classe de idosos. As perguntas foram sendo feitas e uma Juvenil foi a ganhadora do prêmio especial. Todos puderam levar seus balões para casa.

 

g) Qual é a Música?

Convidamos um Juvenil que toca flauta para ir tocando apenas uma nota de cada vez e os Juvenis  deveriam tentar descobrir que música era aquela...

Muitos e muitos concursos com roupagens diferentes foram feitos ao longo dos anos com Juvenis. O que você leu acima é uma amostra do que você pode fazer e pode desenvolver em prol dos meninos da igreja.

 

16. JOGOS BÍBLICOS

Para o professor de Juvenis que queira realmente se especializar no que faz, é importante estar constantemente procurando em livrarias evangélicas, jogos bíblicos para serem aplicados na sua classe.

Certa manhã levei para minha classe um Jogo da Velha Bíblico. Havia recebido de brinde de um amigo e levei para a classe. Acelerei a rotina para que eles pudessem ter tempo para jogar. Como era um jogo de conhecimento bíblico nos moldes do tradicional jogo da velha, atraiu muito a atenção dos Juvenis. Esse jogo contém um livreto com uma bateria de dez perguntas sobre assuntos diversos da Bíblia incluindo assuntos e personagens, e estes assuntos e personagens também estão escritos numa folha de cartolina. Com o tradicional X e O as equipes deverão tentar ganhar o jogo da velha. Parecia fácil, mas na hora de responder as perguntas, muitos Juvenis demonstraram que estavam deixando a desejar em termos de conhecimentos bíblicos. Por ser um jogo interessante, tive que levá-lo por várias vezes durante os sábados seguintes, atendendo os pedidos dos Juvenis. Como era um jogo bíblico, sempre levava os estudiosos da Palavra de Deus ao delírio.

Eu pensava que o Jogo da Velha Bíblico era o máximo até eu conhecer o Exodus. O Exodus é um jogo fantástico jogado por quatro pessoas ou por quatro equipes, todo colorido, com pinos, com dados, um misto de aventura onde os participantes deverão sair da terra do Egito e durante a caminhada, toda com obstáculos tais como “volte cinco casas”, “avance duas”, tentar chegar à Terra de Canaã. Para chegar à Terra de Canaã, você precisa ir respondendo baterias de perguntas sobre a Bíblia até atingir o objetivo. Com razoável conhecimento bíblico que acumulei ao longo da vida eclesiástica e dependendo também do grau de dificuldade das perguntas, levei duas horas e meia jogando com minha família e cheguei a Canaã.

Levei para minha classe e nem precisa dizer qual foi a reação dos Juvenis. Perguntas como: “Quantos pontos preciso fazer hoje para ganhar esse jogo?” – era o que mais eu ouvia e: “A melhor equipe do trimestre vai ganhar um desses brindes?” – até um “quanto custa” em pleno sábado saiu da boca de um Juvenil e, durante as próximas reuniões do Clube de Juvenis o assunto não era outro a não ser o Exodus. Tivemos que encomendar com o revendedor para muitos Juvenis. Muitos dos conselheiros do Clube acharam o jogo fantástico para ocupar tardes de sábado em acampamentos e compraram também.

Jogos como caça-palavras existem em todas as bancas de jornal para atrair a atenção de todos na maioria das vezes com conhecimento tão banal que nem vale a pena se motivar para brincar.

Por que não ter caça-palavras com assuntos interessantes da Bíblia para Juvenis? Pensando nisso, volta e meia, levo caça-palavras diferentes para as classes de Juvenis aonde passo e com prazer vejo os meninos e meninas consultando nomes de discípulos, comidas bíblicas, animais do livro de Jó, os fundamentos da Nova Jerusalém, parábolas de Jesus, tribos de Israel, reis de Israel, reis de Judá, profetas, livros do Novo Testamento, livros do Velho Testamento, cidades do Novo Testamento, cidades do Velho Testamento – todos estes e muitos mais podem ser utilizados para a confecção de um caça-palavras.

Fazer um caça-palavras não tem mistério algum, bastando que você pegue uma folha de papel sulfite, faça inúmeros quadrados, insira as respostas aonde você bem quiser e preencha os demais quadrados com letras diferentes. Tire umas cópias e leve para os seus Juvenis. Jogo simples, mas que irá estimulá-los a procurar as informações na Bíblia. Não esqueça de dar brindes para os participantes.

Inúmeros jogos como quartetos, quebra-cabeças e outros estão sendo alvo de interesse por inúmeras gráficas e casas publicadoras. A reação deles você já sabe.

 

17. CLASSE BÍBLICA PARA JUVENIS

Em pouquíssimas de nossas igrejas existe uma Classe Bíblica só para Juvenis. Qual será o motivo de não termos uma classe especializada para os Juvenis? Creio que a maior dificuldade não é nem o fator tempo, que geralmente é o grande vilão responsável por inúmeras falhas de empenho por parte dos membros. A maior carência é exatamente recursos humanos: pessoas preparadas e habilitadas a ministrar a Palavra de Deus numa linguagem que os Juvenis entendam.

Já tive o privilégio de ver um professor de Classe Bíblica ministrar aulas com Juvenis assistindo. Foi simplesmente como se eles não existissem, pois as maiores atenções eram sempre para os adultos.

Quando terminar uma classe dessas pergunte aos seus Juvenis se eles conseguiram aprender. A resposta quase sempre será “mais ou menos”. O que faltou para que eles entendessem tudo de verdade? Faltou você, como professor de Juvenis, faltou o jovem ou o adulto que fala a linguagem deles, faltou o diretor do clube, seus associados e conselheiros sentarem juntos e iniciarem, na sua igreja, um projeto novo e arrojado que é a Classe Bíblica para Juvenis, uma vez que os especialistas em Juvenis somos nós.

Como com Juvenis só conversa não adianta, estamos atualmente nos dedicando a montar estudos bíblicos contendo todas as doutrinas bíblicas, com pesquisa bíblica e sempre com um jogo ou alguma atividade manual para ilustrar o que foi aprendido.

Nessa proposta de atividade, os Juvenis vêm para a Classe Bíblica sabendo que sempre irá ter algo interessante para fazer depois de ouvir a Palavra de Deus. Os Juvenis sempre trazem lápis de cor, canetas, réguas, pois cada passagem de cada estudo será colorida em sua Bíblia de estudos com uma cor diferente, ele utilizará cartolina colorida no estudo da Criação, ele trará revistas velhas para procurar alimentos imundos no estudo sobre temperança, ele sujará as mãos de argila no estudo sobre a criação do homem e da mulher, ele preencherá inúmeros caça-palavras ao longo dos estudos, ele utilizará cartolina velha para dividir uma pizza de cartolina e colorir de forma especial o primeiro pedaço no estudo sobre dízimos e ofertas e por aí vai.

 

A TERCEIRA MILHA

 

1. INTRODUÇÃO

“A Terceira Milha”, surge como um complemento para todos os que já caminharam a “Segunda Milha”. É também uma fonte de pesquisa para professores de Juvenis e Adolescentes que queiram partir para uma especialização na área de evangelismo específico para estas idades.

Enquanto o material “Segunda Milha” foi feito com base na experiência pessoal, o propósito das “próximas milhas” será continuar colocando eventos e atividades feitas com nossos Juvenis  e Adolescentes, trazer materiais de interesse dos professores e atender pedidos feitos pelos professores em reuniões de treinamento. Com base nessa premissa, incluímos nesse material, a organização de um congresso para Adolescentes, pílulas sobre liderança, mais atividades sociais que deram certo, os estudos bíblicos especiais para Juvenis  e Adolescentes e, na medida de nossas possibilidades, pretendemos atender os anseios dos professores.

Gostaria de deixar, neste material, meu agradecimento ao meu bom Deus pelo estilo de vida que Ele me permite viver, dando-me recursos e tempo para investir em Sua causa. Agradeço ao apoio que minha família, tão querida e especial, tem dado a este trabalho.

Robinson Huguenin Amorim

 

 

2. A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS PARA JUVENIS E ADOLESCENTES

Uma das grandes virtudes desejáveis para professores de Juvenis e Adolescentes deveria ser, sem dúvida, a habilidade de contar uma história. Crianças, Juvenis, Adolescentes e porque não dizer muitos adultos dão um valor muito grande a histórias. Quando pastores contam histórias em suas mensagens, o auditório quase que não respira. Histórias têm fascinado milhares e milhares de Juvenis e jovens em acampamentos que são realizados em todo o mundo. Mas como contar uma história e deixá-la eternamente gravada na mente de nossos Juvenis? Que requisitos são essenciais para tornar uma história atraente? Como contá-la de forma a deixar seus alunos com um intenso desejo de ouvir mais e mais? O pastor Erick B. Hare em seu livro “Ensinando os Juvenis ”, tem um capítulo inteiro dedicado a essa arte. Para estimular você a desenvolver mais este dom e sabedores que somos que essa virtude será muito importante para o seu ministério, trago as partes que julguei mais importantes do capítulo “A Arte de Ilustrar a Verdade”:

O maior narrador de histórias que já conheci é Arthur Whitefield Spalding, e não pode haver melhor texto para iniciantes nesta arte do que Christian Storytelling. Deve ser parte integrante do equipamento de cada pai, professor, ou dirigente de Juvenil. Ao estudo deste livro cabe todo o crédito que me tenha chegado como narrador de histórias para meninos e meninas. Neste capítulo permiti-me sumariar ligeiramente os grandes princípios da arte de contar histórias, arranjando-os de certa forma que ajude a lembrar deles.

Aqui estão:

Conheça a Sua História;

Analise a Sua História;

Adapte a Sua História;

Conte a Sua História;

Viva a Sua História;

Tenha um Clímax.

 

Conheça a Sua História – Meu querido pai costumava contar a história de um pastor que lia os seus sermões. Um dia, quando ele virou a última página, concluiu dizendo: “E assim, caros amigos, eu poderia prosseguir...”. Nisto um gaiato sussurrou lá das galerias: “Não, não poderia prosseguir não, o senhor já chegou ao fim da linha”. Tendes ouvido alguém falar, ou ensinar, ou contar uma história, e quando ele termina sentirdes que suas reservas se esgotaram? Isto é porque ele não conhecia bem o seu assunto. O orador precisa conhecer dez vezes mais do que vai falar. Então ele deixa a impressão de que ainda há um grande estoque em reserva, e que somente deu uma ligeira amostra do que possuía. Se estais contando uma história cujo cenário é o México, estudai o mapa deste país, procurai encontrar os lugares relacionados na história, suas grandes cidades etc. Estudai gravuras do México, a fim de poderdes saber que tipos de casas usam lá, que espécie de roupa vestem ou que alimentos comem, como viajam, como falam, como cantam. Estudai tudo que puderdes, e embora não tenhais de usar informações extras, isto inconscientemente dará peso à história. Se quereis contar histórias com sucesso, não basta conhecer muito sobre ela. Precisais conhecer ela própria, por inteiro ...e bem. E seja ela do próprio Spalding, de Maxwell ou de qualquer outro, a receita de Spalding para que se conheça bem uma história é apenas esta:

Primeiro - Leia a história;

Segundo - Conte-a como experimento a alguém;

Terceiro - Releia-a para apanhar qualquer omissão ou erro;

Quarto - Conte-a outra vez, e uma vez mais e mais uma vez. (W. W. Spalding, Christian Storytelling, pág. 42).

 

Analise a Sua História – O bom narrador de histórias não memoriza sua história como faria com um poema ou recitativo, mas constrói um quadro analítico da história e então conta o que viu nela. Isto é muito importante, considerando que muitas vezes a história é escrita na primeira pessoa e no tempo atual, sendo do autor da história, a experiência. Se decorada e repetida palavra por palavra, criaria embaraço e daria uma impressão de falsidade. Por exemplo, é muito comum que eu conte esta pequena história pessoal: Um dia, depois de eu haver inspecionado nossa escola da vila de Awbawa, como costumava acontecer, um grande número de pacientes veio à casa da escola. Entre eles havia um homem com um enorme tumor na cabeça. Ele gemia de dor, e chegou-se a mim, dizendo: Oh, doutor, pegue a sua faca e corte este tumor, não agüento mais a dor! – Mas, titio, irá doer muito se eu o cortar – expliquei.

- Não se preocupe, doutor! Não se preocupe! – ele exclamava – corte-o, corte-o fundo e esprema-o. Eu não agüento mais, não consigo dormir nem comer, nem tenho descanso.

Eu examinei o tumor, e então sorri ao examiná-lo, dizendo: Bobagem o que me pede, titio! Não é preciso abrir o tumor.

- Não se preocupe, doutor, corte, mesmo que tenha que pedir a seis homens para que me segurem.

Foi exatamente o que fiz. Chamei os homens, e enquanto eles o seguravam fortemente, lancetei o tumor. Doía. Ele gemia. Devo esperar mais um pouco? Perguntei-lhe. Não, ele respondeu, toca em frente, doutor! Prossegui até completar a operação e então envolvi-a com uma bandagem limpa. Então, que pensa disto? Perguntei. Ele se aproximou com lágrimas nos olhos, e tomou minha mão, a mão que o havia cortado e apertou-a agradecido: Obrigado, doutor, obrigado e muitas vezes obrigado!

Ora, se decorais esta história estaríeis em dificuldade, porque é escrita na primeira pessoa e não teríeis como dizer todas as coisas, ou seja, a fala do doutor e do paciente pois não há distinção, como se lê no texto! Fazei, porém, um quadro da história: Podeis “ver” a casa de bambus, onde funciona a escola? E o médico missionário ali em pé diante dos pacientes? As crianças da escola acabaram de descer de sua sala e subiram as escadas para o local da enfermaria. Podeis ver o homem com um enorme tumor e seis outros homens fortes ao seu lado para segurá-lo? Podeis ouvir os diálogos que se travam entre pacientes e o missionário?

Muito bem. Agora dizei, com desembaraço, o que vistes e ouvistes, assim:

“Um dia, logo depois que nosso médico missionário havia acabado de inspecionar uma escola de uma das vilas da Birmânia, como costumava fazer, apareceu um grupo de pacientes ali no edifício de bambu da escola. Entre eles estava um homem com um enorme tumor na cabeça”, e etc. (assim deve prosseguir a história, contando o narrador o fato como tendo ocorrido com uma outra pessoa, sem se envolver).

