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SHEMA ISRAEL, ADONAI ELOHENU, ADONAI ECHAD! DEUT 6:4

 

PARASHA

Relação Geral das Parashiot


Esta é a Torah que Moshe propôs aos filhos de Israel
(Dt 4.44)

A Torah é composta dos cinco livros de Moshe - BERESHIT ou Gênesis (Gn), SHEMOT ou Êxodo (Ex), VAYIKRA ou Levítico (Lv), BAMIDBAR ou Números (Nm) e DVARIM ou Deuteronômio (Dt), e está dividida em 54 parashiot (porções) lidas semanalmente durante cada ciclo anual de leitura.

Na tabela abaixo você encontra o número da parasha dentro da Torah, o número da parasha dentro de cada livro, a transliteração e a tradução (exceto dos nomes), e as referências, tanto do próprio texto da parasha como das leituras complementares de haftara (profetas), brit chadasha (Novo Testamento) e tehilim (Salmos) correspondentes.

Por exemplo, a 32ª parasha da Torah é a 9ª de VAYIKRA (Levítico) e é BEHAR, que significa “no monte”. Sua referência é Lv 25.1 a 26.2 e suas leituras complementares são. haftara Jr 32.6-27, brit chadasha Lc 4.16-21 e tehilim Sl 112.

Você as estuda durante a semana e no Sábado, em grupo (na família ou na congregação), elabora um pequeno comentário para a edificação da Kehilat...

 

 

Nº na Torá

Nº no Livro

Nome da Parasha

Referência e Comentário (CMT)

TRANSLITERAÇÃO TRADUÇÃO TORAH HAFTARA BRIT CHADASHA TEHILIM CMT

1

1

BERESHIT

NO PRINCÍPIO

Gn 1.1-6.8

Is 42.5-43.10

Jo 1.1-5

139

CLIC!

2

2

NOACH

NOACH

Gn 6.9-11.32

Is 54.1-55-5

1Pe 3.18-22

29

CLIC!

3

3

LECH LECHA

SAI

Gn 12.1-17.27

Is 40.27-41.16

Rm 4.1-25

110

CLIC!

4

4

VAYERA

E APARECEU

Gn 18.1-22.24

2Rs 4.1-37

2Pe2.4-11

11

CLIC!

5

5

CHAYEI SARAH

VIDA DE SARA

Gn 23.1-25.18

1Rs 1.1-31

1Co 15.50-57

45

CLIC!

6

6

TOLEDOT

GERAÇÕES

Gn 25.19-28.9

Ml 1.1-2.7

Rm 9.6-13

36

CLIC!

7

7

VAYETZE

E PARTIU

Gn 28.10-32.3(2)

Os 12.13-14.10

Jo 1.43-51

3

CLIC!

8

8

VAYISHLACH

E ENVIOU

Gn 32.4(3)-36.43

Os 11.7-12.12

Mt 26.36-46

140

CLIC!

9

9

VAYESHEV

E HABITOU

Gn 37.1-40.23

Am 2.6-3.8

At 7.9-16

112

CLIC!

10

10

MIKETZ

AO FIM

Gn 41.1-44.17

1Rs 3.15-4.1

1Co 2.1-5

40

CLIC!

11

11

VAYIGASH

E SE APROXIMOU

Gn 44.18-47.27

Ez 37.15-28

Lc 6.9-16

48

CLIC!

12

12

VAYECHI

VIVEU

Gn 47.28-50.26

1Rs 2.1-12

1Pe 1.3-9

41

CLIC!

13

1

SHEMOT

NOMES

Ex 1.1-6.1

Is 27.6-28.13; 29.22-23

At 7.17-29

99

CLIC!

14

2

VAERA

APARECI

Ex 6.2-9.35

Ez 28.25-29.21

Rm 9.14-24

46

CLIC!

15

3

VAI

Ex 10.1-13.16

Jr 46.13-28

1 Co 11.20-34

77

CLIC!

16

4

BESHALACH

DEIXADO

Ex 13.17-17.16

Jz 4.4-5.31

Jo 6.22-40

66

CLIC!

17

5

YITRO

JETRO

Ex 18.1-20.26

Is 6.1-7.6; 9.5-6

Mt 5.17-32

19

CLIC!

18

6

MISHPATIM

ESTATUTOS

Ex 21.1-24.18

Jr 34.8-22; 33-25.26

Mt 5.38-42

72

CLIC!

19

7

TERUMA

OFERTA

Ex 25.1-27.19

1 Rs 5.26-6.13

Mt 5.33-37

26

CLIC!

20

8

TETSAVE

ORDENARÁS

Ex 27.20-30.10 

Ez 43.10-27

Hb 13.10-17

65

CLIC!

21

9

KI TISSA

QUANDO FIZERES

Ex 30.11-34.35

1 Rs 18.1-39

1 Co 8.4-13

75

CLIC!

22

10

VAIAKHEL

E CONVOCOU

Ex 35.1-38.20

1Rs 7.40-50

Hb 9.1-11

61

CLIC!

23

11

PECUDEI

ENUMERAÇÃO

Ex 38.21-40.38

1Rs 7.51-8.21

2 Co 9.6-11

45

CLIC!

24

1

VAYIKRA

E CHAMOU

Lv 1.1- 5.26 (6.7)

Is 43.21 - 44.23

Hb 10.1-18

50

CLIC!

25

2

TSAV

ORDENA

Lv 6.1(6.8) - 8.36

Jr 7.21 - 8.3; 9.22,23

Hb 8.1-16

107

CLIC!

26

3

SHEMINI

OITAVO

Lv 9.1-17 11.47

2Sm 6.1-7.17

At 10.9-22,34,35

128

CLIC!

27

4

TAZRIA

CONCEBER

Lv 12.1 - 13.59

2Rs 4.42 - 5-19

Mt 8.1-4

106

CLIC!

28

5

METSORA

LEPROSO

Lv 14.1 - 15.33

2Rs 7.3-20

Mt23.16;24.2,30,31

120

CLIC!

29

6

ACHAREI MOT

APÓS A MORTE

Lv 16.1-18.30

Ez 22.1-19

Hb 9.11-28

26

CLIC!

30

7

KEDOSHIM

SANTOS

Lv 19.1 - 20.27

Ez 20.2-20

Mt 5.43-48

15

CLIC!

31

8

EMOR

FALA

Lv 21.1 - 24.23

Ez 44.15-31

1Pe 2.4-10

42

CLIC!

32

9

BEHAR

NO MONTE

Lv 25.1 - 26.2

Jr 32.6-27

Lc 4.16-21

112

CLIC!

33

10

BECHUKOTAI

NOS MEUS ESTATUTOS

Lv 26.3 - 27.34

Jr 16.19 - 17.14

Mt 22.1-14

105

CLIC!

34

1

BAMIDBAR

NO DESERTO

Nm 1.1 - 4.20

Os 2.1-22

1 Co 12.12-20

122

CLIC!

35

2

NASSO

LEVANTA

Nm 4.21 - 7.89

Jz 13.2-25

At 21.17-26

67

CLIC!

36

3

BEHAALOTECHA

AO COLOCARES

Nm 8.1 - 12.16

Zc 2.14 - 4.7

1Co 10.6-13

68

CLIC!

37

4

SHELACH LECHA

ENVIA

Nm 13.1 - 15.41

Js 2.1-24

Hb 3.7-19

64

CLIC!

38

5

KORACH

KORACH

Nm 16.1 - 18.32

1Sm 11.14 - 12.22

Rm 13.1-7

5

CLIC!

39

6

CHUKAT

ESTATUTOS

Nm 19.1 - 22.1

Jz 11.1-33

Jo 3.10-21

95

CLIC!

40

7

BALAC

BALAC

Nm 22.2 - 25-9

Mq 5.6 - 6-8

1Co 1.20-31

79

CLIC!

41

8

PINCHAS

PINCHAS

Nm 25.10 - 30.1

IRs 18.46 - 19.21

Jo 2.13-22

50

CLIC!

42

9

MATOT

TRIBOS

Nm 30.2 - 32.42

Jr 1.1 - 2.3

Fp 3.12-16

111

CLIC!

43

10

MASSEI

CAMINHADAS

Nm 33.1 - 36.13

Jr 2.4-28; 3.4

Tg 4.1-12

49

CLIC!

44

1

DVARIM

PALAVRAS

Dt 1.1 - 3.22

Is 1.1-27

1Tm 3:1-7

137

CLIC!

45

2

VAETCHANAN

IMPLOREI GRAÇA

Dt 3.23 - 7.11

Is 40.1-26

Mc 12.28-34

90

CLIC!

46

3

EKEV

CONSEQÜENTEMENTE

Dt 7.12 - 11.25

Is 49.14 - 51.3

Rm 8.31-39

75

CLIC!

47

4

REE

VEJAM

Dt 11.26 - 16.17

Is 54.11 - 55.5

1Jo 4.1-6

97

CLIC!

48

5

SHOFTIM

JUÍZES

Dt 16.18 - 21.9

Is 51.12 - 52.12

At 3.22-23

17

CLIC!

49

6

KI TETSE

QUANDO SAÍRES

Dt 21.10 - 25.19

Is 54.1-10

Mt 5.27-30

32

CLIC!

50

7

KI TAVO

QUANDO VIERES

Dt 26.1 - 29.8

Is 60.1-22

Ef 1.3-6

51

CLIC!

51

8

NITZAVIM

PARADOS

Dt 29.9 - 30.20

Is 61.10 - 63.9

Rm 3.9-20

81

CLIC!

52

9

VAYELECH

E PASSOU

Dt 31.1-30

Is 55.6 - 56.82

2Co 5.1-10

65

CLIC!

53

10

HAAZINU

OUÇAM

Dt 32.1-52

Sm 22.1-51

Rm 10.14 - 11.12

71

CLIC!

54

11

VEZOT HABERACHAH

ESTA É A BÊNÇÃO

Dt 33.1 - 34.12

Js 1.1-18

Rm 7.21-25

12

CLIC!

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CIC

CONGREGAÇÃO

ISRAELITA

O CAMINHO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MISHPATIM – Dois pontos básicos definem a presente parashah: Leis civis e cerimoniais e a Ratificação do pacto.
Leis civis e cerimoniais: Depois de dar os Dez Mandamentos, YAOHU UL entregou as leis pelas quais a nação devia governar-se. Essas leis desenvolvem pontos do decálogo onde muitos entendem que alguns casos tratam de coisas que não têm importância para nós, mas considerando que YAOHU UL é eterno, as suas leis também o são.  As leis de Israel colocavam a nação em absoluto contraste com as práticas das nações ao seu derredor. Suas leis humanitárias, morais e religiosas, foram infinitamente superiores às leis de outros povos. Algumas das restrições quanto a alimentos e sacrifícios podem ser bem mais compreendidas à luz das práticas pagãs. Por exemplo: Proibia cozinhar o cabrito no leite de sua mãe, o que era um rito religioso dos cananeus (Êx. 23:19).
Destacam-se algumas características distintivas do código hebreu. Todo o código se baseia na autoridade de YAOHU UL e não na de um rei. Não há divisão entre a lei civil e a religiosa; as leis morais, legais e religiosas estão entretecidas e são inseparáveis. Isto demonstra que YAOHU UL se interessa por todos os aspectos da vida. As leis eram aplicadas sem fazer acepção de pessoas segundo sua categoria. Protegem os indefesos tais como os escravos, os órfãos, as viúvas e os estrangeiros. Os castigos da lei manifestam um alto conceito do valor da vida humana.
A lei do talião (pena igual à ofensa), “olho por olho, dente por dente” (Ex. 21:23-25), não foi dada para que a pessoa ultrajada exercesse vingança, mas para que não quisesse compensar-se com mais do que era justo. Já não seria vingado sete vezes um delito contra seu próximo (Gn. 4:15-24).
Ratificado o pacto: A ratificação do pacto foi uma das cerimônias mais solenes da história das doze tribos, já que por ela ficaram estreitamente unidas a YAOHU UL. Quando Moisés desceu do monte, deu a lei ao povo que a aceitou prometendo fazer tudo o que YAOHU UL havia dito. Então Moisés escreveu as condições do pacto no “livro do concerto”. No dia seguinte o pacto foi firmado com um voto de obediência e selado com sacrifício. O altar representava YAOHU UL; as colunas, as doze tribos; o sangue aspergido sobre o altar e sobre o povo ligou com um vínculo sagrado as partes contratantes. Todo o Israel estava “sob o sangue” e identificado com seu poder salvador. Os setentas anciãos participaram com YAOHU UL de um banquete de comunhão e presenciaram uma teofania majestosa. Assim foi ratificado o pacto do Sinai e se assinalou o cumprimento da promessa divina: “E eu vos tomarei por meu povo, e serei vosso UL” (Ex. 6:7).
Shabat Shalom!

MSc. Moshe ben Mazal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

YITRÓ – Esta parashah enfoca três temas básicos: A visita do sogro de Moisés, A subida de Moisés ao monte Sinai e Os Dez Mandamentos.
Jetro visita Moisés. Recaía sobre os ombros de Moisés a tarefa de organizar uma multidão tão grande e julgar o povo mesmo nas coisas insignificantes que surgiam entre eles a cada momento. Ele procurava fazer tudo em vez de repartir trabalhos e responsabilidades entre diversas pessoas. Quando seu sogro Jetro o visitou, trazendo-lhe sua esposa e filhos, Moisés recebeu seu conselho. Organizou Israel em grupos e colocou chefes sobre estes para resolver as dificuldades. Moisés demonstrou grande sabedoria e humildade ao receber as sugestões de outros.
 
Parece que nesta ocasião Jetro se converteu à religião do Senhor. Ao ouvir falar dos prodígios que YAOHU UL havia feito, Jetro reconheceu que YAOHU UL era supremo sobre os deuses pagãos e lhe ofereceu sacrifício (Ex.18.8,12).
A subida ao Sinai: Israel chegou ao monte Sinai aproximadamente seis semanas após sua partida do mar Vermelho. Ali permaneceu quase um ano (Núm.10.11). A montanha conhecida hoje como monte Sinai “é uma massa isolada de rocha que se levanta abruptamente da planície com imponente majestade”. O teólogo Ross observa: “Este local era muito apropriado para a promulgação da Lei. Havia uma magnífica concordância entre as rochas de granito do Sinai e os fundamentos duradouros da moral eterna”.
Ao pé do monte Sinai, Israel recebeu a lei e fez aliança com YAOHU UL como seu Rei. Esta forma de governo chama-se teocracia. Nota-se nas palavras Alexander MacLaren a importância dos Dez Mandamentos:
“Uma obscura tribo de escravos procedentes do Egito submerge nos desertos e depois de quarenta anos sai com um código sintetizado em dez frase, muito breves porém completas, onde estão entretecidas a moral e a religião, tão livre de peculiaridades locais ou nacionais e tão estritamente relacionadas com os deveres fundamentais, que hoje, após três mil anos, esse código é autoridade entres a  maioria dos povos civilizados.”
O pacto da lei não teve a intenção de ser meio de salvação. Foi celebrado com Israel depois de sua redenção alcançada mediante poder e sangue. YAOHU UL já havia restaurado Israel à justa relação com Ele, mediante a graça. Israel já era seu povo. YAOHU UL desejava dar-lhe algo que o ajudasse a continuar sendo seu povo e a ter uma relação mais intima com ele. O motivo que levasse a cumprir a lei haveria de ser o amor e a gratidão a YAOHU UL por havê-los redimido e feito filhos seus.
YAOHU UL prometeu três coisas condicionadas à obediência de Israel (Ex.l9.5,6)
* Israel seria sua “propriedade peculiar” ou possessão. Implica tanto um valor especial como uma relação íntima. O Senhor escolheu a Israel dentre todas as nações para seu povo especial e para ser como sua esposa (Isaías 54.5).
* Seria um “reino sacerdotal”. Os israelitas teriam acesso a YAOHU UL e deveriam representar o Senhor, seu Rei, perante o mundo inteiro.
*
Seria “povo santo”, diferente das nações pagãs que o  rodeavam,  uma  nação  separada  para  de YAOHU UL, a que serviria e prestaria culto.
Os israelitas prometeram solenemente cumprir toda a lei, mas não percebera quão fraca é a natureza humana nem quão forte é a tendência para pecar. Séculos depois parece que se esqueceram de que estavam obrigados pelo pacto a obedecer. Imaginaram que o pacto era incondicional e que bastava ser descendente de Abraão para gozar do favor divino (Jeremias 7.4-16).
Embora a salvação de Israel fosse um dom de pura graça e não pudesse ser negociada pela obediência, podia, contudo, ser perdida pela desobediência.
Em geral são propósitos da Lei:
        
* Proporcionar uma norma moral pela qual os redimidos possam demonstrar que são filhos de YAOHU UL e viver em justa relação com seu Criador  e com o próximo.
* Demonstrar que YAOHU UL é Santo e Ele exige a santidade de toda a raça humana.
* Mostrar à humanidade seu estado pecaminoso e fazê-la entender que somente mediante a graça pode ser salva.
A Lei era um mestre para ensinar a Israel através dos séculos e ajudá-lo a permanecer em contato com YAOHU UL. Mas junto com a Lei  foi instituído um sistema de sacrifícios e cerimônias para que o pecado fosse retirado. Assim se ensinou que a salvação é pela graça. Os profetas posteriores demonstraram que sem fé e amor as formas, cerimônias e sacrifícios da Lei de nada valiam (Miquéias 6.6-8; Amós 5.21-24; Oséias 6.6; Isaías 1.1-15f).
Para gravar na mente hebraica a importância do pacto da Lei, YAOHU UL se apresentou em forma de nuvem, figura que Israel não poderia reproduzir, e  pronunciou  o  Decálogo em voz troante. A santidade infinita de YAOHU UL foi ressaltada pelos preparativos que Israel devia fazer. Primeiro, os israelita tinham de santificar-se lavando suas vestes e praticando a continência. Segundo, Moisés devia marcar ao povo um limite em torno do monte Sinai para que os israelitas não o tocassem. Assim se acentuaram a grandeza inacessível de YAOHU UL e sua sublime majestade.
“Do meio de uma tremenda tempestade, acompanhada de terremotos e do som sobrenatural de trombetas, com a montanha toda envolta em fumo e coroada de chamas aterradoras, YAOHU UL falou as palavras dos Dez Mandamentos e deu a Moisés a Lei.”
Os Dez Mandamentos: YAOHU UL fez escrever os Dez Mandamentos em duas tábuas de pedra. Foram guardadas dentro da arca durante séculos. Portanto, deu-se ao Tabernáculo o nome de “tenda do testemunho”, para lembrar aos israelitas que dentro da arca estava a lei e que deviam viver de acordo com ela. Os primeiros quatro mandamentos tratam das relações que devem imperar entre os homens e YAOHU UL, e os restantes têm que ver com as relações dos homens entre si. A ordem é muito apropriada. Somente os que amam a YAOHU UL podem em verdade amar o próximo.
O significado dos Dez Mandamentos consiste no seguinte:
A unicidade de YAOHU UL: “Não terás outros deuses diante de mim”. Há um só YAOHU UL e só a ele havemos de oferecer culto. Adoração a anjos, a santos ou qualquer outra coisa é violação do primeiro mandamento.
A espiritualidade de YAOHU UL: ”Não farás para ti imagem”. Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominação ao Senhor. Dt.27:15. Proíbe-se não somente a adoração de imagens ou de deuses falsos, mas também o prestar culto ao verdadeiro YAOHU UL de forma errada. Tais coisas desagradam ao Criador, YAOHU UL é espírito e não tem forma.
A santidade de YAOHU UL: ”Não tomarás o nome do Senhor teu YAOHU UL em vão”. Este mandamento inclui qualquer uso do nome de YAOHU UL de maneira leviana. Blasfema ou insincera. Deve-se reverenciar o nome Divino porque revela o caráter de YAOHU UL.
A soberania de YAOHU UL: “Lembra-te do dia do Sábado, para o santificar”. Um dia da semana pertence a YAOHU UL. Reconhece-se a soberania de YAOHU UL guardando o dia de repouso, visto que esse dia nos lembra que YAOHU UL é o Criador a quem devemos culto e serviço. “Santificar” o dia significa separá-lo para culto.
Respeito aos representantes de YAOHU UL. “Honra a teu pai e a tua mãe”. O homem que não honra a seus pais tampouco honrará a YAOHU UL, pois esta é à base do respeito a toda a autoridade.
A vida humana é sagrada: “Não matarás”. Este mandamento proíbe o homicídio mas não a pena capital, visto que a própria Lei estipulava a pena de morte. Também se permitia a guerra, visto como o soldado atua como agente do estado.
A família é sagrada: “Não adulterarás”. Este mandamento protege o matrimônio por ser uma instituição sagrada instituída por YAOHU UL. Isto vigora tanto para o homem como para a mulher (Levítico 20.10).
Respeito à propriedade alheia: “Não furtarás”. Há muitas maneiras de violar este mandamento, tais como não pagar o suficientemente ao empregado, não fazer o trabalho correspondente ao salário combinado, cobrar demasiado, descuidar a propriedade do senhor, …
A Justiça: “]Não dirás falso testemunho”. O testemunho falso, desnecessário, sem valor ou sem fundamento constitui uma das formas mais seguras de arruinar a reputação de uma pessoa e impedi-la de receber tratamento justo por parte dos outros.
10° O controle dos desejos: “Não cobiçarás”. A cobiça é o ponto de partida de muitos pecados contra YAOHU UL e contra os homens.
As palavras “porque eu, o Senhor teu YAOHU UL, sou YAOHU UL zelos, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem” (Ex.20.3) devem ser interpretadas à luz do caráter de YAOHU UL e de outras escrituras. YAOHU UL é zeloso no sentido de ser exclusivista, não tolerando que seu povo preste culto a outros deuses. Como um marido que ama sua esposa não permite que ela reparta seu amor com outros homens - Porque o teu Criador é o teu marido; o Senhor dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; Ele será chamado o YAOHU UL de toda a terra. Is.54:5. YAOHU UL não tolera nenhum rival.
YAOHU UL não castiga os filhos pelos pecados de seus pais senão nos casos em que os filhos continuem nos pecados dos pais. Castiga os que o “aborrecem” e não os arrependidos. “A alma que pecar, essa morrerá”; “o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho” (Ezequiel 18.20). Em vez disso, a maldade passa de geração a geração pela influência dos pais quando chega a seu ponto culminante, YAOHU UL traz castigo sobre os pecadores (Gênesis 15.16; 2° Reis 17.6-23).
Shabat Shalom!
MSc. Moshe ben Mazal
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BESHALACH – A presente parashah enfoca: A travessia do mar Vermelho, A importância do êxodo, Israel indo para o Sinai, as Provações do deserto e a Guerra com Amaleque com a ajuda Divina.

A travessia do mar Vermelho: YAOHU UL mesmo se constituiu em guia de seu povo manifestando-se em uma coluna de nuvem e de fogo. Por que Ele não conduziu Israel pela rota curta ao longo da linha costeira do mar Mediterrâneo? Porque nessa rota havia fortes guarnições egípcias e na Palestina o esperavam os belicosos filisteus. Se os israelitas seguissem por ali, teriam de lutar imediatamente. Como escravos recém-libertos, os hebreus não estavam preparados para lutar nem para entrar na terra prometida. Necessitavam ser organizados e disciplinados na escola do deserto, receber o pacto da Lei e o desenho do Tabernáculo. Além do mais, YAOHU UL os levou ao sul, para o mar Vermelho (possivelmente o mar de Canas) para levar Faraó à sua derrota final e desse modo destruir a ameaça egípcia e libertar para sempre os israelitas do Egito.

YAOHU UL colocou os hebreus em uma situação muito perigosa. Estavam encerados por montanhas, pelo deserto e pelo mar, e de repente viram o exército egípcio que se aproximava deles; YAOHU UL quis revelar-se como único guerreiro da batalha e protetor de seu povo dando-lhe um livramento inesquecível. Ao verem os egípcios, os israelitas perderam sua confiança e começaram a lançar culpa sobre Moisés, porém Moisés sabia a quem recorrer em busca de ajuda. O fato de que o mar Vermelho se abrisse foi milagroso. Embora YAOHU UL tenha usado seu servo e um forte vento como instrumento para abrir o mar, o poder era Dele. Somente por um milagre pôde o vento ter soprado em duas direções ao mesmo tempo, amontoando a água de um lado e a outro do caminho aberto pelo leito do mar. A coluna de nuvem converteu-se na retaguarda de Israel, de maneira que a própria coluna que foi uma bênção para os israelitas, constituiu-se em obstáculo para seus inimigos. Os israelitas atravessaram pelo leito seco e o exército inimigo foi afogado. Um dos estudiosos observa que a travessia do mar Vermelho foi para Israel a salvação, a redenção, e o juízo de YAOHU UL, tudo em um mesmo ato.

