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SHEMA ISRAEL, ADONAI ELOHENU, ADONAI ECHAD! DEUT 6:4

 

SEXO na ETERNIDADE!?!

By adventistas-bereanos

Edição: ‘o Caminho”

 

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida; ninguém vem ao Pai, senão por Mim. João 14:6

 

A Bíblia é uma inesgotável fonte de conhecimento e aprendizado. É o autor da Bíblia, infinito em sabedoria e poder que conduz aos incansáveis garimpeiros da Verdade, o conhecimento de “novas Verdades” para que, de alguma forma, estas “novas descobertas” aproximem cada vez mais a humanidade pecadora do Deus Criador.

Desejo sinceramente que o Espirito de Deus guie sua mente ao encontro de toda Verdade. As boas novas de salvação. Segundo Jesus: “O que busca acha e o que pede recebe e o que bate abrir-se-lhes-a”. Mat. 7:7. Esta promessa é fiel e Verdadeira, e uma realidade na vida de todo aquele que busca a Deus, de todo o coração, de toda alma, com todas as forças. Jeremias. 29:13. 

Portanto, que Deus ilumine vossa mente, pois... “a vereda do justo é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais ate se tornar dia perfeito”. Ver Prov. 4:18.

As considerações e observações que se seguem, objetivam ajudar pessoas que ainda não se comprometeram pelo matrimônio, para que, ao assumirem tal compromisso, estejam Verdadeiramente cônscias do importante passo que estarão dando em suas vidas; objetiva também, possivelmente ajudar na restauração de algumas vidas e de famílias que por ventura já estejam à beira do esfacelamento. Por fim, evitar que mais pessoas deixem de buscar em seus corações toda Verdade, que se encontra escondida em Cristo Jesus, nossa única esperança de vida eterna.

 

Haverá sexo e casamentos na eternidade? Será esta questão é um mistério que só a eternidade revelará ou há respostas satisfatórias para esta indagação?

Sexo e casamento na eternidade, ainda é um assunto obscurecido e polêmico para a maior parte das pessoas. É interessante, notar que dentro e até mesmo fora de alguns seguimentos religiosos, independente de títulos denominativos ou práticas religiosas de fé, que quando se fala no assunto morte e o que vem depois dela, muitos consideram que isto seja um grande mistério que ainda está pôr ser revelado.

Mas vamos partir do princípio, de que todos acreditam em vida após morte, excetuando-se os seguimentos não cristãos. Sendo assim, numa virtual estatística poderíamos dividir a massa populacional dita cristã, em três grandes grupos, proporcionalmente diferenciados em quantidade, mas, apenas três grupos, que com respeito a este assunto, “casamento e sexo na eternidade”, estariam assim divididos:

O primeiro grupo, provavelmente o menor, é o grupo que acredita no casamento como uma instituição eterna. Este grupo crê que o casamento nunca deixará de existir como parte do plano original de Deus para felicidade do homem na terra. Esta crença baseia-se mais no campo da intuição do que na argumentação escriturísticas.

O segundo grupo, certamente bem maior que do que o primeiro, mas, ainda menor que o terceiro, afirma categoricamente que não haverá mais casamentos após Deus restabelecer definitivamente seu reino eterno, e muito menos, que haverá sexo durante esta eternidade. Conforme este grupo, todos os salvos serão iguais aos anjos do céu e viverão como irmãos para sempre. Isto se dará logo após o arrebatamento da igreja ou logo após a morte para alguns dos que, embora seja um seguimento do cristianismo, acreditam na imortalidade da alma. Este grupo toma como base, um só texto das Escrituras Sagradas, com mesma referência em três dos quatro evangelhos e fazem dele o apoio para suas afirmações. É exatamente este texto ou mais precisamente um verso do texto, o ponto de toda controvérsia e má compreensão sobre este assunto como veremos mais adiante.

Analisaremos detalhadamente este verso na seqüência deste estudo. Porém, antecipadamente podemos afirmar que não há segurança ou base suficientemente forte para provar uma teoria ou qualquer doutrina bíblica, apoiando-se apenas sobre um determinado texto ou versículo da Bíblia. É um consenso geral entre teólogos e estudantes da Bíblia, que não se devem formular doutrinas tomando por base, apenas um verso das Escrituras Sagradas.