 

Adapte a Sua História – As histórias podem ser adaptadas à idade das crianças. O vocabulário de crianças do Berçário e Jardim da Infância é tão limitado que se requerem expressões faciais e ação, para suplementação das palavras. Repetição de palavras e frases, e até mesmo da história, é muito útil aos pequeninos, é comum dizerem, depois que a história termina: “Agora conte outra vez”. A idade das crianças requer também a omissão de material inusitado, de modo que, ao contar a história de José, em vez de entrar em pormenores sobre sua experiência com a esposa de Potifar, devemos passar depressa sobre o episódio, dizendo simplesmente: “A esposa de Potifar disse uma mentira a respeito de José, e ele foi posto na prisão”. Algumas vezes a adaptação da história à idade requer que faça um ligeiro esboço da provável conversação. As histórias são adaptadas também segundo o ambiente. Meu pequeno rebanho nos trópicos não poderia apreciar histórias sobre gelo e neve. Crianças do campo e crianças de cidade vivem em mundos diferentes, e a menos que se faça grande preparo antes que a história seja contada, é fácil que ela seja distorcida. As histórias são adaptadas também de acordo com o tema que desejamos ilustrar. Da história de José podemos tomar excelentes ilustrações para qualquer destes temas:

1. Resultados de conceito e favoritismo.

2. A maneira como Deus prova os seus colaboradores.

3. Todas as coisas contribuem para o bem.

4. A recompensa da fidelidade.

Em nenhum dos casos ficaria bem entrar em todos os pormenores da história, mas salientar as partes que contribuem para o tema escolhido, e passar logo para a parte seguinte.

 

Conte a Sua História – Sem pedir escusas, sem se desviar, sem parar para pregar um pouco aqui, um pouco ali, sem voltar atrás, sem vacilação, conte sua história claramente, direta e logicamente. Que pretendemos dizer com “voltar atrás”? Ouça!

Era uma vez um menininho cujo nome era Moisés. Mas naturalmente sua mãe não lhe dera o nome de Moisés. A princesa o chamou de Moisés, quando o encontrou num rio; porque Moisés significa “tirado”, e a princesa o tirara de dentro de um cesto de vime sobre o rio, porque, sabem, sua mãe o pôs num pequeno cesto e o deixara no rio, porque o ímpio rei havia feito um decreto de que todos os meninos de Israel deviam ser lançados ao nascer. Vocês estão lembrados de que o povo de Israel vivia em Canaã, mas sobreveio uma fome e eles vieram viver no Egito.

Bem, este rei ímpio tornou escravos todos os filhos de Israel e eles faziam tijolos para o rei. O ímpio rei se chamava Faraó. Ele era orgulhoso, e o seu palácio era muito lindo. Seus servos ficavam por trás dele com grandes leques para abaná-lo, e estes leques eram feitos das mais lindas penas que vocês possam imaginar.

Basta! Basta! Que aconteceu com o menino? Perdeu-se num labirinto de fome, de tijolos, de penas e de reis ímpios. Não se contam histórias por acidentes. Elas são construídas e requerem meditação e prática para que sejam contadas clara e logicamente.

 

Viva a Sua História – Só podeis contar com o poder da convicção em coisas que tenhais experimentado. Ninguém deseja piedade, porque ela é apenas uma expressão vazia; mas todos apreciam simpatia, porque ela traduz o sentimento de quem passou por igual experiência. Assim, deve o narrador viver a sua história. Ele precisa conhecer as crianças, precisa conhecer pais, mães e pessoas. Precisa saber como vivem, como amam, como esperam e como oram. Precisam comer o pão da tristeza e compreender a solidão bem como as alegrias.

Deve saber o que significa subir ao topo da montanha e descer ao vale. Se desejar falar do amor de Deus, precisa conhecer o amor de Deus. Se quer falar do poder salvador de Cristo, precisa conhecer o poder salvador de Cristo. Seria como aquela oração de um pastor que nunca experimentou o desemprego, orando por alguém desempregado... Não quero dizer com isto que para cada intercessão devemos ter experimentado-a, mas sim que corremos o risco de soar vazio em nossas petições.

Certa ocasião um grupo de pessoas estava desfrutando uma reunião social numa bela residência. Entre os presentes havia um ator muito talentoso e um venerável clérigo. Como convidado após convidado fosse associando-se ao entretenimento da tarde, alguém se voltou para o ator e disse: “Quer declamar alguma coisa para nós?” – “Sim” – insistiu o clérigo, “declame para nós o Salmo 23”. “Bem”, disse o ator, “estou pronto a fazê-lo, desde que depois de mim também o clérigo recite esse salmo”. O clérigo concordou, e o ator se levantou e começou a recitar. Ele era um declamador talentoso. Sua alocução era límpida, suas palavras exaltadas e puras, seus gestos perfeitos.

Quando ele terminou, todos prorromperam numa estrondosa salva de palmas.  Pediram então ao clérigo que fizesse sua parte. Lentamente ele se levantou e começou: “O Senhor é meu pastor...” – mas sua voz não era tão cantante como a do declamador que o precedera e nem tão perfeita.

Por vezes ele vacilava, suas mãos tremiam, e ele se movia para cá e para lá, mas com a respiração suspensa o grupo ouvia extasiado. Quando ele proferiu as palavras finais: “na casa do Senhor por longos dias”, lágrimas corriam pelas faces dos ouvintes. Ele sentou-se, mas não houve aplausos. O simples expressar daquelas palavras produziu profundo silêncio. Por algum tempo, ninguém fez um movimento.

Então o ator se levantou, apertou a mão do clérigo, e disse: “Muito obrigado”, e voltando-se para o grupo: “Senhores, eu conheço o salmo vinte e três, mas este homem conhece o Pastor”. Faz grande diferença se viveis vossa história!

 

Sinta a Sua História – Sob este título estudamos uma outra fase na arte de contar histórias. O sentimento que pusermos numa história dá-lhe vida e faz que os elementos nela envolvidos vivam e falem ante os ouvintes. Chamai-lhe “colorir a história” ou pôr-lhe “braços e pernas”, como quiserdes, o domínio desta habilidade mais do que qualquer coisa dará sucesso à história ou vos levará ao fracasso como contadores de histórias. Permiti-me por um momento comparar a construção de uma história com uma tomada de fotografia. Nós vamos ao campo, vemos o sol a ocultar-se por trás dos morros.

Uma pequena cabana branca se aninha na sombra de um grande pinheiro. A cena é encantadora, mas não tiramos de imediato a foto. Tomamos a câmara e olhamos através do visor. Há muito chão ou muito céu, ou muita montanha. Não queremos tudo isto. Aproximamo-nos mais, olhamos de novo no visor, e deste ângulo, e daquele ângulo, até que haja um plano satisfatório de sol, de árvores, de céu e de montanha.

Certamente que o resto está ali, mas não queremos tudo na foto. A foto é enviada ao laboratório, e volta com uma bela paisagem em branco e preto. Esta foto é uma reprodução perfeita da cena? Sim ou não. Que partes são reais? Os elementos fotografados. O que não é fiel? A cor. Assim a seguir tomamos nossos pincéis e começamos a colorir, com todo o cuidado possível, verdes as árvores, amarelo desmaiado o sol ao afundar-se no horizonte, azul o céu, etc. Como sabemos de que cor pintá-los? Porque temos o quadro em mente e conhecemos o ambiente. E lembramo-nos perfeitamente da cabana branca. Mas ao chegar ao teto da cabana, não nos lembramos de que cor era. Sabemos que naquele local as casas têm teto vermelho umas, azul outras.

Pensamos, pensamos, e finalmente decidimos pintar de vermelho. Está o quadro agora perfeitamente fiel? Talvez sim, talvez não. Mas está mais próximo da verdade do que o quadro em preto e branco? O mais provável é que sim. Assim o narrador de histórias tem liberdade de dar-lhe colorido, aproximando-a da verdade o mais que puder. E dois pincéis muito importantes no caso são a modulação da voz e o uso da provável conversação.

Quando Spalding diz: “Não é fácil, na verdade não é possível traçar uma linha exata no emprego da imaginação, de um lado da qual está a verdade, e do outro o erro”, como posso dar-me a presunção de dizer-vos onde traçar esta linha entre verdade e ficção? Permiti, entretanto, que vos diga onde traço essa linha para mim próprio e ainda mantenho uma limpa consciência para com Deus e os homens. Eu me atenho acuradamente ao esboço – os fatos – não ousando por uma árvore onde não havia árvore, ou um cavalo onde cavalo não havia. Orgulho-me de ater-me absolutamente aos fatos. Mas e a cor?

Ah, esta é minha parte adicionar, molhando meu pincel na vida, e pertence-me trazer à vida a história. Nós temos a possibilidade de adicionar vida por inflexão de voz. Tomemos a palavra “adeus”. Como um pai diz adeus a seu filho que está partindo para o colégio? “Adeus, filho”, (medida e lentamente). Como  um adolescente diz adeus a sua mãe? “Adeus, mãe”? Os Adolescentes que eu conheço, não. Eles dizem: “Chau, mamãe”. Assim também o infante tem o seu modo de dizer adeus (ou bom dia, ou até logo). Como o marido diz até logo a sua esposa quando sai de manhã para o trabalho? É mais do que certo que diz “até logo querida”. É mais do que evidente que uma pequena mudança de voz fará.

Deus nos deu uma harpa com milhares de cordas, e no entanto, e maioria de nós se contenta em falar com um único tom de voz, quer esteja falando com um grave professor, quer com um ardente namorado apaixonado, uma ansiosa mãe ou um débil ancião.

 

Tenha Um Clímax – Toda história que ilustra tem de ter um tema para ser ilustrado. O enfoque da história sobre este tema chama-se alvo. A conclusão do alvo é o clímax. Spalding expressa-o assim: “O alvo é a estrada; o clímax é o fim da estrada”. Christian Storytelling, pág. 114. O narrador de histórias não terá alcançado sucesso enquanto a lição, ou o tema, quando a história é contada, e não escrita não tiverem ficado claros na mente da criança.

Quase todos os livros sobre a arte de contar histórias dão ênfase ao fato de que é um erro “moralizar”, mas não estaremos cometendo o erro aí indicado, com a afirmação do tema. Sobre esta expressão “moralizar” há o “martelo” e a “harpa” digamos assim. “Martelo” é estar a cada passo procurando incutir uma lição de moral, isto é, martelar, martelar, martelar. E é contra isto que os contadores de histórias são advertidos, e não contra afirmação do tema, isto é harpear, harpear, harpear, que alimenta os jovens.

Como complemento interessante para este capítulo, aproveito para transcrever a primeira parte do Capítulo XI, A Arte de Ilustrar a Verdade, do mesmo autor Erick B. Hare, crendo que será muito útil para todos os que colocarem em prática o que segue abaixo escrito:

“A respeito de Jesus, lemos: ‘Nada lhes falava sem parábolas’ (Mateus 13:34). A razão é muito evidente: Sua congregação era dos que tinham olhos, mas não viam, ouvidos, mas não ouviam. Os ouvidos de alguns estavam fechados pela ignorância, os de outros pelo fanatismo. Jesus disse: ‘Por isto lhes falo por parábolas, porque eles vendo não vêem, e ouvindo não ouvem, nem compreendem’ (Mateus 13:13).”

A inferência é clara, quer sejam os seus ouvidos fechados pela ignorância, quer pelo fanatismo. A história era a forma mais apropriada de discurso para levar esclarecimento ao coração. As ilustrações são como janelas numa casa. Não são a casa, mas permitem que entre a luz e possamos assim ver a beleza da casa. São como andaimes de uma catedral. Não são a catedral, mas permitem que ela seja erigida e se veja no final a bela obra arquitetônica. Terminada a catedral, os andaimes podem ser retirados e levados embora, ficando a catedral para sempre gloriosa e grandiosa. Da mesma maneira as ilustrações ajudam a construir a verdade que permanece para sempre.

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ILUSTRAÇÕES QUE APELAM AOS OLHOS

Temos ouvido dizer que uma criança lembra dez por cento do que ouve, cinqüenta por cento do que vê, setenta por cento do que diz e noventa por cento do que faz. Exatas ou não, essas porcentagens, todos nós podemos dizer por experiência própria que lembramos mais o que vemos do que o que ouvimos. Portanto, há um lugar muito real no equipamento de quem trabalha com Juvenis, para apelações aos olhos e às mãos; quadros, mapas, flanelógrafos, caixa de areia, enfim, material ilustrativo de diferentes espécies. Eu fico a observar os meus Juvenis quando começo a por alguma coisa no quadro-negro. Conservam-se quietos; tenho sua atenção espontânea. Mas observo também suas contorções de corpo para ter uma visão melhor do que estou pondo no quadro.

Sua reação inocente para ver melhor o que estou fazendo dá-lhes descanso, e também a mim. Além de obter toda sua necessária atenção, isto ainda lhes dá maior capacidade de lembrar. Sejam quais forem as ilustrações, por simples que sejam, como a colocação de gravuras de flanela que se aderem à flanela do quadro, ou a disposição de figuras na caixa de areia, tais como árvores, animais, pessoas, casas recortadas de revistas; tudo é posto ali; e ali ficam para a hora da lição quando então começam a entrar para a história, isto é, começam a ser introduzidos na lição ao desenvolver-se esta. E as crianças observam atentas.

 

ILUSTRAÇÕES QUE APELAM ÀS MÃOS

Muitos dos objetos que apelam aos olhos podem ser usados também como apelativos para as mãos. Para os menorzinhos, figuras de recorte para montagem podem manter ocupados os pequeninos dedos por alguns minutos. Em classes de estudantes de mais idade, estes podem por si mesmos colocar os objetos no flanelógrafo ou na caixa de areia, podendo isto ser feito enquanto a história se desenrola (a critério do professor, naturalmente). Em qualquer caso, o interesse é ativado e dobrado. Projetos como mapas e modelos podem ser feitos pelos alunos em casa e levados à Escola Sabática.

A esta classe de ilustrações pertence também uma interminável variedade de demonstrações em que as crianças tomam parte. Para ilustrar o servir ao Senhor de coração, de toda a alma e de todo o entendimento, podeis imaginar alguma coisa mais vívida e fascinante do que chamar um Juvenil, medir os seus bíceps com uma fita métrica para ver quanta força ele tem, e então deixar que ele vos meça a vós, professores? Então medir em torno de sua cabeça para ver quanta mente possui, e deixá-lo medir a vossa?