Depois do espetacular livramento, os hebreus cantaram louvores ao Eterno pelo triunfo. A primeira parte do cântico de Moisés trata da vitória sobre os egípcios, a segunda profetiza a conquista de Canaã. Foram compostos para reconhecer a bondade e o inigualável poder de YAOHU UL, mediante os quais salvou a seu povo.

A importância do êxodo: Ao longo da história de Israel, legisladores, profetas e salmistas repetidamente assinalaram o caráter providencial, extraordinário e miraculoso dos acontecimentos que acompanharam a saída de Egito e, em especial, a travessia do mar Vermelho. Quando os hebreus se lembrassem desses favores, deviam sentir-se movidos à gratidão e à observância da Lei.

O êxodo do Egito foi o acontecimento mais significativo na história da nação, tão grande era a importância deste sucesso, que o Senhor YAOHU UL em todo o Tanach (Antigo Testamento) é “o que nos fez subir. . . da terra do Egito.” (Js. 24:17; Am. 2:10; Mq. 6:4; Sl. 81:10 … ).

Israel vai para o Sinai: YAOHU UL conduziu Israel ao deserto, onde encontraram um lugar muito quente, estéril e vazio. Não havia água nem alimentos suficientes. Ali estiveram os israelitas em perigo de morrer de fome e de sede além do perigo de serem atacados pelas tribos aguerridas e ferozes. As dificuldades da caminhada no deserto são maiores do que podemos imaginar. Toda a viagem por ali foi muito penosa. Por que YAOHU UL os guiou por semelhante região? YAOHU UL tinha vários propósitos que concretizar:

1. YAOHU UL colocou os israelitas na escola preparatória do deserto a fim de que as provações os disciplinassem e adestrassem para conquistarem a terra prometida, pois ainda não estavam em condições de enfrentar as hostes de Canaã, nem estavam desenvolvidos espiritualmente para servir a YAOHU UL desde o momento da entrada na terra. Embora tenham sido libertados da escravidão, ainda tinham espírito de escravos, isto é, demonstravam traços de covardia, murmuração e rebeldia.

2. YAOHU UL desejava que os israelitas aprendessem a depender inteiramente Dele. Desde o momento em que Israel partiu do Egito, YAOHU UL começou a submetê-lo a uma séria de provas, tendo em vista desenvolver e fortalecer a sua fé. Não havia água nem alimentos. A única maneira de conseguir tais elementos era confiarem em YAOHU UL. O deserto era uma praça de esportes onde se podia desenvolver os músculos espirituais.

3. YAOHU UL conduziu-os a deserto para prová-los e trazer à luz o que havia em seus corações (Dt. 8:2,3). Obedecer-lhe-iam ou não? As provas e aflições no deserto demonstrariam se os hebreus creriam ou não na onipotência, no cuidado e no amor de YAOHU UL.

Provações no deserto:

1. Desilusão em Mara: a árvore que tornou doces as águas: Decorridos três dias de viagem pelo deserto de Sul, os israelitas chegaram finalmente às fontes de Mara. Todavia, quão grande foi sua desilusão! As águas eram amargas. Imediatamente o povo começou a queixar-se, porém Moisés clamou a YAOHU UL. Eles não perceberam que YAOHU UL ali os provou. Não existe nenhuma prova de que a árvore que foi lançada nas fontes tivesse a propriedade de tornar potáveis as águas. YAOHU UL tornou-as doces. O milagre não somente mostrou que YAOHU UL tinha cuidado de seu povo, como também simbolizou no começo desta viagem que adoçaria as amargas experiências futuras se os israelitas buscassem sua ajuda.

a) Às vezes, depois de alcançar grandes vitórias, como na travessia do mar Vermelho, vêm as experiências amargas.

b) De igual maneira, assim como há épocas de severas provações, também á tempos de refrigério na presença do Eterno. Após a saída de Mara chegaram a Elim onde havia água em abundância além de palmeiras.

c) As provas ofereceram uma solução muito acessível. Que significa a árvore lançada na água? Ao aceitar as provas como permitidas por YAOHU UL, as amargas experiências tornam-se doces.

d) A experiência de Mara deu a oportunidade de revelar-se outro aspecto do caráter de YAOHU UL, por meio de um novo nome: Jeová Rafah, ou seja, o Senhor que sara ou, YAOHU UL provê a cura tanto material como espiritual. Como a mãe ama a seus filhos por inclinação natural, assim YAOHU UL cura a seu povo, pois está em sua natureza o curar. YAOHU UL é a saúde de seu povo. Se lhe obedecessem, Ele não traria nenhuma das enfermidades mediante as quais julgou os egípcios.

2. A fome e o maná: Os israelitas sentiram fome no deserto e começaram a expressar de novo seus queixosos lamentos. Esquecendo-se da aflição no Egito, queriam voltar para onde tinham alimento em abundância. As queixas eram dirigidas contra Moisés, porém em realidade murmuravam conta YAOHU UL, porém Ele retribui-lhes o mal com o bem; proveu codornizes e maná.

Grandes bandos de codornizes em suas viagens migratórias atravessam com freqüência o mar Vermelho e a península do Sinai. Esgotadas pelo longo vôo sobre o mar, às vezes grandes quantidades delas caem e são fáceis de caçar. YAOHU UL levou-as ao acampamento dos israelitas nesta ocasião e somente uma vez mais na marcha através do deserto ocorreu este fato. (Nm. 11: 31,32)

De modo natural YAOHU UL providenciou as codornizes, porém a provisão de maná foi um fato completamente milagroso. “Chovia” pão do céu. Durante todo tempo de peregrinação pelo deserto, o maná caía todas as noites juntamente com o orvalho. Era moído em moinhos ou em grãos e cozidos em panela para fazer pão. A ração diária era de um gômer (3,7 litros) por pessoa.

Destacam-se alguns ensinos:

a) YAOHU UL deseja ensinar a seu povo, por meio do maná, a confiar Nele como provedor de seu sustento diário e a não se preocupar com o dia de amanhã. YAOHU UL provia cada vez para apenas um dia, exceto na véspera do sábado. É importante destacar que YAOHU UL nunca falhou com Seu povo nos quarenta anos de peregrinação.

b) Por meio do maná YAOHU UL quis ensinar seu povo a não ser preguiçoso nem avaro. Embora o maná fosse dádiva do céu, cada família tinha de fazer sua parte recolhendo o maná todas as manhãs. Ao avaro que recolhia muito do que necessitava nada lhe sobrava.

c) YAOHU UL também desejava ensinar os hebreus a obedecerem-lhe, por isso lhes deu normas para recolher o maná. Se por incredulidade ou avareza um hebreu guardava maná para o dia seguinte, o pão do céu bichava e apodrecia. Ou se passava por alto a ordem de recolher uma porção dobrada na sexta-feira, jejuava forçosamente no dia de descanso porque nesse dia não caía maná do céu. Desse modo YAOHU UL provou a seu povo e o preparou para receber a lei.

3. A sede e a rocha de Horebe: Em vez de aprender a suportar as dificuldades, os israelitas murmuravam ainda mais. Os perigos, as aperturas e desconfortos parecem aumentar a irritação, a agitação e a ira. Chegados a Refidim onde esperavam encontrar um grande manancial, desiludiram-se. A falta de água causou sofrimento cuja severidade pode-se avaliar. Mas isto não justificava a reação dos israelitas. Estavam prestes a apedrejar Moisés, e em sua incredulidade provocaram a YAOHU UL. Desconfiavam do cuidado do Eterno e com sarcasmo falaram a respeito da presença de YAOHU UL no meio deles a qual se manifestara a eles de modo tão patente na coluna de nuvem e na coluna de fogo e em seus livramentos no passado. Por isto se deu ao lugar o nome de Massá (prova) e Meribá (contenda). O líder levou consigo os anciãos de Israel afim de que presenciassem a fonte milagrosa e dela dessem testemunho.

4. Guerra com Amaleque e a ajuda divina: Enquanto YAOHU UL trabalhava na vanguarda, uma tribo saqueadora, Amaleque, atacou pela retaguarda. As tribos nômades estavam sempre prontas para lançar-se sobre a presa, onde quer que houvesse oportunidade. Desta vez YAOHU UL mudou seus métodos e permitiu que Israel tomasse parte em sua própria salvação. Josué teria de ser o general da primeira batalha contra homens ímpios. Por que Moisés não dirigiu a batalha? YAOHU UL não quer que uma única pessoa faça tudo. Ele dá diferentes ministérios a homens diferentes. Ao Moisés cabia subir ao outeiro e desempenhar sua função espiritual. A vara representava a autoridade de YAOHU UL, e as mãos levantadas, a intercessão. Como necessitamos em nossos dias de homens como Aarão e Hur que lhes sustentem os braços! As orações de Moisés, combinadas com os esforços dos israelitas, tornaram eficazes as armas.

O juízo severo contra Amaleque foi pronunciado porque Amaleque levantou a mão contra o trono de YAOHU UL, isto é, recusou-se a reconhecer que era o Eterno quem operava maravilhas a favor de Israel. Os amalequitas provocaram a ira de YAOHU UL atacando desapiedadamente os fracos e cansados que ficavam para trás. (Dt. 25:17- 19)

Quando Moisés deu ao altar o nome de “O Senhor é minha bandeira”, reconheceu que o próprio YAOHU UL era Seu libertador e General. Por isso esse nome de YAOHU UL se relaciona com a milícia de seu povo.

Façamos deste comentário, a real bandeira para nossa vida espiritual!

Shabat Shalom!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BOEndurecimento do coração de Faraó: As imitações dos primeiros milagres de Aarão e Moisés por parte dos feiticeiros desacreditaram o poder do Eterno aos olhos de Faraó. Mas a vara de Aarão devorou as dos feiticeiros e isto constituiu indício da vitória final.

Faraó destaca-se por sua teimosia ao enfrentar os juízos de YAOHU UL. Seu arrependimento foi superficial, transitório e motivado apenas pelo medo e não pelo reconhecimento da necessidade que tinha de YAOHU UL. Embora se mantivesse obstinado, quebrando sua promessa toda vez que uma praga era suspensa, ia cedendo mais e mais as exigências de Moisés. Primeiro permitiu que os israelitas oferecessem sacrifícios dentro dos limites do Egito; depois, longe, porém com a condição que fossem somente os homens, e por fim permitiu que todos pudessem ir longe para sacrificar, mas deixando seu gado no Egito.

O texto bíblico mostra claramente que o Eterno ia endurecendo o coração de Faraó, mas é evidente que o coração do rei já estava obcecado e cheio de orgulho quando Moisés se apresentou perante ele pela primeira vez. As três palavras empregadas para indica a atitude de Faraó denotam a intensificação de um sentimento que já existia. YAOHU UL endureceu o coração de Faraó pela primeira vez após a sexta praga. O Eterno fez de Faraó o que este queria ser: o opositor de YAOHU UL. Apesar de tudo, o endurecimento do coração de Faraó deu a YAOHU UL a oportunidade de manifestar seu poder cada vez mais até que causasse uma impressão profunda e duradoura não somente nos egípcios e israelitas mas também nas nações distantes tais como os filisteus.

Israel sai do Egito

A Páscoa: A páscoa é para Israel o que o dia da independência é para um país, e mais ainda. O último juízo sobre o Egito e a provisão do sacrifício páscoa possibilitaram o livramento da escravidão e a peregrinação do povo para a terra prometida. A pascoal é um simbolismo profético do Messias, da salvação e do andar pela fé a partir da redenção. Além do livramento do Egito, a páscoa se constituiu em primeiro dia do ano religioso dos hebreus e o começo de sua vida nacional. Ocorreu no mês de Abibe (chamado Nisan na história posterior), que corresponde aos nossos meses de março e abril.

A palavra páscoa significa passar de largo, pois o anjo destruidor passou de largo as casa onde havia sido aplicado o sangue nas ombreiras e na verga da porta. Os detalhes do sacrifício e as ordenanças que o acompanhavam são muito significativos.

- O animal para o sacrifício devia ser um cordeiro macho de um ano, isto é, um carneiro plenamente desenvolvido e na plenitude de sua vida. Tinha de ser sem mácula. Para assegurar que assim fosse, os israelitas o guardavam em casa durante quatro dias.

- O cordeiro foi sacrificado pela tarde como substituto do primogênito. Por isso morreram os primogênitos das casas egípcias que não creram. Aprendemos que o “salário (o pagamento) do pecado é a morte”, porém YAOHU UL proveu um substituto que “foi ferido pelas nossas transgressões” Is.53:5.
- Os israelitas tinham de aplicar o sangue nas ombreiras e na verga das portas, indicando sua fé pessoal, aprendemos que somente pela fé a pessoa está salva da ira de YAOHU UL. O anjo exterminador representa a sua ira.

- As pessoas tinham que permanecer dentro de casa, protegidas pelo sangue. Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação?

- Tinham de assar a carne do cordeiro e come-la com pão sem fermento e ervas amargas. O fato de assar em vez de cozer o cordeiro exemplifica a perfeição do sacrifico do Messias e o fato de que deve ser recebido por completo. Assim os hebreus comeram a carne que lhes daria força para a peregrinação. O pão sem fermento simboliza a sinceridade e a verdade enquanto que as ervas amargas provavelmente representavam as dificuldades e as provações que o acompanhavam à redenção.

- Os israelitas deveriam come-lo em pé e vestidos como viajantes a fim de que estivessem preparados para o momento de partida. simboliza a nossa prontidão para com as ordens divinas expressa não nó na Torah, mas também na Tanach, através das profecias.

Desejamos um

Shabat Shalom !

MSc. Moshe ben Mazal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VAERÁA dureza de Faraó: Com intrepidez Moisés e Aarão se apresentaram na sala de audiências de Faraó e lhe comunicaram a exigência do Eterno.
Por que YAOHU UL exigiu de Faraó somente a permissão de que seu povo fosse ao deserto para celebrar festa por três dias, quando pensava em efetuar sua saída permanentemente? YAOHU UL provou ao rei com uma petição pequena sabendo com antecedência a dureza de seu coração. Faraó respondeu com arrogância: “Quem é o     YAOHU UL, cuja voz eu ouvirei?” os faraós eram vistos como filhos de Rá, o deus solar do Egito, de maneira que Faraó se considerava a si mesmo um deus. Não tardou em comunicar a única razão pela qual desejavam celebrar a festa era estar demasiado ocioso, e tornou mais pesado o trabalho dos hebreus negando-lhes a palha necessária para produzir tijolos.
A atitude de Faraó não somente deixou os hebreus mais desejosos de sair do Egito, mas também os ajudou a perceber que somente o poder de YAOHU UL poderia livrá-los. Com freqüência, quando YAOHU UL começa a emancipar o homem do pecado, o efeito imediato é o aumento de dificuldades. Assim os primeiros feitos de Moisés só pioraram a situação, pois o inimigo de nossas almas (satanás) não se dá por vencido sem lutar tenazmente.
Os hebreus culparam amargamente a Moisés e este, por sua vez protestou perante o Eterno. Foi Faraó quem disse: “Quem é o YAOHU UL?” contudo, Faraó e os egípcios não eram os únicos que necessitavam ver a natureza de YAOHU UL. Israel o necessitava, e Moisés também. YAOHU UL respondeu a seu desanimado servo, reiterando as promessas feitas aos patriarcas e de novo prometeu livrar a seu povo.
Os israelitas encontravam-se tão desanimados depois da negativa de Faraó que não quiseram sequer ouvir a Moisés quando este lhes transmitiu o que o Eterno lhe havia revela. Era óbvio que se YAOHU UL os salvava, tinha de faze-lo por pura graça. Somente depois que Israel veio a sentir-se completamente impotente foi que YAOHU UL começou a revelar-se por meio das pragas. O Eterno mandou Moisés dizer a Faraó que deixasse o povo hebreu sair. Prometeu fazer de Moisés um operador de prodígios, de modo que Faraó o visse como um deus e Aarão, porta-voz de Moisés, fosse visto como profeta.
As pragas: Uma das palavras hebraicas que se traduzem por praga no êxodo significa dar golpes ou ferir. Outras duas palavras descrevem as pragas como sinais e juízos. De modo que as pragas foram tanto sinais divinos que demonstraram que o Eterno é YAOHU UL supremo, como atos divinos pelos quais YAOHU UL julgou os egípcios e libertou a seu povo.
As pragas foram resposta de YAOHU UL à pergunta de Faraó: ”Quem é o YAOHU UL, cuja voz eu ouvirei?” Cada praga foi, por outro lado, um deságio aos deuses egípcios e uma censura à idolatria. Os egípcios prestavam culto às forças da natureza tais como o rio Nilo, o sol, a Lua, a Terra, o touro e muitos outros animais. Agora as divindades egípcias ficaram em evidente demonstração de sua impotência perante o Eterno, não podendo proteger aos egípcios nem intervir a favor de ninguém.
A ordem das pragas é a seguinte:
- A água do Nilo converteu-se em sangue. Foi um golpe conta Hapi, o deus das inundações do Nilo.
- A terra ficou infestada de rãs. Os egípcios relacionavam as rãs com os deuses Hapi e Ecte.
- A praga dos piolhos (talvez mosquitos). O pó da terra, considerado sagrado no Egito, converteu-se em insetos muitos importunadores.
- Enormes enxames de moscas encheram o Egito. Deve ter sido um tormento para os egípcios.
- Morreu o gado. Amom, o deus adorado em todo o Egito, era um carneiro, animal sagrado. No Baixo Egito eram adoradas diversas divindades cujas formas eram de carneiro, de bode ou de touro.
- As cinzas que os sacerdotes egípcios espalhavam como sinal de bênção causaram úlceras dolorosas.
- A tempestade de trovões, raios e saraiva devastou a vegetação, destruiu as colheitas de cevada e de linho e matou os animais do Egito. Este tipo de tempestade era quase desconhecido no Egito. O termo trovão em hebraico significa literalmente vozes de YAOHU UL e aqui se insinua que YAOHU UL falava em juízo. Os egípcios que escutaram a advertência misericordiosa de YAOHU UL, salvaram seu gado.
- A praga de gafanhotos trazida por um vento oriental consumiu a vegetação que havia sobrado da  tempestade de saraiva. Os deuses Isis e Seráfis foram impotentes,  eles que supostamente protegiam o Egito dos gafanhotos.
- As trevas que caíram sobre o país foram o grande golpe contra todos os deuses, especialmente contra Rá, o deus solar. Os luminares celestes, objetos de culto, eram incapazes de penetrar a densa escuridão. Foi um golpe direto contra o próprio fará, suposto filho do Sol.
- A morte dos primogênitos. O Egito havia oprimido o primogênito do Eterno e agora eles próprios sofriam a perda de todos os seus primogênitos.
Observação sobre as pragas: Calcula-se que o período das pragas tenha durado pouco menos de um ano. As primeiras três pragas: sangue, rãs e piolhos caíram tento sobre Israel como na terra egípcia, pois YAOHU UL quis ensinar a ambos os povos que erro o Eterno. Mas os sete seguintes açoites castigaram somente aos egípcios para que soubessem que o YAOHU UL que cuidava de Israel era também o soberano do Egito e mais forte do que seus deuses. As pragas foram progressivamente mais severas até que quase destruíram o Egito.
As nove primeiras pragas podem ser divididas em três grupos de três pragas cada um. O primeiro grupo: água convertida em sangue, rãs e piolhos causaram asco e repugnância. O segundo grupo: as moscas que picavam a peste sobre o gado e as úlceras sobre os egípcios caracterizavam-se por serem muito doloridas. O ultimo grupo: a saraiva, os gafanhotos e as trevas foram dirigidas contra a natureza; estas últimas produziram grande consternação. A morte dos primogênitos foi o golpe esmagador.
Os feiticeiros egípcios imitaram os dois primeiros açoites, mas quando o Egito foi ferido de piolhos, confessaram que o poder de YAOHU UL era superior ao deles e que esta praga era realmente sobrenatural. Os magos não tiveram de reproduzir a praga de úlceras. Não puderam livrar-se a si mesmos dos terríveis juízos nem muito menos a todo o Egito.
Em resumo, as pragas cumpriram os seguintes propósitos:
Demonstraram que o Eterno é o YAOHU UL supremo e soberano. Tanto os israelitas como os egípcios souberam quem era o Eterno
Derrocaram as divindades do Egito.
Castigaram os egípcios por haverem oprimido aos israelitas e por lhes haverem amargado tanto a vida.
Efetuaram o livramento de Israel e o prepararam para conduzir-se em obediência e fé.
Shabat Shalom.
MSc. Moshe ben Mazal
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SHEMOT - O Eterno suscita um líder. Ex.1– 4.

Servidão no Egito: Ex.1. Transcorreram aproximadamente trezentos anos desde a morte de José. Os 70 hebreus que haviam se radicados no fértil delta do rio Nilo multiplicaram-se em centenas de milhares. Mas o povo israelita, outrora objeto do favor de Faraó, é agora escravo temido e odiado do rei egípcio.

A situação política mudou radicalmente no Egito. Os hicsos, povo que havia ocupado o país durante quase dois séculos, foram expulsos, e o Alto Egito e o Baixo Egito voltaram a unificar-se. O Egito chegou ao apogeu de seu poderio militar e se inicia um grande programa de construção de cidades de depósito. Uma nova família de faros assenta-se no trono egípcio e os serviços que José prestou ao Egito constituem apenas uma modesta lembrança do regime odiado que desapareceu. Não há gratidão para com os hebreus nos corações egípcios. Vêem com alarma o assombroso e sobrenatural crescimento da população israelita. Converter-se-ia gósen em uma via de entrada para conquistadores estrangeiros? Aliar-se-iam os israelitas e invasores para derrotar os egípcios? Por outro lado, Faraó não quer que os hebreus se retirem. Com dureza os obrigará a servir como escravos e desse modo os diminui8rá em numero; ao mesmo tempo se valera deles para realizar a construção de obras publicas. Faraó organiza os hebreus em grupos sob capatazes para tirar barro e fazer tijolos, construir edifícios, canais e prepara fossos, para irrigação.

Porque o Eterno permitiu que seu povo fosse tão cruelmente oprimido? Queria que nascesse neles o desejo de sair do Egito. É provável que os israelitas estivessem tão contentes em Gósen que se houvessem esquecido do concerto abrâmico pelo qual YAOHU UL lhes havia prometido a terra de Canaã. Alem disso, alguns dos israelitas apesar de viverem em Gósen separados dos egípcios, começaram a praticar a idolatria (Js.24:14;Ex.20:7,8). Tão grande foi sua decadência espiritual que o Egito se converteu em símbolo do mundo e os israelitas chegaram a representar o homem não regenerado. Era preciso algo drástico para sacudi-los a fim de que desejassem retornar à terra prometida.

Não obstante, YAOHU UL frustra o plano de Faraó. Quanto mais os egípcios oprimem aos hebreus, tanto mais se multiplicam e crescem. A tentativa de exterminar os hebreus matando os recém-nascidos do sexo masculino e conservando a vida das meninas pensando que elas se casariam com egípcios e assim perderiam sua identidade racial. A situação dos israelitas tornou-se grave. Para sobreviver como raça necessitavam de um libertado.

A preparação de Moisés: Ex.2. Moisés figura junto a Abraão e Davi como um dos três maiores personagens do Tanach. Libertador, dirigente, mediador, legislador, profeta, foi sobretudo um grande homem de YAOHU UL. Quase se pode dizer que o livro de Êxodo é a história de um homem, do homem Moisés que representa o ponto central em torno do qual gira a crise do plano da redenção. No coração dele verifica-se o conflito, ele recebe a comunicação de YAOHU UL para o povo e sobre ele pesa toda a carga das peregrinações. É ele quem recebe o golpe da critica do povo, pois se acha como mediador entre o povo e YAOHU UL e intercede perante YAOHU UL a favor deles.

Moisés narra o começo de sua história com tanta simplicidade e modéstia que nem mesmo menciona o nome de seus pais. São notáveis os fatores que YAOHU UL empregou para livrar o futuro libertador mediante a pequena arca: o amor perspicaz de Joquebede, a mãe, o choro do nenê, a compaixão da princesa e a sagacidade de Miriã, irmãzinha de Moisés. A seguir YAOHU UL fez mais do que os pais esperavam, pois lhes devolveu o menino para que o criassem e a mãe foi paga por seu trabalho.

YAOHU UL preparou a Moisés para ser líder e libertado de seu povo. A mão divina evidencia-se passo a passo:

- Moisés foi criado em um lar piedoso, pelo menos durante os primeiros cinco ou sete anos de sua vida, e assim aprendeu a ter não somente fé em YAOHU UL mas também simpatia e a mor por seu povo oprimido.

- Foi educado no palácio do Egito, põe-se em relevo a providência divina em que por meio do decreto de matança Moisés foi conduzido ao palácio. Ali recebeu a melhor educação que o maior e mais culto império daquele tempo oferecia. A permanência no palácio não somente contribuiu para faze-lo “poderoso em suas palavras e obras” mas também o livrou do espírito covarde e servil de um escravo. A filha de Faraó foi possivelmente, Hatsepute que, segundo a tradição judaica, era casada mas não tinha filhos e desejava ardentemente ter um filho.