O terceiro e ultimo grupo de pessoas, certamente o maior, é o grupo dos indefinidos. Este grupo não sabe a qual dos grupos anteriores deve apoiar ou seguir, ou se devem continuar neutro a espera de acontecimentos futuros que possam evidenciar a Verdade. Este grupo nunca analisou o assunto com a seriedade que lhe compete e está sempre propenso a seguir com a maioria ainda que esta não esteja correta quanto as suas convicções.

E você, já refletiu alguma vez sobre a importância deste assunto? Não? Então responda para si mesmo ou reflita nas seguintes perguntas.   

Ter o conhecimento correto deste assunto é ou não importante para minha vida? Em que, esse conhecimento poderá ou não futuramente me afetar? Até que ponto manter-me neutro me trará algum benefício? Pode a incompreensão deste assunto, interferir em minha fé e relacionamento com Deus e com as pessoas a ponto de colocar em risco a minha salvação?

Para que possamos responder as questões anteriores, precisamos perceber o grau de importância ou o grande valor e a profundidade que este assunto possui. Uma coisa ficará evidente daqui por diante; é necessária uma análise muito mais criteriosa dos textos bíblicos relativos ao tema. Só agora consigo perceber melhor e especialmente no tempo presente, o quanto e como este assunto pode interferir no futuro eterno de cada um de nós.

Após estes comentários iniciais é necessário ressaltar também, o dever pessoal em descobrir toda Verdade por si mesmo e o que fazer ou como fazer para estar entre os salvos na eternidade. Isto implica na idéia de um preparo especial e individual para os eventos que estão bem diante de cada um de nós.

Sem duvida este preparo é a nossa maior necessidade e deve ser também a nossa maior e atual prioridade. A Verdade de Deus em Sua Palavra é uma só. O inimigo de nossas almas jogou esta Verdade plena por terra, da mesma forma que Moises quebrou as primeiras tabuas dos dez mandamentos. Por esta razão a Verdade plena se fragmentou em várias partes e acrescido a isso, esta Verdade foi misturada a diversas mentiras, estando hoje espalhada em pedaços entre todas as religiões, seitas e denominações. É evidente que esta ação do inimigo foi uma tentativa de dificultar ao máximo que todo ser humano encontre toda a Verdade, mas, felizmente a Verdade plena ainda está ao alcance de todos, por isso ao falar sobre sexo e casamento na eternidade, inevitavelmente tocaremos em alguns assuntos, embora muito brevemente, para se ter uma visão bem ampla deste assunto, pois um assunto está interligado a outro, como os elos de uma corrente que formam um cordão. Assim todas as doutrinas divinas estão interligadas formando uma só Verdade que você e eu precisamos descobrir. Veja como descobrir toda Verdade é importante ao ler o que escreveu o apostolo Paulo em sua carta aos Tessalonicenses. (II Tes 2:9-12).

Cremos que logo após o retorno de Cristo os acontecimentos serão incomparáveis. Tudo será infinitamente melhor e superior a qualquer coisa que já tenhamos vivido ou experimentado. Esta crença esta fundamentada em uma das promessas da Palavra de Deus.  I Cor 2:9, diz: “Está escrito, nem olhos viram nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”.  Se você deseja alcançar esta promessa, não ignore a importância do preparo individual para volta de Jesus, que certamente abrange o aspecto do sexo e do casamento nesta terra (atual), e certamente na terra por vir (restaurada). É na certeza de que não haverá uma segunda oportunidade depois deste acontecimento (para nós), embora alguns poucos imaginem que ainda haverá; que, categoricamente afirmamos: Este é o tempo que agora temos e se algo tem que ser modificado isso precisa começar já.

 

Antes de dar continuidade ao estudo, conheça algumas citações e textos bíblicos que serviram como incentivo e base para que eu me atrevesse a pesquisar e escrever sobre este importante tema.

    No Sal 119:105, diz o salmista Davi, que ela, a “Palavra” (a Bíblia) é como uma “luz para os nossos Caminhos”. A história tem revelado que Verdades escondidas sob as trevas da ignorância durante séculos, especialmente no período da idade média, retornaram a luz, pelo estudo das Sagradas Escrituras. Hoje, cresce cada vez mais o numero de pessoas que buscam as Escrituras com coração sincero e que, em Verdade desejam conhecer e fazer à vontade de Deus pelo conhecimento da Palavra. São estas, as pessoas que tem  alcançado mais e maior luz a cada contato com as Sagradas Escrituras.