Algum tempo atrás entrei numa tenda de Juvenis  numa reunião campal em que se reuniam cerca de trezentos Juvenis. A lição era sobre influência. O líder ilustrou o assunto com uma roda de bicicleta e uma pequena plataforma que girava sobre rolamentos. A experiência consistia em por sobre a plataforma um Juvenil, e então, por em suas mãos a roda da bicicleta girando um suporte que a mantinha firme, e pedir aos Juvenis que pusesse a roda em sentido horizontal, ou que procurasse incliná-la para a direita ou para a esquerda. Era muito difícil, pois quando a roda começava a inclinar-se, os Juvenis sobre a plataforma rolante começava a girar sem querer sobre a base envolvente. Outros Juvenis experimentou fazê-lo, com o mesmo resultado. A lição, então aplicada, jamais é esquecida, principalmente pelos que nela tomaram parte.

 

ILUSTRAÇÕES QUE APELAM AOS OUVIDOS

Este grupo de ilustrações inclui cânticos e encenações com as mãos em movimento de dedos por parte do pequeno rebanho, analogias, parábolas e histórias. Sua principal vantagem sobre os anteriormente citados é que não requerem equipamento algum que exija despesa ou esforço. Parábolas e histórias devem, ambas, o seu valor como ilustração à aplicação espiritual que delas se tire. Um estudo de sua derivação possivelmente lançará um pouco de luz sobre suas diferenças essenciais. “Parábola” vem do latim e tem o sentido de “lançar ao longe”. História vem também do latim, mas com o seu sentido natural de uma história “que se conta”. Parábola é uma história de natureza tão comum e tão geral que não precisamos saber nem nomes e nem datas. O semeador que saiu a semear era um dentre milhares que estavam fazendo a mesma coisa em toda a parte. A história é uma experiência de determinada pessoa, e requer nome e lugar para ser autêntica. Não faltam exemplos com que ilustrar o que seja uma história neste sentido.

 

Arquivo de Histórias – Uma vez que histórias são narrativas (que se presumem verídicas), recomendamos fortemente a prática de arquivá-las. Há várias espécies de arquivos. Alguns professores têm arquivos tão complexos como uma biblioteca em sua classificação. Outros têm arquivos como poços de peixes, e você levaria horas para fisgar alguma coisa que desejasse. Mas um arquivo simples, combinando o que há de bom em diferentes espécies, pode ser organizado com simplicidade e em ordem alfabética segundo os temas. Estes, os temas, podem ser intitulados como Anjos, Bíblia, Livros, Cristo, Berçário, Fidelidade, Amizade, Juvenis, Jardim da Infância, Amor, Mãe, etc., cabendo ao professor ampliá-los ao seu gosto.

A melhor maneira de ter o professor material abundante de histórias é pesquisar na Internet...

 

3. DOIS SERMÕES ESPECIAIS PARA PROFESSORES – QUANTO VALE UM JUVENIL

CULTO ESPECIAL PARA PROFESSORES DE JUVENIS  E ADOLESCENTES

TEMA: QUANTO VALE UM JUVENIL?

 

Introdução: Conte uma das muitas histórias que um líder sabe de cor.

Essa é uma das muitas histórias que são contadas aos Juvenis em cultos matutinos, vespertinos, nos acampamentos de Juvenis  e Adolescentes de nossa igreja em todo o mundo. Os Juvenis geralmente gostam de histórias e em acampamentos, excursões e viagens, elas estão sempre presentes.

E por falar em acampamentos Juvenis, em Adolescentes, em atividades próprias para Juvenis, gostaríamos de perguntar à Igreja: QUANTO VALE UM JUVENIL? QUANTO VALE UM JUVENIL? O que vem à mente quando você vê aquele grupo de meninos e meninas de 10 a 15 anos entrando na Igreja após a Escola Sabática? Sejamos francos, na maioria das vezes nós adultos pensamos: “Acabou a reverência dentro da Igreja, acabou o silêncio! Esses Juvenis de novo! Se me perturbarem, vou chamar os diáconos”. Não é mais ou menos assim?

Um líder, preocupado com a reputação que os Juvenis têm dentro de sua Igreja e preocupado com o que as pessoas em geral pensam a respeito dos Juvenis, resolveu fazer algumas entrevistas. Ele conversou com um diácono:

- Irmão, quanto vale um Juvenil e quem são os Juvenis para o senhor?

- Bem, para mim, Juvenis  são um grupo de crianças que não conseguem ficar caladas na hora do culto divino.

Um tanto quanto descontente aquele líder entrevistou um militar em sua igreja e lhe fez a mesma pergunta e a resposta veio rápida:

- Só consigo enxergar um Juvenil como um futuro soldado raso. Vibro só em pensar, daqui ha mais alguns anos, poder vê-lo lá no quartel, ralando, acampando na chuva, passando as duras lutas que eu tive que passar, para poder ser um adulto.

Depois da entrevista com o militar, chegou a vez do fiscal de rendas que manifestou a sua opinião da seguinte forma:

- Só consigo enxergar os Juvenis  como um contribuinte de amanhã. Realmente espero que ele se desenvolva muito e ganhe muito dinheiro, pois assim o desconto na fonte será bem alto, o que me deixará feliz.

E, por fim, este líder foi a um deputado:

- E o senhor, como avalia um Juvenil?

- Bem, os Juvenis  só se torna alvo de minhas preciosas atenções quando ele consegue tirar o título de eleitor e pode dar o seu voto de confiança para mim, para que eu possa defendê-lo na Câmara e no Senado!

- Mas espere aí – disse o líder de Juvenis – o senhor está muito interessado nos Juvenis quando ele tirar o título de eleitor, mas nessa época ele não será mais um Juvenil. Eu gostaria de saber o que o senhor pensa dos Juvenis hoje?

...Vimos o que várias classes de pessoas pensam a respeito dos Juvenis, mas voltamos a perguntar a vocês na Igreja: QUANTO VALE UM JUVENIL? QUANTO VALE UM JUVENIL para você, membro de nossa igreja, e que está aí ouvindo esta mensagem? Não tente cauterizar sua consciência agora, pois sabemos que para 90% dos adultos, Juvenil é sinônimo de indisciplina, bagunça e problemas a serem resolvidos.

Agora vamos considerar o que um especialista na área de Juvenis  pensa a respeito deles (um menino lê a parte das meninas e uma menina lê a parte dos meninos):

MENINA LÊ: “Entre a inocência da infância e a dignidade do adulto, encontramos uma agradável criatura chamado menino. Os meninos são de diversos tamanhos, pesos e cores, mas todos têm a mesma filosofia: gozar cada segundo, cada minuto, cada hora, de cada dia e de protestar, com barulho (sua única arma) quando seu último minuto está se esgotando e o adulto os envia para a cama à noite”.

 MENINO LÊ: “As meninas são as coisas mais lindas que as pessoas podem receber. Nascem com um pouquinho de brilho angélico ao seu redor, e, embora este às vezes se torne bem reduzido, sempre resta o suficiente para vos laçar o coração. Mesmo quando estão assentadas na lama, ou derramando lágrimas temperamentais, ou passeando na rua com as melhores roupas da mamãe”.

MENINA LÊ: “Os meninos são encontrados em todos os lugares. Em cima de, em baixo de, dentro de, subindo, balançando, correndo em volta ou pulando. As mães os amam, as meninas os odeiam, os irmãos mais velhos os toleram, os adultos os ignoram e o Céu os protegem. O menino é VERDADE com barro no rosto, BELEZA com um corte no dedo, SABEDORIA com goma de mascar no cabelo e ESPERANÇA do futuro com uma rã no bolso”.

MENINO LÊ: “Encontram-se meninas em cinco cores: preta, branca, vermelha, amarela e parda, ainda assim a mãe natureza sempre consegue escolher vossa cor predileta quando fazeis a encomenda. Não concordam com a lei da oferta e da procura, há milhões de menininhas, porém cada uma delas é tão preciosa como rubis”.

MENINA LÊ: “O menino é um composto: tem o apetite de um cavalo, a digestão de um engolidor de espadas, a energia de uma bomba atômica de bolso, a curiosidade de um gato, os pulmões de um ditador, a imaginação de um escritor, a singeleza de uma violeta, a audácia de uma armadilha de aço, o entusiasmo de fogos de artifício, porém, quando faz alguma coisa, tem cinco dedos em cada mão”.

MENINO LÊ: “Deus toma emprestado de muitas criaturas para fazer uma menininha. Usa o canto dos pássaros, o grunhido de um porco, a insubordinação de uma mula, as travessuras de um macaco, a agilidade do gafanhoto, a astúcia da raposa, a brandura de um gatinho, e, culminando tudo isso, Ele acrescenta a mente misteriosa de uma mulher”.

MENINA LÊ: “O menino é uma criatura mágica. Podemos tirá-lo de nossa presença no trabalho, mas não podemos tirá-lo de nosso coração. É melhor desistir. Ele é o nosso captor, nosso carcereiro, nosso chefe e nosso mestre. Um monte de barulho, perseguidor de gatos, sujo e sardento. Mas à noite, quando o papai chega em casa trazendo apenas fragmentos de suas esperanças e sonhos, ele pode juntar cada pedaço, tornando tudo como se fosse novo, proferindo apenas duas palavras mágicas: Alô papai!”.

MENINO LÊ: “Sim, ela é um torturante incômodo para os nervos, justamente um barulhento feixe de maldade. Mas quando vossos sonhos se desvanecem e o mundo é uma confusão, quando vos parece afinal de contas que não passais de um tolo, pode ela fazer de vós um rei, ao trepar em vossos joelhos e cochichar: É do senhor que eu gosto mais”.

 

Bem-vindos à opinião do especialista Alam Beck, de alguns profissionais e, agora, vamos ver o que Deus pensa a respeito dos Juvenis .

Será que Deus só usava ou só usa os adultos no passado e no presente? A palavra de Deus nos mostra que o Grande Criador dos Céus e da Terra acreditava nos talentos dos Juvenis e investiu neles. Vamos abrir a Bíblia em II Reis 22:1 e 2. Fazer um comentário sobre a idade de Josias quando assumiu o reinado.

“Com a ascensão de Josias ao trono, onde devia reinar por trinta e dois anos, os que haviam conservado a pureza de sua fé, começaram a esperar que o declínio do reino fosse detido; pois o novo rei, embora tivesse oito anos de idade, temia a Deus e desde o início, “fez o que era reto aos olhos do Senhor e andou em todo o caminho de Davi seu pai e não se apartou nem para a direita e nem para a esquerda”. II Reis 22:2.

Filho de um rei ímpio, acossado por tentações para que seguisse nos passos do pai e com pouco conselheiros para encorajá-lo no caminho direito, foi Josias não obstante leal ao Deus de Israel. Advertido pelos erros de passadas gerações, escolheu fazer o que era reto, em vez de descer ao baixo nível de pecado e degradação a que seu pai e avô haviam caído.”

E o que dizer do Juvenil  Samuel? Ler I Samuel 2:18-21

.“O mancebo Samuel ia crescendo, fazia-se agradável, assim para com o Senhor como também para os homens”. Se a juventude de Samuel fosse passada no tabernáculo, dedicado ao culto de Deus, não se achava ele livre de influências más ou exemplos pecaminosos. Os filhos de Eli não temiam a Deus e nem honravam a seu pai, mas Samuel não procurava sua companhia nem seguia seus maus caminhos. Fazia esforço constante para tornar-se o que Deus queria que ele fosse. Este é o privilégio de todo jovem. Deus se apraz mesmo quando as criancinhas se entregam ao seu serviço “.

Vimos o que os homens pensam dos Juvenis, o que um especialista em Juvenis pensa e o que Deus pensa. Para encerrar, irmãos, voltamos agora à nossa pergunta que é o tema de nossa mensagem nessa manhã: Quanto vale um Juvenil?

Uma boa parte de nossas igrejas não encontra no seu orçamento um espaço para encaixar uma verba para Juvenis e Adolescentes. Líderes de clubes, professores de Juvenis e Adolescentes têm dedicado e investido toda a sua juventude, o seu domingo de lazer, porque simplesmente crêem e apostam na capacidade de um Juvenil ou adolescente bem direcionado nos caminhos do Senhor.

Quando vamos às reuniões de líderes perguntando como eles podem nos ajudar, a resposta, na maioria das vezes, é que “estamos orando pelo trabalho de vocês”, ou “vocês são uns heróis, continuem assim”, respostas práticas são quase inexistentes.

Não se segura Juvenis na Igreja com pretensas promessas de oração. Não se segura Juvenis na Igreja com tapinha nas costas dos líderes e elogios desnecessários. Conservamos Juvenis e Adolescentes na Igreja quando nós adultos pensamos que os Juvenis e Adolescentes de hoje serão os líderes de amanhã, quando resolvemos dar de nosso bolso, de nosso entusiasmo e de nosso amor por uma causa muito abençoada por Deus.

Conclua sua mensagem chamando os pais de Juvenis  e Adolescentes, os Juvenis  e Adolescentes, e sua equipe, e ore pedindo as bênçãos de Deus para esse grupo super especial.

 

MENSAGEM CENTRAL – “AS CRIANÇAS E OS JOVENS APRENDEM MELHOR POR EXEMPLO DO QUE POR PRECEITOS E NORMAS”

Passagem bíblica – Josué 4:1-7.

Quem está disposto a dar o exemplo para as crianças e os jovens e quem são os principais responsáveis pela formação dos mesmos no seio de nossa igreja?

Diríamos que os pais são os principais responsáveis: “Os filhos são herança do Senhor e lhe somos responsáveis pela administração de sua propriedade... Trabalhem igualmente os pais para a família com amor, fé e oração, até que possam ir a Deus com alegria e dizer: ‘Eis-me aqui com os filhos que me deu o Senhor’ e ‘Pais, tendes responsabilidades que ninguém pode levar em vosso lugar. Enquanto viverdes sois responsabilizados por Deus quanto a guardar o seu caminho... Os pais que fazem da palavra de Deus seu guia e que compreendem quanto seus filhos dependem deles na formação do caráter, dar-lhe-ão um exemplo que lhes seja seguro seguir. Ao vos tornardes pais sobre vós recai a tarefa de cooperar com o Senhor, na educação dos filhos em princípios sadios. Os filhos são entregues aos pais como precioso depósito, o qual Deus um dia requererá de suas mãos. Devemos dedicar à sua educação mais tempo, mais cuidado e mais oração. Pais, tereis que dar conta a Ele pela maneira como desempenhastes vosso sagrado mister”.

E quais são alguns dos alicerces de uma boa educação?