- Adquiriu experiência no deserto. Aos 40 anos de idade, Moisés identificou-se com o povo israelita e procurou libertá-lo por suas próprias forças.mas, nem Moisés estava preparado para libertá-lo, nem o povo para ser libertado. Parece que Moisés dava mostras de arrogância, provocando a pergunta: “Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós?” como pastor, Moisés aprendeu muitas lições que o ajudariam a governar com paciência e humildade os hebreus, pois como as ovelhas, eram embrutecidos, indefesos e não sabiam cuidar de si mesmos. Conheceu também o deserto através do qual guiaria a Israel em sua peregrinação de quarenta anos. Alem disso teve comunhão com YAOHU UL e chegou a conhece-lo pessoalmente. Ali aprendeu a confiar nele e não em sua própria força.

Chamamento e comissão de Moisés: Ex.3-4. Moisés foi chamado enquanto pastoreava ovelhas no sopé do monte Horebe ou Sinai. O fogo na sarça simbolizava a presença e santidade purificadora de YAOHU UL (Gn.15:17; Dt.4:24), e a sarça talvez representava a Israel em sua baixa condição. Como a sarça ardia sem consumir-se, assim Israel não foi consumido no forno da aflição. YAOHU UL revelou a Moisés a compaixão que sentia pelo povo oprimido e depois delineou os pormenores de seu plano para libertá-lo.

Moisés estava pouco disposto a aceitar a comissão de YAOHU UL. Respondeu com quatro escusas:

- Quem eu sou, que vá a Faraó?

- Em nome de quem me apresentarei diante de meu povo?

- Os israelitas não vão acreditar que eu sou o mensageiro de YAOHU UL.

- Não tenho facilidade de palavras.

Contestadas suas escusas, Moisés aceitou seu chamado e nunca mais olhos para trás. De imediato deu início à sua missão voltando ao Egito. O acontecimento segundo o qual YAOHU UL quis matar a Moisés (4:24-26) provavelmente fazendo–o enfermar a ponto de morrer, explica-se como uma advertência para circuncidar a seu filho. YAOHU UL não faz acepção de pessoas e os grandes servos de YAOHU UL devem obedecer-lhe tanto como os demais. “Se Moisés se tivesse apresentado perante o povo israelita sem haver circuncidado a seu filho, sem haver cumprido o Antigo Concerto, ter-se-ia anulado sua influência juntos deles.”

Aarão uniu-se a Moisés no caminho e juntos trouxeram aos anciãos a promessa de livramento e lhes demonstraram os sinais. Acendeu-se a fé entre os hebreus e, muito em breve outras pessoas de Israel receberam as notícias (possivelmente reuniões secretas) e se inclinaram perante YAOHU UL em louvor e adoração.

Shabat Shalom!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VAYECHI

Jacó contempla o futuro abençoando a seus descendentes e profetizando: Embora Jacó, junto com sua família, desfrutasse do melhor do Egito, nunca perdeu a visão do futuro. À semelhança de Abraão e Itzak, Jacó considerava sua vida terrenal como uma peregrinação (47:9), pois “esperava a cidade . . . da qual o artífice e construtor é YAOHU UL“. Tampouco se esqueceu das promessas da aliança de que Israel seria uma nação e herdaria a terra de Canaã (48:3,4). A confiança, tanto de José como de Jacó, de que os israelitas voltariam à terra prometida se observa nas instruções que deram quanto à sua sepultura. Jacó ordenou a seus filhos que o sepultassem no cemitério de Macpela, onde se encontravam os restos de seus pais, avós e também de Léa, sua esposa. José pediu-lhes também, que levassem seus ossos para Canaã porque “YAOHU UL certamente vos visitará, e vos fará subir desta terra para a terra que jurou a Abraão, Itzak e a Jacó“ (50:42).

Ao abençoar Jacó, seus filhos, foram constituídos pais das tribos de Israel, Jacó profetizou com assombroso discernimento as características das doze tribos. Rúben, por seu caráter impetuoso e instável, não cumpriu seu alto desígnio, e por sua impureza moral fez-se indigno da proeminência. Sua tribo caracterizou-se pela indecisão na época de Débora (Jz.5:15,16), e mais tarde parece ter sido eclipsada por Gade. Por outro lado, de tempos em tempos foi devastada por Moabe.

Os violentos filhos de Simeão e de Levi foram amaldiçoados por seu aleivoso ataque contra Siquém quando vingaram sua violada irmã Dinah (Gn.34). Em pouco tempo ficariam dispersos entre as demais tribos de Israel. Simeão, no meio de Judah (Js.19:1), foi absorvida principalmente por esta tribo, por outro lado, a dispersão de Levi converteu-se em grande bênção, dado que esta tribo foi honrada com a função sacerdotal e a espada da violência foi substituída pelo cutelo do sacrifício. A mais importante bênção e a profecia mais transcendente do presente capítulo é a que se refere à tribo de Judah (49:8-12). O erudito Derek Kidner observa que esta profecia apresenta em miniatura o esquema bíblico da história. Compara-se Judah ao leão por sua valentia, força irresistível e supremacia sobre as outras tribos. Historicamente, Judah foi posta à cabeça do acampamento israelita na peregrinação pelo deserto (Nm.2:2-9; 10:14); foi divinamente designada para ser a primeira em retomar a guerra contra os cananeus após a morte de Josué (Jz.1:1,2); seu exército no período de Davi representava mais de um terço da totalidade dos soldados israelitas (II Sm.24:9). “O Cetro (insígnia real ou de comando) não se arredará de Judah.” A Judah foi concedida a grande honra de ser o progenitor da dinastia real, a casa de Davi.

Pela fé Jacó olhou para o futuro longínquo e contemplou a vinda do Messias. Judah exerceria a autoridade real sobre as outras tribos “até que venha Shiloh”. Não é claro o significado da palavra “Shiloh” no idioma hebraico, porém muitos estudiosos da Tanach (Bíblia) a interpretam de uma ou outra maneira por “pacificador” ou “aquele a quem pertence o direito real” não outro que o Messias. A última interpretação indicaria que o Cetro ou símbolo de autoridade real estaria em mãos de sucessivos reis de Judah até que viesse o Rei a quem YAOHU UL reservava o direito de reinar e a quem as nações renderiam homenagem (49:10). Ezequiel (21:26, 27) parece confirmar que Gênesis 49:10 deve ser considerada claramente uma passagem messiânica. Esta profecia antecipou o grande fato histórico de que a linhagem de Davi chegaria a ser eterna no Messias, “o Leão de Judah e Príncipe da Paz”.

Alguns comentaristas julgam que Gênesis 49:11,12 se refere à abundância de vinha no território de Judah, porém outros crêem que o texto fala em sentido figurado da exuberante abundância do reino universal do Messias, cujo advento é profetizado no versículo anterior.

É interessante notar como Jacó empregava outros símbolos de animais para caracterizar certas tribos. Issacar é comparado a um jumento forte que não perdeu seu vigor. À semelhança de muita gente, a tribo de Issacar estava disposta a ceder sua liberdade a fim de obter segurança econômica e uma vida sem riscos nem responsabilidade. Em vez de lutar por submeter os cananeus, aceitou ser submetida por eles. A comparação de Dan a uma serpente venenosa, que ataca sem aviso, talvez se refira profeticamente à tomada de Laís de surpresa por essa tribo (Jz.18:7-9). Naftali seria como uma cerva solta; efetivamente foi localizada em território fértil e tranqüilo. Nos capítulos 19 e 20 de Juízes nota-se algo da violência de um lobo na conduta dos benjamitas. Assim Jacó previu com exatidão algo do caráter e destino das tribos hebraicas. As bênçãos sobre seus filhos constituíram uma conclusão apropriada do período patriarcal.

Lições da vida de José: O livro de Gênesis termina com as palavras “num caixão no Egito”. José deixou o mundo dando testemunho de sua fé na promessa de que Israel voltaria a Canaã, pois ordenou que seu corpo fosse embalsamado a fim de ser levado para Canaã. Para os israelitas que estavam no Egito, o caixão era um símbolo de esperança.

- Podemos aprender muito estudando a história de José. Eis algumas lições que podemos extrair:

- Pureza pessoal. Se não fosse a vida religiosa de José e sua convicção quanto à importância da pureza, teria sido arrastado por paixões carnais e teria cedido à tentação. Mas resolvera levar uma vida pura e se conservou imaculado.

- A prosperidade nos negócios é possível para o fiel servo de YAOHU UL. YAOHU UL fez José prosperar e ele é um exemplo para nós.

- A importância de cuidar de nossos pais.

- Por meio da humildade, obter a coroa. José sofreu como escravo e depois como preso durante os anos de sua juventude. Foi perseguido pelos irmãos, caluniado pela mulher de Potifar e esquecido pelo copeiro. Tudo sofreu com paciência. Mas seus sofrimentos foram meios que o levaram a alcançar a coroa de autoridade no Egito.

- Toda a vida de José é um exemplo da providência Divina. YAOHU UL guiou todos os passos de José, desviando das maldades dos homens e os contratempos da vida para sua meta Divina.

Shabat Shalom !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VAYIGASH

A humilde súplica de Judah –[/b] A intercessão comovente de Judah, saturada de compaixão e amor para com seu irmão e pai, convenceu a José de que seu arrependimento era verdadeiro e não podia fazer outra coisa senão revelar-se a eles. Perdoou-lhes, e até mesmo os consolou dizendo-lhes que havia sido a mão de YAOHU UL que o enviara ao Egito e não eles. Disse: “Pelo que YAOHU UL me enviou diante de vossa face, para conservar a vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento” (45:7).

José não somente perdoou a seus irmãos, mas proveu amplamente para satisfazer-lhes as necessidades. Mandou que trouxessem suas famílias e Jacó para o Egito onde habitariam na melhor região daquele país. YAOHU UL operou no coração de Faraó a fim de que concedesse gratuitamente a Jacó e a sua família, parte do Egito denominada Gósen. Assim demonstrou sua gratidão a José por haver salvado o Egito da fome. Gósen era a região nordeste do delta ao Nilo, separada geograficamente do restante do Egito, mas a vinte quilômetros da sede central de José, Tânis.era um lugar rico e ideal para que os israelitas levassem uma vida separada dos egípcios. Podiam ali viver juntos, multiplicar-se, conservar seus costumes e falar seu próprio idioma. Também seu trabalho como pastore ficava protegido da influência egípcia, pois os egípcios menosprezavam aos pastores (46:34). Muito tempo antes, YAOHU UL havia revelado que seu povo viveria em terra estanha (15:13-16). Agora estava por cumprir-se. José foi o instrumento escolhido para transferir os israelitas para o Egito.

Jacó e sua família descem ao Egito: Gn. 46:1-47:27. A partir daqui até ao capitulo 49 Jacó é a pessoa que mais se sobressai e se nota que já era um patriarca digno do novo nome que lhe fora dado em Peniel, Israel (Gn. 32:30). Havia passado pela escola do sofrimento, incluindo sua fuga de Esaú, suas dificuldades com Labão, a morte de sua amada Raquel, a humilhação de Dinah e os muitos anos de solidão, durante os quais guardou luto por José. Quase não podia crer na notícia de que José não havia morrido e que era o governado do Egito. Ao ver os carros enviados por Faraó, o patriarca adquiriu ânimo. YAOHU UL confirmou-lhe a visão na qual lhe havia indicado ir para o Egito. Por isso não foi para a terra dos Faraós como um refugiado, mas como chefe de uma família que, seguindo a promessa de YAOHU UL, converter-se-ia em uma nação. A cena do reencontro do velho pai com seu nobre filho é comovente, para Jacó era como receber um morto ressuscitado. Para José, significava o ponto culminante da aprovação de YAOHU UL por sua fé e paciência.

A seguir José apresentou uma delegação de cinco de seus irmãos perante Faraó. Embora este houvesse convidado toda a família a vir para o Egito, José queria estar seguro de que não seria uma decisão passageira de Faraó. Era conveniente que os egípcios soubessem também que Faraó estava perfeitamente de acordo com que se radicassem no Egito.

A forma pela qual José apresentou seu velho pai a Faraó demonstra o profundo respeito que sentia por Jacó e que desejava expressar-lhe a honra mais assinalada. Apresentou ao rei do Egito como se apresentasse um monarca. O rústico e velho pastor demonstrou sua fé e dignidade nessa ocasião. Não se prostrou ante o grande potentado cercado do esplendor da corte egípcia, mas invocou a bênção do eterno sobre ele. Suas palavras a Faraó, “poucos e maus foram os dias dos anos da minha vida”, contrastam marcadamente com suas palavras proferidas no final de sua carreira: “o YAOHU UL que me sustentou desde que eu nasci até este dia; o Anjo que me livrou de todo o mal . . .” (47:9; 48:15, 16). Entre as duas ocasiões, Jacó viu a mão de YAOHU UL a operar mediante as circunstâncias e conseqüentemente a auto-avaliação de sua vida mudou de forma radical.

Shabat Shalom !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MIKETZ

José chega ao posto de primeiro-ministro: Gn.41. Ao contar trinta anos de idade e depois de treze anos de disciplina e preparação (37:2 e 41:46), YAOHU UL permitiu que José chegasse ao lugar onde podia honrá-lo. O Eterno deu a Faraó sonhos tais que nem os magos, nem os sábios versados na antiqüíssima sabedoria egípcia podiam interpretar. Então o principal copeiro lembrou-se de que José havia interpretado seu sonho na prisão. Faraó mandou chamara a José. É de notar que José se negou a atribuir-se mérito algum na interpretação de sonhos; pelo contrário, testificou abertamente acerca de YAOHU UL perante Faraó. Apesar de José não ter visto ainda o cumprimento de seus próprios sonhos e de haver passado longos e difíceis anos como escravo e preso, não havia perdido sua confiança em YAOHU UL. Interpretou o sonho de Faraó como uma predição de sete anos de boas colheitas seguidos de sete anos de fome. Aconselhou também que se escolhesse uma pessoa prudente para fazer os preparativos necessários a enfrentar a fome, mas não sugeriu que fosse ele o escolhido; provavelmente não suspeitava que o designado seria ele.

De imediato Faraó nomeou a José como vizir ou primeiro-ministro do Egito. Apoiava-o com a plena autoridade real colocando em seu dedo seu próprio anel de selo como o qual todos os decretos e documentos oficiais eram legalizados e entravam em vigor. Ordenou que todos se ajoelhassem diante de José como se se tratasse do próprio Faraó. Para que José tivesse posição social, Faraó concedeu-lhe um nome egípcio e lhe deu por esposa a filha do sacerdote de On (Heliópolis), o centro do culto ao Sol, cujo sacerdócio tinha grande importância política. Foi assim que José se aparentou com a mais alta nobreza do Egito.

José não se envaideceu de sua posição nem se aproveitou pessoalmente de sua autoridade; antes, reconheceu que foi levado para desempenhar um trabalho em beneficio de outros, trabalho que ele empreendeu imediatamente. Pensava mais em sua responsabilidade do que em sua dignidade. Primeiro percorreu toda a terra do Egito para inspecionar seus recursos e organizar o trabalho. Depois cumpriram de maneira sistemática as instruções prudentes que YAOHU UL lhe havia dado.

Os nomes que José deu a seus filhos indicavam que YAOHU UL lhe havia mostrado seu favor. O nome Manassés (o que faz esquecer) demonstra que José havia vencido a amargura. Era um testemunho de que YAOHU UL o havia feito esquecer-se de todo o trabalho dos longos anos de provação e de saudade de seu lar em Canaã. Foi, talvez, a maior vitória de sua vida. Depois chamou a seu segundo filho “Efráim” (fértil). YAOHU UL faz que frutifiquem os que sabem perdoar e esquecer. Anos mais tarde Jacó declarou que José era como um ramo frutífero junto a uma fonte (49:22). José podia frutificar porque tinha suas raízes em YAOHU UL, mantendo-se mediante a comunhão com Ele.

Os críticos liberais têm duvidado do fato que Faraó elevasse ao posto de primeiro-ministro do Egito um escravo estrangeiro, sob condenação e sem prestígio algum. Mas o relato deixa claro que Faraó e seus servos ficaram impressionados pelo fato de que o YAOHU UL, em espírito, residia em José, de modo que a sabedoria do jovem hebreu não era humana mas uma operação sobrenatural de YAOHU UL (41:38). Supõe-se que a ascensão de José foi facilitada porque também nesse período ocupava o trono do Egito uma dinastia de reis asiáticos, os hicsos ou reis-pastores. Os hicsos invasores tomaram o trono do Egito em 1720 aEC. e reinaram aproximadamente 140 anos. Eram semitas e às vezes nomeavam semitas para ocupara postos importantes. Seria natural que um rei dos conquistadores do Egito acolhesse os hebreus e os colocasse no melhor da terra. Não há o que estranhar que não se encontre menção alguma de José nos monumentos existentes no Egito, pois os egípcios odiavam aos hicsos. Ao expulsá-los do Egito, os egípcios procuraram erradicar toda marca de ocupação estrangeira de seu pais, a tal ponto que os arqueólogos tem tido dificuldade para reconstruir os detalhes dos hicsos. Contudo, a arqueologia confirma que muitos pormenores mencionados no relato acerca de José concordam com os costumes daquele tempo. Por exemplo, encontram-se os titulo de chefe dos copeiros e chefe dos padeiros (40:2) em escritos egípcios. Outro dado confirmado é que se conheceram tempos de fome no Egito. Um faraó, segundo um escrito da época ptolomaica (2700 aEC) disse: “estou desolado porque o rio Nilo não transborda em um período de sete anos, falta grão, os campos estão secos e o alimento escasseia.” Desde a antiguidade era o Egito celeiro de Canaã em tempo de escassez. Na Pedra Roseta há um escrito que indica que Faraó tinha o costume de por em liberdade alguns presos no dia de seu aniversário. Tal como o fez no caso do copeiro-mor (40:20). Outro dado é fornecido pelas figuras egípcias nos monumentos antigos porque indicam que os homens não usavam barba e assim explicam a razão pela qual José se barbeou antes de comparecer perante o Faraó (41:14).A cena da investidura de José é nitidamente egípcia. Faraó deu a José seu anel de selo, fê-lo vestir-se com roupa de linho finíssimo e pôs um colar de ouro em seu pescoço (41:42), as três coisas mencionadas nas inscrições egípcias que descrevem investiduras. Além disso, os nomes Tzafnate-Paneach, Asenat e Poti Fera, são nomes egípcios.

José põe seus irmãos à prova: Gn.42. Ao ver os dez homens da família de Jacó que chegaram ao Egito para comprar alimento, José reconheceu de imediato seus irmãos, porem eles não o reconheceram. Por fim cumpriram-se os sonhos de José. Por que os tratou com severidade? Queria prová-los para ver se estava arrependidos do crime cometido havia mais de vinte anos. Havia transferido sua inveja para Benjamim? José sabia que uma reunião sem comunhão constituiria um escárnio. Se ainda guardavam inveja e ressentimento não poderia ele desfrutar de sua companhia, nem eles da companhia de José. Por outro lado, há certos aspectos do trato de José com seus irmãos que demonstram que ele estava animado de profunda solicitude por isso. Também os nomes que deu a seus filhos atestam que não guardava ira nem desejo de vingança em seu coração.

Os três primeiros dias na prisão fizera os irmãos compreenderem a sorte a que havia m exposto José (42:21.22). o fato de que José mandou prender a Simeão em vez de Rúben, oi primogênito, que se opusera a maltratar José havia vinte anos, infundiu neles a sensação de que a justiça divina os estava alcançando. Seu temor aumentou quando encontraram o dinheiro nas bolsas. Agora chegaram à conclusão de que YAOHU UL estava acertando contas com eles. A oferta de Rúben de entregar à morte seus dois filhos em troca, pareceria indicar uma mudança de coração, mas em realidade carecia de profundidade, pois Rúben sabia que Jacó não daria morte a seus netos. Não obstante, mostrando uma mudança de atitude, os dez irmãos não se ressentiram com a preferência que José revelava em relação a Benjamim. A mudança de coração evidenciou-se, sem dúvida alguma, quando se encontrou o copo de prata no saco de Benjamim. Todos os irmãos se ofereceram como escravos e se negaram a partir quando José exigiu de novo que somente Benjamim ficasse como escravo. Demonstraram que estavam mais preocupados por Benjamim do que por si mesmos.

Como podemos notar, a história de José é simplesmente impar, que possamos tirar alto proveito do exemplo de vida.

Shabat Shalom!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VAYESHEV

Introdução à História de José: José é um dos mais atraentes personagens da Bíblia. O teólogo Ross observa que era um “idealista prático”, que no início de sua vida teve sonhos que o animaram e guiaram pelo resto de sua vida. Ele manifestou, talvez, o caráter mais correto de todas as pessoas descritas no Tanach. Nota-se a importância de José no fato de que a ele é dedicado quase tanto espaço no Livro de Gênesis quanto a Abraão. José é importante porque foi o elo entre a vida nômade dos hebreus em Canaã e sua vida sedentária no Egito.

YAOHU UL havia revelado a Abraão que sua descendência passaria quatro séculos em terra alheia (Gn.15:13-16). A paciência de YAOHU UL esperaria até que a maldade do amorreu chegasse ao ponto máximo antes de destruí-lo e entregar Canaã aos hebreus. É evidente também a necessidade de que Israel fosse para o Egito. A aliança matrimonial de Judah com uma Cananéia e sua conduta vergonhosa descrita no capítulo 38 indica-nos o perigo que havia em Canaã de que os hebreus se corrompessem por completo e perdessem seu caráter essencial. No Egito os hebreus não seriam tentados a casar-se com mulheres egípcias nem a se misturar com os egípcios, pois estes desprezavam os povos pastores (Gn.46:34). Além do mais, tão logo os cananeus reconhecessem os planos dos israelitas de estabelecerem-se permanentemente em Canaã e assenhorear-se da terra, tê-los-iam exterminados. Tal coisa não sucederia em Gósen. Ali, sob a proteção do poderoso Egito, os hebreus poderiam multiplicar-se e desenvolver-se até chegar a ser uma nação numerosa.

YAOHU UL usou a José como instrumento para levar a cabo o plano de transferir seu povo para o Egito. Em toda a vida de José destaca-se a providência divina. A palavra providência deriva do latim – providere: videre significa “ver” e pro “antes”. De modo que quer dizer “ver com antecedência” ou “prever”. YAOHU UL prevê, e com isso também prepara os passos necessários para realizar tudo o que Ele prevê. O dicionário de Aulete define providência como “A suprema sabedoria atribuída a YAOHU UL com que ele governa todas as coisas”, e mais adiante: “O próprio YAOHU UL, considerado como supremo árbitro do universo”. O dicionário de Aurélio diz: “A suprema sabedoria com que YAOHU UL conduz todas as coisas”. E por extensão: “O próprio YAOHU UL”. Em nenhum outro relato da Bíblia brilha mais a providência de YAOHU UL do que nesta história. Ele lança mão dos desígnios distorcidos dos homens e os converte em meios para efetuar seus planos (Gn.50:20).

A venda de José por seus irmãos: Gn.37. O primeiro passo para situar José no Egito foi ser ele vendido como escravo por seus irmãos invejosos. Seus irmãos odiavam-no por vários motivos:

a . José comunicou a seu pai o mal que se propalava a respeito de seus irmãos. Aos dezessete anos foi enviado a seus para aprender a pastorear ovelhas. A irreverência e a baixa moralidade deles escandalizaram-no. Os filhos mais velhos de Jacó haviam cedido a certas práticas pagãs, fato que se vê na conduta de Judah relatada no capítulo 38. Parece que entre os filhos de Jacó somente José manteve em alta conta as elevadas normas da religião do Eterno. Se José tivesse participado das conversações imundas e da conduta vulgar, eles o teriam aceitado como um deles.

b . Jacó amava-o mais do que a seus outros filhos. Pois José nasceu na velhice de Jacó e era o primogênito de sua esposa predileta, Raquel. Expressou abertamente seu favoritismo presenteando a José com uma túnica de cores que lhe chegava até aos calcanhares e mangas que iam até às palmas das mãos. Este tipo de vestimenta era usado pelos governantes, sacerdotes e outras pessoas de distinção que não tinham de trabalhar manualmente. A túnica dos operários e pastores não tinha mangas e mal chegava até ao joelho. Os irmãos teriam perguntado entre si: “Não se dará o caso de que nosso pai entregue a primogenitura a José, fazendo-o nosso chefe no culto e na guerra?” Jacó provocou, pois, a inveja de seus filhos mais velhos.

c . Ingenuamente José contou os sonhos que profetizavam que o restante de sua família se inclinaria diante dele da mesma forma que as pessoas prestavam homenagem aos reis naquele tempo. Em geral, não convém contar tais revelações até que se veja de que forma YAOHU UL as executará ou até que YAOHU UL mostre que devem ser contadas. Qual foi o propósito de YAOHU UL ao dar-lhe esses sonhos? Os sonhos deram a José a convicção de que YAOHU UL tinha algum alto propósito para a sua vida e mais tarde esses sonhos o sustentariam em seus longos anos de prova.