    É o estudo cada vez maior e pessoal da Bíblia, que contribuirá para tornar o nosso Caminho para o reino do céu (não no céu) muito mais seguro e confiável. Porém, infelizmente quanto mais luz tem sido concedida ao mundo, tanto mais o mundo tem se envolvido com as trevas. Disse o Senhor Jesus que a luz veio ao mundo, mais o mundo amou mais as trevas do que a luz. (Ver João 3:19).   

Em João 8:32, disse o Senhor, que o conhecimento da “Verdade” nos “libertará”. A liberdade não tem preço, diz um pensamento, mas, o preço da nossa liberdade custou por demais muito caro, algo que está além da capacidade humana de compreensão. A vida do unigênito filho de Deus, a maior dádiva do céu, foi o preço da nossa liberdade. Somente quando se conhece a Verdade se descobre o valor da liberdade, portanto, é fundamental descobrir a Verdade a qualquer preço, pois quem é que não deseja ter a liberdade?

Em II Tim 2:4, há um conselho mostrando que devemos buscar o “pleno conhecimento da Verdade”. Mais o que é a Verdade? E a onde encontrá-la? A verdade sobre a Verdade, é que, ela não é uma filosofia, nem um conjunto de idéias, conceitos e pensamentos humanos. A Verdade é uma pessoa, e essa pessoa é Jesus. A Verdade plena está em Jesus, e ele mesmo afirma isso. “Eu Sou o Caminho a Verdade e a Vida” João 14:6. A Verdade é também a Sua Palavra, João 17:17, assim como também a Santa Lei de Deus, conforme declara o Sal 119:142 e 151. A lei de Deus revela o seu caráter e expressa sua vontade. A Verdade que se encontra no conhecimento da vontade de Deus está expressa em Sua Lei. A Santa Lei é a expressão exata do Seu Ser, que é o amor, e nisto se resume a Lei, em amor a Deus sobre todas as coisas e amor ao próximo como a si mesmo.

O texto de Mat 7:21, afirma que “nem todo o que diz Senhor, Senhor! entrará no reino dos (NÃO NOS CÉUS) céus, mas aquele que faz a vontade do Pai, que está nos céus”. Isto é uma Verdade. O que você pensa ou fará tendo este conhecimento? É ou não, importantíssimo conhecer toda a Verdade

Lendo Prov 4:18, entendemos claramente, que o conhecimento da Verdade é algo progressivo. “É como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até se tornar dia perfeito”. Quanto maior é o conhecimento dessa Verdade, maior é a responsabilidade para com ela diante de Deus.

Jesus disse: “Vós sois a luz do mundo”. “Vós sois o sal da terra”. Não podemos fugir da nossa responsabilidade em face desta afirmação de Jesus. Para Ele não há como ficar em cima do muro como alguns falam, ou não há meio termo. “Quem não é por Mim, é contra Mim”, disse Ele. Assim,   Deus não aceitará de nós, nada que seja dividido, nada que seja de menos importância ou valor. Ele deseja o nosso melhor, deseja-nos por completo, por inteiro, deseja todo nosso ser. Pense nisto.

NOTA o CAMINHO: O Simples fato de não tomarmos uma posição ao Seu lado, já indica que não SOMOS dEle!

Em Oséias 6:3, O Senhor faz do profeta um instrumento para incentivar Seu povo a conhecê-Lo cada vez mais. Sem duvida Suas Palavras são mais do que um incentivo são também conselhos e advertências. Não devemos nos acomodar, não podemos permanecer satisfeitos com os conhecimentos iniciais que obtivemos com nossa experiência cristã de vida. Precisamos prosseguir crescendo cada vez mais na graça e no conhecimento de Deus, conforme Palavras do sábio apostolo Paulo. À medida que vamos crescendo e nos tornando adultos, o leite, tão necessário e importante para o nosso desenvolvimento já não é um alimento suficiente para nos manter por muito tempo, precisamos de alimentos mais sólidos. A parábola dos talentos exemplifica muito bem o que acontecerá com aqueles a quem é oferecida à luz da Verdade, mas que rejeitam-na em troca de costumes ou de tradições humanas. A Verdade tem sido rejeitada, infelizmente, e no Seu lugar as pessoas estão aceitando fábulas em vez de abraçar um claro Assim Diz O Senhor.