Cremos que o alicerce número um de uma boa educação cristã é a coerência e o exemplo dos pais. Pais incoerentes, que prometem coisas aos filhos e não cumprem, pais que discordam de aspectos básicos na forma de educar os filhos, pais que na frente dos filhos são uma coisa e na sua ausência são totalmente diferentes, vão formando o caráter de seus filhos de uma forma defeituosa e que se deixarem seus filhos crescer assim certamente terão criado pessoas problemáticas e contraditórias. Mas para mudar os filhos, eles primeiro terão que mudar a si mesmos. Podem eles falar de coisas certas, ensinarem coisas certas, mas se na sua vida prática eles vivem totalmente diferente podem ter certeza que os preceitos para nada servirão.

Um outro pilar de uma boa educação cristã sem dúvida nenhuma é o culto doméstico. Cabe ao pai, na função de sacerdote do lar, fazer a sua parte juntamente com sua esposa na elaboração de cultos domésticos interessantes, variados, com música, com leitura bíblica e principalmente com a participação de cada membro da família desde neném de colo até a hora em que seus filhos já não estiverem mais com os pais. Culto doméstico em que somente o pai e a mãe participam dando um sermão nos filhos e forçando-os a ouvir, ouvir e ouvir sem a participação individual está condenado ao fracasso e criará nos filhos, desde pequenos, o desinteresse pelas coisas espirituais.

Um outro alicerce de uma educação equilibrada consiste no sábio uso do tempo.

Cabe aos pais definir como usarão e como administrarão este precioso legado divino que é o tempo. O que é mais importante para o nosso lar: os momentos de televisão ou os momentos de aconchego e lazer entre os membros da família? Ficar mais tempo na mesa de refeições conversando e se entretendo ou ficar assistindo filmes e desenhos muitas vezes impróprios e inadequados? Aonde a família vai tirar férias? O que pretende fazer nas mesmas? Quais são as horas mais sagradas de nossa família? Quem deve ficar com os filhos o tempo todo? Só a mãe? Só a empregada? Só a babá? Existe algum sábado no seu planejamento familiar em que você segue o conselho divino de levar sua família para juntos curtirem a natureza?

Outro alicerce da educação cristã é o trabalho.

“Aonde há abundância de ociosidade, Satanás opera com suas tentações para estragar a vida e o caráter. Se os jovens não forem preparados para o trabalho útil, sejam eles ricos ou pobres, estarão em perigo, pois Satanás encontrará ocupação para eles segundo a sua ordem.”

“Na escola do lar, devem as crianças ser ensinadas a cumprir os deveres práticos da vida diária. Enquanto ainda pequenas deve a mãe dar-lhes alguma tarefa simples a cada dia. Toda a sua vida futura depende da educação que lhes dais nos anos da infância”.

Mas será que só aos pais cabe esta tarefa de ser um exemplo para os seus filhos?

Ler e comentar Gênesis 21:14-18.

 

 4. ORGANIZANDO UM CONGRESSO PARA ADOLESCENTES

Aqui vão as dicas para você que quer organizar um congresso específico para Adolescentes na faixa de 14 à 19 anos.

Passo a passo como organizar um congresso e servirá de dica para você organizar o seu em seu distrito ou em seu estado.

 

4.1) Marque uma reunião de planejamento e siga os passos abaixo:

PRIMEIRO CONGRESSO DE ADOLESCENTES DA CONGREGAÇÃO .............................

DIREÇÃO DO EVENTO: .........., ................., .................

EQUIPES EXECUTIVAS: ALIMENTAÇÃO E HIGIENE, MARKETING, ESCOLA SABÁTICA, CULTO, LOUVOR, SECRETARIA E INFRA-ESTRUTURA.

 

ATRIBUIÇÕES DA DIREÇÃO DO EVENTO:

- Marcar uma reunião com o Pastor para levar a idéia e discutir programação.

- Marcar uma reunião com todos os diretores de Adolescentes da sua região, na melhor data.

- Escolher nesta reunião quem serão os líderes responsáveis por cada equipe executiva.

- Trazer pronto, para esta primeira reunião, uma idéia da logo-marca do evento.

- Cada líder de equipe irá montar sua equipe de trabalho.

- Escolher o tema do evento, o local e a data.

- Terminar esta reunião com os líderes de equipe escolhidos, repassar para eles as suas atribuições e deixar marcada a próxima reunião e o que todos já deverão trazer de idéias e sugestões.

- Bolar o modelo da Carteira de Identidade dos Adolescentes que será oficializada no evento.

- Coordenar e supervisionar o trabalho das comissões.

- Cadastrar toda a equipe diretiva com nome e telefone para eventuais contatos.

- Marcar quantas reuniões forem necessárias até que tudo esteja pronto nos mínimos detalhes.

- Buscar junto a amigos e irmãos os recursos necessários para despesas futuras.

 

ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE MARKETING:

- Com a logo-marca do evento em mãos, mandar imprimir um cartaz para cada congregação de sua região sobre o 1º ADOLECRISTO, mandar imprimir adesivos coloridos para entregar aos congressistas como simples singela lembrança do evento.

- Divulgar o evento na Rádio local e jornais.

- Bolar a camiseta do evento (optativa para os congressistas).

- Ir atrás de patrocínio para despesas futuras.

- Providenciar filmagem grátis do evento.

- Correr atrás de brindes especiais para os congressistas: Bíblias, camisetas, CDs, chaveiros, etc.

 

ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE SECRETARIA/TESOURARIA:

- Bolar a ficha de inscrição do evento.

- Responsabilizar-se para que todos os diretores de Adolescentes a tenham recebido.

- A Equipe local coleta o dinheiro e faz o vale para as lideranças, para as despesas.

- Prestar contas de todos os gastos à igreja.

- Fazer a recepção e checagem do número de congressistas durante o evento.

- Entregar as Carteiras de Identidade aos congressistas.

- Correr atrás de patrocínio para as carteiras.

- Reproduzir o questionário: “Os Adolescentes e a Igreja Local”, distribuir para o preenchimento, recolher e entregá-los para a direção do evento.

- Bolar o Vale Big-AdoleCristo (formulário que dá direito a cada congressista de almoçar dois sanduíches oficiais do evento, mais dois copos de suco, água mineral à vontade, sorvete, copo descartável, guardanapo e prato descartável, etc) ao menor custo possível por congressista, para ser entregue quando for servido o almoço.

 

ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE ESCOLA SABÁTICA:

- Responsabilizar-se por fazer a Escola Sabática do evento.

- Distribuição das lembranças (adesivo para Bíblia ou Lição).

- Recepção oficial aos convidados de honra.

- Ensaiar todo o programa quantas vezes for necessário até sair o melhor possível.

 

ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE CULTO DIVINO:

- Responsabilizar-se por fazer o Culto Divino.

- Escolher um pregador que seja querido pelos Adolescentes.

 

ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DO LOUVOR:

- Cadastrar talentos musicais Adolescentes junto aos diretores com o objetivo de estimulá-los a participar do evento.

- Convidar orquestras, bandas, conjuntos.

- Selecionar as músicas para a coletânea oficial.

- Checar antes da apresentação todas as músicas que serão cantadas no evento.

 

ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE INFRA-ESTRUTURA:

- Participar da escolha do local e ficar responsável por fazer um levantamento de necessidades materiais para o bom desempenho da programação.

- Comprar e prestar contas dos itens de infra-estrutura.

- Supervisionar tudo o que disser respeito a som, banheiros, cozinha e segurança do evento.

 

ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE ALIMENTAÇÃO E HIGIENE:

- Receber verba total do evento para a compra dos itens necessários para a elaboração do Big-AdoleCristo.

- Prestar contas dos gastos através de nota fiscal (transparência).

- Montar sua própria infra-estrutura de cozinha para servir o lanche aos congressistas.

- Providenciar a compra de: água mineral, copos, pratos descartáveis, guardanapos, sacos de lixo, suportes para água mineral, sorvete, casquinhas, luvas plásticas, material de limpeza, sucos, pães e itens dos sanduíches, etc.

- Coordenar a limpeza do local por parte dos diretores e congressistas.

 

PROGRAMAÇÃO SUGESTIVA PARA APÓS O ALMOÇO:

- Jogo bíblico dinâmico para espantar o sono (dividir os congressistas em grupos diferentes dos que eles vieram).

- Programa Canal Aberto, onde pastores e psicólogos responderiam às dúvidas dos Adolescentes sobre assuntos diversos.

- Momento do Testemunho: congressistas e sociedades de Adolescentes dando testemunho do que estão fazendo em prol da Igreja.

- Equipe “Túnel do Tempo” com os melhores momentos do Congresso anterior (se foi realizado).

Também são responsáveis pela captação das imagens atuais...

- Preenchendo a Pesquisa de Opinião: Os Adolescentes e sua Igreja Local.

- Programa musical com o tema: “Talentos Adolescentes” contando com o que há de melhor entre os congressistas.

- Encerramento com Batismo de Adolescentes e uma curta mensagem de consagração e entrega pessoal de suas vidas a Jesus.

 

HORÁRIO SUGESTIVO: para o programa da tarde: das 14 às 17 horas.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: a cada bateria do programa, momentos de descontração de 10 minutos para não cansar os congressistas.

 

 

PESQUISA DE OPINIÃO

Tema: Os Adolescentes e a Igreja Local

 

Igreja: ______________________________________

Nome: ______________________________________

Idade: ______________________________________

 

1. Na sua Igreja existe classe de Escola Sabática para Adolescentes? Sim (  )  Não (  )

2. Se não tem, gostaria que tivesse? Sim (  )  Não (  )

3. A direção da Escola Sabática prestigia a sua classe? Sim (  )  Não (  )

4. O ancião responsável pela Escola Sabática já visitou ou passou a lição na sua classe de Escola Sabática? Sim (  )  Não (  )

5. Os professores de sua classe já realizaram alguma atividade extra classe para vocês? Sim (  ) Não (  )

6. Você já participou de uma semana de oração feita pelos Adolescentes de sua igreja? Sim (  )  Não (  )

7. Sua diretoria de Adolescentes já preparou uma sorvetada ou um lanche especial só para vocês?  Sim (  )  Não (  )

8. A liderança de jovens de sua igreja já convidou sua classe de Adolescentes ou mesmo você para participar de alguma programação? Sim (  )  Não (  )

9. Dê sua opinião sincera: Você acha que a diretoria dos jovens de sua igreja está preocupada em envolver os Adolescentes nos programas jovens? Sim (  )  Não (  )

10. Os líderes de música em sua igreja se preocupam em colocar boa música em sua classe de Escola Sabática? Sim (  )  Não (  )

11. Você, com os Adolescentes, se envolve em alguma atividade em sua igreja? Sim (  )  Não (  )

12. Você faz trabalho missionário? Sim (  )  Não (  )

13. Sua classe de Adolescentes é: (  ) Dinâmica e animada  (  ) Fraca e desanimada  (  ) Já morreu, mas esqueceu de cair.

14. Você acha que seu professor ou diretor é uma pessoa preparada para lidar com vocês? Sim (  )  Não (  )

15. Seria bom que seu professor ou diretor se interessasse em fazer algum curso de especialização para lidar melhor com a classe? Sim (  )  Não (  )

16. Escreva, no espaço abaixo, sua opinião sincera sobre o ADOLE. Sua opinião sincera é importante para que a direção procure fazer sempre eventos melhores para você:

 

 

 

 

5. AS NECESSIDADES DOS JUVENIS

O material abaixo foi copiado literalmente do livro “Ensinando os Juvenis ” de Erick B. Hare. Em virtude deste livro não estar sendo mais editado, resolvemos incluir em nossos materiais daqui para frente inúmeras e excelentes informações sobre Juvenis e Adolescentes que muito lhes serão úteis no desempenho de sua tarefa como professor e amigo dos meninos e meninas de nossa Igreja.

 

“Juvenis Anseiam por Novas Experiências; Gostam de Variedades”

 

Já notastes o efeito que exerce sobre os Juvenis uma roupa nova, um novo par de sapatos ou uma espécie nova de alimento à mesa? Exatamente! Isto reacende o seu interesse na vida. Utilizemos a mesma força em nossas Escolas Sabáticas e reuniões dos Missionários Voluntários. Um quadro novo, um novo cântico, uma cadeira nova ou um novo mapa-múndi, uma nova maneira de apresentar a mesma lição. “A variedade é o tempero da vida” não é apenas um velho provérbio; é uma verdade fundamental quando estais trabalhando no interesse dos Juvenis. Procurai apresentar alguma coisa em acréscimo ao que eles já sabem. Uma antiguidade de Jericó, um vaso de água do Jordão, uma estampa do Egito ou um quadro da cidade apresentada na lição, tudo isto dará um novo sabor a velhas histórias do passado.

Variai ao recapitular. Dialogai. Criai enigmas na forma de teste. Conduzi a coisa como uma abelha zumbindo. Ponde no ar uma imaginária estação de rádio. Variai até que vossos ouvintes vibrem com deleite ao pensarem na reunião do próximo sábado.

Não vos esqueçais, os Juvenis gostam de descobrir coisas novas por si mesmos. Depois de lhes haverdes dados as premissas, deixai que eles descubram a conclusão. Por exemplo: “Muito bem, Laércio diz que o arco-íris é formado pela luz solar atravessando gotículas de chuva. A Bíblia diz que o arco-íris não foi visto até o tempo do dilúvio. Ora a que conclusão chegais em face disto?” A maioria das mãos se levantará para dizer que não havia chovido até o dilúvio. Quão mais interessante é este processo do que dizê-lo o próprio professor. Nunca me esqueço do enigma proposto em classe e que me levou a descobrir que João Marcos era o mesmo jovem que fugiu deixando as roupas nas mãos dos soldados na noite em que Jesus foi preso. E também quando descobri que este desanimado discípulo é considerado como tendo sido missionário na África do Norte.

Sempre que possível, suscitai uma pergunta ou um problema que apresente uma lição nova para ser resolvida ou uma nova verdade. “Notaste que o título da lição da próxima semana é ‘A Armadura de Deus’. Todos admitimos que não podemos vencer Satanás em nossa própria força, e, contudo é nos ordenado lutar, batalhar. Que parte da luta precisamos desempenhar sozinhos? Fará Cristo a Sua parte se nós não fizermos a nossa? Encontraremos a solução deste problema na lição da próxima semana”.

Sentis o empuxo deste problema? Também os Juvenis. Então planejai vosso programa com novas experiências, novas verdades, novas descobertas, e observai o interesse dos meninos e meninas.