Ao enviar José a fim de obter informação acerca do bem-estar de seus irmãos, Jacó deu a estes a oportunidade que esperavam. Percebe-se, porém, que a mão de YAOHU UL o guiava mesmo no meio das más paixões de seus irmãos. Haviam-se transferido de Siquém até Dotã, situada dezoito quilômetros ao norte. Dotã é uma palavra que significa “poços gêmeos” e existe até hoje em Dotã excelente abastecimento de água. A importância da transferência deles reside em que Dotã estava na rota das caravanas que se dirigiam ao Egito. Rúben se interpôs com a intenção de salvar a José dos planos assassinos de seus irmãos. Como filho mais velho era responsável pela vida de José e parece haver tido maior consideração por seu pai do que os demais. Não obstante, por contemporizar com seus irmãos, Rúben perdeu a oportunidade de salvar a José. Os ismaelitas chegaram no momento oportuno. Desta forma YAOHU UL operou usando homens maus para levar José ao Egito.

A forma pela qual os irmãos atuaram mostra como a inveja e o ódio podem endurecer a consciência humana. Passaram por alto a angustia e os rogos do jovem (42:21), sentaram-se tranqüilamente para comer pão depois de lançar José na cisterna. Depois de vendê-lo, felicitavam a si mesmos, sem dúvida, por sua misericórdia e bom tino para negócios. Mais tarde enganaram cruelmente a seu velho pai. Ao apresentar a túnica manchada de sangue, disseram-lhe insensivelmente: “Conhece agora se esta será ou não a túnica de teu filho”, como se José não fosse irmão deles. O fato de que as Escrituras relatem com franqueza os detalhes feios dos fundadores das tribos de Israel é evidência de sua autenticidade e inspiração. As lendas de outros povos sempre atribuem a seus fundadores características heróicas, porém não reconhecem falhas neles.

A angústia inconsolável do velho pai não está à altura de um homem que havia lutado com YAOHU UL e havia prevalecido. Embora não seja errado expressar o pesar. Parece que Jacó se esqueceu dos sonhos de José e não buscou o consolo divino. Pelo contrário, Jacó sentiu a perda do único filho que havia prezado o espiritual e que o havia consolado com sua presença e amor após a trágica morte de sua querida esposa Raquel.

José na casa de Potifar: Gn.39.1-20. Os midianitas não venderam José a uma pessoa desconhecida que vivia em um lugar obscuro e distante da civilização. Ao invés disso, levaram-no à própria capital do Egito e o venderam a Potifar, capitão da guarda real, pessoa de influência na corte de Faraó. Assim José foi colocado onde se lhe ofereciam as melhores oportunidades de conhecer os costumes dos egípcios, de ser iniciado na arte de governar e, sobretudo, de ser introduzido na presença de Faraó.

A sorte que um escravo corria era muito dura, pois uma vez feito escravo, permanecia escravo para sempre. À parte disto, José teria sofrido dolorosamente a saudade da casa e a falta do carinho de seu pai. Não obstante, uma vez levado, não deu sinais de protesto. Consagrou-se de boa vontade a cumprir seus deveres de escravo. Destacou-se como jovem consciencioso, industrioso e digno de confiança. Quatro vezes se diz no capitulo 39: “o Eterno estava com José”. O teólogo F.B.Meyer observa: “O sentido da presença e proteção do YAOHU UL de seu pai penetrava em sua alma e a tranqüilizava, e o guarda em perfeita paz”. Reconhecendo que YAOHU UL fazia José prosperar, Potifar fê-lo administrador de sua casa.

A integridade que José manteve diante da tentação apresentada pela esposa de Potifar contrasta notavelmente com a conduta de Judah registrada no capítulo anterior, Judah era livre e de sua própria vontade incorreu no pecado em um lugar que ele pensava ser um santuário cananeu. Por sua parte, escravo, longe do lar, José tinha todo o pretexto para ceder à tentação, porém lançou mão de duas armas: a divina e a humana. “Como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra YAOHU UL?” Considerou esse ato de imoralidade como pecado contra seu senhor, contra a senhora, contra seu próprio corpo e sobretudo, contra YAOHU UL. Também usou a arma humana ao afastar-se dela e por fim fugiu quando a tentação se tornou forte. Ao ser caluniado, não reagiu acusando a mulher, nem ainda defendendo-se a si próprio. Parece que Potifar havia duvidado da verdade da acusação e se irou principalmente porque havia perdido um escravo tão bom. Em vez de matá-lo, que seria o castigo correspondente ao delito, Potifar impôs a José a pena mais leve possível em tais circunstâncias.

José na prisão: Gn.39:2 – 40:23. Depois de haver trabalhado com tanto afinco, sem queixas, e de haver chegado a um lugar de prestigio incomparável, José foi objeto de calunias e caiu ao ponto mais baixo e com menos esperança que a de um escravo. Mas José guardou silencio confiando sua causa às mãos de YAOHU UL e trabalhando serena e diligentemente. Por que YAOHU UL permitiu que José fosse encarcerado? Ali aprenderia muito dos altos personagens que compartilhavam a prisão com ele. Também o pesar e a privações, o jugo levado na juventude, tudo contribuiu para formar um caráter firme, paciente e maduro a fim de que José prestasse grandes serviços a YAOHU UL e aos homens quando chegasse o momento oportuno. Por último, sua estada no cárcere e sua faculdade de interpretar sonhos puseram-no em seu devido tempo em contato com Faraó.

Como deve ter brilhado o caráter de José no meio dos presos ressentidos e desanimados! Ele tinha consciência de que YAOHU UL o acompanhava e este era o segredo de seu êxito. O chefe da prisão notou sua industriosidade e sua responsabilidade e o encarregou do cuidado de toda a prisão e dos presos. No caso dos dois funcionários do rei que estavam presos, vemos que José não permitiu que sua triste situação pessoal despojasse seu coração de solicitude por outro ou o cegasse para as necessidades deles. Por sua comunhão com um YAOHU UL amoroso, estava cheio de compaixão. Interrogou o copeiro e o padeiro, que estavam perturbados, e então lhes afirmou que YAOHU UL tinha a interpretação de seus sonhos. Embora as interpretações divinamente dadas a José se cumprissem ao pé da letra, viu frustrada a sua esperanças de que o copeiro intercedesse por ele perante Faraó. A demora é, com freqüência, parte da disciplina divina. Por isso YAOHU UL demorou também a libertação de José par proporcionar-lhe um cumprimento maior dos sonhos que lhe dera muitos anos antes.

Shabat Shalom !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VAYISHLACH

Jacó envia mensageiros a Esaú :[/B] Jacó assustou-se ao ouvir que seu irmão ofendido vinha ao seu encontro com 400 homens (supõe-se que vinham armados). Não podia fugir, pois seus filhos e esposas o acompanhavam. Tomou precauções para que em caso de ataque não fossem destruídos. Enviou mensagens amistosas e depois andou astutamente presentes para apaziguar a ira de Esaú, porém seu irmão não lhe respondeu nem uma palavra sequer. Ao que parece, Jacó estava entre “a faca e a parede”. Orou de uma boa forma, lançando mão das promessas de YAOHU UL, reconhecendo sua própria indignidade e a fidelidade divina; mas não reconheceu a causa fundamental de suas dificuldades. Quis ver-se livre de Esaú, porém seu verdadeiro inimigo era ele próprio, Jacó. Foi faço que havia enganado e levantado obstáculos em seu próprio caminho. YAOHU UL quis livrá-lo de seu espírito egoísta e carnal antes de permitir-lhe entrar na terra prometida.

Na luta com o anjo junto ao ribeiro de Jaboque, aprecia-se em conjunto a vida de Jacó até esta altura. Sempre confiou em suas próprias forças, em sua astúcia e nas armas carnais e saíra vencedor. Agora de nada lhe serviam. Bastou um toque do anjo para que Jacó ficasse coxo e incapaz de continuar lutando. Lançou-se nos braços de YAOHU UL, não pedindo livramento de seu irmão nem de nenhuma outra coisa material, mas pedindo a bênção de YAOHU UL. Confessou que foi um “Jacó”, que foi um “suplantador”. Sua vitória foi à submissão a YAOHU UL.

O Anjo do Eterno mudou-lhe o nome e isto indica mudança de caráter (Gn.17:5).Agora é “o que luta com YAOHU UL” e o significado de seu novo nome dá a norma da maneira como venceu. Daqui para frente não era o enganador lutando astutamente com os homens, mas o homem que obtinha vitórias com YAOHU UL por meio da fé. Seu novo nome foi transmitido a seus descendentes, os quis foram chamados “israelitas” e “Israel” a nação da aliança. Sua coxeadura simbolizava a derrota de seu próprio eu, seu “espírito quebrantado” e um “coração quebrantado e contrito” (Sl.51:17).

Jacó estava agora preparado para entrar em Canaã. Possivelmente YAOHU UL tenha usado a manqueira de Jacó para tocar o coração de seu irmão Esaú de modo que este ao vê-lo manquitolando mudasse de atitude (era tradição poupar pessoas com defeitos físicos); parece que assim foi,porque toda a sua ira e ressentimento desapareceram.Os dois abraçaram-se e choraram. Ilustra-se a verdade de Pv.16:7 “Sendo os caminhos do homem agradáveis ao Eterno, até a seus inimigos faz que tenha paz com ele.” Não obstante, Jacó prudentemente rejeitou a escolta oferecida por Esaú e foi por outro lado. Embora os dois irmãos se tenham reconciliado, eram muito diferentes em espírito e Carter; um era homem de mundo e o outro um servo de YAOHU UL. Convinha que estivessem separados.
Jacó e sua família na terra prometida: Gn.33:18- 36:43. Jacó havia prometido a YAOHU UL que voltaria a Betel (Gn.28:21)m porém foi somente até Siquém. Ali comprou uma propriedade bem perto da cidade cananéia e se radicou comodamente durante quase dez anos. Também edificou um altar, talvez para dar testemunho de que YAOHU UL havia sido fiel ao permitir-lhe regressar a Canaã e para expressar sua fé na promessa de possuir a terra da Palestina. Contudo, edificar um altar não compensava o descumprimento de não regressar a Betel.

Jacó pagou um elevado preço por não cumprir o voto, sua filha Dinah foi violentada e pela influência cananéia seus filhos Simeão e Levi converteram-se em seres cruéis, traidores e vingativos. É de estranhar que Jacó permitisse a união de seus filhos com as filhas do cananeus, porque eles deviam permanecer separados, visto que era o povo escolhido de YAOHU UL. A pouca autoridade que ele exercia em sua casa naquele tempo fica demonstrada pela forma de falar e atuar. O ultraje perpetuado contra os indefesos habitantes da cidade encheu o coração de Jacó com o temor de uma vingança coletiva dos cananeus, e isto o despertou para ouvir a voz de YAOHU UL que lhe ordenou a volta a Betel.

O patriarca respondeu imediatamente à ordem divina exortando sua família a remover todo indício do culto idólatra. Os pendentes (colares) às vezes indicavam seu determinado estado social ou elevado posto. Alguns tinham a figura de alguma divindade e os consideravam amuletos. Jacó não podia obedecer a YAOHU UL e adora-lo de todo o coração enquanto estes símbolos pagãos não fossem sepultados. Depois voltou a Betel. O Eterno interveio semeando terror nos corações do cananeus e protegendo assim a família de Jacó da vingança dos pagãos. Em Betel Jacó edificou um altar efetuando novamente suas primeiras obras. YAOHU UL manifestou-se a ele e lhe confirmou seu novo nome e as promessas do concerto. Depois ele se foi para Hebrom, lar de seu pai Itzak. Ali teve comunhão com YAOHU UL e algumas experiências tristes que o amadureceram espiritualmente, fazendo-o assim digno de seu nome “Israel”. Raquel, sua amada esposa, morreu no caminho para Hebrom. Ruben, seu filho mais velho, trouxe a vergonha ao pai cometendo incesto; por isso perdeu sua preeminência entre as tribos hebréias e esta passou para Judah (Gn.49:3-5). Itzak, seu velho pai, morreu também depois de haver vivido alguns anos com Jacó. Finalmente, José foi vendido enquanto Jacó residia em Hebrom.

Jacó e Esaú são visto junto pela ultima vez no enterro de seu pai Itzak. Esaú e seus descendentes ocuparam a aterra de Seir (vale entre o mar Morto, o golfo de Acaba e a região montanhosa situada em ambos os lados do vale). Assim se formou a nação de Edom. Depois do capitulo 36 já são se fala de Esaú. Ao longo da h9istória da nação de Israel, os edomitas foram seus perpétuos inimigos (Ob.10 – 14) e até foi edomita (idumeu) o rei Herodes.

A importância de Jacó: As lições que tiramos da vida de são as seguintes:

a – Exemplifica magnificamente a graça de YAOHU UL. A eleição de Jacó para continuar a linhagem messiânica e o concerto abrâmico não dependia do mérito humano mas da vontade de YAOHU UL. Era filho mais novo e tinha grave falha de caráter. YAOHU UL operou na vida de Jacó revelando-se a ele, guiando-o na casa de Labão (Gn.31:13), protegendo-o de Labão,e por fim transformando-o em Peniel. Tudo foi feito por graça.

b – Mostra que YAOHU UL usa os homens, tais quais ele são, para cumprir seus propósitos. Parece que YAOHU UL tem de fazer o melhor possível com o material que usa. Lançou mão de Jacó com todas as imperfeições deste, e fez dele um de seus grandes servos.

c – A luta com o anjo em Peniel ensina-nos que as vitórias espirituais não são ganhas por meios duvidosos tais como a força e a astúcia, mas aceitando a própria impotência e lançando-se nas mãos de YAOHU UL.

d – Ilustra a lei inexorável da semeadura e colheita, Jacó enganou a seu velho e cego pai, porem ele foi enganado Labão e, depois, cruelmente, por seus filhos, quando fizeram José desaparecer.

e – Nas famílias de Abraão e Itzak somente uma pessoa foi herdeira das promessas em cada família. Mas não houve eliminação de pessoas na de Jacó. Todos os filhos eram herdeiros da promessa e vieram a ser pais das doze tribos.

Um Shabat Shalom!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VAYTZE

O sonho de Jacó – No caminho para a casa de Labão, YAOHU UL deu a Jacó um sonho maravilhoso com o fim de animá-lo e firmar sua fé para que não vacilasse nos longos e duros anos vindouros. Na visão, a escada simbolizava que existia uma comunicação entre o céu e a terra, Jacó tinha o céu aberto. YAOHU UL ouviria suas orações e o ajudaria. Os anjos subiam e desciam pela escada como mensageiros e ministros do governo de YAOHU UL sobre a terra.

O Eterno confirmou a Jacó as promessas da aliança que seu pai havia feito ao abençoa-lo. Prometeu que o acompanharia, guardaria e traria de volta à terra prometida. Estaria com ele de forma ativa e contínua. Isto não significava que o Eterno aprovaria tudo quanto Jacó fizesse, mas que o acompanharia para levar a cabo completamente seu elevado propósito nele. A revelação divina em Betel era por pura graça. Jacó falhou muitas vezes, não obstante, havia algo nele que respondia a YAOHU UL e algo que YAOHU UL podia mudar.

Ao despertar, Jacó teve medo pensando que havia chegado por casualidade à habitação terrenal de YAOHU UL e à porta do céu. Depois seu temor se converteu em surpresa, pois reconheceu, de forma reverente, a presença de YAOHU UL. Ungiu uma pedra como um ato de culto a YAOHU UL e também para deixar um monumento recordatório do local que a visão santificou. Parece que Jacó procurou negociar com o Eterno (28:20,21), mas é pouco provável que fizesse tal coisa,pois foi movido pelo temor, reverencia e gratidão. Além do mais, tudo o que foi mencionado por Jacó em 28:20,21, YAOHU UL já lhe havia prometido em termos gerais (28:15). Admirado, Jacó respondeu às promessas divinas dizendo que se YAOHU UL ia fazer tudo isto por ele, não lhe restava nada mais senão adora-lo.

Jacó na casa de Labão – Gn.29-30. Os vinte anos que Jacó passou na casa de Labão foram difíceis. Labão empregou contra Jacó a velha arma do engano que o próprio Jacó anteriormente havia utilizado. YAOHU UL usou as experiências destes anos como uma escola para disciplinar e preparar Jacó a fim de que este fosse herdeiro das promessas da aliança.

Na providência de YAOHU UL, o primeiro membro da família com que Jacó se encontrou foi a formosa Taque. Parece que a amou desde o primeiro momento de seu encontro. Dado que Jacó não tinha dinheiro para compra-la como noiva. Pagaria seu preço com o trabalho. O grande valor que Jacó atribuía a Raquel, o trabalho de sete anos que “foram aos seus olhos como poucos dias” e a intensidade de seu amor jorram luz sobre o caráter do patriarca. Pelo fato de ser enganado por Labão, Jacó certamente compreendeu como Esaú se sentiu ao reconhecer que havia perdido a bênção que considerava caber-lhe; Jacó não protestou muito, provavelmente porque viu nisso a retribuição de YAOHU UL.Em vez de receber a amada Raquel, havia casado com leia que ra menos atraente. Depois de uma semana também Raquel lhe foi dada por esposa, mas teve de trabalhar mias outros sete anos, sem receber salário.

O casamento com as duas irmãs trouxe consigo dificuldades, ciúmes e conflitos. Tais matrimônios não foram proibidos até a promulgação da lei de Levítico 18:18. Da união polígama saíramos os pais das doze tribos de Israel, YAOHU UL demonstrou seu desagrado pelo tato que Jacó deu a Léia, fazendo Raquel estéril e Léia fecunda. À desprezada esposa devem sua origem seis das tribos e entre elas a de Judá. O que a Jacó parecia um ardil cruel, era realmente um grande meio de bênção.

A rivalidade entre Léia e Raquel explica os nomes de seus filhos, já que estes foram dados de acordo com as circunstancias ou sentimentos das mães:

Ruben significa eis um filho
Simeão “ ouviu
Levi “ unido
Judá “ louvor
Dã “ juiz ou julgou
Naftali “ minha luta
Gade “ afortunado
Aser “ bem-aventurança ou feliz
Issacar “ galardão
Zebulom “ morada
José “ acréscimo
Benjamim “ filho da mão direita

Os últimos dois filhos foram de Raquel; Benjamim nasceu anos mais tarde na terra de Canaã (35:16-20).

Durante os quatorze anos que Jacó serviu a Labão para conseguir a Raquel, YAOHU UL abençoou a Labão por causa de seu genro. Jacó quis voltar a Canaã, porém seu sogro instou com ele para que ficasse, prometendo pagar-lhe como ele quisesse. Impressionou-o o fato de que o Eterno estava com Jacó, porém ele próprio não buscou a YAOHU UL, antes pensou em beneficiar-se da relação entre seu genro e o Eterno. Jacó pediu para si o gado anormal (ovelhas negras e cabras malhadas), pois a cor normal das ovelhas era branca e a das cabras, preta. Labão acreditou estar fazendo um ótimo negócio e agiu com astúcia e prontidão mandando para longe os animais que proporcionariam a Jacó um aumento de salário. Nos anos seguintes mudou repetidamente a forma de pagamento, mas com a ajuda do Eterno Jacó ia tomando o pagamento de seu sogro. Jacó atribuiu a um sonho divino a ciência de como fecundar o gado para produzir mais com o qual Labão lhe havia atribuído, porém é melhor considerar que YAOHU UL operou um milagre para frustrar a esperteza de Labão e abençoar a Jacó. Assim foi que Jacó prosperou grandemente a expensas de seu sogro e este minguou.

Jacó volta à terra prometida: - Gn.31.1- 32:3. Depois de passar vinte anos na casa de Labão, Jacó viu que era tempo de sair de Padã-Arã. Como Jacó prosperava, Labão e seus filhos começaram a sentir inveja. YAOHU UL interveio e ordenou a Jacó que voltasse à terra prometida. Raquel e Léia deram seu consentimento à decisão de Jacó. Lembraram-se de que Labão havia exigido quatorze anos de trabalho de trabalho de Jacó como preço de suas filhas e não havia dado a elas o dote correspondente às noivas; elas já não estimavam a Labão. Antes de partir, Raquel furtou algumas pequenas imagens familiares (terafim) pertencentes a seu pai mediante as quis esperava reclamar sua herança, segundo o costume da época. Parece que Raquel não respeitava muito os terafins pois sentou-se sobre eles havendo-os escondido debaixo da albarda de seu camelo (31:43). Jacó se esquivou clandestinamente, por temor. Preocupado principalmente com o furto dos ídolos, Labão o perseguiu mas o Eterno advertiu-o de que não fizesse mal algum ao seu genro.

O pacto que Labão e Jacó fizeram demonstra que não confiavam um no outro. Levantaram uma pedra como sinal que servisse de limite entre os dois, fizeram um montão que serviria de testemunho do pacto e invocaram a YAOHU UL para que atuasse como sentinela vigiando por um e por outro enquanto estivessem separados.

Jacó não estava em condições de voltar à terra prometida e receber as promessas do pacto de seu pai Itzak; apesar disso, YAOHU UL o abençoou no caminho. Animou-o com uma visão de anjos protetores. Jacó chamou ao lugar “Maanaim”, palavra que significa “dois acampamentos”; um era seu próprio e indefeso acampamento e o outro do eterno, que rodeava ao de Jacó com sua presença e poder. O lugar de Maanaim ficou compreendido depois no limite entre Manassés e Gade e foi uma cidade de refúgio (Js.21:38).

Shabat Shalom !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOLEDOT

Itzak passou a maior parte de sua vida no sul da Palestina, nas cercanias de Gerar, Reobote e Bersheva. Era homem dado à meditação, conciliador, tranqüilo e até passivo. Sua vida parece ser ”apenas um eco da de seu pai”. Cometeu seus mesmos erros, porém buscou a YAOHU UL. Com a exceção do capitulo 26, Itzak sempre ocupa lugar secundário no relato do Gênesis. Não obstante, foi homem de fé e obediência. Cumpriu o propósito de YAOHU UL para sua vida sendo guardião de suas promessas e transmitindo-as a Jacó. Foi “um elo necessário” para cumprir o pacto feito com Abraão.

Nascimento de Jacó e Esaú, e a rivalidade entre ambos: (Gn.25:19-34). Rebeca era estéril. Ao comparar-se o versículo 20 com o 26, vê-se que transcorreram 20 anos entre o casamento de Itzak com Rebeca e o nascimento de Esaú e Jacó. À semelhança do nascimento de José, de Sansão e de Samuel, o dos gêmeos ocorreu depois de um longo período de tristeza e oração. Foi dada a Rebeca a profecia de que os dois filhos seriam fundadores de duas nações antagônicas: a nação que descenderia do mais velho serviria à nação do mais novo, ou dela dependeria. Neste caso YAOHU UL trocou o costume daquele tempo que favorecia o filho mais velho.

O termo “Esaú” significa cabeludo e é o mesmo patriarca que depois de chamado “Edom”, ou seja, vermelho, por haver comido um guisado avermelhado (25:30). Esaú foi o antepassado dos edomitas que ocuparam a região ao oriente de Judá. A palavra “Jacó” significa o que segura pelo calcanhar, porém mais tarde Esaú o interpretou como o suplantador (27:36). Esaú converteu-se em hábil caçador seguindo uma vocação aloucada em emoções e aventuras. Era impulsivo e até generoso, mas sem domínio-próprio e incapaz de apreciar os valores espirituais. É uma amostra do caráter do homem natural. Em notável contraste com Esaú, Jacó era homem pacifico que amava a vida do lar, eficiente no manejo dos assuntos da família, porém interesseiro, ardiloso e astuto no trato com os demais. Apesar disto, preocupava-o espiritual. A diferença entre os dois acentuava-se pelo fato de os pais mostrarem parcialidade, cada qual por um dos filhos e não aturem como “uma só carne”. O casamento planejado no céu não foi um êxito absoluto na terra porque os esposos falharam.

A venda da primogenitura por um prato de lentilhas revela que Esaú não atribuía valor algum a ela, porque não tinha ideal fora da satisfação física imediata. Posteriormente desprezou o conceito de separação que seus pais tinham e se casou com uma pagã hetéia (26:34). É denominado “profano”, porque significa carente de espiritualidade. Por outro lado, Jacó anelava o espiritual, mas se enganou ao supor que era preciso algum ardil humano para colaborar com YAOHU UL no cumprimento de sua promessa. Os direitos e privilégios do primogênito, em geral abrangiam uma porção dupla da herança e da chefia da família durante a guerra e no culto. Neste caso incluía velar pelo pacto e perpetuar a linha messiânica.

Tabuas encontradas em Nuzu indicam que naquele tempo a primogenitura era transferível, e em um contrato dessa natureza um irmão pagou três ovelhas para receber uma parte da herança.