E em João 5:39, Jesus nos aconselha “examinai as Escrituras”. As Escrituras nos levam a Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida (eterna), Ele é a luz do mundo. Existe um ditado que diz o seguinte: Só dá valor ao que se tem, quando se perde. Parafraseando esse ditado, também podemos dizer que: Só percebemos o valor da luz quando estamos cercados de trevas. Quantos são os perigos de andar em meio à escuridão das trevas morais e espirituais que encobrem este velho e deteriorado mundo sem a Luz de Cristo e de Sua Palavra? Quando não conhecemos o Caminho por onde andamos e não vemos por onde pisamos, o risco de uma queda pode ter sérias conseqüências. Assim como no campo físico, no campo espiritual estas conseqüências também podem ser fatais dependendo da queda. Por esta razão, é que, exclusivamente a Bíblia, foi utilizada como única base e fonte confiável para se desvendar os mistérios deste assunto e para obter as respostas que venham satisfazer os anseios de nossos corações.

 

Milhares sofrem por causa de más escolhas ou imaturidade. Preciosas vidas carregam marcas e cicatrizes tanto no corpo quanto na alma por causa da falta de preparo para o casamento.

Estas pessoas que entraram em relacionamentos conjugais despreparadas, apenas por desejarem uma união de corpos sem medir as conseqüências e as implicações desta atitude, estão colhendo hoje, os frutos amargos de suas semeaduras. Muito dos problemas que afetam a felicidade temporal dos casais, é pela simples falta de informação e despreparo para o sexo e para o casamento.

A incompreensão do que é o casamento e do que é o sexo em todos os seus aspectos, traz ainda muitas dúvidas à mente de muitas pessoas, e onde existe duvida, também há falta de fé, ora, sem fé é impossível agradar a Deus, segundo Heb 11:6, e tudo o que não provem de fé é pecado, declara o apostolo Paulo em Rom 14:23. Viu como uma coisa esta ligada à outra?

O problema se agrava ainda mais, quando é colocado na esfera da eternidade (ausência do elemento tempo). Não há como ficar de fora neste assunto. Não há neutralidade. Todas as pessoas são afetadas direta ou indiretamente por ele. Cedo ou tarde somos atingidos de alguma forma, especialmente os jovens. Mas quando o assunto é tratado na esfera da eternidade as conseqüências passam a ter uma amplitude muito maior – definitiva - e muito mais significante como veremos.

Por negligência ou não, incontável numero de pessoas que se dizem cristãs, entraram, estão entrando e ainda entrarão num prematuro relacionamento conjugal, causando a desestruturação familiar e da própria sociedade em geral. O medo e ansiedade causados pela incerteza quanto a poder ou não desfrutar das delicias do sexo, na eternidade, é um dos principais fatores que levam a tomada de decisões precipitadas por parte destes jovens e que no final, poderá levá-los a um processo de degeneração. Pouco se conhece quanto ao plano de Deus para a humanidade após o estabelecimento do governo messiânico de Jesus aqui na Terra. Pouco se sabe sobre como será a futura vida dos salvos neste Reino, assim, a incerteza quanto a; poder ou não desfrutar das alegrias e dos prazeres desta vida, tais como o prazer sexual, esta levando uma enormidade de pessoas em sua maioria jovens, que se dizem cristãos, a ficarem perturbados com este tipo de pensamento.

Vivem demasiadamente atormentados com o pensamento de que serão privadas do prazer sexual ou de outras delicias e prazeres lícitos experimentados nesta vida atual. É por isso que muitos estão botando a carroça na frente dos bois e antecipando etapas naturais da vida, que talvez sejam as mais importantes pelas quais deveriam passar, porém, estão passando por cima delas.

A maioria não esta suficientemente madura para este tipo de experiência. Quando não desfrutam as etapas da vida pelas quais deveriam passar naturalmente, a experiência e o tempo têm comprovado que as conseqüências e/ou frutos colhidos por estas atitudes são: Dores e remorsos, amarguras, sofrimentos, frustrações e muito arrependimentos. Vão se formando a cada dia, mais e mais lares prematuros, já fadados ao fracasso não fosse à misericórdia divina. É por esse motivo que claramente se pode perceber, ou se vê nitidamente que não há preparo algum para um passo tão importante como esse e o que há, é pouquíssimo para a decisão a ser tomada por toda uma eternidade. Estão levando na brincadeira, algo que é levado a sério e é muito importante aos olhos de Deus. Na Verdade estão brincando com as próprias vidas. Estão agindo de certo modo levianamente, com uma questão, que direta ou indiretamente, vai afetar muitas vidas, vidas pessoais, de parentes ou de familiares próximos e até de amigos, vizinhos e colegas. 