 

Juvenis Desejam Afeição

Todos desejamos afeição: a única dificuldade é que os Juvenis  em geral não gostam de vê-lo expresso em palavras. Chamar o menino de “queridinho” ou a menina de “queridinha” não conquista o interesse para o professor de Escola Sabática. Ao contrário, coloca-se uma barreira entre o professor e o aluno e o mais certo é que ele procurará afastar-se. Tendes ouvido a expressão: “Diga-o com flores”. Esta é a idéia. Esta é a linguagem que os Juvenis compreendem. Um par de estampas raras ou algo que se acrescente a sua coleção, será como se lhe estivesse dizendo: “Eu te amo”. De um modo que ele compreenderá e apreciará, dando como resultado uma correspondência da parte dele.

Tenho dito muitas vezes a minha esposa: “Querida, você preferiria que eu lhe dissesse: ‘Eu te amo’, ou ‘que lhe lavasse os pratos esta noite’?”. Podeis facilmente perceber qual terá sido sua resposta: “Oh”, ela diz, “ambas as coisas significam o mesmo para mim, mas esta noite o lavar os pratos soará bem melhor”.

É assim que os Juvenis desenvolvem afeição. Procuremos mostrá-lo e provê-lo em doses generosas, não em palavras, mas em atos.

 

Juvenis Desejam Sentir-se Seguros

Nestes dias de lares esfacelados e normas rebaixadas, meninos e meninas desejam pertencer a alguma coisa digna de valor, alguma coisa de que possa depender, algo que lhes dê segurança. A despeito do fato de que meninos e meninas têm a sua própria maneira, tenho visto muitos crescerem culpando os pais por não o haverem feito parar e obedecer enquanto eram jovens. Tenho tido a meu cargo inúmeros acampamentos de Juvenis. Creio na disciplina e na ordem. Verifico que não é a disciplina em si mesma que os Juvenis detestam, mas a disciplina desarrazoada. A disciplina correta promove o espírito de grupo, e eles conservam no íntimo um profundo respeito pelos seus líderes, pelo acampamento e por sim mesmos. Cuidai pois, qual seja vossa responsabilidade, professor, conselheiro ou líder, cuidai que estejais radiando confiança, ordem, domínio próprio, pois assim estareis alimentando o sentimento de segurança.

 

Juvenis Desejam Reconhecimento

“O professor John Dewey, o mais profundo filósofo americano, diz que o mais acentuado desejo da natureza humana é o de ‘ser importante’ – Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, págs 43 e 44. E. William James, afirma: ‘O princípio mais profundo da natureza humana é o desejo de ser apreciado’ – Ibidem. Eu nem precisava haver citado estes eminentes homens, pois todos sabem que isto é verdade, mas gosto do modo como disseram. Não importa aonde vades, ou quão velhas, ou quão jovens sejam as pessoas, ou se chamais a isto desejo de reconhecimento ou de ser apreciado, ou então desejo de ser importante, a verdade é que cada um está desejoso de ser considerado necessário, indispensável. Todos são iguais neste ponto”.

Tempos atrás assisti a uma reunião dos Missionários Voluntários em uma igreja. Os jovens tinham uma orquestra; os violinos, saxofones e trombones realmente fizeram boa figura. Ao final da reunião eu apertei a mão dos músicos, como geralmente faço, cumprimentando-os por sua música. Na manhã seguinte eu estava falando em outra igreja e, como é meu costume, visitei as divisões internas da Escola Sabática, a fim de contar histórias missionárias. Ao entrar na Divisão dos Juvenis, reconheci à porta um dos jovens trombonistas da noite anterior.

- Oh! Veio a esta igreja hoje! – eu disse manifestando minha surpresa.

- Bem, eu resido aqui, portanto, como é natural, freqüento esta Escola Sabática – ele explicou.

- E o que o faz viajar mais de vinte quilômetros para ir às reuniões daquele igreja de ontem? – eu interroguei.

- Oh, bem – ele explicou, com notável seriedade para a ocasião – eles necessitam de mim na orquestra.

Ah, ali estava o segredo. Algum líder bem sucedido necessitava dele, e esses quase vinte quilômetros eram suaves, curtos, porque ele era necessário. Líderes, abri os olhos para ver quanto necessitais de vossos rapazes e moças! Abri o coração e os lábios para dizer-lhes quanto os apreciais, e observai os resultados em seu interesse em vós.”

 

Artifícios Para Prender a Atenção

Nesta nossa tarefa de evangelizar Juvenis, muitas das vezes nos deparamos com a total falta de interesse dos alunos quando estamos transmitindo a lição ou o tema. Ficamos nos perguntando o que nos falta para captar a atenção dos nossos alunos e despertar neles um interesse maior pelo estudo da Bíblia e da lição. Lembro-me quando fui apresentado aos Juvenis de uma Igreja e fiquei responsável por transmitir a lição para eles. Como eles não me conheciam e muito menos eu a eles, levei um pedaço de ferro cortado, com um pedaço bem pequeno de pedra de isqueiro devidamente soldado em cima (à primeira um brinde totalmente desprezível) em formato de chaveiro, e prometi que quem prestasse atenção na lição estaria concorrendo a um sorteio de dois desses chaveiros. Mostrei de longe o chaveiro para eles e perguntei quantos queriam aquele brinde. Fiquei feliz quando ninguém levantou a mão, pois eles não tinham idéia do que realmente aquilo era e apenas falei que ninguém se arrependeria de prestar atenção para ganhar aquele brinde.

Consegui, com este artifício, captar a atenção dos Juvenis, pois eles queriam saber que brinde era realmente aquele e desta forma a lição transcorreu tranqüila. Fizemos um rápido concurso da lição, pedi para todos levantarem, oramos e ameacei ir embora ao pegar o meu chaveiro que estava na mesa e me dirigir à porta para cumprimentá-los. Foi nesse exato momento que uma reação em cadeia começou com todos os Juvenis me pedindo para voltar, pois eles queriam porque queriam ganhar um chaveiro que para eles não servia para nada.

Neste exato momento, voltei, tirei do bolso uma serrinha bem pequena e um pedaço de algodão. Ao friccionar a serrinha contra a pedra de isqueiro não podia dar outra coisa, as faíscas foram de encontro ao algodão e eu fiz uma demonstração de fogo. Enquanto a maioria quase que literalmente babava com a novidade, fiz rapidamente o sorteio, dei dois chaveiros e avisei que na semana que vem iria sortear mais dois para quem realmente estudasse sete vezes e prestasse atenção na lição. O resultado para a outra semana todos nós já podemos adivinhar: classe cheia, silêncio geral e muitos Juvenis  querendo ganhar um “chaveiro que fazia fogo”.

Em seu livro Ensinando os Juvenis  o pastor Erick B. Hare dedica algumas linhas muito interessantes sobre o tema acima. Vamos a elas:

 

Artifícios Para Chamar a Atenção

“Diz-se que ‘há um artifício para cada ofício’. É certo que podemos aprender alguns truques que ajudam a prender a atenção dos Juvenis. Qualquer artifício que desperte a curiosidade e apele à atenção primitiva espontânea pode ser chamado artifício para prender a atenção. Pode ser um quadro, um raro objeto de arte, um livro, ou um souvenir qualquer. Deve ser sempre algo interessante. Podeis levá-lo em vossa maleta de mão, num envelope grande, num cartão notório, de modo que possais dizer como que acidentalmente que tendes comprado algo muito interessante que desejais mostrar-lhes durante a lição. Iniciai então o estudo. Se, depois de algum tempo, os alunos começam a mostrar-se inquietos, ponde sobre a mesa o artifício para prender a atenção, mas não o abrais; não precisais fazê-lo. Esta simples ação convidou todos os olhos. Prossegui então com a lição. Ao seguir insinuai a mão dentro da caixa, mas não tires para logo o objeto. A ação compele a atenção da classe. Então, pouco a pouco o momento próprio chega, o objeto é exibido e terá ajudado muito em obter atenção.”

 

6. ESTUDOS BÍBLICOS PARA JUVENIS

Os estudos abaixo foram planejados para serem feitos em família, mas nada impeça que você os utilize em sua classe bíblica Juvenil:

 

Estudo 1: BÍBLIA – A PALAVRA DE DEUS

1) Cante alguma música que tenha a palavra Bíblia.

2) Pegue sua Bíblia e conte quantos livros tem o Velho Testamento e coloque a resposta a seguir:

3) Conte quantos livros tem o Novo Testamento e escreva a resposta a seguir:

4) Responda: Se somarmos os livros do Velho Testamento com os do Novo Testamento, teremos livros no total de:

5) Descubra nesta mistura de palavras uma família do Novo Testamento que amava estudar a Bíblia: EU / LÓI / TI / NI / DE / MÓ / CE / TEO.

6) Complete com desenhos as palavras que estão faltando no Salmo 119:105:

             para os meus                 é a Tua Palavra e                para os meus                       .”

7) O que diz Jesus ser a Palavra de Deus? João 17:17.

R.: __________________________________________________________

8) Quanto da Escritura é inspirado? II Timóteo 3:16.

R.:___________________________________________________________

9) Quem inspirou os profetas a escreverem o sagrado livro? II Pedro 1:21.

R.:___________________________________________________________

10) Até quando permanecerá a Palavra de Deus? Isaías 40:8.

R.:___________________________________________________________

11) Podemos acrescentar alguma coisa à Palavra de Deus? Provérbios 30:5 e 6.

R.:___________________________________________________________

12) Como devemos estudar a Palavra de Deus? I Coríntios 2:13.

R.:___________________________________________________________

13) Por que devemos examinar as Escrituras? João 5:39.

R.:___________________________________________________________

 

Estudo 2: QUEM SOMOS E DE ONDE VIEMOS

1) Como era este mundo e o que havia nele antes da semana da Criação? Gên. 1:1 e 2.

R.:___________________________________________________________

2) Através de que poder Deus criou o mundo? Sal. 33:6-9.

R.:___________________________________________________________

3) Quantos dias levou Deus para criá-lo? Ex. 20:11.

R.:___________________________________________________________

4) O que limitava um dia do outro? Gên. 1:16.

R.:___________________________________________________________

Nota: Alguns ensinam que cada dia da criação representam longos períodos de milhares de anos. Mas os dias da criação são dias iguais aos de hoje, porque era o sol que fazia a separação de um dia do outro, o mesmo que faz hoje. O movimento de rotação da Terra começou na criação, logo, os dias têm o mesmo tempo de duração. As estações do ano vêm desde a criação (Salmos 104:19).

5) O que criou Deus no primeiro dia? Gên. 1:3-5.

R.:____________________________________________________________

Diga quanto da luz o homem ajudou Deus a criar: ____________________________

Por quê? __________________________________________________________________

Na cartolina que você tem junto com esse estudo, desenhe o que Deus criou no primeiro dia.

6) O que fez Deus no segundo dia? Gên. 1:6-8.

R.:_____________________________________________________________

O que foi que o homem ajudou Deus a criar no segundo dia? _______________________

Por quê? __________________________________________________________________

Na cartolina que você tem junto com esse estudo, desenhe o que Deus criou no segundo dia.

7) Além de separar do meio das águas a terra seca, que mais Deus fez no terceiro dia? Gên. 1:9-13.

R.:______________________________________________________________

Diga que coisa o homem ajudou Deus a criar no terceiro dia? _______________________

Por quê? __________________________________________________________________

Na cartolina que você tem junto com esse estudo, desenhe o que Deus criou no terceiro dia.

8) No quarto dia Deus fez que brilhasse sobre a terra a luz de quê? Gên. 1:14-19.

R.:______________________________________________________________

O homem também ajudou Deus a criar o que no quarto dia? ________________________

Por quê? __________________________________________________________________

Na cartolina que você tem junto com esse estudo, desenhe o que Deus criou no quarto dia.

9) Os peixes e as aves foram criados em que dia? Gên. 1:20-23.

R.:______________________________________________________________

Quais foram os peixes e as aves que o homem ajudou Deus a criar? _________________

Por quê? __________________________________________________________________

Na cartolina que você tem junto com esse estudo, desenhe o que Deus criou no quinto dia.

10) O que foi criado no sexto dia? Gên. 1:24-27.

R.:____________________________________________________________

O que foi que o homem ajudou Deus a criar? ____________________________________

Por quê? __________________________________________________________________

Na cartolina que você tem junto com esse estudo, desenhe o que Deus criou no sexto dia.

Nota: O homem em nada ajudou a Deus na criação, pois tudo foi feito por Jesus (João 1:1-3) em prol do homem...

11) Do que foi criado o homem? Gên. 2:7.

R.:______________________________________________________________

O que fez Deus para que o homem tivesse vida? ________________________________

12) O homem foi criado a imagem de quem? Gên. 1:27.

R.:_______________________________________________________________________

Para que Deus o criou? Gên. 1:26.

13) Você já deve ter lido em algum livro, revista ou alguém dizer que o homem descende do macaco. Teria você prazer de viver, sabendo que é filho de macaco e não filho de Deus? Isto é muito ridículo para se acreditar – o homem não tem nenhum parentesco com macaco e com nenhum outro animal. Deus criou os animais para servir ao homem e o homem é o dominador deles.

14) Que atributo o homem tem que nenhum outro animal tem e por isso o homem não pode ser descendente dele? Gên. 1:27.

R.:__________________________________________________________________

Este estudo termina com um jogo da memória. Seu filho desenhou o que Deus fez nos seis dias da semana e você possui cartolina com números de um a seis. Coloque os números de um lado e os desenhos de outro. Seu filho pegará um número e tentará achar o que foi criado nas cartolinas que ele desenhou. A cada acerto parabenize seu filho e vibre com ele quando completar este estudo e o jogo da memória.

 

Estudo 3: O QUE DEUS QUER QUE COMAMOS E BEBAMOS

Um palhaço de circo, de nome Nicola Jovadonic, vangloriava-se de poder comer de tudo. Um dia sentiu-se mal e ao consultar o médico, foi-lhe informado que deveria ser operado imediatamente. Ao abrir-lhe o estômago, o médico retirou dele 70 chaves, 16 lâminas de barbear, 36 agulhas e uma boa quantidade de pedaços de corrente de vidro.

Criou Deus o homem com um estômago para comer essa espécie de coisa? É claro que vocês concordam que não. Mas não são somente chaves, giletes, agulhas e correntes de vidro que prejudicam a saúde, há muita coisa que Deus não quer que comamos nem bebamos.