Itzak abençoado em Gerar: (Gn.26). Este capítulo registra três tentações que Itzak teve de enfrentar: abandonar a terra prometida em um período de fome, simular que Rebeca não era sua esposa em um momento de perigo, e reagir violentamente à provocação dos filisteus. Falhou em uma das provas (segunda), porém saiu vitorioso nas outras duas. Por que YAOHU UL permitiu que ele fosse tentado da mesma maneira em que o fora Abraão? Quis dar-lhe a oportunidade de demonstrar se dependia da fé que seu pai possuía ou estava disposto a confiar ele mesmo, implicitamente, em YAOHU UL. Tinha de aprender as lições de fé e consagração. Cada nova geração tem de aprender por experiência própria o que YAOHU UL pode fazer por ela.

O mesmo temor de uma fome terrível em Canaã, que apanhou a Abraão de surpresa na geração anterior, por pouco não afligiu a Itzak e o tentou a seguir o exemplo de seu pai. Mas o Eterno apareceu a Itzak e advertiu-o de que não se mudasse para o Egito. As promessas que lhe fez era simplesmente uma repetição das já feitas a Abraão (26:2-5). Rejeitaria Itzak a perspectiva de beneficiar-se da abundancia do Egito para alcançar as bênçãos invisíveis do futuro distante? Estaria disposto a perder as riquezas que seu pai havia acumulado? Atribuiria valor supremo ao espiritual?

Itzak demonstrou que tinha a mesma índole de fé que Abraão, morando como estrangeiro na terra prometida. Sem dúvida alguma, perdeu muitas riquezas, mas YAOHU UL empregou estas perdas pra ensinar-lhe lições espirituais. Depois da prova, o Eterno o enriqueceu com uma colheita extraordinária e o abençoou (26:12,13). Como Salomão, Itzak podia dizer: A benção do Eterno é que enriquece. (Pr.10:22).

Na segunda prova, Itzak cometeu o mesmo pecado em que seu pai havia caído, ao fingir que Rebeca era sua irmã. Abimeleque descobriu-o brincando dom sua esposa e esse descuido foi à evidência que YAOHU UL usou para proteger Rebeca. O Abimeleque deste relato não era o Abimeleque da época de Abraão, pois parece que este nome era um título dinástico dos filisteus dessa região.

Os filisteus eram um povo comerciante do mar Mediterrâneo; a Palestina derivou deles o seu nome. Os filisteus da região de Gerar são provavelmente um dos primeiros habitantes que se estabeleceram em Canaã e não eram tão belicosos quanto os filisteus que viveram ali posteriormente.

A paciência de Itzak foi grandemente recompensada por YAOHU UL. Teve a paz que desejava, não no estreito vale onde encontrou o primeiro poço, mas em um vale amplo e extenso onde havia muito território para ocupar. YAOHU UL apareceu-lhe, confirmando-lhe o pacto. Itzak enriqueceu sua vida espiritual edificando um altar e invocando o nome do Eterno. Seus velhos inimigos procedentes de Gerar viram que o Eterno o estava abençoando. Chegaram procurando fazer aliança com ele e deram um extraordinário testemunho deste pacificador (26:28). O relato nos mostra, pois, que YAOHU UL permite que seus filhos sofram perdas para dar-lhes algo melhor e para que se destaque seu caráter no caráter deles.

Jacó suplanta Esaú: Gn.27:1-40. O complô de Itzak para entregar a benção a Esaú e a contra-artimanha de Rebeca e Jacó põem em relevo a carnalidade da família toda. Cegado pelos impulsos carnais e pela parcialidade, Itzak estava decidido a dar a Esaú o que ele sabia não pertencer ao filho mais velho, segundo a profecia (25:23). Esaú, por sua vez, estava disposto a receber o que havia vendido por um prato de lentilhas. Rebeca e Jacó não estavam dispostos a deixar a situação nas mãos de YAOHU UL, nem a confiar que Ele fosse capaz de cumprir a promessa, mas quiseram contribuir com seus métodos carnais para a solução do problema. Como resultado, todos sofreram. Ao compreender que YAOHU UL havia prevalecido sobre seus planos, Itzak se estremeceu. Esaú desiludiu-se e se amargurou contra Jacó. Devido às ameaças formuladas por Esaú, Jacó teve de imediatamente abandonara o lar que ele tanto amava e dirigir-se a uma terra estanha. Aqui sofreu muito sob a mão corretora do Éter. Rebeca, por sua vez, teve de despedir-se do filho amado para não mais vê-lo; morreu antes que ele voltasse.

É interessante analisar as três bênçãos que Itzak pronunciou:

a. A benção transmitida a Jacó (27:27-29), revela que Itzak pensava na parte material que Esaú desejava, pois não mencionou as promessas mais importantes que YAOHU UL havia feito a Abraão. Pediu somente a riqueza que nasce dos campos, o senhorio sobre seus irmãos e sobre os cananeus.

b. A benção dada a Esaú (27:39) referia-se principalmente aos descendentes deste: os emitas. Estes habitariam onde era difícil cultivar a terra, fora da Palestina fértil. Transformariam suas relhas de arado em espadas para viver da rapina como bandoleiros. Se se submetessem Israel seriam libertados dessa situação. Historicamente se cumpriu, pois Israel dominou a Edom desde a monarquia em diante (Nm.24:18; II Sm.8:13,14; I Rs,11?:15,16) e Edom se livrou de Israel pouco a pouco (II Rs.8:20-22; Ez.35:3).

c. A bênção que Itzak transmitiu a Jacó quando este estava para dirigir-se a Padã-Arã (28:3,4) foi a verdadeira bênção de Abraão porque incluiu tanto a terra como a descendência. Na visão de Betel, YAOHU UL mesmo acrescentou a promessa messiânica (28:14). Desde esse tempo Jacó foi o herdeiro da Aliança.

Jacó vai a Mesopotâmia: Gn.27:41 – 28:9. Motivada em parte pelo medo do que pudesse Esaú fazer a Jacó se este permanecesse em casa e em parte pelo interesse de que Jacó não se casasse com uma cananéia, Rebeca animou Itzak a enviar Jacó à casa de Labão em Padã-Arã. Quando Jacó deixou a casa, Itzak animou-o comunicando-lhe a bênção da aliança e aconselhado-o a buscar uma esposa que fosse digna de compartilhar as bênçãos divinas.

Atentando para todo o enredo, tiramos uma bela lição, não desvirtuarmos em hipótese alguma aquilo que escrito está, devemos apenas fazer e viver nos caminhos que o Eterno já delineou.

Shabat Shalom !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CHAYÊI-SARAH

Comentário:

Morte e sepultura de Sarah

Sarah é a única mulher da Tanach de quem se menciona a idade que tinha ao morrer. Por que se dedica tanto espaço a seu falecimento e sepultura? Tinha a mesma fé que Abraão e é a mãe do povo eleito, por isso merece lugar de importância nas Escrituras.

O principal significado deste capítulo reside no fato de que ao comprar Abraão a sepultura para Sarah demonstrou que acreditava que seus descendentes herdariam Canaã. Não enviaria o corpo ao sepulcro familiar na Mesopotâmia, pois nesse caso seu túmulo não estaria na residência permanente dos descendentes.

A primeira propriedade que os patriarcas adquiriram em Canaã foi um cemitério. Ali foram sepultados Abraão, Itzak, Rebeca e Lia. Jacó, estando no Egito, expressou o desejo de ser sepultado em Hebron (49:29- 32); seu desejo foi acatado e seus filhos realizaram uma peregrinação especial aquele lugar. Por esta causa Macpela veio a ser o centro da terra prometida; o símbolo da posse da terra pelo povo escolhido.

Todos os pormenores do negócio da compra do lote de Macpela corresponde exatamente às leis já conhecidas dos heteus; mencionam-se as árvores, pesa-se a prata segundo as medidas da época e as testemunhas anunciam a compra na porta da cidade. O costume heteu era enterrar os membros da família em uma cova ou em perfurações feitas na rocha. Atualmente se encontra uma mesquita muçulmana no local que tradicionalmente se atribui à cova de Macpela.

Abraão procura esposa para Itzak

Chegada à hora em que Itzak devia casar-se, ocorreu na vida de Abraão outra oportunidade para exercitar sua fé. Segundo os costumes daquele tempo, cabia a Abraão fazer os arranjos para o casamento de seu filho.

Era muito importante que Itzak, como herdeiro da promessa, se casasse com uma mulher que valorizasse o pacto de YAOHU UL. Abraão queria que a futura esposa de Itzak fosse de sua parentela e não uma das cananéias pagãs. Abraão não enviou Itzak à Mesopotâmia provavelmente porque não quis que seu filho fosse tentado a ficar ali e abandonar a terra prometida. Portanto, enviou para lá seu criado mais antigo e fiel, que provavelmente era Eliêzer (15:2). Nas palavras de Abraão diz a seu servo, nota-se a confiança implícita do patriarca em YAOHU UL: “Ele enviará o Seu anjo (Yaohushua) diante da tua face, para que tomes mulher de lá para meu filho” (24:7). A história é tão importante, que no livro de Gênesis ocupa o capitulo mais longo.

Podemos tirar algumas lições praticas do capitulo 24:

- É responsabilidade dos pais procurar que seus filhos se casem no círculo da mesma profissão de fé e de acordo com a vontade do Eterno.

- A oração deve ocupar um lugar importante ao cominar um matrimônio. Há amplos indícios de que Abraão e Itzak oraram ao Eterno, pedindo a direção e vida longa.

A prece do mordomo pedindo direção é muito instrutiva. Propôs um sinal que em si mesmo demonstraria que a jovem era uma pessoa digna. Rebeca era, em realidade, melhor do que ele havia pedido. Não era somente hospitaleira e bondosa, mas extraordinariamente bela e pura. Além disso, era uma mulher de caráter, que não vacilou quanto a fazer a vontade de YAOHU UL (24:58). Creu e de boa vontade se ofereceu a ir para um país distante a fim de casar-se com um homem ao qual nunca tinha visto. Quando Rebeca divisou o que seria seu futuro lar, Itzak encontrava-se no campo meditando, talvez orando para que YAOHU UL desse êxito a seu servo na missão encomendada. Ela aproximou-se de Itzak com humildade e respeito (24:65). Itzak recebeu-a com igual cortesia e respeito dando-lhe o lugar de honra na tenda de sua mãe. Casaram-se e Itzak amou-a; podemos afirmar que foi um casamento planejado no céu.

A Morte de Abraão

O fato de que Abraão, cujo corpo já estava “amortecido”, tenha podido gerar mais seis filhos com Quetura indica que recebeu novos poderes procriadores ao gerar Itzak. Os filhos dessa união vieram a ser ascendentes de algumas tribos árabes, as quais se radicaram mormente no norte e noroeste da Arábia. Assim Abraão foi pai de muitas nações. O último ato de Abraão foi entregar a Itzak tudo quanto tinha, fazendo-o desse modo herdeiro das promessas.

Abrão morreu aos 175 anos. “Foi congregado ao seu povo; e sepultaram-no Itzak e Ismael na cova de Macpela (25:8). Posto que o povo de Abraão houvesse sido sepultado na Mesopotâmia, a frase “Foi congregado ao seu povo” não se refere ao local de sua sepultura, mas ao encontro com seus antepassados na habitação dos espíritos dos mortos, chamado Seol. Isto nos ensina que existia a esperança da imortalidade neste ponto da história bíblica

Em termos gerais, Abraão foi o maior, o mais puro e o mais venerável dos patriarcas. Era “amigo de YAOHU UL” e “pai dos adoradores do Eterno”, generoso, desprendido, um caráter magnífico e um homem cuja fé em YAOHU UL não tinha limites, e tudo isto, na vizinhança e ambiente de Sodoma e Gomorra.

Shabat Shalom!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VAYERA

A destruição de Sodoma e livramento de Lot: Gn.18:16- 19:38. O pecado dos sodomitas havia chegado ao máximo e YAOHU UL estava preste a castigá-los. O Eterno revelou a Abraão que havia resolvido destruir Sodoma e Gomorra.

Por que YAOHU UL comunicou seu plano a Abraão? Em virtude de Abraão haver-se feito amigo de YAOHU UL e de manter comunhão com e Ele, foi que lhe deu uma antecipação de seu propósito. Os amigos compartilham os segredos entre si e “o segredo do Eterno é para os que o temem” Sl.25:14. Também era necessário que Abraão compreendesse que a destruição das cidades não era um acidente natural, mas o juízo divino sobre a repugnante imundície dos pecadores que nelas habitavam, para poder inculcar em seus descendentes o temor de YAOHU UL, pois a recompensa (o salário) do pecado é a morte.

A intercessão de Abraão põe em relevo que o amigo de YAOHU UL era-o também dos homens. Indiscutivelmente lhe daria asco a impureza dos habitantes destas cidades ao sul do mar Morto e se sentiria como um estranho entre eles, não obstante, a comunhão com YAOHU UL havia despertado nele um profundo amor ao próximo.

Em sua intercessão, Abraão apresentou o problema de todas as épocas: como podia o justo Juiz castigar os bons juntamente com os maus? Uma nota da bíblia de Jerusalém observa: “Sendo forte, no antigo Israel, o sentimento da responsabilidade coletiva, não cabe aqui a pergunta se os justos poderiam ser individualmente poupados”, Visto que todos haveriam de sofrer a mesma sorte, Abraão perguntou se acaso a presença dos justos não afastaria o juízo dos culpados. YAOHU UL respondeu afirmativamente, porém não havia sequer dez justos em Sodoma.

A intercessão de Abraão pode servir-nos de modelo. O patriarca combinou nesta intercessão a intrepidez com reverência, considerou o caráter de YAOHU UL e sua justiça e persistiu intercedendo até obter a certeza de que YAOHU UL perdoaria a cidade se houvesse nela dez justos. Depois deixou os resultados nas mãos de YAOHU UL. Embora YAOHU UL não tenha salvado a Sodoma, respondeu libertando a Lot e sua família.

O “justo” Lot foi afligido pela manhã pela má conduta dos sodomitas. Não obstante, podia-se encontrá-lo sentado à porta da cidade, isto é, imiscuía-se nos negócios e ouvia as palavras obscenas do povo. Também permitiu que suas filhas desposassem homens de Sodoma. Assim foi cedendo mais e mais. Não pode convencer seus futuros genros de que YAOHU UL julgaria o pecado. Demorou e vacilou. Sentia-se tão apegado aos benefícios materiais que nem mesmo a ameaça do enxofre e do fogo o fez capacitar-se. Abraão, pelo contrário, havia aprendido a desfrutar das coisas materiais, mas sem esquecer-se da esperança espiritual.

Por que a esposa de Lot olhou para trás? Porque seu tesouro estava em Sodoma; ali também estava seu coração. Parece que se atrasou na planície de Sodoma e ali foi alcançada pela chuva destruidora. Provavelmente se formou sobre seu corpo uma crosta de sal e ficou ali convertida em estatua como advertência às pessoas cujos corações estão no mundo. A destruição de Sodoma é também uma advertência de que YAOHU UL não suporta indefinidamente a maldade.

Em ambos os lados do mar Morto existem ainda jazidas de petróleo que se derretem e arde. Na mesma área foi encontrada também uma camada de sal misturas com enxofre. Conjetura-se que YAOHU UL acendeu os gases para produzir uma explosão enorme, e que assim sal e enxofre foram atirados sobre a cidade de modo que literalmente choveu enxofre e fogo, do Eterno desde os céus. Ainda há colunas de sal nas cercanias do extremo sul do mar Morto, As quais recebem o nome de “esposa de Lot”. Atualmente o local das cidades julgadas está coberto pelas águas do mar Morto.

Pobre Lot! Perdeu a esposa e o lar; suas filhas se corromperam e mediante um truque por elas planejado, Lot veio a ser o antepassado incestuoso dos grandes inimigos de Israel; os moabitas e os amonitas. Estes povos foram notórios por suas ambições idolatras e constituíram o perigo de contagio para Israel através dos séculos. Nm:25:1- 3; Rs.11:7. Lot é uma amostra do homem carnal que procura ganhar o mundo e ao mesmo tempo reter o espiritual. Perdeu tudo, salvo sua própria alma.

Abraão e Abimeleque: Gn.20. Abraão, movido pelo temor recorreu ao engano como havia feito no Egito. Pôs assim em perigo o cumprimento do plano da redenção. Alguns crêem que este relato não se encontra em correta ordem cronológica, pois a esta altura Sara teria noventa anos. É possível que haja ocorrido nos primeiros anos em que o casal se encontrava em Canaan. YAOHU UL denomina a Abraão ”profeta” (20:7) não no sentido de ser como os outros profetas da Tanach, mas porque tinha relações privilegiadas com YAOHU UL e era um poderoso intercessor. Neste capitulo encontra-se a primeira referência à cura divina como respostas à oração (20:7).

Nascimento de Itzak, expulsão de Ismael: Gn. 21. O Eterno recompensou grandemente a fé que Abraão demonstrou durante os vinte e cinco anos de sua peregrinação a Canaan. Também interveio milagrosamente para dar-lhe um filho. O nome Itzak, dado ao recém nascido, que parecia uma censura ao riso incrédulo do velho casal, agora tem novo significado: era o riso de alegria por ter um filho.

A presença de Itzak no lar trouxe outra prova para o patriarca, Ismael, que teria aproximadamente dezesseis anos, demonstrou seu caráter zombando de Itzak. Parece que foi motivado por sua incredulidade e inveja. Sara percebeu que a natureza do rapaz não concordava com o espírito de fé prevalecente na família. As duas linhagens tinham de estar marcadamente separadas. Sara pediu ao seu marido que expulsasse a Ismael. Era penoso para Abraão fazê-lo, mas YAOHU UL o consolava dizendo-lhe que por meio de Itzak viria sua descendência. Além do mais, por amor a Abraão YAOHU UL cuidaria do jovem e sua descendência formaria uma grande nação.

Hagar e Ismael aprenderam que embora expulsos das tendas e sem proteção de Abraão, não estavam por isso alijados da solicitude de YAOHU UL. Ele estava com Ismael e cuidou dele em sua juventude, possibilitando assim o cumprimento da promessa que ele mesmo fizera de que por meio de Ismael faria uma grande nação (os atuais islamitas). Não se afastou da família de Abraão.

O incidente pelo qual os filisteus fizeram aliança com Abraão demonstra claramente que este, com a benção de YAOHU UL chegara a ser um personagem de grande importância e influência aos olhos dos senhores pagãos. Estes reconheceram que YAOHU UL estava com ele em tudo quanto fazia (21:22). Desejavam sua boa vontade e ser seus aliados. Este relato salienta também a importância dos poços naquela região aonde a quantidade de chuva chega a ser de 100 mm durante o mês de janeiro e diminui até chegar a nada nos quatro meses do verão. A posse dos poços seriam no futuro motivo de rixas entre os filisteus e Itzak (Gn.26:17-0 33).

O sacrifício de Itzak: Gn:22. O pedido do Eterno de que Abraão oferecesse a Itzak como sacrifício foi a prova suprema da fé do patriarca. Podemos observar que lhe era difícil porque:

a – A alma de Abraão se desfazia ante o conflito de seu amor paternal e a obediência a YAOHU UL.

b – Parecia-lhe estranho porque Abraão já sabia que não agradava a YAOHU UL o conceito pagão de ganhar o favor dos deuses sacrificando seres humanos.

c – YAOHU UL não lhe deu razão alguma que apoiasse seu pedido como havia feito quando animou a Abraão a expulsar a Ismael.

d – O pedido era contrário a promessa de que somente por Itzak se formaria a nação escolhida, pois no entender humano YAOHU UL estava contra YAOHU UL, fé contra fé e promessa contra ordem.

O propósito da prova era aumentar a fé que Abraão tinha, dar-lhe à oportunidade de alcançar uma vitória maior e receber uma revelação mais profunda ainda de YAOHU UL e de seu plano. YAOHU UL não tentou a Abraão como algumas versões bíblicas traduzem Gn.22:1. A tentação é demoníaca e tem o propósito de conduzir o homem ao pecado. Ao contrário, YAOHU UL prova o homem para dar-lhe a oportunidade de demonstrar sua obediência e crescer espiritualmente. Antes de expor Abraão à prova final, havia-o submetido a uma longa preparação.

Embora Abraão não tenha entendido o motivo da ordem de YAOHU UL, obedeceu imediatamente. Parece que enquanto caminhava para o monte Moriá meditava sobre o conflito entre a ordem de sacrificar Itzak e as promessas de perpetuar a aliança por meio dele. Teria pensado que a solução era crer que mesmo quando atravessasse com o cutelo o coração de Itzak e acendesse o fogo para que o corpo de seu filho fosse reduzido a cinzas, YAOHU UL ressuscitaria a Itzak do montão de cinzas. Por isso, ao deixar seus criados, disse-lhes que tornariam a eles (22:5). Crer no poder divino para ressuscitar os mortos foi o auge de sua fé.Tal tipo de fé é indispensável para alcançarmos a redenção.

O que aconteceu depois mostra-nos que YAOHU UL não quer que lhe ofereçamos um corpo morto, mas um sacrifício vivo, uma vida consagrada a Ele como Ele faria pela humanidade dando-nos Seu Filho unigênito, Yaohushua (João 3:17). Não estendas a tua mão sobre o moço . . . porquanto agora sei que temes a YAOHU UL, e não me negaste o teu filho, o teu único. Tudo o que YAOHU UL queria era a rendição de Abraão, um sacrifício em espírito. Queria que Abraão mostrasse que amava mais a YAOHU UL que a seu próprio filho e as promessas feitas. Exige YAOHU UL de nós algo que Ele próprio não esteja disposto a dar? Abraão teve sua fé grandemente recompensada. Recebeu a seu filho simbolicamente dentre os mortos e dali em diante esse filho lhe foi mais precioso que nunca. Da mesma forma, o que entregamos a YAOHU UL Ele no-lo devolve muito mais enriquecido e elevado que antes.

Shabat Shalom!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lech Lechá (Vá por ti)

Comentário:

No Bereshit (Gênesis), dos capítulos 12 até 50, temos a História Patriarcal que passa a ser relatada nas próximas dez parashot, iniciando na presente e indo até Vayechi.

Ao começar a história de Abraão, o escritor inspirado deixa para trás a história primitiva da raça em geral para relatar a de uma família. Reúne as lembranças que se conservam “os grandes antepassados de Israel. Abraão, Itzak, Iakov (Jacó) e Iosef (José). Todos eles se destacam como homens que ouvem a voz de YAOHU UL e a obedecem. Todos os seus momentos estão assinalados pela intervenção divina. O grande propósito de YAOHU UL aos escolher essas pessoas é formar um povo que realiza a sua vontade na terra e seja um meio de cumprir o plano da salvação”.

O período patriarcal começa por volta do ano 2000 aeC e dura mais ou menos três séculos.

O chamado de Abraão

É sem dúvida o acontecimento mais importante do Tanach. Aqui tem início a obra da redenção que foi instituída no jardim do Éden (3:15). Os primeiros onze capítulos do Gênesis demonstram que YAOHU UL se relacionava com a humanidade em geral, sem fazer distinção entre as raças. Tanto o mundo antediluviano como o da torre de Babel ressaltam que a despeito do progresso material e do nascimento das civilizações, o homem fracassa moral e espiritualmente. Até aqui, o Eterno havia posto os olhos sobre diferentes indivíduos, que eram os meios apropriados para conservar a “semente da mulher” e o conhecimento de YAOHU UL. Agora ele muda seus métodos. Chama a um homem para fundar a raça escolhida mediante a qual realizaria a restauração da humanidade. O espaço que o livro do Gênesis concede a esta passagem demonstra sua importância. Os primeiros onze capítulos abrangem mais tempo do que todo o restante da Tanach. Trinta e nove capítulos, porém, são dedicados aos começos da nação escolhida, da qual virá o Messias.

Abraão é o personagem mais importante do Gênesis, e um dos mais importantes de toda a Tanach. Moisés dedicou meramente onze capítulos ao que aconteceu antes de Abraão, enquanto que treze capítulos se referem exclusivamente à vida pessoal do patriarca. YAOHU UL usou Abraão para fundar tanto a família de Israel como a fé dos hebreus. As três grandes religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, reverenciam-no como o pai de sua fé. Em realidade, a Tanach declara que o “povo escolhido” não se refere somente à descendência carnal do patriarca, mas a todos quantos tem a mesma fé que Abraão tinha. Isto é, ele é o pai espiritual de todos os que crêem em YAOHU UL. Somente a Abraão se chama “amigo de YAOHU UL” II Cr.20:7.

Considerando que a religião do Eterno consiste no ato de depositar a fé em um YAOHU UL pessoal, Abraão tinha de aprender a confiar nele implicitamente. YAOHU UL cultivou de três maneiras a fé que Abraão tinha: dando-lhe grandes promessas, pondo-o à prova cada vez mais, e concedendo-lhe muitas aparições divinas. Era preciso que Abraão conhecesse a YAOHU UL, pois esse conhecimento era a base de sua fé.