Jovens e mais jovens que se dizem cristãos, de todas as denominações, moças e rapazes estão em grande perigo de vida (canal e eterna), pela falta de conhecimento e preparo com que estão caminhando para um relacionamento conjugal sem bases sólidas. Deus, muito antes já advertira, falando-nos por meio do Seu servo, o profeta Oséias, “O meu povo perece porque lhe falta o conhecimento”. Oséias 4:6.

Esta falta de conhecimento ou de preparo para o casamento entre os jovens cristãos e até não cristãos, vai da imaturidade natalícia, física e psicológica até a incapacidade econômica financeira, sendo esta última, um dos mais graves problemas que afetam os casais, os lares, a família em geral. Para piorar um pouco mais a situação familiar, que já é caótica, hoje nós temos uma mídia que expõe e impõe o sexo de modo distorcido, contrário à natureza e fora dos padrões estabelecidos por Deus. Por todos os meios, a todo tempo e em todas as camadas da sociedade, a mídia tem tornado o sexo o principal fator para um relacionamento feliz, o que lhe da um grau de importância superior aos demais aspectos da vida conjugal que envolve o matrimonio. 

A ênfase ao prazer sexual, a satisfação pessoal dos desejos naturais, porém carnais, promovidos pela mídia em novelas, revistas, filmes, jornais, musicas, propagandas e etc., torna excessiva a preocupação com este aspecto da relação humana e acaba influenciando e contaminando toda uma sociedade, fazendo com que os jovens cristãos principalmente, temam por não terem o privilégio e a experiência desta relação no plano de Deus para humanidade no estabelecimento desta nova terra.     Justamente o lugar que será recriado por Deus para proporcionar aos salvos prazer e felicidade.   

Embora pareça um contra censo, é exatamente isto que tem impedido estas pessoas de enxergar a existência de um prazer muito maior e que vai muito mais além do que o simples contato físico ou sexual. 

As pessoas que vivem pela satisfação da carne, na linguagem bíblica são pessoas que não têm domínio próprio. Pessoas que se permitem dominar por seus desejos e paixões, normalmente não agem segundo a razão. Suas decisões são tomadas por impulsos naturais ou instintivos e decisões baseadas somente em sentimentos e/ou emoções, na maioria das vezes são decisões equivocadas, que geram conseqüências desastrosas. O matrimônio ou a união conjugal ultrapassa esta esfera de relacionamento e entra numa outra dimensão, que é a dimensão espiritual, onde espírito e corpo se fundem ou se completam tornando o casal uno, “uma só carne” conforme Gen 2:24 e plenamente satisfeito e feliz.

    

Casamento e sexo na eternidade, embora seja um assunto aparentemente envolto num certo grau de misteriosidade, talvez um assunto bíblico polêmico, não deixa, contudo, de ser um dos assuntos bíblicos de grande importância e, se desejamos conhecê-lo, devemos buscar as respostas naquele que sabe todas as coisas, que desvenda todos os mistérios e revela todos os segredos. (Veja Dan 2:20-22 e 28)

Diz a Bíblia em Deut 29:29, que, “... as coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as Palavras desta lei”. Amós 3:7 também diz: “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas” e Jesus em Mateus 13:11 afirma: 11 Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado...

Estaria vedado aos homens este assunto tão importante? Este assunto que afeta diretamente a nossa felicidade e nossa relação com Deus é parte integrante de toda a Verdade; não teria esta Verdade, também sido deturpara ou lançada por terra e misturada com a mentira, assim como fez o inimigo (satanás), com todas as demais Verdades bíblicas? Não é o seu (de satanás) objetivo enganar a todos quantos puder, não importando a forma de engano, desde que as pessoas estejam enganadas, assim como fez com Eva? Não é este o meio pelo qual ele (satanás) tem levado milhares para a destruição do dia do juízo? Será que não foi esse também um dos motivos que fizeram Jesus soltar a seguinte afirmação: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”? (Mat. 22: 29).