O que você acha? Nós vivemos para comer ou comemos para viver? É claro que comemos para viver. Por isso Deus nos deixou na Bíblia boas orientações daquilo que podemos ou não comer e beber. A maioria das doenças são causadas pelas coisas que comemos ou bebemos. Por isso devemos deixar de comer ou beber tudo o que Deus proíbe, pois sabe que é para o nosso mal e Ele quer que nós comamos e bebamos somente o que for bom ou saudável.

1) O que Deus deseja que tenhamos? III João 2.

R.:______________________________________________________________________

2) Que alimento deu Deus ao homem antes do pecado? Gên. 1:29.

R.:______________________________________________________________________

3) Quando foi permitido ao homem que se alimentasse de carne? Gên. 9:3 e 4.

R.:______________________________________________________________________

4) Que carnes Deus proibiu comer? Lev. 11:4-8.

R.:_______________________________________________________________________

5) Que características mostram se o animal pode ou não ser comido? Lev. 11:3.

R.:_______________________________________________________________________

6) Quais os peixes que não devemos comer? Lev. 11:9-12.

R.:_______________________________________________________________________

7) Que aves não se deve comer? Lev. 11:13-19.

R.:_______________________________________________________________________

8) Além das carnes proibidas por Deus, o que mais Deus proíbe? Prov. 23:29-31.

R.:________________________________________________________________________

9) Além de não beber, o que mais não se deve fazer com as bebidas alcoólicas? Habacuque 2:15.

R.:________________________________________________________________________

10) Pode um bebedor de bebidas alcoólicas entrar no Reino de Deus? I Cor. 6:10.

R.:________________________________________________________________________

11) O que mais um cristão não deve usar?

R.: Fumo, maconha, ou qualquer tipo de narcóticos, pois são prejudiciais à saúde, atacando a mente e o físico. Refrigerantes a base de cola (coca, pepsi e outras) podem e devem ser substituídos por sucos naturais bem mais saudáveis para a saúde. Ler I Cor. 6:19 e 20 e 10:31.

Ao terminar esse estudo com seu filho, tenha à mão cartolina, cola, tesoura, revistas velhas e deixe que o mesmo procure na revista e cole na cartolina alimentos saudáveis e alimentos ruins. Esse trabalho de pesquisa deixará uma boa marca em sua memória. Pergunte à ele se sabe quantos, de cada animal, DEUS colocou na Arca de Noé? Procure nas Escrituras aa resposta correta!

 

Estudo 4: REMÉDIOS DIVINOS PARA UMA VIDA SAUDÁVEL

A saúde é a alma de todas as alegrias. Quando cada membro da família goza de perfeita saúde, o lar é mais feliz.

A saúde não depende do acaso.

1) O Criador da família é também o autor e sustentador da vida. Ele estabeleceu leis das quais dependem a saúde. Que promessas de Deus podem melhorar a qualidade de vida da família? Êxodo 15:25 e 26.

R.:___________________________________________________________________

Exercício adequado.

2) Será que Deus quer que façamos exercícios físicos?

R.:___________________________________________________________________

a) Gênesis 2:15 – Antes da entrada do pecado.

R.:___________________________________________________________________

b) Isaías 65:21 – Após a Segunda vinda de Cristo, durante o Seu governo messiânico, aqui na Terra.

R.:___________________________________________________________________

Repouso suficiente.

3) O cuidado com a saúde inclui o repouso diário e o repouso semanal. Como o mandamento do sábado ensina que Deus quer que respeitemos o descanso semanal?

a) Gênesis 2:1-3. Na semana da criação Deus determinou que o Sábado é dia de ________________.

b) Êxodo 20:8-11: Ao proclamar os Dez Mandamentos, Deus determinou o que deveria ser feito por toda família no dia de sábado:

 _______________________________________________________________.

c) Isaías 66:22 e 23: Revela que na eternidade os remidos não trabalharão no sábado. Esse seria o dia de ________________________________________________________.

Água, sol e ar puro.

4) Que tipo de moradia Deus proveu para a primeira família sobre a terra? Gên. 2:8-10 e 15.

R.:___________________________________________________________________

Evidentemente esse ambiente natural fornecia abundante água pura, ar puro e sol, todos eles essenciais para a boa saúde.

Dieta apropriada.

5) Qual foi a dieta prescrita por Deus à primeira família, com o propósito de fornecer-lhes os nutrientes necessários? Gên. 1:29 e 3:18.

R.:___________________________________________________________________

a) Quais foram as mudanças permitidas por Deus como dieta de emergência para Noé e sua família, após o dilúvio? Gên. 9:3 e 4.

R.:___________________________________________________________________

b) Na hipótese do uso da carne, que sábias discriminações fez Deus a respeito dos animais próprios para alimento?

b1) Levítico 11:2-7 – Com respeito aos quadrúpedes:

R.:___________________________________________________________________

b2) Levítico 11:9-11 – Com respeito a peixes:

R.:___________________________________________________________________

b3) Levítico 11:13-19 – Com respeito a aves:

R.:___________________________________________________________________

B4) Levítico 11:29 e 30 – Com respeito a outros animais:

R.:___________________________________________________________________

B5) Levítico 17:13 e 14 – Com respeito ao uso do sangue:

R.:___________________________________________________________________

6) Temperança.

a) Que princípios cristãos justificam a decisão de respeito às leis de saúde? I Coríntios 6:19 e 20; 10:30 e 31; e Daniel 1:8.

R.:___________________________________________________________________

b) Que conselho divino, com respeito ao consumo de bebidas embriagantes, deve melhorar em muito a qualidade de vida familiar? Provérbios 20:1 e Isaías 28:7.

R.:___________________________________________________________________

c) Que declaração da Palavra de Deus ressalta a importância de abster-nos do tabaco, de estimulantes, de outras drogas alucinógenas ou que provocam enfermidades? I Coríntios 3:16 e 17.

R.:___________________________________________________________________

7) Fé e confiança em Deus.

Temos maravilhosas promessas de Deus para nos auxiliar e a nossos queridos, na dura luta para reconduzir nossos hábitos de vida. Por exemplo: “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade”, “E o meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” e “Tudo posso naquele que me fortalece” – Filipenses 2:13; 4:19 e 4:13.

Aplicação para as crianças: Peque uma cartolina branca, divida em sete partes, colocando os números em cada parte dividida e peça para que seu filho ao longo da próxima semana corte gravuras de revistas ou jornais que se adaptem aos tópicos dessa lição e, no próximo sábado, cole com ele todas essas gravuras, recapitulando assim cada passo importante dos remédios de Deus para uma vida saudável.

Observação: Não faça essa aplicação no mesmo dia do estudo, será muito cansativo para seu filho.

 

Estudo 5: O SÁBADO

1) Quais foram os três diferentes atos pelos quais Deus criou o sábado? Gênesis 1:1-3.

R.:___________________________________________________________________

2) Quem foi o Criador que descansou, abençoou e santificou o sábado? Colossenses 1:13 e 16; Hebreus 1:1 e 2.

R.:___________________________________________________________________

3) O sábado foi observado pelo povo de Deus antes da entrega da lei no Sinai? Gênesis 26:5; Êxodo 16:4, 5 e 22-26.

R.:___________________________________________________________________

4) Nos dias em que Israel era uma teocracia, que ordenou Deus fosse feito com aquele que profanasse o sábado? Êxodo 31:14 e Números 15:30-36.

R.:___________________________________________________________________

5) Que tipo de observância do sábado o quarto mandamento estipula? Êxodo 20:8-11.

R.:___________________________________________________________________

6) O que Jesus fez no sábado? Lucas 4:16.

R.:___________________________________________________________________

7) Por meio de que instrução Jesus demonstrou seu desejo que seus seguidores observassem o sábado após a Sua morte e ressurreição? Mateus 24:20.

R.:___________________________________________________________________

8) Que revelam as seguintes passagens sobre o método de Jesus para a guarda do sábado? Marcos 2:23-28 e 3:1-6.

R.:___________________________________________________________________

9) Que atitude dos seguidores de Jesus após a Sua morte estabeleceu que o sétimo dia da semana é o verdadeiro sábado bíblico? Lucas 23:54; 24:1 e 7 (comparar com Marcos 16:9 e I Coríntios 15:4).

R.:___________________________________________________________________

10) Quantas referências à guarda do sábado pelo apóstolo Paulo estão registradas no livro de Atos? O que isso nos fala sobre a atitude da igreja apostólica em relação à guarda do sábado?

R: Atos 13:14 e 15, 42-44: __________________________________________________

Atos 16:12-15: ____________________________________________________________

Atos 17:1 e 2: ____________________________________________________________

Atos 18:1, 4 e 11: _________________________________________________________

No fim desse estudo peça a seu filho para decorar Êxodo 20:8-11, escrevê-lo numa folha de papel, cortar esse versículo em 7 (sete) partes e colar na ordem, numa cartolina previamente cortada sob o formato do número 7.

 

Estudo 6: A SANTA CEIA

1) Que problema voltou a manifestar-se entre os discípulos de Jesus? Marcos 9:33 e 34.

R.:___________________________________________________________________

2) Como Jesus enfatizou a importância da humildade? Mateus 18:1-4; 20:25-28.

R.:___________________________________________________________________

3) Que demonstração de amor e humildade Jesus deu a Seus discípulos na última Ceia? João 13:1-7.

R.:___________________________________________________________________

4) De que é símbolo o lava-pés? João 13:8-11; 15:3; e Tito 3:5-7.

R.:___________________________________________________________________

5) O que Jesus insistiu que Seus discípulos fizessem um pelo outro? João 13:12-17.

R.:___________________________________________________________________

6) Descreva a cerimônia que Jesus instituiu após haver lavado os pés dos discípulos? Mateus 26:26-28.

R.:___________________________________________________________________

7) Como sabemos que Jesus deseja que Seus seguidores celebrem a Ceia do Senhor até que Ele venha pela segunda vez? I Coríntios 11:23-26. Que perigo há de participar da Ceia do Senhor se seu coração não está reto diante de Deus? I Coríntios 11:27-30.

R.:___________________________________________________________________

8) Que significa participar do corpo e do sangue de Cristo? João 6:51; 53:57-63.

R.:___________________________________________________________________

9) Quantas vezes Jesus foi sacrificado por nossos pecados? A Santa Ceia é uma repetição do sacrifício do Calvário? Hebreus 7:27; 9:28; e 10:14.

R.:___________________________________________________________________

10) Quando disse Jesus seria a próxima ocasião em que celebraria a Santa Ceia com seus discípulos? Mateus 26:29.

R.:___________________________________________________________________

Termine este estudo explicando para seu filho a importância do puro suco de uva e do pão sem fermento. Para estimulá-lo ainda mais, prometa que no fim do estudo a família irá fazer o pão utilizado na Santa Ceia. Deixe os ingredientes à mão e, ao fim do estudo, mão na massa! Com certeza ele nunca se esquecerá da simbologia da Santa Ceia.

 

Estudo 7: MORDOMIA CRISTÃ

1) Em que linguagem clara Deus descreve Seu direito à propriedade do mundo inteiro? Sal 50:10-12.

R.:___________________________________________________________________

2) Que é mais importante para Deus do que dízimos e ofertas? Mateus 23:23.

R.:___________________________________________________________________

3) Estude as seguintes histórias contrastantes. Indique como elas demonstram a diferença entre uma entrega total e uma parcial:

Atos 4:32 até Atos 5:11 – Ananias e Safira: ________________________________.

Marcos 12:41-44 – A moeda da viúva: _____________________________________.

4) Como o dízimo deve ser considerado? Levítico 27:30.

R.:___________________________________________________________________

5) Qual o resultado da entrega à vontade e os caminhos de Deus? II Coríntios 9:6-8.

R.:___________________________________________________________________

Nota: Vemos aqui que Paulo entendia que o dízimo na forma do Antigo Testamento deveria ser agora considerado em uma forma diferente: Oferta de amor á causa de Jesus!

6) No que diz respeito à mordomia, que significado especial pode ser encontrado na quinta bem-aventurança de Cristo, registrada em Mateus 5:7?

R.:___________________________________________________________________

7) Que aspectos da oferta na igreja primitiva, são ilustrados nas seguintes passagens?

Romanos 15:26 e 27: ____________________________________________________.

I Coríntios 9:9-14: ______________________________________________________.

8) Que princípio básico encontra-se em I Coríntios 10:31?

R.:___________________________________________________________________

9) Como nossas dádivas a Deus revelam nosso amor para com Ele? II Coríntios 8:1-5.

R.:___________________________________________________________________

Este estudo de mordomia se completa com você ensinando os Juvenis através de uma cartolina redonda que simbolizará uma torta ou uma pizza. Divida esta torta ou pizza, utilizando uma régua, em 10 (dez) partes e deixe seu filho colorir cada parte. Mostre para ele que o primeiro pedaço da torta ou pizza deve representar o dízimo e que uma parte do segundo deve representar a oferta (ou mesmo o segundo todo). Mostre que os outros itens podem ser comparados com as outras despesas que uma família tem para se manter tais como: luz, moradia, água, escola, transporte, lazer, plano de saúde, etc. Fazendo isso estarás mostrando aos Juvenis que sempre a primeira parcela dos nossos rendimentos são de Deus e o que sobra para nós é uma garantia de que Deus irá suprir todas as nossas necessidades.

 

Estudo 8: A SEGUNDA VINDA DE JESUS

1) Que há na promessa feita por Jesus, em João 14:1-3, que tem inspirado a seus seguidores através dos séculos, a ansiarem tão entusiasticamente por Seu retorno?

R.:___________________________________________________________________

2) Indique como o Velho Testamento contribui para nossa compreensão da segunda vinda de Cristo:

Jó 19:25-27: _____________________________________________________________.

Salmos 50:3-5: ___________________________________________________________.

Daniel 2:44 e 45: _________________________________________________________.

3) Que motivo todo especial para a segunda vinda de Cristo é mencionado em Hebreus 9:28?

R.:___________________________________________________________________

4) Que distinção é feita em I Coríntios 15:51-54 quanto ao que ocorre aos justos mortos e justos vivos quando do retorno de Cristo?

R.:___________________________________________________________________

5) Que segurança temos de que a vinda de Cristo será literal, pessoal e visível? Atos 1:11.

R.:___________________________________________________________________

6) Como sabemos, através da Bíblia, que Cristo não virá em um tipo de arrebatamento secreto esperado por muitos hoje?

Mateus 24:26, 27 e 30: ____________________________________________________.

I Tessalonicenses 4:16: ____________________________________________________.