YAOHU UL chama a Abraão : primeira prova. (12:1-9). A família de Abraão e, provavelmente, o próprio Abraão prestava culto a vários deuses (Js.24:2). Não obstante, as Escrituras insinuam que ainda assim tinham certo conhecimento do Eterno, pois Abraão em sua velhice enviou seu servo para buscar entre eles uma esposa para Itzak, seu filho. Seu motivo era religioso; queria ter uma nora que adorasse ao Eterno. Por isso, em meio da idolatria universal, YAOHU UL se manifestou a Abraão, chamando-o para uma vida de fé e separação.

As promessas feitas a Abraão são interessantes. Abraão seria famoso e reverenciado, não por sua própria virtude, mas pelo favor de YAOHU UL, que disse: “abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome”. Abraão tinha a responsabilidade de ser um canal de bênção para outros: ” tu serás (deverás ser) uma bênção” (YAOHU UL nos abençoa para que sejamos bênção). Finalmente, YAOHU UL prometeu abençoar ou amaldiçoar aos homens segundo a atitude que tivessem para com Abraão: ” E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem! Assim YAOHU UL o protegeria.

As transcendentais promessas feitas a Abraão e a seus descendentes são três:

* Herdariam a terra de Canaã.

* Chegariam a ser uma grande nação (a grandeza prometida significa muito mais do que uma população numerosa).

* Por meio deles, todas as linhagens da terra seriam abençoadas (esta é a promessa messiânica).

A primeira prova à qual YAOHU UL submeteu a Abraão foi a separação de sua pátria e de sua família. Tinha de voltar as costas para a idolatria a fim de poder ter comunhão com YAOHU UL. A vida de fé começa com a obediência e a separação. “Ou nossa fé nos separa do mundo, ou o mundo nos separa de nossa fé”. Abraão foi o Cristóvão Colombo do Tanach, pois “saiu, sem saber para onde ia”, tinha de confiar incondicionalmente no Eterno.

Parece que no principio a obediência foi apenas parcial. Foi com Terah, seu pai, até Haran, centro de reunião de caravanas e também do impuro culto a Sin, deusa da Lua. Terah havia renunciado a seus pais, mas aparentemente não havia abandonado de todo sua idolatria. Em Haran radicou-se para viver o restante de sua vida, mas depois YAOHU UL guiou a Abraão a seguir rumo a Canaan, distante 650 km.

Por fim, chegou à terra que YAOHU UL lhe havia indicado. Agora vivia como estrangeiro e peregrino, viajando de um lugar para outro. Nunca foi dono de um metro quadrado de terra, a não ser o local de sua sepultura. Shchem (Siquém), a encruzilhada da Palestina, situada a 50 km ao norte de Jerusalém, foi a sua primeira parada. Depois chegou ao carvalho de More, considerado o centro de adivinhações e idolatria. Ali YAOHU UL apareceu a Abraão, segurando-lhe de novo sua presença e confirmando-lhe que sua descendência herdaria Canaan. Assim YAOHU UL o recompensou por sua obediência. Abraão respondeu construindo um altar e oferecendo culto público ao Eterno. A onde que ia, levantava sua tenda e edificava um altar. A expressão hebraica indica que Abraão invocou em alta voz o nome do Eterno; uma proclamação do nome, da natureza e do caráter de YAOHU UL. De modo que Abraão tinha comunhão com YAOHU UL, e ao mesmo tempo testificava perante o mundo.

A fome : segunda prova. (12:10-20). Por falta de fé Abraão foi para o Egito. YAOHU UL não lhe havia ordenado sair da Palestina. Recorreu à mentira para escapara do perigo (ainda que houvesse um elemento de verdade no que disse; 20:12). “Não duvidou por incredulidade” das grandes promessas, porém tropeçou nas pequenas coisas. É de surpreender que Sara tenha sido considerada mulher atraente, já que tinha sessenta e cinco anos; mas como viveu 127 anos, naquela altura seria como outra mulher aos quarenta.

Abraão não edificou nenhum altar no Egito, Saiu humilhado, reconhecendo que YAOHU UL é santo. Até a escrava egípcia Hagar e o aumento de gados obtidos no Egito lhe causaram problemas mais tarde. Aprendeu quão perigoso é afastar-se de YAOHU UL. À semelhança do acontecido no episódio em Gênesis capítulo 20, YAOHU UL demonstrou sua fidelidade. Trouxe seu juízo sobre os que ameaçavam o plano divino de que Sara fosse a antecessora de Israel.

Contenda sobre pastagens : terceira prova.(Gn.13). Lot, sobrinho de Abraão, acompanhava-o desde sua partida de Ur. Como seu tio , Lot havia adquirido grande soma de gado e servos. Surgiu uma contenda entre os pastores dos dois senhores, porque se tornava difícil encontrar água e pastos suficientes para os rebanhos de ambos. Parecei a Abraão melhor separar-se antes que brigar. Apresentou seu argumento: “porque somos irmãos”. Por direito de antiguidade, Abraão poderia ter escolhido sua parte do terreno; não obstante, permitiu que seu sobrinho escolhesse, demonstrando assim a generosidade do homem que vivia pela fé. Lot escolheu egoisticamente, guiando-se pelas aparências, e teve de sofrer as conseqüências mais tarde. É exemplo do homem carnal que busca em primeiro lugar as coisas do mundo e no fim perde tudo. Por outro lado, YAOHU UL recompensou Abraão: disse-lhe que olhasse em seu derredor, pois toda a terra ao alcance de sua vista seria sua, inclusive à parte de seu sobrinho Lot. Também devia percorrer a terra de Canaan no seu comprimento e largura. “Significa que Abraão podia sentir-se tão livre na terra como se tivesse em suas mãos a escritura legal”. Certamente deve ter-se alegrado pela fé no que YAOHU UL lhe havia dado. Além do mais, YAOHU UL prometeu que seus descendentes seriam inumeráveis. Quanto melhor foi para Abraão haver ocupado o segundo lugar deixando seu futuro nas mãos de YAOHU UL.

Abraão liberta a Lot : (Gn.14). Uma vez que Lot escolheu a melhor terra de pastagem antes que a vontade de YAOHU UL, de imediato se encontrou em Sodoma. Esta cidade foi atacada depois por forças inimigas e Lot sofreu o castigo de sua insensatez.

Os detalhes históricos do capitulo 14 concordam exatamente com o que a arqueologia tem descoberto acerca daquela região nessa época. A área de Canaan estava bem povoada e havia cidades-estados governadas por xeques (senhores locais). Em regra geral, eram vassalos de reis mais fortes. Elão, pai ao Oriente da Suméria, tinha domínio sobre Babilônia e os demais países da região. As cidades ao sul do mar Morto eram seus vassalos. Os invasores tomaram o caminho real, descendo pelo leste do Jordão até o deserto e depois subindo rumo ao mar Morto. O vale de Sidim (14:3, 10), ao sul do mar Morto tinha poços de betume (14:10); agora estão coberto pelas águas, mas ainda o mar Morto, nessa área, lança betume em quantidade.

Ao ser avisado do desastre militar que haviam sofrido as cidades do vale, Abraão armou seus 318 servos, conseguiu a ajuda de seus aliados amorreus e perseguiu os invasores. Recuperou os cativos e o despojo, mediante um ataque surpresa à noite. Em parte a excessiva confiança que os vencedores tinham em si mesmos, nascidas de seus fáceis triunfos anteriores e a resolução inesperada de Abraão e seus aliados, influíram na vitória sobre o formidável exército. Não obstante, o elemento mais importante foi à intervenção de YAOHU UL (14:20).

YAOHU UL faz aliança com Abraão : (Gn.15). Por que o Eterno disse a Abraão: “não temas?” Parece que Abraão se encontrava em um estado depressivo depois de chegar ao clímax de um testemunho intrépido. Voltariam os quatro reis para vingar-se dele? Havia sido néscio não aceitando o despojo de Sodoma, que bem lhe pertencia? YAOHU UL lhe deu confiança dizendo que ele próprio, YAOHU UL, seria seu defensor e o recompensaria grandemente. Mas Abraão se entristecia por não ter filho. Eliezer seria seu herdeiro? Naquele tempo, se um homem não tinha filhos, a herança podia recais sobre um servo fiel. Porem YAOHU UL lhe prometeu que ele teria um filho, e seus descendentes seriam inumeráveis como as estrelas do céu. Abraão reconheceu que a promessa era humanamente impossível, “creu no Eterno, e foi-lhe imputado isto por justiça”. Este é um dos versículos mais significativos da Bíblia. Em face da fé que Abraão possuía, YAOHU UL o aceitou como se fosse um homem justo. É a primeira indicação clara da doutrina da justificação pela fé. A frase “creu no Eterno” significa literalmente em hebraico “apoiou-se no Eterno”. Era mais do que aceitar intelectualmente a promessa: refere-se a confiar incondicionalmente na pessoa de YAOHU UL e em sua promessa. Abraão colocou-se a si mesmo e seu futuro nas mãos de YAOHU UL.

YAOHU UL prometeu a Abraão, uma terra que se estenderia do Nilo até Eufrates. Israel nunca ocupou toda a terra que YAOHU UL lhe prometeu, e parece que a promessa ainda se cumprirá . Não obstante,os hebreus ocuparam Canaan no tempo de Josué e sua nação chegou ao apogeu quanto à extensão territorial na época de Davi.

Canaan está na encruzilhada entre três continentes: Europa, Ásia e África . YAOHU UL poderia ter colocado seu povo em um lugar mais protegido,porém escolheu uma terra estratégica onde os israelitas pudessem exercer maior influencia no mundo.

YAOHU UL confirmou sua promessa fazendo uma aliança solene com Abraão, segundo o costume da época (Jr.34:17- 20). As partes contratantes se punham cada um à extremidade do animal dividido e passavam por entre as metades, Assim expressavam que “se não cumprir minha parte do pacto, posso ser cortado em pedaços como este sacrifico”. Neste caso, porém,, somente o Eterno passou, em forma de um forno fumegante e uma tocha, pois sua aliança era unilateral, uma iniciativa divina, e somente Ele poderia cumpri-la. O que cabia a Abraão era simplesmente aceitar a aliança e continuar crendo em YAOHU UL.

O cumprimento da aliança não começaria até que os descendentes de Abraão tivessem vivido 400 anos em terra alheia, onde seriam oprimidos e escravizados. Seus opressores, porém, seriam julgados e os hebreus sairiam com grande riqueza. Assim YAOHU UL preparou seu povo para suportar os padecimentos antes de apossar-se da Canaan.

Hagar e Ismael : (Gn.16). Uma das provas mais difíceis que Abraão e Sara tiveram de suportar foi a longa demora antes de receberem o filho. Por que tardou tanto tempo em cumprir-se a promessa? YAOHU UL queria que eles soubessem que o cumprimento da promessa não seria o resultado de esforços humanos, mas da pura graça, um milagre. Ao passar dez anos em Canaan sem ter filhos, Sara procurou ajudar a YAOHU UL a fim de que se cumprisse a promessa. Segundo a lei mesopotâmica daquela época, uma esposa estéril podia dar a seu marido uma serva como mulher e reconhecer como seus os filhos nascidos dessa união. Abraão, em um momento de incredulidade, cedeu ao plano de Sara, porém as conseqüências foram tristes. Havia inveja e conflitos no lar. Hagar reagiu ante o tratamento dura de Sara conforme a seu nome, pois a palavra Hagar significa “foge” (errante).

Selada a aliança com a circuncisão : (Gn.17:1- 18:15). Abraão tinha setenta e cinco anos quando saiu de Haran e agora estava com noventa e nove. Havia andado treze anos pela fé desde a ultima revelação divina. A perspectiva de ter um filho por meio de Sara, parecia muito remota e Gênesis 17:18 indica que Abraão já pensava em Ismael como substituto do filho prometido.

YAOHU UL apareceu a Abraão para fortalecer sua fé minguante, para dar-lhe uma suave repreensão e renovar o pacto. revelou-se como YAOHU UL. UL significa o Eterno Criador e ressalta seu poder. Muitas traduções trazem El Shadai, no entanto, uma simples pesquisa sobre a pessoa de 'EL' na mitologia Babilônico-Caldéia irá revelar que 'EL' (que muitos traduzem como Senhor) era um ídolo pagão muito popular na antiga história destes povos. Ele era um ídolo associado com incesto, luxúria, imoralidade e deslealdade. Já, a palavra 'shaddai' se refere a espíritos sedutores no reino maligno. O uso deste título invoca espíritos sedutores com as características imorais de 'EL' - conduzindo muitas pessoas à escravidão de idolatria pagã. Até mesmo feiticeiros sabem disso e invocam este título específico em seus encantamentos, sessões de cura e adoração satânica.

Assim YAOHU UL animou a Abraão mostrando-se como o YAOHU UL Todo-poderoso, capaz de fazer tudo o que havia prometido. Anda em minha presença e sê perfeito, eram as condições para que o pacto fosse cumprido.

YAOHU UL deu dois sinais para confirmar a aliança: a mudança de nomes e a circuncisão. Já não se chamaria mais Abrão (pai enaltecido) mas Abraão (pai de uma multidão). Aparentemente, a mudança de Sarai para Sara era simplesmente mudar de um, a forma para outra palavra que tem o mesmo significado. Não obstante, a mudança elevou-a a uma posição de alta dignidade no pacto. Uma mudança de nomes é sinal do favor divino, mas como escarneceriam os cananeus das pretensões inerentes aos novos nomes deste velho casal? YAOHU UL denomina o que ainda não é como se já o fosse

Embora a circuncisão fosse praticada por outros povos, aqui é dada como sinal da aliança entre o Eterno e seu povo. Também tinha grande significado simbólico. Os profetas falaram da circuncisão do coração e dos ouvidos, referindo-se à obediência à lei de YAOHU UL. Representava purificação e renovação do coração (Dt.10:16; Jr.4:4).

Ao ouvir a promessa de que Sara daria a luz um filho, Abraão riu-se; pôs em dúvida a capacidade geradora de si mesmo e da sua esposa, e exclamou: “Oxalá que viva Ismael diante de teu rosto!”

O riso de Abraão seria secundado pelo riso de Sara (18:12). Portanto YAOHU UL deu ao filho prometido o nome de Itzak, que significa riso. Quando Itzak nasceu, o riso incrédulo de Sara converteu-se em riso de gozo: “YAOHU UL me tem feito riso (21:6). Foi necessário que YAOHU UL repreendesse a Sara a fim de que ela cresse. O cumprimento da promessa dependia da fé de ambos.” Haveria coisa difícil ao Eterno?

Shabat Shalom !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Noach (Noé)
Mensagem:

 

Shalom Chaverim...
 

Nessa semana, a Parashá nos traz a história de Noach (Nóe) sua Tevá (arca) e do Mabul, (Dilúvio).
 

É Super interessante o fato de associação que a parashá Noach tem com a parashá da semana passada, Bereshit. Em Bereshit vimos a magnífica história da criação do mundo, obra dos Dedos de nosso Eterno YAOHU UL; e em Naoch, vemos a reconstrução desse mundo, após o término do mabul.

 

Outro fato interessante, é que durante todo aquele tempo em que Noach e sua família esteve na tevá, homens e animais viviam em harmonia, coisa que não acontecia anteriormente (após o pecado de Adão).

 

Eles tiveram a oportunidade de presenciar uma pequena parte de como será o Reino Milenar, com a volta do Mashiach Yeshua. Segundo o texto que encontrei, aquela sensação foi tão gostosa que nenhum dos que estavam à bordo queriam descer, prova disso é que foi preciso o Eterno mandá-los sair da tevá para reproduzirem e multiplicarem-se na terra.

 

Até parece estranho não é ???... depois de exaustivo tempo fora da vida, até então comum, porque os tripulantes se recusariam sair? Será que não estavam enjoados?

 

Nós, Israelitas da Nova Aliança somos movidos pela infinita misericórdia Divina, e nos mantemos firmes através da oração e comunhão... O nosso prazer é fazer a vontade dAquele que nos criou, por isso percorremos esse caminho, na fé de obtermos a tão almejada recompensa.

 

Só que, infelizmente, existem aqueles que se enjoam dessa jornada e acabam saindo; e também aqueles que não se interessam e nem ao menos entram... O Engraçado disso tudo é que ambos chegam a um mesmo pensamento e conclusão – “fora desse caminho é bem melhor”.

 

A Tevá não parecia o que era, antes do mabul. Da mesma forma essa jornada não parece que nos levará a uma vida de paz e imortalidade, mas, para a infelicidade daqueles que à ela não são fiés, digo com extrema certeza, ela é a única e verdadeira forma de salvação.
 

Muitos à abandonam, muitos a desprezam, mas apesar de tudo, NÓS CONTINUAMOS FIRMES, até a volta de nosso Amado.

 

Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. (Jo 3:20)

 

Que o Eterno nos proteja...

 

Guedy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bereshit (No Princípio)
 

Mensagem:
 

Shalom Chaverim

 

A parashá dessa semana Bereshit (No Princípio), nos mostra toda a maravilhosa criação do Eterno, desde pequenas coisas às mais extraordinárias, desde um simples réptil á principal criação, o Homem.

 

Apesar de alguns versículos dessa parashá serem difíceis de se entender, ela consegue nos mostrar a Soberania e a Excelência de YAOHU UL. Após a criação dos céus e da terra, todo aquele estado caótico em que a terra se encontrava, ia se transformando e se embelezando, conforme A Palavra do Eterno, nosso Grande YAOHU UL. 
 

Um dos pontos que aqui quero ressaltar, é a respeito do pecado...
 

Quando Eva e Adão pecaram, eles se esconderam da presença de YAOHU UL... “E chamou o Eterno YAOHU UL ao homem e disse-lhe: Onde estás?”

 

Uma pergunta...  -  Será que o Eterno não sabia onde eles estavam?

Existe uma interessante explicação pra isso. Todos sabemos que um dia retornaremos ao pó, ou seja, que já nascemos com os dias contados por YAOHU UL. A questão "Onde você está?" é o chamado eterno de YAOHU UL a cada ser humano. Ela se refere ao seu comportamento: "onde você está neste mundo, o que você tem feito de bom e o que você tem atingido de positivo?"

Onde estamos irmãos? Será que nossos atos produziram frutos positivos? Será que o que temos feito tem ajudado na obra do Eterno e na edificação espiritual de nossos semelhantes?
 

São perguntas importantíssimas a serem refletidas, pois com união e consciência tranqüila de estarmos no caminho certo, fazendo o que deve ser feito e evitando o que deve ser evitado, é que, naquele dia, venceremos.

 

Aguardo os comentários dos amados

 

Chessed V’Shalom
 

Guedy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vezót Habrachá
Mensagem:
 
Shalom Chaverim...

Baruch HaShem por estarmos ainda vivos e, através de nosso amado Mashiach Yeshua, sermos participantes das mesmas promessas de nosso pai Abraão e de seu povo...!

Infelizmente não consegui elaborar essa semana um comentário particular a respeito dessa parashá tão importante (a ultima da Tora). Mas para compensar a minha má organização de tempo, ai vai um interessante comentário, a respeito, que encontrei na net...

Se o Eterno permitir, na próxima parashá estarei organizando melhor meu tempo, para, com os amados, partilhar desta tão grande e agradável dádiva que herdamos, a Torá.

Lehitraót, e me desculpem.

Chessed V’Shalom..........Guedy.

 

"Fulano é uma pessoa que possui um altíssimo nível intelectual." É assim que chamamos alguém que durante anos dedica-se ao estudo e leitura de muitas ciências. Esta intelectualidade não pode ser adquirida com dinheiro, nem pode ser dada "de presente". Para se alcançar este nível, é preciso que haja muita dedicação e árduos esforços, pois só através destes meios, alguém pode adquirir a sabedoria e o domínio sobre vastas áreas do conhecimento.

Na parashá, Vezot Habrachá (E esta é a benção)  , aprendemos que o "altíssimo nível intelectual" do povo de Israel pode ser adquirido de uma forma muito especial. Moshé, ao abençoar o povo, lhes diz: "A Torá, que Moshé nos prescreveu, é a eterna herança da Congregação de Yaacov" (Deut. 33:4). A fonte da Sabedoria Divina, através da qual D’us expressa Sua vontade ao Seu povo, certamente requer muito estudo, dedicação e perseverança. Obviamente, tudo isso é necessário para que se obtenha um conhecimento abrangente e profundo da sabedoria da Torá.

No entanto, mesmo se algum judeu ou judia não tiver este aprendizado, nem dedicar esforços a este estudo ou não aprofundar seus conhecimentos da Torá, ele ou ela já são considerados donos indiscutíveis e "possuidores" da Torá, desta profunda e Divina Sabedoria. Por quê? Por que a Torá é a herança inseparável de todo o povo judeu. Vamos estudá-la, cumpri-la, apreciá-la!

Por mais que um judeu ou judia saiba ou não, esteja consciente ou não, aprecie ou não, ele ou ela são herdeiros. O herdeiro, assim que nasce, por mais que não seja capaz de entender ou apreciar, torna-se o dono indiscutível de sua herança, de um patrimônio que está acima e além de sua capacidade de obter ou entender...

Assim é a Torá. Ela é nossa herança de geração em geração e nós nunca deixaremos de possuí-la. Este é um grande mérito e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade. Todos nós devemos nos conscientizar de que este é o nosso maior patrimônio, pelo qual devemos zelar, apreciar e cumprir. Dizer "acredito" ou "não acredito", "quero" ou "não quero", não tem valor nenhum diante do fato "juridicamente" simples e contundente: somos herdeiros da Torá - os únicos herdeiros legais! Faz sentido alguém protestar e dizer: "não quero ser dono de minha sabedoria, de minha inteligência"?!

Todo ano esta parashá é lida em Simchat Torá e logo em seguida reiniciamos a leitura da Torá com Bereshit. A Torá inicia-se com a letra Beit e termina com a letra Lamed (de Israel). Unindo o final com o início obtemos a palavra Lev, (coração) indicando que definitivamente as palavras de D’us permanecerão eternamente em nossos corações.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Haazinu (ouvi)

A Parashah de Haazínu coroa dignamente a grandiosa obra de Moises pela sua magnificência e elevação de pensamento. O profeta reuniu, nela, todas as riquezas da poesia e da eloqüência para fazer penetrar na alma de seu povo a sua preciosa prédica:

Que a minhas palavras sejam para vós como a chuva que penetra na terra, a fecunda e a vivifica; como o orvalho bendito que sempre traz proveito“.

Após esta poética introdução, Moisés resume em poucas palavras a história dos Hebreus, evocando seu passado, sua modesta origem, suas felicidades e suas iniqüidades; mais adiante, ele adverte sobre as desgraças que alcançarão ao povo, que embriagado pela fortuna, esquecerá a sua missão moral, para entregar-se inteiramente aos prazeres materiais.

E engordou-se Israel e deu coices; engordou-se, engrossou-se, cobriu-se de gordura, e abandonou o YAOHU UL, que o fez e desprezou o Forte da sua salvação” Dt.32:15.

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Ouvi, ó céus, e falarei; e ouça a terra os ditos da minha boca.
Dt.32:1

Moisés dirige-se nesta Parashah aos céus e a terra para que ouvissem as suas palavras. Segundo o Midrash, a razão desta magnífica invocação foi a seguinte:

Eu sou, disse Moisés, um ser de carne e osso, sujeito a morrer; os meus sucessores o serão de igual forma; se o povo de Israel vier a esquecer a Lei e transgredir a Divina Aliança, que lhe faria lembrar a sua desobediência e infidelidade? Eu vou chamar contra eles testemunhas permanentes, os céus e a terra. Ouvi ó céus e falarei, e ouça a terra os ditos da minha boca. É a vós que eu invoco; eu chamo os céus e a natureza inteira para encaminhar Israel na senda do bem e desviá-lo da via do mal e da ingratidão humana. Que os céus e a terra sejam os eternos censores do povo de YAOHU UL. Nós os condutores dos povos passamos, e vós ficareis para sempre!

Comigo está a vingança e o pago; retribuir-lhes-Ei quando resvalar o seu pé; porque o dia da sua ruína está próximo, e, o seu destino se apressa em chegar. Dt.32:35

Até este versículo, Moisés disse-lhes palavra de admoestações, fazendo o quadro negro das catástrofes que o atingiram. De aqui em diante, falou-lhes palavra de consolo: “Quando YAOHU UL ver que o poder do inimigo se fortalece muito e que os israelitas já foram suficientemente abandonados à mercê deles, salvá-los-á (Dt.32:36). Esta profecia de Moisés, repetiu-se várias vezes, no curso da longa e dolorosa história de Israel, inclusive em nossos dias. Hoje, mais do que nunca, deverá fazer-se sentir, entre nós, este discurso de Moisés: “Aplicai o vosso coração a todas as palavras que hoje testifico entre vós, para que ordeneis a vossos filhos, para que cuidem de cumprir todas a palavras desta Lei; porque isto não é coisa vã, mas é vossa vida, e por esta coisa prolongareis dias nas terra para a qual, estais passando o Jordão, a fim de herdá-la”. (Dt.32:46, 47)

Shanah Tovah!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nitsavim (firmes)
 

Mensagem:
 

Shalom Chaverim

Mais uma vez, a ultima vez do ano, me apresento! :)

A parashá dessa semana, Nitsavim (firmes) nos traz uma mensagem de força para o próximo ano!