Certo dia, ouvi dos lábios de uma vizinha a seguinte observação: “Eu não quero ir para o céu... Ir para o céu para que? Para ficar flutuando numa nuvenzinha com asinhas de anjo e tocando harpa por toda à vida? Não, isso eu não quero, prefiro ir para o inferno disse ela, por que lá talvez haja muito mais prazer e o que fazer”. Esta afirmação não lhe parece uma visão distorcida do que será a nossa vida na nova terra? É certo que sim. É uma visão totalmente equivocada e paganizada dos que crêem em uma vida nos céus. Por isso, uma interpretação equivocada de um texto bíblico, ou uma visão distorcida da eternidade apresentada ao povo, é motivo suficiente, para que, uma alma sincera por quem Cristo deu Sua vida, rejeite o maravilhoso plano da redenção, ou que pelo menos creia em outras claras Verdades da Palavra de Deus. Por esse motivo, este estudo, tem mais outro objetivo. Desfazer mais uma das mentiras de satanás que mantêm a mente do povo prisioneira a si e a este mundo.

 

Todo cristão sabe pela Palavra de Deus que a salvação é única e exclusivamente pela graça de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, conforme Efésios 2:8.

Porém esta fé, não esta morta em obras da carne, mais é uma fé viva, mantida pela obediência aos princípios de vida, princípios que são eternos, nascidos no coração de Deus e ratificados por Ele mesmo posteriormente, através de sinais, de alianças e concertos entre Ele e o homem, entre Ele e Seu povo, entre Seu filho Jesus e Sua igreja. A Bíblia relata como Deus sempre tomou a iniciativa em buscar a reconciliação com a família humana, mesmo sendo Ele a parte ofendida. Este desejo de restabelecer uma ligação permanente com Suas criaturas é demonstrado através de varias alianças estabelecidas no decorrer do tempo até o tempo do fim (do pecado). Estas alianças demonstram todo amor de Deus pelo gênero humano e por todas as demais criaturas, e foram estabelecidas por meio de símbolos e sinais, e por ultimo, por meio do sangue de Seu próprio filho. Veja a seguir os textos bíblicos que dão provas do que acabamos de relatar:

Gen 6:9-14 e 22, e Gen 9:1-19. Estes textos registram a aliança entre o Deus criador e Noé como representante de toda família humana e das demais espécies que Deus criara. O arco-íris foi estabelecido por Deus como sinal desta aliança e a condição estabelecida neste concerto, foi a permanência da vida sobre a face da terra mediante a obediência por amor a vontade de Deus. Noé obedeceu e Deus o salvou, preservou a ele e sua família e as demais espécies das águas do dilúvio por meio de uma arca.

Gen 17:1-14. Neste texto, temos o relato da aliança entre o Deus todo poderoso e Abraão, representando o povo que mais tarde seria escolhido como propriedade peculiar de Deus (Rom 11:1-5 nos mostra que este continua a ser o Seu Povo). O sinal da aliança foi a circuncisão, e a condição foi a mesma estabelecida com Noé antes e após o dilúvio, obediência por amor a todos os princípios estabelecidos por Deus conforme Sua vontade. O resultado em decorrência; a prosperidade e a felicidade em uma terra que proporcionasse todas as condições para isso.

Êxodo 19:5-8 e 20:1-18. Nestes textos encontramos mais um relato, de uma das alianças (referendo) entre o Deus criador todo poderoso e Israel como o povo escolhido para revelar as nações vizinhas o Verdadeiro Deus. O concerto ou aliança são às tábuas de pedra com os dez mandamentos, entregues à Moisés para serem repassados ao povo, que são os mesmos princípios conhecidos por Adão, Noé e Abraão. As condições do concerto continuam sendo as mesmas que as condições anteriores, ou seja, se o povo obedecesse aos mandamentos e fosse fiel a tudo quanto Deus havia ordenado, Deus cumpriria todas as promessas estabelecidas nas alianças anteriores, dando a cada um, todas as benções necessárias para um viver feliz. Veja Deut. 30:1-20

Êxodo 24:1-11. O que vemos neste relato é a continuidade da aliança, entre o Senhor Deus e o povo de Israel, aliança também baseada no Livro da Lei e em sangue de animais. Esta aliança tinha a mesma característica que as demais, a fé e obediência por amor, o que resultaria na companhia permanente de Deus no meio do povo. Deus prometera guardá-los, protegê-los e sustentá-los para sempre.