7) Que dois passos essenciais precisamos dar para nos assegurarmos de estar prontos para a vinda de Jesus? Lucas 21:36.

R.:___________________________________________________________________

8) Que farão os que ansiosamente aguardam o retorno de Cristo para demonstrar que pertencem a Ele e que desejam estar com Ele? I João 3:2 e 3.

R.:___________________________________________________________________

9) Por que Deus não quer que saibamos o dia e a hora exatos da volta de Jesus? Mateus 24:36.

R.:___________________________________________________________________

10) Quais são algumas outras felizes conseqüências do juízo e da volta de Cristo?

Daniel 7:22:_____________________________________________________________.

II Timóteo 4:8: ___________________________________________________________.

Este estudo, por ser um dos principais alicerces de nossa fé, precisaria de algo especial. Como sugestão ao terminar faça um álbum com gravuras que mostrem a segunda vinda de Jesus.

 

Estudo 9: A NOVA TERRA

1) Na volta de Jesus, os salvos participaram de seu governo terreal por mil anos... Como terminará o governo milenar de Jesus? Apoc 20:7-15.

R.:___________________________________________________________________

2) Quando DEUS, o Pai de Jesus, passará a habitar com os salvos, aqui nesta Terra? Apocalipse 21:2.

R.:___________________________________________________________________

3) Como João a descreve a Nova Jerusalém? Apocalipse 21:9-26.

R.:___________________________________________________________________

4) Por que não há templo na Nova Jerusalém? Apocalipse 21:22.

R.:___________________________________________________________________

5) A descrição de Isaías do governo messiânico de Jesus, por mil anos, aqui na terra inclui dias específicos de adoração. Qual é este dia? Isaías 66:23.

R.:___________________________________________________________________

6) Que bênçãos físicas e materiais são desfrutadas pelos salvos?

Isaías 11:6-9: ____________________________________________________________.

Isaías 35:5-10: ___________________________________________________________.

Isaías 65:17-25: __________________________________________________________.

I Coríntios 13:12: _________________________________________________________.

7) Qual é o mais ardente desejo de Jesus para cada um de nós? João 17:24.

R.:___________________________________________________________________

8) Qual é a qualificação espiritual para habitar a nova terra? Apocalipse 14:3-5; 21:7.

R.:___________________________________________________________________

9) Que certeza temos da presença de Cristo e do Pai em nosso coração como fonte de nosso poder espiritual? João 14:18 e 23; Gálatas 2:20.

R.:___________________________________________________________________

10) De que legado os salvos partilharão por toda a eternidade? Apocalipse 7:17; 21:6; 22:2 e 17, comparar com João 4:14.

R.:___________________________________________________________________

No estudo sobre a Nova Terra encha, com antecedência, 10 balões de gás contendo as perguntas da lição. Numere os balões para você não se perder no estudo e, à medida que os Juvenis  for enchendo e estourando os balões, vá respondendo a lição, lembrando que cada resposta na Bíblia deverá ser respondida com uma cor diferente.

 

9. CURIOSIDADES BÍBLICAS

Todos nós, que lidamos com Juvenis, sabemos que eles são movidos a concursos, desafios e brindes. Querer mudar esse fato é desconhecer totalmente a filosofia Juvenil de ser. Para motivar mais e mais a sua classe no estudo da Bíblia segue abaixo uma lista de curiosidades bíblicas, que podem ser muito úteis na sua classe. Não faça todas de uma vez, lembre-se que você tem um ano inteiro para trazer coisas novas e tornar sua classe um lugar desejado pelos Juvenis.

 

PERGUNTAS

- Que mulher morreu andando para frente e olhando para trás? Gên. 19:26.

- Que mãe deixou o filho debaixo da árvore para morrer? Gên. 21:15 e 16.

- Que velho trocou de nome aos 99 anos? Gên. 17:1 e 5.

- Quem se julgou 70 vezes mais pecador que Caim? Gên. 4:24.

- Quem enterrou as jóias de sua esposa sob uma árvore? Gên. 35:4.

- Quem enforcou um homem numa festa de aniversário? Gên. 40:20 e 22.

- Que idade tinha José quando interpretou os sonhos do rei? Gên. 41:46.

- Que filho a mãe deu um nome e o pai mudou? Gên. 35:18.

- Quem casou com a mulher errada? Gên. 29:25.

- Quem fez os camelos ajoelharem na hora da oração? Gên. 24:11.

- Quem dormiu num travesseiro de pedra? Gên. 28:18.

- Quem pediu para ser escravo? Gên. 44:33.

- Que patriarca foi mumificado no Egito? Gên. 50:2.

- Quais os irmãos que sustentaram uma mentira por 20 anos? Gên. 37:31.

- Quem recebeu salário para sustentar o próprio filho? Êxodo 2:9.

- De que material eram feitos os espelhos das mulheres? Êxodo 38:8.

- Que substância deveria ser adicionada a cada sacrifício? Lev. 2:13.

- Que profetas só profetizaram uma única vez? Num. 11:25.

- Que planta produziu flúor e fruto da noite para o dia? Num. 17:8.

- Que profeta discutiu com uma jumenta? Num. 22:29.

- Qual o rei que dormia numa enorme cama de ferro? Deut. 3:11.

- Quando se podia furar a orelha? Deut. 15:17.

- Qual o pão que não se sabe a receita? Deut. 8:3.

 

ENIGMAS BÍBLICOS (Valem o dobro dos pontos)

- Qual o vegetariano que comeu carne? Gên. 41:4.

- Quando ¼ da população do mundo morreu? Gên. 4:8.

- Onde os homens tentaram chegar aos céus pelas próprias mãos? Gên. 11:4.

- Que animal não nasceu, não morreu e não existe mais? Êxodo 4:3 e 4.

- Onde a Bíblia fala de plantas devoradoras? Gên. 41:7.

- Passou 40 anos na escola e não aprendeu a lição? Deut. 8:3.

- Quem torrou um boi para fazer churrasco? Êxodo 32:20.

 

10. PÍLULAS SOBRE LIDERANÇA

Para você que é professor e gosta de material de liderança, seguem três preciosas mensagens, que muito lhe ajudarão no seu ministério em prol dos Juvenis e Adolescentes.

 

AS BEM-AVENTURANÇAS DE UM LÍDER

Bem-aventurado é o líder que não tem em vista altos postos, mas que se dedica ao serviço por causa de suas habilidades e seu desejo de servir.

Bem-aventurado é o líder que sabe onde está indo, porque está indo e como atingir seus objetivos.

Bem-aventurado é o líder que não conhece o desânimo.

Bem-aventurado é o líder que busca o melhor para aqueles a quem serve.

Bem-aventurado é o líder que conduz para o bem de todos e não pensa na recompensa ou gratificação de suas próprias idéias.

Bem-aventurado é o líder que desenvolve outros líderes enquanto está dirigindo.

Bem-aventurado é o líder que marcha com o grupo e interpreta corretamente os sinais na vereda que conduz ao sucesso.

Bem-aventurado é o líder que tem a cabeça nas nuvens, mas os pés na terra.

Bem-aventurado é o líder que considera a liderança uma oportunidade para servir.

Bem-aventurado é o líder que entrega a Deus a direção de seus sonhos e planos antes de executá-los.

 

AO DEZ MANDAMENTOS PARA UMA LIDERANÇA EFICAZ

1) O QUE FAZER antecede o COMO FAZER.

2) MOSTRE O SEU EXEMPLO.

3) ATENDA PRIMEIRO ÀS NECESSIDADES.

4) DESAFIE A CRIATIVIDADE.

5) PROMOVA MUDANÇAS COM SABEDORIA.

6) RECONHEÇA E INCENTIVE TALENTOS.

7) INFORME O LIDERADO.

8) DEMONSTRE COMPROMETIMENTO.

9) FOMENTE A MELHORIA CONTÍNUA.

10) MOBILIZE TODOS, SEM EXCEÇÃO.

 

QUALIDADES DE JESUS COMO LÍDER

- Misturava-se com as pessoas como alguém que desejava o melhor para elas.

- Baixava-se ao nível das pessoas, sem rebaixar a doutrina.

- Atendia suas necessidades.

- Ganhou sua confiança.

- Guiava as pessoas com Seu exemplo.

- Ensinava o que vivia.

- Tinha simpatia.

- Foi apreciado e generoso.

- Via as pessoas não como eram, mas como poderiam ser.

- Via em cada homem um candidato para o Céu.

 

11. REUNIÃO COM OS PAIS

Em muitas classes de Juvenis e Adolescentes, poucos são os professores que se interessam em realizar uma reunião com os pais. Mas muitos professores podem se perguntar: “Mas para que reunião com os pais? Com que regularidade devo fazer tais reuniões? Como introduzir uma reunião de pais? O que os pais esperam que eu lhes fale? O que devo eu falar para eles?” Vamos responder por partes cada uma destas questões e desta forma você verá que esta reunião será muito importante e necessária no seu ministério como professor.

- Para que realizar uma reunião com os pais?

As reuniões com os pais servem, entre outras coisas, para você mostrar o seu calendário anual de atividades com o seu departamento. Conforme vimos no material “A Segunda Milha” as reuniões sociais são um excelente complemento para o aprendizado com seus alunos, e as reuniões de atividade missionária têm um peso ainda maior. Ora, se você, como professor, pretende implementar tais atividades no seu dia-a-dia da Escola Sabática, e como Juvenis e Adolescentes não têm autonomia para ir e vir, nada melhor que mostrar o seu calendário anual, mostrar aos pais a importância destas atividades e solicitar o apoio deles no sentido de liberar os filhos para tais atividades. Mas seria só para apresentar um calendário anual que você marcaria uma reunião com os pais? A resposta é não. Você, como professor, deve estar bem atento para nas avaliações semanais (tradicional chamada) observar algo fundamental para o sucesso da instituição Escola Sabática que é o estudo diário.

 

- Com que regularidade devo fazer tais reuniões?

Já fiz reuniões com pais e o apoio que eles dão às mesmas chega ao nível do desprezível. A maioria não aparece, apesar de todos os meus esforços no sentido de ligar pessoalmente para cada um implorando a presença. Uma forma já tentada e com sucesso e que traz a quase totalidade dos pais para uma reunião é prometer guloseimas para os Juvenis. Fizemos uma reunião de quase meia hora após o culto e cada Juvenil que trouxe os pais, recebia três pães de mel, cobertos de chocolate. A propaganda para a reunião foi feita no dia e mostramos aos Juvenis o que eles estariam perdendo com a ausência dos seus pais. Resultado: faltaram apenas dois pais na reunião e dois Juvenis sem pão de mel de sobremesa. Acredito que 2 (duas) reuniões ao ano são suficientes, sendo uma no início de fevereiro e outra no início de agosto. Fevereiro e agosto são meses estratégicos, pois janeiro é mês típico de férias, e a maioria dos membros de igreja que têm filhos tiram férias em janeiro ou em julho, daí a importância de fazer nestes dois meses, quando tanto pais como filhos estarão mais descansados.

 

- Como introduzir uma reunião de pais?

1) Comece cumprimentando os pais à porta de sua classe, agradecendo de coração pelo fato de terem vindo (mesmo que foram”forçados” pelos seus filhos).

2) Em segundo lugar, abra a reunião com uma oração e depois traga a eles uma mensagem especial baseada na Bíblia. Mensagens como a importância do estudo da Bíblia, a participação em atividades da igreja, a diferença ambiente do mundo e ambiente da igreja, e educação cristã, serão sempre bem-vindas.

3) Seja rápido e objetivo. Sermão eles já ouviram nos sábado pela manhã.

4) Vá ao ponto. Mostre para eles o objetivo principal da reunião.

 

- O que os pais esperam que eu lhes fale?

Os pais vão a estas reuniões geralmente esperando reclamações de sua parte com relação ao comportamento de seus filhos, e cabe a você mostrar que está ali na condição de voluntário, um amigo e professor de religião dos Juvenis.

 

- O que devo eu falar a eles?

A maioria dos professores de Juvenis e Adolescentes fazem uma rápida chamada do estudo diário apenas para cumprir a rotina e entregar o mesmo para a secretaria da igreja. Poucos são os que fazem uma avaliação do estudo diário. Em termos percentuais (número dos que estudam a lição dividido pelo número de alunos) a quantas anda o estudo em sua classe? Em termos percentuais (número dos que têm a lição da Escola Sabática dividido pelo número de alunos) a quantas anda o número dos que têm lição? Esses dados são fundamentais para mostrar aos pais a performance da sua classe de Escola Sabática. Perguntas como: você estuda a lição com seu filho? Em seu lar existe culto diariamente? Seu filho tem lição? Se tem, por que não estuda? Se você não estudou com ele, pelo menos se interessa em supervisionar? Abra o diálogo com essas perguntas e deixe os pais falarem. Peça também sugestões para a melhoria de sua classe e aceite as críticas. Com uma reunião como essas, com essa qualidade de informações e você mostrando um interesse enorme pela salvação dos filhos da Igreja, você marcará pontos importantes com os pais de seus alunos e eles te verão como alguém diferente dos demais que já passaram por aquela classe.

 

12. PROJETO VALE-TRANSPORTE MISSIONÁRIO

Um dos dados mais chocantes que vemos em nossas escolas Sabáticas de Juvenis e Adolescentes é o percentual alarmante de alunos sem lição. Por mais que os pais saibam da importância do estudo da Bíblia, ainda vemos muitos sem lição da Escola Sabática. Bem, mas se os pais, que são os pais, não compram a lição para os filhos, se eles não se interessam em fazer um pequeno sacrifício em prol dos próprios filhos, o que você deve fazer? Cruzar os braços e transmitir o melhor possível a sua lição para que seus alunos não saiam vazios no sábado?

A experiência tem demonstrado que nada substitui a comunhão diária com Deus, e a comunhão diária inclui o estudo da Bíblia e a lição da Escola Sabática. Aulas de religião nas Escolas são importantes, cultos domésticos são hiper importantes, mas nossos alunos devem ser estimulados pelos professores a terem o seu próprio, único e exclusivo momento de comunhão com Deus. Mas como ter essa comunhão se seu aluno não tem lição e os pais acabam se “esquecendo” de encomendar uma?