Esta parashá, que vai ser lida no ultimo shabat desse ano, nos mostra como buscarmos a benção para o ano vindouro... "Vocês estão de pé firmes (Nitsavim) neste dia diante de D’us, o teu D’us..."... Neste dia refere-se a Rosh Hashaná , o dia do julgamento da humanidade (pois foi neste dia que D’us criou Adam e Chava, os ancestrais de todos os seres humanos). D’us nos garante e abençoa para que tenhamos firmeza e sejamos bem sucedidos no nosso julgamento, nos dando forças, assim, para seguir o ano todo.

Nitsavim nos ensina que, neste mês, D’us entrega, a cada um de nós, a chave para abrir o "baú" das bênçãos do ano todo, porém esta chave chama-se firmeza e altivez. O que isso quer dizer?... Quer dizer que devemos estar em constante busca desta chave, para chegarmos no fim do ano e desencadear um ano novo de bênçãos garantidas.

Para conseguir firmeza e altivez, devemos nos apegar mais as leis de D’us, orando e vigiando incessantemente, pois, com todos os acontecimentos históricos anteriores e atuais, com certeza podemos afirmar que breve está a volta do Mashiac Yeshua... Este sim, grande e poderoso, a principal referencia de todo o judaísmo que seguimos, apenas com a volta dEste, é que todo nosso esforço valerá a pena, pois finalmente seremos varões perfeitos, reis e sacerdotes na futura cidade que descerá do céu, Yerushalaym, Eretz Kadosh.

Que o Eterno nos abençoe...

Shaná Tová a todos...

De vosso chaver b’Yeshua

Guedy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

KI TAVÓ (Quando Vieres)

O ponto alto desta parashah, sem desmerecer o tema do capítulo 26, é sem dúvida o tema abordado nos capítulos 27 e 28, Bênçãos e maldições. Moisés explica pormenorizadamente as bênçãos e as maldições que acompanhavam o pacto do Sinai e convida a nova geração a renová-lo; todavia, a ratificação final do pacto com o Eterno seria feita em Canaã depois de atravessar o Rio Jordão.

1. A promulgação da lei em Ebal: (Cap.27) Ao entrar na terra prometida, Israel tinha de passar pelo vale entre os montes Ebal e Gerizim. Este vale forma um anfiteatro natural, ideal para proclamar a lei ante uma multidão. Aí deviam apresentar sacrifícios de holocausto e ofertas de paz. O holocausto significa consagração, e a oferta de paz, comunhão com YAOHU UL. Desta maneira, ao entrar na terra, os israelitas se consagrariam de novo ao Eterno e gozariam da comunhão com seu grande Dirigente Espiritual. Eram atos imprescindíveis para receber o apoio divino e alcançar a vitória sobre os cananeus. Seis das tribos iam tomar posição sobre as faldas do monte Ebal e as outras seis sobre Gerizim. Quando os levitas lessem as maldições, os israelitas situados na falda de Ebal responderiam com 'Amém'. Quando se lessem as bênçãos, as tribos que estavam sobre Gerizim responderiam da mesma forma (Js.8:33, 34). Dessa forma, antes de conquistar Canaã, os israelitas teriam gravadas em seus corações as condições que determinariam a bênção ou a maldição. É interessante que o altar devia ser edificado sobre Ebal, o monte da maldição.

2. Sanções da lei, bênçãos e maldições: (Cap.28) Moisés enumera extensamente e com vários detalhes minuciosos as bênçãos e as maldições, de modo que à entrada dos israelitas na terra prometida a escolha de seu destino estava diante deles. A obediência traria bênçãos e a desobediência acarretaria maldição. Se os israelitas houvessem prestado atenção às advertências de Moisés, teriam sido salvos de grandes padecimentos através de sua história.

A obediência traria as seguintes bênçãos a Israel (28:1-14) :

- Prosperidade extraordinária e geral 2-6
- Livramento dos inimigos 7
- Abundância de produção 8, 11, 12
- Bênçãos 9, 10
- Proeminência entre as nações 1, 10, 13

A desobediência traria as seguintes maldições ( 28:15-68) :

- Maldições pessoais 16-20
- Pestes 21, 22
- Estiagem 23, 24
- Derrota nas guerras 25-33
- Pragas 27, 28, 35
- Calamidades 29
- Cativeiro 36-46
- Invasões dos inimigos 45-47
- Devastação da terra, 47-52. (Cumpriu-se nas invasões dos assírios e babilônicos)
- Canibalismo em tempo do cerco, 53-57. (II Rs.6:28; Lm.2:20)
- Pragas 58-62
- Dispersão entre as nações 63-68

Várias vezes houve dispersões (diásporas): em 722 aeC, quando os assírios tomaram Samaria; em 597- 586 aeC, com a chegada dos babilônios, e em 70 eC com os romanos. Descreve-se com precisão em 28:68 o que aconteceu no ano 70 eC, quando Tito destruiu Jerusalém e vendeu os judeus como escravos. O Exegeta Halley observa que este capítulo "esboça toda a história futura da nação hebréia e pinta em cores vívidas o cativeiro babilônico e a destruição nas mãos dos romanos. Forma uma das evidências mais surpreendentes e indiscutíveis da inspiração divina da Tanach (Bìblia)". Pode até causar espanto o comentário dessa parashah, mas à luz da Teologia, o que escrito está, é apenas a simples "revelação do filme, ao longo do tempo, da última foto tirada por Moisés".

Shabat Shalom !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Ki Tetze (Quando saíres)

A parashá desta semana é a mais numerosa em leis, 74 das 613 mitzvot são citadas neste trecho da torá. Entre outras podemos citar:

  • O tratamento a ser dado a uma mulher que é tomada cativa depois de uma batalha.
  • O direito do primogênito de receber uma porção dupla da herança, mesmo quando a sua mãe não é a esposa preferida.
  • O tratamento a ser dado a um filho rebelde.
  • O cadáver de um homem condenado à morte deveria ser enterrado o mais rápido possível.
  • O dever de devolver um objeto a seu legitimo dono,
  • As condições de segurança numa casa.
  • Obrigatoriedade da utilização dos tzitit.
  • Proibição da mistura lã e linha num tecido, sementes numa videira e de atrelar juntos animais diferentes.
  • A indicação de uma série de penalidades relacionadas ao adultério: acusações falsas a esposa condenariam o marido a chibatadas; a confirmação do ato, a esposa e o amante seriam executados.
  • A proibição de um homem casar-se com a esposa de seu pai e com mulheres das nações de Amon e Moab.
  • A proibição de se cobrar juros quando de outros judeus. Também não poderia ser tomado como garantia nada que fosse fundamental para a sobrevivência do tomador do empréstimo.
  • O pagamento ao trabalhador deveria ser feito ao término do trabalho.
  • A exigência de um ritual (o get) no caso de divórcio. A proibição de uma mulher divorciada voltar a casar com seu ex-marido no caso de viuvez ou de um novo divórcio,
  • A obrigação de um homem casar-se com a viúva de seu irmão, caso não tivessem tido filhos.
  • Proibidas as balanças defeituosas e enganar o consumidor no peso ou na medida.

Concluindo a parashá, Moisés recomenda ao seu povo que recordem sempre as ações de Amalek, que atacou os bnei Israel, quando estavam debilitados, e exige que todo vestígio dele seja apagado da face da Terra.

Texto Mauricio Mindrisz

NOTA de o Caminho - devido à estas leis serem de interpretação particular,não devemos considerá-las como pontos de salvação...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SHOFTIM - Juizes para nós mesmos.
Lendo o livro de Deuteronômio, temos conhecimento da dimensão da parashah desta semana. Embora tenhamos estendido o comentário ao capítulo 26, pois é até este capítulo que versa sobre leis de justiça e de humanidade.

Visto que em Israel governava uma teocracia (governo de YAOHU UL), as funções civis e religiosas se uniam para que tudo caísse sob a direção divina.

1 - Administração da justiça : (16:18-17:13). Os juízes seriam escolhidos pelo povo hebreu, como representantes de YAOHU UL e para proteger os direitos de seu povo, deviam julgar com imparcialidade.

2 - Instruções acerca de um rei : (17:14-20). No devido tempo, YAOHU UL daria um rei a Israel. Moisés antecipava as condições sob as quais haveria de estabelecer-se o seu reinado. São os seguintes:

Devia ser eleito por YAOHU UL. Seria Israelita, e não estrangeiro. Saul e Davi cumpriram estes requisitos, mas terão seu cumprimento mais completo, segundo as profecias, no Reinado do Messias.

Isto significa que o rei não devia depender do poderio militar nem de alianças com outras nações, mas do poder Divino. Tampouco devia imitar os outros reis orientais com uma demonstração de glória terrena.

Não devia tomar para si muitas mulheres; devia ser espiritual, e não sensual. Tampouco devia casar-se com a finalidade de formar alianças com outras nações.

Não devia amontoar riquezas para si, isto é, não devia usar seus poderes com finalidades egoístas, mas para servir ao povo de YAOHU UL. Porque onde está o tesouro, ali também estará o coração.

Devia o rei escrever para si uma cópia da Lei. O rolo original das escrituras de Moisés estava guardado no santuário. Os levitas e sacerdotes haviam de entregar a cada rei uma cópia quando este fosse coroado. Desta maneira, o soberano podia ler diariamente a Palavra Divina com o fito de temer a YAOHU UL, de sujeitar-se à lei revelada e de tomar suas decisões segundo a vontade de YAOHU UL. Tal proceder acrescentam instruções para o rei, limitando seu poder (Para que o seu coração não se levante sobre os seus irmãos, 17:20). YAOHU UL não queria que os reis de Israel fossem soberanos absolutos nem déspotas arbitrários sobre o povo do concerto, mas subalternos do Rei Celestial.

3 - As porções dos levitas : (18:1-8) Considerando que o Eterno protegeu a vida dos primogênitos na noite de Pessach, estes lhe pertenciam (Êx.13:1, 2; 11-16). YAOHU UL tomou os levitas em lugar dos primogênitos (Nm.3:11,12) para servir no tabernáculo, ensinar a Lei e ajudar os sacerdotes. Portanto, não receberiam território como as demais tribos. “O Eterno é a sua herança” 10:9. Estariam dispersos por todas as partes a fim de que seus serviços estivessem ao alcance de todo o povo hebreu e deviam ser sustentados pelos dízimos dos israelitas.

4 - Os profetas e o Profeta : (18:9-22). Encontra-se aí a promessa de YAOHU UL de que levantaria uma ordem de profetas com a proibição de recorrer a adivinhos e a espiritistas. Através dos séculos o homem tem desejado conhecer o futuro e ver além. Deste desejo nasceu o espiritismo, o qual é formado de muitos fragmentos de religiões pagãs, inclusive invocando espírito de mortos (ato condenado por YAOHU UL),enganando a todos os que buscam consulta aos médiuns. Moisés ordenou aos israelitas que erradicassem por completo, a prática de adivinhações, de espiritismo e de magia.

Não era necessário consultar os espiritistas para saber o futuro, porque YAOHU UL enviaria profetas verdadeiros e suas credenciais seriam de tal sorte que não deixariam lugar para dúvidas. Seriam profetas do Eterno e não de outro deus (18:20). O homem que se lança ao ofício profético sem ser chamado por YAOHU UL, é um profeta falso. Os autênticos não profetizariam de seu próprio coração, mas falariam somente as palavras que YAOHU UL lhes desse (18:18). Suas palavras se cumpriram infalivelmente (18:22). Não obstante, podia ocorrer, em certos casos, que falsos profetas operassem milagres e se cumprissem suas palavras, mas ficariam a descoberto através de sua doutrina em desacordo com a de YAOHU UL (13:1, 2). YAOHU UL permitiria que fizessem sinais para provar a seu povo a fim de que se manifestasse se o amavam ou não (13:3). Finalmente, o verdadeiro profeta honraria a Palavra escrita de YAOHU UL (Is.8:19, 20).

5 - As cidades de refúgio : (19:1-14; Nm.35:6-28). Segunda as antigas leis de Israel, quando alguém feria ou matava uma pessoa, embora fosse por acidente, podia ser morto pelo parente mais próximo da vítima. Este se chamava “vingador do sangue”. Moisés indicou três cidades ao oriente do Jordão que serviriam de asilo aos que matassem a outros por acidente. Josué separou outras três cidades ao ocidente do mesmo rio.

Os anciãos da cidade julgavam o fugitivo para ver se tinha ou não culpa de homicídio. Se havia matado sem má intenção ou por casualidade, podia ficar na cidade e estar seguro dentro de seus limites. Se, porém, saísse, o vingador do sangue tinha o direito de matá-lo. Se ficasse aí até que morresse o sumo sacerdote, então tinha liberdade de voltar ao seu lar sem maior perigo.

Isto mostra que YAOHU UL nos julga não segundo nossos atos por si mesmos, mas segundo a intenção do coração. O asilo era somente para o matador involuntário.

6 - Leis diversas : (19:15 - 21:9). Uma vez que as leis que se encontram nestes capítulos são muitas, deixamos de comentar neste espaço, visto que são complexas e extensas.

Acreditamos que pelo pautado na parashah desta semana, podemos ter uma pálida idéia de como YAOHU UL exigiu do seu povo eleito. Sendo YAOHU UL imutável, tal exigência divina vigora até os dias de hoje, pois YAOHU UL observa o levantar, o andar e o deitar de cada um de nós. Convém então que cada um busque ao máximo uma vida dentro dos ditames do Eterno.

Shabat Shalom !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reê (Vede)
Mensagem:
 

Shalom Chaverim
 

A parashá dessa semana, Reê (Vede) nos apresenta dois caminhos, o quais o Eterno no concede o livre arbítrio, para escolhermos quais destes seguiremos; nos relata também sobre os animais que nos são abomináveis, que não podemos comer; sobre as festas de Pêssach, Shavuot, e Sucot, dentre outros...

 

Quando o Eterno nos coloca a frente o caminho das bênçãos e o caminho da maldição, Ele já nos define a sua vontade, ou seja, Ele nos deixa decidir o que queremos para o futuro, mas antes, exorta-nos a cumprir suas mitsvot, fazendo-nos ter plena certeza de que se as cumprirmos, estamos percorrendo o trilho certo, rumo as bênçãos.

 

Ao contrário do que muitos podem pensar, não basta escolher o caminho das benção sem enfrentá-lo , sem sentir, na prática, as naturais barreiras que do Eterno vem para nos provar, provar nossa resistência à carne e amor pelo Criador do Universo.

 

Como poderemos dizer que servimos a YAOHU UL, se não vivenciamos suas leis, se não guardamos o Shabat, se não nos abstemos de comer animais imundos, se não amamos e respeitamos nosso próximo?

 

Sinceramente seria mais coerente uma pessoa seguir definitivamente o caminho da maldição, que fingir estar feliz seguindo a congregação que trilha o caminho das bênçãos, pois, de ambas as formas, tal pessoa encontrará somente a perdição.
 

Ninguém é obrigado a fazer o que não quer! A Torah foi escrita para aqueles que, sem pressões, querem cumpri-la com todo o ser. O Eterno é um, o povo é um, a Torah é uma; agora... acreditar ou não nisso, são nos apresentados em duas opções, brachá uklala (benção e maldição).

 

Que o Eterno Ilumine nossos passos.
 

Guedy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Ekev (Pois que)
Mensagem:

Shalom Chaverim

A Parashá dessa semana, Ekev (Pois que) continua nos falando sobre a exortação de Moshê ao povo de Yisrael, para que obedecessem e cumprissem os preceitos e estatutos que o Eterno os ordenou.

 

Èretz Yisrael era uma terra muito rica em abundâncias; trigo, cevada, vinhas, azeite, mel, etc, eram facilmente encontrados nesta boa terra. Mas onde queremos chegar?... é simples! A fartura é uma das coisas que, se mal usufruída, pode levar-nos a desviar dos caminhos do Eterno.


Quando Yaakov (Jacó) reencontrou seu irmão Essáv (Esaú), após se emocionarem aos abraços, ambos declararam as bênçãos recebidas. Essáv disse que tinha mais do que precisava, enquanto seu irmão Yaakov disse que tinha tudo que necessitava. A atitude de Essáv é ignorada por nossos sábios, pois, em suas palavras, foram encontrados sinais de ambição, ou seja, de alguém que nunca se satisfazia com o que tinha.

É contra tais atitudes que a Torah nos orienta no decorrer dessa parashá. Os bens matérias fazem parte de nossa vida, o que não pode acontecer, é que os bens já adquiridos controlem nossa mente, fazendo-nos chegar a ponto de toparmos tudo para conseguirmos ainda mais coisas que não nos são necessárias para viver.

A fortuna pode provocar uma ferida maior e mais sofrida que uma provocada por espada. A riqueza tem a capacidade de fazer as pessoas ficarem tão pobres, a ponto de terem apenas dinheiro!

Os israelitas são destinados a serem prósperos, sim! Devemos apenas ter domínio próprio para que nada venha nos impedir de agradar ao Eterno com nossas ações cotidianas. A luta é constante, mas Hashem sempre nos estende o braço, para encontramos Nele, a força e o refúgio necessário.

Que o Eterno nos proteja!

Guedy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Vaetchanan (E roguei)

1. Oração de Moisés para entrar em Canaã. Dt.3:23-29.

“Eterno YAOHU UL! Tu começaste a mostrar ao teu servo a Tua grandeza e a Tua forte mão; pois, que YAOHU UL há nos céus e na terra que faça Tuas obras, e como Teus feitos extraordinários! Deixa-me passar, rogo-te, e verei a boa terra, que está além do Jordão, este bom monte (Com estas palavras, Moisés queria designar a cidade de Jerusalém a qual se acha rodeada de montes: e com o “Líbano”, ele queria dizer o lugar em que futuramente se iria construir o Templo) e o Líbano”.

Apesar da veemente oração de Moisés a YAOHU UL, para entrar na Terra Prometida, YAOHU UL já o havia advertido ele não entraria, e com esta oração, até irritou-se, pois disse a Moisés que não mais tocasse neste assunto. Apenas permitiu que subisse ao outeiro, levantasse os olhos para o ocidente, para o norte, para o sul e para oriente, porque não passaria o Jordão.

2. Exortação e obediência. Dt.4:1-43.

Considerando o que havia sucedido à geração anterior, Moisés apela fervorosamente para Israel a fim de que não cometa o mesmo erro, que guarde a lei e a ponha em ação. Se obedecesse à Lei viveria e tomaria posse da Canaã.

Outro motivo para obedecer a YAOHU UL era que somente Israel tinha o alto privilégio de ser seu povo. Somente para Israel o Eterno estava tão perto. Havia-lhes falado com voz audível e com eles havia firmado um concerto.

Notamos o zelo de YAOHU UL. Como o marido que dá a sua esposa amor sem reserva e exige dela lealdade, assim YAOHU UL exige a mais absoluta fidelidade de seu povo. Moisés adverte solenemente que o fato de apartar-se de YAOHU UL para prestar culto aos ídolos traria como conseqüência à dispersão dos hebreus. Por outro lado, o arrependimento traria restauração.

Quando Moisés fala ao povo, geralmente emprega o pronome “vós” (4:1-8, 11-18. 20-23), mas algumas vezes pensa em seus integrantes individualmente e usa o pronome “tu” (4:9,10; 19:1-21). Em outras oportunidades ele próprio se inclui em sua nação e se expressa com a primeira pessoa do plural “nós” (2:8).

3. Os dez mandamentos e sua aplicação. Dt.4:44- 6:3.

Os dez mandamentos eram a base da aliança que o Eterno fez a Israel. Chamam-se “testemunhos” (4:45), pois constituem a revelação do caráter, da vontade e do propósito divino. A lei declara que YAOHU UL é Uno e Santo. Aponta, também, o caminho que o homem deve seguir para viver em harmonia com o seu Criador e com o próximo.

O decálogo começa com as palavras: “Eu sou o Senhor teu YAOHU UL, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (5:6). O Eterno exige obediência porque : É YAOHU UL, o Soberano; Estabeleceu relação pessoal com o seu povo. A expressão “Teu YAOHU UL” ou sua equivalente encontra-se mais de trezentas vezes no Livro de Deuteronômio e é a base da verdadeira fé. Lembra a relação que existe entre um pai e seus filhos; O Eterno redimiu a seu povo da servidão, portanto espera que os redimidos obedeçam à sua voz.

A diferença ente o decálogo apresentado aqui e o de Êxodo 20 encontra-se no quarto mandamento. Para observar o dia de descanso, Deuteronômio adiciona outra razão além de que o Criador tenha descansado; os israelitas haviam sido resgatados da servidão do Egito e deviam dar a seus servos e animais de trabalho o dia de descanso semanal (5:14,15).

4. O grande mandamento! Dt.6:4,5

Conhecemos este versículo por Shemah, pois é a primeira palavra e se traduz por “ouve”. Essa é a oração judaica mais freqüentemente pronunciada, a afirmação mais insistente que os devotos fazem desde a infância até a morte. É a única e sincera declaração de há um só YAOHU UL, um só Criador, o Eterno!

5. A religião no lar. Dt.6:6-9.

“Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos”.
Os pais não devem depender da instrução pública da religião, mas devem instruir os filhos nos lares. Os israelitas muitas vezes falharam neste dever e apostataram na fé, porém pela misericórdia do Eterno, retomavam ao caminho de uma vida com YAOHU UL.

Devemos passar a religiosidade aos nossos filhos, desde a mais tenra idade, para que quando maduros tenham uma base sólida, capaz de suportar os ventos de teorias religiosas.

6. Advertência contra a idolatria e exortações à obediência. Dt.6:10-7:11.

Moisés previu o perigo de que os israelitas, uma vez estabelecidos na terra de Canaã se esquecessem de seu YAOHU UL e servissem a deuses estranhos. Advertiu também a Israel quanto à covardia, quanto à auto-suficiência, e proibiu-lhes buscar acordo com as nações derrotadas. YAOHU UL escolheu Israel para ser um povo santo, especial (7:6), “o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há” (14:2).

Shabat Shalom!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VAYELECH (e Passou)

 

Vós todos estais hoje presentes diante do Eterno, vosso YAOHU UL; Os cabeças de vossas tribos, vossos anciãos, e vossos policiais, todo o homem de Israel; 29:9.

Moisés fez reunir, no dia de sua morte, todo o povo de Israel a fim de introduzi-los na aliança, diante do Eterno. Esta concepção da aliança, chamada “Berith”, domina o Mosaismo e constitui um dos nomes pelo qual é designada a religião israelita. Os israelitas fiéis à Lei de Moisés são denominados “Filhos da Aliança” (Bené-Berith). Esta aliança de YAOHU UL, com a descendência dos patriarcas, foi feita para que ela ensinasse o caminho do Eterno, o direito, a justiça e a caridade as outras famílias da Terra. O sinal material desta aliança é a circuncisão, e o sinal espiritual é o sábado, dia destacado entre os dias da semana. Esta aliança é entre o YAOHU UL Único e o povo predileto, ligado a este pacto pelos mandamentos da Torah, “Não foi com nossos pais que fez o Eterno esta aliança, e, sim, conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos“. Dt.5:3.

No começo desta parashah enfrentamos-nos com um magno e imponente quadro: Todo o povo reunido, desde os altos dignitários, anciãos e polícias, até os rachadores de lenha e tiradores de água; até mesmo as mulheres e as crianças, todo o povo de Israel, pois, perante YAOHU UL, todos são iguais. A união de um povo sem distinção de classe, mostra a solidariedade dos indivíduos que o compõem, e esta á uma das condições de sua existência, pois, o povo não é uma aglomeração de células, porém um organismo, com vida própria, onde cada um possui o seu ser igual ao outro, uma alma própria, e é com este espírito que Moisés reuniu a todos, sem exceção alguma. Cada pessoa tem uma finalidade em sua própria existência, e forma uma parte da comunidade. Foi esta solidariedade que converteu o povo israelita, em povo imortal. “Vós todos estais, hoje, presentes!” (atém nitzavim hayom – 29:9): quantos povos não estão mais, enquanto vós o estarei para sempre, desde que sejais solidários uns com os outros e reconhecerdes a aliança que o Eterno vosso YAOHU UL faz convosco.

Não está nos céus para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que nô-lo traga, e nô-lo faça ouvir, para que o observemos? 30:12.[//i]

A Lei e o dever, diz Moisés, não são coisas que estão fora do nosso alcance; não se encontram nos céus nem além do mar! Não há que ir longe, para encontrá-los. Olhai em vós mesmos, interrogai a vossa consciência, é lá que os encontrareis. Estas coisas estão pertinho de nós; em nossa boca e em nosso coração; elas se manifestam, a quem se dá o trabalho de descobrí-las.