NOTA o CAMINHO: Paulo vai além, nos mostrando que TODAS estas alianças e feitos foram realizados diretamente por Jesus (I Cor 10:1-4).

Os evangélicos em sua grande maioria acreditam que as alianças feitas no passado, envolveram somente o povo de Israel, mas segundo o que já vimos anteriormente e o texto bíblico de Deut 29:9-15 e João 3:16; estas alianças passadas objetivavam alcançar a mim e a você, hoje! Deus sempre desejou alcançar o mundo, porque Ele amou o mundo e não apenas um pequeno grupo de pessoas. Leia atentamente Romanos 11...

Veja agora os seguintes textos: Jer 31:31-33; Heb 8:6-12; Heb 9:12-22, Heb 12:24 e João 14:15.  

NOTA o CAMINHO: Jesus estabeleceu (ratificou) Sua Aliança como que costumamos chamar de o Povo da Nova Aliança... Esta é a igreja que Ele estabeleceu e conforme Suas Palavras, esta JAMAIS seria destruída (Mat 16:18). Hoje, qualquer denominação (ou placa) é uma concorrente de Sua igreja! Apoc 17:4.

Esses últimos versos nos falam da ultima e derradeira aliança. A última tentativa do Criador e mantenedor de todas as coisas, de firmar uma aliança perpetua entre Ele e Seu povo, Suas criaturas, Sua igreja, Seus filhos. A todos os que, aceitam Cristo por meio da fé e abraçam a aliança feita por meio de Seu sangue e de Seu sacrifício, serão perdoados os pecados e Deus irá restaurá-los novamente a sua imagem e semelhança, coisa que fora destruída ao longo do tempo pelo pecado. Deus também irá levá-los de volta para casa, para o jardim do Éden, o paraíso perdido, a nova terra, pois abraçaram a aliança, feita não com sangue de animais, mas com o sangue do Seu unigênito filho. Estes são os que por amor a Jesus, vivem na obediência aos princípios estabelecidos desde a fundação do mundo, os dez mandamentos, escritos não em tábuas de pedra, mais escritos no coração e na alma. Veja Apoc 14:12.

Depois de analisar todos estes textos sobre pactos e alianças ou concertos, um detalhe importante não deve ser esquecido: tudo está condicionado a um pacto de fidelidade e obediência, por amor. Essa é a condição para que possamos alcançar as bênçãos tão desejadas e para que nos tornemos participantes da maior e melhor de todas as promessas que é a vida eterna. Em primeiro lugar, fidelidade e obediência por parte do homem e como conseqüência, a felicidade, a prosperidade e a vida eterna concedida por Deus. O princípio e a base para todos os concertos e de todas as alianças, foi, é, e sempre será o amor, conforme João 14:15, I João 4:8 e I João 5:3.

Creio que você deve estar se perguntando; O que tem tudo isso haver, em comum com o tema deste estudo? Porque enfatizar tanto à aliança entre Deus e os homens? O propósito é construir uma plataforma como base para sustentar a discussão do assunto (casamento e sexo na eternidade), o que na prática também se trata de um concerto ou de uma aliança, com durabilidade infinita. Quando duas pessoas de sexos opostos decidem ir para um altar, diante de um padre ou pastor, acreditamos que estão assumindo um compromisso de conseqüências eternas. Este acordo formalizado quase sempre na presença de um juiz e de testemunhas é na Verdade um pacto ou uma aliança que realizam entre si.

Outro detalhe importante a ser analisado é o paralelo que a Bíblia faz, do casamento entre um homem e uma mulher com a união entre Cristo e a igreja.  Observe que a aliança entre Deus e os homens, bem como entre Cristo e a igreja, está intimamente relacionada com a aliança entre o homem e a mulher.   

Se uma aliança for afetada de alguma forma a outra certamente, também o será. Você já notou quais são as juras e promessas de um casal, que são verbalizadas na presença de Deus, do oficiante e das testemunhas na hora do pacto de fidelidade? Dentre as muitas que conhecemos destaca-se as de: Amar, cuidar, e respeitar o cônjuge, ser fiel em todas as circunstancias e por todos os dias até que a morte os separe...

NOTA o CAMINHO: A qual morte estaríamos nos referindo? Se uma pessoa se perder, certamente estará separada, na eternidade, do seu cônjuge!