Analisando toda essa conjuntura, resolvemos lançar um desafio para cada um dos nossos alunos. Como em nossa cidade, o vale-transporte é muito utilizado, lançamos para nossos juvenis o desafio de doar um vale-transporte por mês. Mas esse vale deveria vir acompanhado de um sacrifício pessoal do juvenil, algo como ir a pé para a escola e doar-nos o seu vale-transporte. Em cada atividade nossa, fora da igreja, em que o Clube conseguir ônibus gratuitamente de última hora e os juvenis trouxerem o vale-transporte, esse também seria doado. Cada juvenil ficou com a missão de contatar um membro da igreja e solicitar dele, também um vale por mês.

Porém, qual o objetivo dessa campanha? O único objetivo é solucionar a falta de lição para a ala infanto-juvenil e adolescentes de nossa igreja, providenciando lições da Escola Sabática para crianças carentes de nossa igreja. Nossa meta é ajuntar vales ao longo do ano e, em novembro, compraremos tantas lições quantos nossos vales-transportes permitirem comprar, e supriremos as necessidades dos filhos de nossa igreja. Gostaria de deixar claro que como o projeto é missionário, a palavra carente acima utilizada, tem tudo a ver com o contexto do projeto.

Os professores dos departamentos de menores farão uma avaliação dos carentes, nos passarão os nomes, e providenciaremos lição para todos os que pudermos a partir do ano seguinte. Como líderes de Juvenis temos também uma preocupação com a qualidade do alimento espiritual que nossos liderados estão recebendo na Escola Sabática e daí a idéia do vale-transporte missionário. Cremos que é uma idéia interessante e você, como professor, poderia implantar esse sistema em sua igreja.

Pense em outras propostas para solucionar as dificuldades de se obter verbas para diversas outras atividades entre os Juvenis...

 

13. UMA FESTA ESPECIAL

Todos já sabemos da importância que tem uma atividade social na vida dos Juvenis e Adolescentes. Isso é um fato indiscutível. O grande desafio que surge para os professores é como propiciar atividades de cunho social sem gastar muito, uma vez que as disponibilidades financeiras são muito reduzidas para a maioria dos nossos membros.

Pensando nessa problemática, surgiu a idéia de fazer uma atividade social, mais especificamente uma festa com poucos recursos.

O título dessa festa é “FESTA DO UM” e se você seguir a risca todas as dicas, ou mesmo implementá-las, vai ver que não gastará quase nada por Juvenil. Como o título da festa é FESTA DO UM, tudo o que os Juvenis recebe e participa na festa tem haver com o número 1(um) e a quantidade 1(um). Neste tipo de festa você, como professor, deve alugar o conseguir 1(um) local para a realização da mesma.

Os Juvenis entram e você, juntamente com os outros professores, passam as regras para cada participante, que são: todos terão direito à um sanduíche, com um copo de suco, receberão um pacote de pipoca, um pedaço de bolo, um guardanapo, um balão de gás para estourar no final, assistirão um filme (devidamente assistido previamente pelos professores), receberão um pirulito e participarão todos de um torneio, onde apenas um será o vencedor (no entanto, deixe bem claro que na Volta de Jesus não haverá primeiro lugar pois TODOS seremos vencedores).

O ideal é que você faça o torneio logo no início da festa, pois os Juvenis chegam ansiosos para fazer qualquer coisa e se a idéia for brincar, a tarefa comer pode esperar um pouco. No torneio de um, cada Juvenil concorre contra si mesmo, isto é, tentando se superar para cumprir todos os jogos em menor tempo possível. São idéias para o torneio, as seguintes brincadeiras:

1) Arremessar uma bola de meia numa cesta (total de 5 arremessos).

2) Testar a pontaria lançando uma pequena bola num golzinho previamente demarcado.

3) Andar em um pé só (uma distância de 5 a 10 metros).

4) Caminhar a mesma distância carregando um caroço de feijão dentro de uma colher devidamente presa entre os dentes do participante.

5) Correr uma determinada distância com tênis, tirá-lo, ir até o fim e voltar colocando o tênis de volta.

6) Andar uma distância, tirar o casaco, deixar no local, ir até o final e voltar colocando o casaco de volta.

7) Encher um balão e levar o mesmo até a próxima tarefa.

8) Esvaziar o balão.

9) Empilhar moedas de 5 ou 10 centavos.

10) Estourar um saco de papel.

Cada Juvenil sai do seu lugar e cumpre os requisitos um a um e caberá ao professor marcar o tempo de cada um. Não dê o resultado após cada um fazer o seu tempo, senão o clímax do fim da festa perderá a sua graça.

Nesse momento da festa, eles já estarão com uma vontade louca de comer, e aí você serve para cada participante: um sanduíche, um copo de suco, um pedaço de bolo, um pirulito e um guardanapo. Vá acomodando a todos para assistir um filme em vídeo, devidamente locado com antecedência para não haver imprevistos de última hora.

Durante a exibição do filme, você e a sua equipe estarão preparando uma deliciosa pipoca e logicamente vocês irão servir um pacote para cada um. Ao término do filme, cada Juvenil recebe um balão de gás com mensagens dentro que podem ser: “foi muito bom ter você em nossa festa”, imite um gato, imite um cachorro, cante uma música, plante uma bananeira, faça um exercício físico que você conhece, entre outros. Deixe dentro de um único balão apenas a seguinte frase: “Parabéns, você acaba de ganhar uma caixa de bombons”.

Para cumprir esta última parte da festa, eles enchem os balões, estouram e vêem o que sobrou para eles. No fim de tudo, o professor dá o tempo que cada Juvenil gastou para cumprir o torneio e dá mais uma caixa de bombons ao grande vencedor da Festa do Um. O mais interessante é que uma festa dessa pode ser feita cobrando R$1,00 (ou quanto você achar que vai precisar) de cada participante, desde que você tenha um número razoável de participantes, algo em torno de 30 Juvenis. Se sua classe não tiver tanta gente convide os amigos dos Juvenis e eles certamente virão. Providencie mais adultos para te ajudar.

 

14. PROJETO “ADOLECRISTO” TOTAL

Professores de Adolescentes são pessoas especiais dentro da estrutura da Congregação. Digo especiais, pois quase nenhum adulto se anima a trabalhar com pessoas com essa faixa de idade, devido ao preconceito que se tem quando se fala em Adolescentes.

No entanto, quando esses mesmos adultos ou jovens resolvem se dedicar, pensar em Adolescentes, ler sobre o assunto e acima de tudo amar os seus liderados, o mito da palavra Adolescentes perde todo o seu efeito e uma classe de Adolescentes torna-se um lugar interessante, desafiador e muito estimulante para se trabalhar.

O projeto ADOLECRISTO tem três objetivos primordiais:

1) Capacitar professores para o desempenho da função.

2) Melhorar a qualidade das classes de Adolescentes já existentes em nosso meio.

3) Promover atividades de interesse para Adolescentes.

Mas, o que vem a ser o projeto ADOLECRISTO TOTAL? Quais as metas? Como atingir as metas acima propostas? Quem seriam os principais envolvidos neste projeto?

Vamos às respostas:

A palavra ADOLECRISTO vem a ser um resumo das palavras Adolescentes e Cristo.

Os principais envolvidos no projeto são professores de Adolescentes e a classe de Adolescentes da Escola Sabática. Este projeto será direcionado para atividades extra-classe da Escola Sabática, sendo realizado em módulos mensais, com datas a serem definidas pelos professores e Adolescentes de cada igreja, conforme lhes convier, tendo sempre o respaldo da liderança da igreja e sob a supervisão da coordenação da divisão dos menores das igrejas locais.

A capacitação do professores virão em função da participação anual dos mesmos em seminários para professores. Mas ir a apenas um evento de treinamento anual é muito pouco para quem quer se especializar e fazer o melhor em prol dos seus Adolescentes. É necessário comprar livros, periódicos, fitas de vídeo e se interessar mais por assuntos tais como: jovens, drogas, sexo, bebidas, dinheiro, jogos eletrônicos, religiões, adolescentes, livros para pais, Internet, etc. São esses assuntos que os Adolescentes mais querem saber e nós, professores, precisamos estar preparados para responder os questionamentos dos nossos liderados. Num momento da história da humanidade em que os profissionais estão a cada dia mais buscando a especialização, porque não fazermos o mesmo no ambiente de nossa igreja? Busque a sua capacitação e você passará a ser mais admirado pelos seus Adolescentes e terá mais chance de oferecer um serviço de qualidade para a causa de Deus.

O segundo objetivo do projeto é melhorar as nossas classes de Adolescentes. Como podemos fazer isso já? Seguem aqui algumas dicas:

a) Tenha uma secretaria e um(a) secretário(o) em sua classe com dados básicos de seus liderados, tais como nome, endereço, telefone, data de aniversário, xerox de documento de identidade, etc. Todas estas informações lhe serão muito úteis, se você, como professor, resolver colocar o item “b” em ação.

b) Tenha o ministério da visitação como uma prioridade sua e de mais ninguém em sua carreira de líder de Adolescentes. Essa meta é muito fácil de alcançar, basta que você visite seus Adolescentes pelo menos uma vez por ano, em sua casa, e abra mão de algum tempo que você professor tem para você, para poder visitar os seus Adolescentes.

c) Adolescentes e juvenis fazem coisas fantásticas dentro da igreja, mas não divulgam o que estão fazendo. Chegou a hora de você alimentar mais o boletim de sua igreja local, de passar mais dados para o comunicador de sua igreja, de ligar para a Rádio local e divulgar o que vocês, como sociedade de Adolescentes, estão fazendo em prol da causa de Jesus e da comunidade.

d) Integração com outros setores da igreja – muitas coisas boas existem dentro de nossa igreja e que podem ser passadas para os Adolescentes dentro do ambiente de Escola Sabática, tais como entrevista com o primeiro-ancião, com o pastor, com o diretor dos juvenis, com a diretoria da Assistência Social, com o diretor de jovens, com a direção de música, e ficamos muitas das vezes presos a uma única e eterna programação. Variar atividades e trazer novidades serão sempre bem-vindos numa sociedade adolescente.

O terceiro objetivo que tem tudo a ver com os dois acima, pois os mesmos mantêm uma relação de interdependência, é propiciar atividades interessantes para Adolescentes fora do ambiente da Escola Sabática. Aproveitando a palavra ADOLECRISTO, trazemos para você, professor, algumas idéias de atividades para serem feitas pela sua classe e quase que a totalidade fora do ambiente físico da igreja.

Vamos a elas:

ADOLIMPÍADA – atividades de natureza esportiva, com competições saudáveis incluindo corridas, saltos, natação, jogos envolvendo seus liderados e de outras igrejas do distrito. Atividade de periodicidade anual utilizando somente um domingo, envolvendo sociedades de Adolescentes do distrito, sob a coordenação dos professores de Adolescentes e, de preferência, com a presença do pastor distrital na qualidade de líder espiritual. O interessante é que num ambiente de igreja todos recebam pelo menos uma medalha de participação, pois agindo desta forma, estamos estimulando a participação e não somente a competição. Entretanto, os melhores colocados devem receber brindes especiais, corra atrás de troféus para eles. Solicite o apoio técnico de professores de educação física que não se negarão a dar o apoio necessário.

ADOLEFEST – atividade de natureza social, com periodicidades semestrais, utilizando um ambiente de um salão de festas ou playground de algum prédio ou os fundos de uma casa, para realizar uma festa para seus Adolescentes. Festa com boa música, com alimentação adequada, com bons filmes (previamente vistos pelos professores), com hora para começar e hora para terminar. Você consegue fazer tudo isso com um custo baixo, lembrando sempre que a simplicidade, com qualidade, gerará uma festa interessante para os seus Adolescentes.

ADOLIRMÃO – atividade de natureza comunitária, com periodicidade semestral, onde professores e alunos saem para arrecadar alimentos junto à comunidade para apoiar outros Adolescentes que estão com problemas de pais desempregados e, por conseqüência, começando a falta alimentos em casa.

ADOLECOLOGIA – atividade de natureza cultural, com periodicidade anual ou semestral, onde professores e alunos saem juntos para passeios e atividades em trilhas ecológicas. Nada que não possa ser feito em apenas uma manhã de domingo ou um feriado ao longo de um ano.

ADOLESPORTE – atividade de natureza esportiva, com periodicidade semestral ou anual, que funcionaria com caráter de descontração e serviria para unir o seu grupo em torno de uma atividade saudável.

ADOLETECA – atividade de natureza cultural, com periodicidade trimestral ou semestral, onde a sociedade se reuniria para organizar sua biblioteca e videoteca e juntos assistirem um bom filme, comerem uma pizza, e tomarem um suco, tudo em um ambiente familiar e saudável.

ADOLESOM – atividade de natureza cultural, com periodicidade semestral ou anual, onde a sociedade organizará, para a igreja local, um programa musical com participação exclusiva de talentos Adolescentes na área da música. Casos seus recursos humanos sejam escassos, contate outras sociedades Adolescentes e façam um programa musical.

ADOLENTREGA – atividade de natureza espiritual, com periodicidade anual, onde a sociedade organizaria, para a igreja local, uma semana de oração e entrega de sua vida a Jesus (batismo). Tudo feito com planejamento, com mensagens especiais para Adolescentes, com pregadores Adolescentes e sem faltar, é lógico, a boa música adolescente.

ADOLETUR – atividade de natureza cultural e turística, com periodicidade anual, onde a sociedade organizaria para si ou para a igreja local um passeio de um só dia (para evitar gastos com pernoite) para um lugar turístico aprazível.

ADOLEJU – atividade de natureza espiritual e integração, com periodicidade anual, onde a sociedade adolescente de sua igreja sai da “toca” e vai divulgar os seus talentos num programa juvenil, em outra igreja.

ADOLINTEGRAÇÃO – atividade de natureza social, com periodicidade anual, onde várias sociedades de Adolescentes se unem em prol de um domingo de integração com jogos, brincadeiras e um grande almoço comunitário. Atividade para ser desenvolvida em ambientes tais como parques ou escolas.

ADOLESTRA – atividade de natureza cultural, com periodicidade trimestral, a ser realizada num ambiente de igreja, fora das programações tradicionais, com exclusividade para os Adolescentes, onde se convidariam pessoas com conhecimentos específicos para ministrarem palestras interessantes para nossos liderados. Temas que interessam Adolescentes geralmente são drogas, sexo, comportamento, grupo, equipe, etc.

ADOLECONGREG – atividade de natureza espiritual, social, integração e cultural, os congressos anuais dos Adolescentes da nossa Congregação, são simplesmente a atividade mais esperada do ano, pois como grande evento anual, se propõe a reunir todos os Adolescentes de nossa associação num programa fantástico de um dia todo de louvor e atividades.

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