Uma outra interrogação do Midrash (Yalcut 940) diz, que a ciência sagrada não se deve procurar nas pessoas, cuja vaidade vai até os céus e despenca no oceano da vida. O verdadeiro sábio não conhece o orgulho; ele sabe muito bem que a sua ciência e inteligência não alcançarão jamais o infinito e o absoluto. Concluindo:[i] O conhecimento da Lei Sagrada, só pode residir nas pessoas modestas.

. . . . . . . . .

E disse Moisés: “Hoje completo cento e vinte anos de idade; já não poderei mais sair e entrar; e o Eterno disse-me: Não passarás este Jordão”. Dt.31:2

Com estas palavras, Moisés queria dizer que não tinha mais a permissão de ensinar a Lei ao povo, e que ele devia, por mandado de YAOHU UL, ceder o seu lugar a Josué. A outra versão de Rashi, diz, que Moisés, tendo completado os seus anos (cento e vinte), sentia que lhe faltava aquele vigor intelectual para ensinar ao povo a palavra de YAOHU UL. Não podendo mais “sair e entrar” (nos caminhos da ciência sagrada) Moisés devia ceder o seu lugar a outro. Quanto ao vigor físico, este, nunca lhe faltou, segundo lemos mais adiante: “E Moisés tinha a idade de cento e vinte anos, quando morreu; não se lhe escureceram os olhos, nem se lhe transformou o esplendor do seu rosto”. Dt.34:7.

E Moisés escreveu esta Lei e a deu aos sacerdotes, filhos de Levi (v.9). “Esta Lei” quer dizer: desde o Gênesis até o fim do Pentateuco, que Moisés lhes entregou, antes da sua morte: entretanto o termo “esta Lei”, a do versículo onze, significa uma parte do Deuteronômio.

Quando todo Israel vier a comparecer diante do Eterno, teu YAOHU UL, no lugar que escolher, lerás esta Lei diante de todo Israel, aos seus ouvidos. Dt.31:11

Este mandamento de ler a Torah cabia ao rei de Israel. Em “Hol hamoed” (medianos) da festa de Sucot (cabanas) no começo do primeiro ano da Shemitá (ano sabático) tocavam-se as trombetas em Jerusalém, a fim de reunir o povo. Traziam uma bima (estrado) de madeira que colocavam na ezrat nashim (seção reservada para as mulheres, no Templo) e o rei sentava-se lá e todo Israel reunia-se ao redor. Então, o oficiante da congregação, pegava o rolo da Torah e entregava-o ao chefe da congregação, e assim passava de um para o outro, até que chegava às mãos do sumo sacerdote, o qual entregava-o por sua vez, ao rei. Este o recebia, e estando ele de pé, pronunciava a bênção da Torah e lia desde o começo do Deuteronômio até o trecho da “Shemá, asser teasser”, as admoestações da parashah de Ki Tavó, pois estes trechos estimulam a cumprir os preceitos da Torah e fortalecem a fé em YAOHU UL. Depois, o rei pronunciava a última bênção da Torah, sempre em hebraico. Nesta cerimônia, o rei representava o Estado, e a leitura da Torah significava a submissão de todo o povo ante a Lei Divina.

Shabat Shalom!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Devarim (Palavras)

A parashah desta semana é a abertura do quinto e último Livro da Torah, assim sendo, estaremos nesta data fazendo uma análise geral do mesmo.

Estas são as palavras que Mosheh falou para todo Israel.

Atentando para os quatro livros anteriores, notamos a diferença, pois todos contêm: “A Palavra de YAOHU UL”. Segundo os estudiosos, entendem que Mosheh deixou-nos a obra de Deuteronômio por iniciativa própria.

Esta colocação da tomada de decisão de Mosheh não que dizer que YAOHU UL não tenha permitido, pois tudo que fazemos são inspirações provindas do lado do bem ou do lado do mal. No caso, as palavras proferidas por Mosheh, sem sombra de dúvida, são palavras inspiradas pelo Espírito de YAOHU UL.

A conclusão unânime dos exegetas é de que realmente YAOHU UL tocou no coração de Mosheh, pois os quatro livros da Torah estariam incompletos, não que Deuteronômio acrescente coisa nova, mas além de repetir resumidamente os princípios emanados de YAOHU UL, “debulha” muitos tópicos, que para um leigo leitor, poderia não ficar tão claro.

Dando-se à leitura de Deuteronômio, iremos ver claramente a sua divisão em quatro partes: A Grande Introdução, Exposição de tópicos importantes, Uma Nova revisão em alguns tópicos expressos na segunda parte e Conclusão que vai desde os atos de Mosheh à eleição de Yhoshua (Josué).

Nas próximas semanas, estaremos estudando semanalmente cada uma das parashah que compõem o Livro de Deuteronômio.

Shabat Shalom!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

Matot (Tribos) - Mas ê (Partidas)

Shalom Chaverim
 

Nessa semana lemos juntas (mechubarot) as parashot Matot (Tribos) e Mas´ê (Partidas). Em Matot, nos é relatado sobre votos, promessas e juramentos que a pessoa faz; também sobre a guerra contra os midianitas, e a concessão das terras aquém do Jordão às tribos de Rubem, Gad e metade da tribo de Menashe. Em Mas´ê, Moshê enumera os lugares onde o povo de Yisrael acampou durante a permanência no deserto até o vale de Jericó; fala também sobre a ordem dada pelo Eterno, em relação a correta divisão de Canaã; sobre a separação das cidades-refúgio, dentre outros...

 

O Eterno ordenou a Moshê guerrear contra os midianitas, e que logo após, ele morreria. Segundo o Midrash, a morte de Moshê estava condicionada à vingança contra os midianitas, ou seja, Moshê só morreria depois que vingasse os filhos de Yisrael de Midiã.

 

Mesmo podendo atrasar essa batalha para viver por mais tempo, Môshe preferiu não seguir por esse caminho, mas sim, demonstrando um amor intenso pela casa de Yisrael, fazendo refletir em seu rosto o profundo desejo de agradar ao Criador, apressou essa guerra, para que, mesmo sem ele, os filhos de Yisrael entrassem e habitassem a prometida terra que emana leite de mel.
 

Após essa guerra, Moshê recorda os lugares e todas as dificuldades que os israelitas passaram no deserto, relatando-nos a dependência de um povo a um líder, a perfeita sincronia entre a teimosia do povo de Yisrael e a paciência e sabedoria de Moshê Rabeinu.

 

Grande parte do que Yisrael havia conseguido até aquele momento, foi em mérito de Moshê, e mesmo sendo proibido de entrar numa terra que tanto almejava, Moshê não desistiu de instruir o povo, de encaminhá-los à verdadeira vontade do Eterno, para que assim se cumprisse toda Sua Palavra.

 

Está ai um exemplo de humildade e temor que todos devemos seguir, pois, a enumeração dos lugares em que os israelitas passaram, assemelha a caminhada que fazemos, desde nossa tevilah até a volta do Mashiach Yeshua, ou seja, devemos entender que nessa vida somos mortais, persistindo em mostrar o verdadeiro caminho à todos que têm interesse em servir o Eterno, para que estes também venham receber a salvação que já, em Yeshua, nos é garantida. 

 

Que o Eterno nos proteja!

 

Guedy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pinechas (Finéias)
Afligireis aos Midianitas, e feri-los-eis (Nm. 25:17).

YAOHU UL ordena a guerra contra os Midianitas.

O exegeta Ramban faz esta observação: “porque só contra os Midianitas e não também contra os Moabitas, já que Moab havia contratado Bilam para amaldiçoar Israel?”

Esta diferença se deve, nos diz ele, porque os Moabitas temiam o povo de Israel e o seu medo era um medo material perante o poder de Israel, um temor político, nacional, que pode ter um país contra outro. Os Midianitas pelo contrário odiavam o povo de Israel. As suas terras não estavam no caminho por onde devia passar Israel e seu estado não estava em perigo. Apesar disso trataram de aniquilá-lo, e como não podia fazê-lo, usaram o meio da corrupção a fim de assimilá-lo. Por isso é que contra Midian somente caiu a ira do Eterno.

Por outra parte vemos no Deuteronômio que YAOHU UL proibiu Israel fazer guerra a Moab (Dt. 2:9), e o Talmude nos diz a razão: “porque de Moab tinha de nascer Ruth, e de sua descendência o Rei David e finalmente desta extirpe o Messias“.

Estas são as famílias dos filhos de Gad, segundo os que foram deles contados: Quarenta mil e quinhentos (Nm. 26:18).

São muitas as razões porque YAOHU UL ordenou contar aqui a congregação dos filhos de Israel. A Midrash escreve que em todo o lugar onde os israelitas tiveram que sofrer alguma mortandade, foram contados, assemelhando-se o caso ao pastor em cujo rebanho entraram lobos e mataram parte dos carneiros. O pastor os conta para saber quantos ficaram. Uma outra explicação é que os israelitas saindo do Egito foram entregues a Moisés, contados (Êx. 12:37). Agora que Moisés estava no fim de seus dias, ele tinha que entrega-los também contados. Uma terceira razão é que a Torah ao enumerar aqui as famílias de Israel logo após o assunto de ” Peor “, quer mostrar que estas conservaram sempre a sua pureza familiar e integridade moral. O erro de Zimri (Nm. 25:14), foi um dos casos singulares e únicos na história de Israel e por isso causou indignação entre o resto do povo que geralmente, conservou intacta a sua pureza.

Os filhos de Ache, segundo suas famílias: de Yimná, a família de Yimná; de Yishvi a famílias dos Yishvitas; de Beriá, a família dos Beriítas, ( Nm26: 44).

Nota-se que ao citar as famílias, a Escritura Sagrada os denomina em hebraico: “Hanoch, Hahanochi; Palu, Hapalui, etc” (cap. 26:5), para fazer com que a primeira e a última letra do nome hebraico da família, levassem o nome de YAOHU UL “Yah”, e fosse assim atribuída ao Eterno. Foi por isso que o Rei David denominou os filhos de Israel como sendo as tribos de YAOHU UL “Shibtê Yah” (Sl. 122). Porém no caso da família de Yimnah a Escritura Sagrada não teve a necessidade de dizer “Hayimni” dado que na palavra Yimnah mesmo, a primeira com a última letra, já formam o nome de YAOHU UL.

E vieram as filhas de Tzelofhad, filho de Heber, filho de Gilead, filho de Machir, filho de Manasés, das famílias de Manasse, filho de José; e estes são os nomes de suas filhas: Mahlá, Noá, Hoglá, Milcá e Tirtzá (Nm. 27:1).

Tzelofhad, o pai destas moças que se apresentaram perante Moisés, Eleazar, . . ., reclamando o direito de sua herança, era, segundo o Rabi Aqiba, aquele homem que apanhava lenha no dia de sábado e foi condenado a morte (Nm. 15:32- 36), mas segundo Rabi Simão, ele era um dos que se mostraram temerários para subir ao cume do monte e lutar, mas que caíram mortos pelos Amalekitas e os Cananeus (Nm. 14:44- 45).
E levou Moisés a causa delas ao Eterno (Nm. 27:5).
Segundo o Midrash, as filhas de Tzelofhad se apresentaram primeiro aos capitães de dezenas, os quais se recusaram resolver o caso, dizendo que este competia a uma autoridade superior. Elas consultaram os capitães de cinqüenta que responderam da mesma forma. Seguiram levando o seu caso perante os capitães de centenas e daí por diante, às autoridades superiores, porém todas se declararam incompetentes, até que chegaram a Moisés. O modesto Legislador de Israel, profundo conhecedor dos sentimentos humanos, não querendo ferir a sensibilidade dos capitães consultados, respondeu às filhas de Tzelofhad: “Eu também recuso pronunciar-me a respeito: existe um Juiz mais eminente que eu!” E Moisés levou a causa delas, perante o Eterno.
Que o Eterno, YAOHU UL dos espíritos de toda criatura, nomeie um homem sobre a congregação (Nm. 27:16).
YAOHU UL mandou Moisés subir ao monte de Abarim e ver a terra que ia dar aos filhos de Israel, informando-o que não teria a ventura de entrar na terra prometida. Moisés, em lugar de recriminar e queixar-se, suplica a YAOHU UL para não abandonar o rebanho que lhe foi confiado e que designasse um novo pastor. Eis aqui, um exemplo de sacrifício absoluto à causa pública! Nos ensina o Midrash que os grandes homens deixam de lado os seus próprios interesses, para se ocuparem dos demais.
Quando Moisés pediu um sucessor, dirigiu-se ao Eterno, qualificando-o “YAOHU UL dos espíritos de toda a criatura”, pois somente YAOHU UL conhece os corações, a inteligência, os sentimentos de cada um, e sabe aquele que é apto para ser chefe. Moisés pede para Israel um guia espiritual que esteja animado do espírito de Divino, isto é, que conheça inteiramente a natureza humana e se adapte ao espírito de cada ovelha de seu rebanho. Este é o guia infalível, o pastor ideal para uma comunidade.
Nesta seqüência de textos anotados e comentados, acredito que muito proveito podemos tirar para aplicar em cada dia, que o nosso Eterno nos dispensa.
Shabat Shalom!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Balak (Destruidor)

Shalom chaverim

 

A Parashá dessa semana, Balak, nos relata sobre a união entre moabitas e midianitas, com o objetivo, fracassado, de amaldiçoar Yisral, por intermédio do feiticeiro Bilam (Balaão).

 

Até onde nos leva o poder das palavras e ações?

 

Numa oficina, existia uma divisória, onde os mecânicos que ali trabalhavam, jogavam todas as peças usadas e estragadas. Em um determinado dia, uma criança entrou nesta oficina e, sem cerimônias, foi logo mexendo em todas as peças daquela divisória. Discordando daquela ação, um dos mecânicos lhe perguntou: - O que você quer? Então a criança, remexendo a divisória, responde: - Quero uma dessas peças para fazer um brinquedo. O mecânico, já fadigado pelo árduo dia de trabalho, expulsa a criança e, mesmo tendo a peça, diz à ela que não tem. Horas depois, uma segunda criança aparece na porta dessa oficina, e estando em pé a porta, sem adentrá-la, pergunta a um dos mecânicos: - Moço, você poderia me arrumar uma peça para eu fazer um brinquedo? O mecânico, mesmo estando nervoso com a correria no trabalho, sorri para criança e lhe entrega a peça desejada.

 

Balak queria que, com palavras, Bilam amaldiçoasse o povo de Israel. Ele escolheu o uso das palavras porque sabia que elas são capazes de conquistar coisas incríveis. Sabemos que o plano de Balak e Bilam não teve êxito, pois o Eterno habitava e protegia os filhos de Israel. Mas se não fosse a ajuda Divina, com certeza Balak cantaria vitória, porque o poder das palavras é capaz de enfraquecer uma grande nação, levando-a a facilmente ser destruída.

 

Na história acima, a criança que não soube utilizar as palavras de forma correta e agir da mesma maneira, não conseguiu o que queria, enquanto a segunda criança, estabelecendo uma perfeita sincronia entre palavra e ação, pôde voltar à sua casa com o objetivo alcançado.

 

Quantas vezes em nosso cotidiano, não utilizamos as palavras de forma correta?! Agir dessa maneira é como o atirar de uma flecha, pois como ela, a palavra falada não tem mais volta. Também, ao pedirmos algo ao Eterno, devemos fazer de todo o coração, utilizando boas palavras, não obrigatoriamente com uma pronuncia correta, mas com grande sinceridade.

 

HaShem está sempre pronto a ouvir os sinceros, e não temos que fazer nada além do que fez aquela segunda criança, ou seja, estando de pé a frente do Criador, demostre-mO-Lhe o nosso ardente desejo em conquistar a vida eterna; quem sabe Ele sorria pra nós...

 

Que Ele nos proteja...!
 

Guedy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Chukat (Estatutos)

“Este é o estatuto da Lei que ordenou o Eterno, dizendo: Fala aos filhos de Israel para que tomem em teu nome uma vaca vermelha, perfeita, na qual não haja defeito, e que ainda não tenha levado jugo” 19:1.

O preceito da vaca inteiramente vermelha é um a Lei denominada “chuqát”, isto é, uma sentença de YAOHU UL a qual devemos observar indiscutivelmente, mesmo que não nos seja dado compreender as razões pela qual foi instituída. Os preceitos de: Não acender fogo no sábado, não vestir lã e linho juntos, não cozinhar o cabrito com o leite de sua mãe, e muitos outros, fazem parte desta classe de Lei. A “água viva” misturada com a cinza desta vaca tinha a faculdade de fazer tornar puros os impuros, e os homens puros que se ocupavam do processo das vacas ficavam impuros com o seu contato, segundo se nota lendo o capítulo dezenove. Somente a YAOHU UL cabe esclarecer o estatuto da “parah edumah”. Entretanto, este preceito fazia estimular a criação bovina, pois que, o nascimento de uma vaca inteiramente vermelha (dois pêlos pretos a tornava inapta ao sacrifício) constitui até hoje uma coisa muito rara, e para quem a tinha então, o seu preço valia uma fortuna.

“E tiveram os filhos de Israel, toda a congregação, ao deserto de Tain, no primeiro mês, e esteve o povo em Cadésh; e morreu ali Mirian, e foi sepultada ali.” 20:1

No quadragésimo ano da saída dos israelitas do Egito, morreu Miriam, a irmão de Moisés, e Aarão. Segundo o exegeta Rashi, ela também se separou deste mundo com uma morte doce e suave conforme a dos seus irmãos, e por mérito desta profetiza, YAOHU UL providenciou aos filhos de Israel água no deserto. Vemos em Miriam a boa irmã que vigia o pequeno Moisés flutuando entre a vida e a morte numa cestinha sobre o Nilo, até vê-lo salvo, contribuindo com a sua ingenuosidade, ao bem estar do menino (Êx.2:4-9). Oitenta anos mais tarde, vemo-la tomando parte preponderante na libertação dos israelitas do Egito e cantando ao Eterno em ação de graças, à beira do Mar Vermelho, a salvação de Israel (Êx.15:20,21). A Escritura Sagrada por meio do profeta Miquéias, a coloca ao lado de Moisés e Aarão neste feito glorioso: “Pois te fiz sair da terra do Egito e te remi da casa de escravidão; enviei diante de ti a Moisés, a Aarão e a Miriam”. Mq. 6:4.

“E disse o Eterno a Moisés e a Aarão: Porquanto não crestes em Mim, para santificar-me aos olhos dos filhos de Israel, por isso não trareis esta congregação à terra que lhes dei” 20:12.

A primeira vista parece que a severidade do castigo não corresponde ao pecado. Além disso, que diferença houve se em lugar de falar ao penhasco, o golpeou com a vara que igualmente deu água? A resposta a esta pergunta, encontramos no fato de que YAOHU UL ordenou Moisés levar consigo a vara naquela ocasião (vers. 7). O povo atribuía esta vara poderes milagrosos. Por isso, desta vez, a ordem foi não utilizá-la, mas falar ao penhasco para jorrar água, a fim de extirpar completamente a idéia errada de que os milagres eram realizados somente por meio da vara e não pelo Poder Divino. Foi por isso que YAOHU UL lhes disse: “Porque não crestes em Mim para Me santificardes” etc. (ver. 12). Um guia espiritual deve saber falar ao penhasco e não golpeá-lo, e quanto maior é a pessoa, maior é a sua responsabilidade considerando-se-lhe como graves, os erros, que para outros são pequenos.

Toma a Aarão e a Eleazar seu filho, e faze-os subir ao monte de Hor. 20:25

O midrash relata o fim do Grande Sacerdote “Aarão Hacohen”.
“Moisés levantou-se pela manhã e foi ter com o seu irmão. - Porque vens tão cedo? Perguntou Aarão admirado. - Uma palavra da Torah turvou o meu sonho e não me deixou dormir, respondeu Moisés. - E qual é esta estranha palavra? Inquiriu Aarão. - Não me lembro mais, porém sei que ela se encontra em Gênesis, foi a resposta de Moisés. Abriram imediatamente o primeiro livro da Torah e leram os relatos da Criação, mas quando chegaram à morte de Adão e Eva, pararam tristes e resignados. Aarão tinha compreendido tudo. Moisés, Aarão e Eleazar seu filho subiram à montanha e eis que uma gruta abriu-se perante eles; um leito estava lá preparado e uma lâmpada brilhava. Aarão tirou suas vestes sacerdotais e fê-las vestir a Eleazar, Depois se estendeu sobre o leito e fechou os olhos”.

Toda a casa de Israel chorou Aarão. Entretanto quando morreu Moisés, ele foi chorado somente pelos filhos de Israel (Dt. 34:8) e não por todos, pois Aarão foi o amigo do povo em geral, semeava a paz entre os homens e os matrimônios e reconciliava-os. “Olev shalom verodef shalom”. Assim é, que na sua morte, toda a casa de Israel levou o luto.

“Portanto se diz no livro das guerras do eterno: Os milagres que Ele fez no Mar Vermelho, e aqueles nos rios que se estendiam no meio do território de Ar (Moab) e agora está junto ao termo de Moab” 21:14.

Rashi comenta aqui os milagres que aconteceram aos israelitas nos rios de Arnon e disse que se devem recordar também estes milagres, conforme são recordados os milagres do Mar Vermelho.

O que aconteceu em Arnon foi que o povo de Sihon escondeu-se nas cavernas que havia nas duas ladeiras dos montes, entre os quais se achava o estreito vale de Arnon. Os israelitas deviam passar por lá e os Amoreus iam massacrá-los. Porém ao chegarem os israelitas ao cume do monte para descer ao vale, os dois montes se juntaram e os inimigos de Israel que se encontravam nas ladeiras ficaram esmagados sem que os israelitas de dessem conta. Entretanto, depois que os montes se juntaram e os israelitas passaram, os montes voltaram a sua antiga posição e o rio do vale arrastava consigo o sangue e os membros dos corpos dos inimigos esmagados. Foi então que os israelitas compreenderam o grande milagre e cantaram um cântico ao famoso poço de água (que segundo Midrash acompanhou-os durante os quarenta anos que estiveram no deserto), pois foi por meio deste, que os israelitas tomaram conhecimento do milagre ocorrido.

Ao final deste comentário, entendemos nada melhor que concluirmos, meditando o Salmo abaixo:

Bom é louvar ao Eterno, e cantar louvores ao Teu Nome, ó Altíssimo! Sl.92:1

Shabat Shalom !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Corach (Coré)


Shalom chaverim

 

A parashá dessa semana, Corach (Coré) nos conta sobre a rebelião no deserto, liderada por Corah, que tinha o objetivo de tomar a liderança, imposta pelo Eterno, de Moshê e Aran.

 

Os grandes sábios dizem que, quando os doze espias foram enviados à terra que o Eterno havia prometido dar aos filhos de Israel, dá-se a entender que os israelitas tiveram uma espécie de desconfiança do Eterno, pois, o Todo-Poderoso já havia dito que aquela terra era muito boa, que emana leite e mel e que Ele estaria a frente na batalha contra as nações que ali habitavam, mas mesmo assim, eles queriam uma prova concreta, resgatada a olhos próprios de alguns dos membros do povo.

 

Tendo voltado os espias, dez deles desanimam o povo, fazendo com que este clame a ascensão de um novo líder, que os fariam retornar a amarga terra do Egito. Aproveitando todas essas controvérsias, Corach, que já tinha inveja do posto espiritual que Moshê e Aran obtinham, resolveu tomar tais discórdias como um motivo para desqualificar a liderança do povo, encobrindo assim o seu verdadeiro sentimento, a ardente obsessão de tomar o posto dos lideres.

 

Como todos sabemos Corach e seu grupo não tiveram êxito, sendo mortos de uma forma sobrenatural. Logo após esse acontecimento, o Eterno, através de doze bastões dos principais das tribos de Israel, comprova a sua verdadeira escolha para liderança de Seu povo, florescendo o bastão de Aran, o Sacerdote.

 

Mas a grande pergunta é: - Por que só após a rebelião o Eterno confirmou a sua vontade, em relação a liderança do povo?

 

HaShem nos ensina o caminho, quem decide se vamos seguí-lo ou não, somos nós mesmos. Todo erro vem do homem, nenhuma falha é de providência Divina. Foi o homem quem desconfiou de YAOHU UL, foi o homem que reclamou sem motivo óbvio, foi o homem que deixou a inveja corroer seu corpo até dominá-lo completamente.

 

O que o homem faz de errado, ele mesmo tem capacidade de corrigir. O Eterno nos concede o livre arbítrio, para buscar provas de que somos capazes de suportar todas afrontas que nos são colocadas à frente.

 

Somente quando nossos inimigos se levantarem contra nós, HaShem interferirá como no deserto, fazendo com que estes sejam tragados pela terra, confirmando assim, o Seu verdadeiro povo e Seus verdadeiros líderes.

 

Bendito seja o Eterno para todo sempre.

Guedy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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