Observe o paralelo entre as alianças, (Cristo e a igreja / Homem e mulher). Assim como Cristo é o cabeça da igreja e esta lhe deve submissão, no conselho do apostolo Paulo para as famílias, o homem deve ser considerado o cabeça do lar (sacerdote) e da mulher, que por sua vez, em tudo lhe deve submissão, mas que no entendimento do apostolo, só será possível sob a égide do amor. Veja Efés. 5:22-25.

Infelizmente durante séculos estas Palavras de Paulo, foram e tem sido ainda deturpadas para se obter vantagens pessoais e egoístas e em pleno século 21, ainda existem homens de duros corações, que insistem em transformar a Palavra submissão, em sinônimo de escravidão ou servidão passiva. Este conselho Paulino faz com que algumas pessoas pensem sobre ele, como um homem machista. Certa vez, uma senhora de renome na sociedade e do meio evangélico, chegou a declarar numa radio evangélica que “Paulo foi um machista”. Não é o que parece quando analisamos suas cartas, com a consciência de que elas são as Palavras de Deus para Seus filhos.

Paulo em seu tempo já enfrentava ou pelo menos tinha conhecimento dos mesmos problemas que vivenciamos hoje. As informações disponíveis a cerca da vida deste homem, é a de que Paulo foi homem bastante esclarecido e muito culto, alguém que estava muito a frente dos seus contemporâneos em vários aspectos, sem falar de sua experiência pessoal com Cristo, algo não muito comum para maioria dos cristãos. Não é sem motivo que muitos por não compreenderem suas Palavras, acabam deturpando-as para sua própria destruição. Veja II Ped 3:15-16. Seu conselho tinha por objetivo, resguardar a família, e, está totalmente correto, se o homem agisse em relação à mulher, da mesma forma ou do mesmo modo como Cristo sendo a cabeça da igreja, age em relação à igreja.

Cristo amou de tal maneira a igreja, que deu sua própria vida em favor dela. Efe 5:23 a 25. Jesus Se deu literalmente, ou seja, ele Verdadeiramente morreu para que a igreja tivesse vida. Hoje, quantos homens são capazes de sacrificarem-se, ou de fazerem uma renuncia pessoal, para darem as suas mulheres à felicidade? Cristo fez isso por mim e por você. E o que estamos fazendo por Ele? Até que ponto vai a sua submissão a Cristo? Volte agora seus olhos para a base desta aliança que é o amor e a fidelidade entre o Criador e a criatura, e focalize da mesma forma a aliança entre o homem e a mulher por toda a eternidade. Não se esqueça jamais da base, que é o Amor e a fidelidade.

 

O mundo cristão de hoje e eu, concordamos que o primeiro casamento realizado nesta terra, o casamento de Adão e Eva, estaria de pé, em todo seu vigor e vigência e provavelmente mais belo do que no princípio, não fosse a desobediência e a transgressão do pacto realizado com Deus, por parte deste primeiro casal criado por Ele sobre a face da terra.

Este foi o primeiro caso de infidelidade registrado na Bíblia. O pecado cometido pelo primeiro casal levou todos nós a nos afastar de Deus e de Seu plano original para nossa felicidade. Prazer e alegria, amor e felicidade, e toda beleza que existiu logo nos primeiros dias após a cerimônia matrimonial, realizada pelo Sumo Pastor, certamente é algo que a nossa mente finita não é capaz de imaginar. 

O mundo fora preparado por Deus para que nossos primeiros pais pudessem ser plenamente felizes. Todo ambiente antes do pecado refletia essa atmosfera de amor, santidade, pureza, paz, harmonia, beleza, alegria, segurança e satisfação, mas após o pecado tudo isso deu lugar à contenda ao medo, ao vazio, ao sofrimento e a insatisfação. De lá para cá, a busca da felicidade e da longevidade perdida, tornou-se a obsessão de todo e qualquer mortal, mais a tentativa de conquistar estes objetivos pelos atuais métodos, jamais foi ou será alcançado. Toda tentativa de alcançar estes objetivos por meio de certas inovações ou de novidades que tendem a fragmentar as colunas basilares da família e os alicerces da vida, resultará em nada. 

NOTA o CAMINHO: Veja que o plano original de DEUS era que o homem se reproduzisse e povoasse o planeta... E, como consequência do pecado, entrou a dor de parto no mundo, indicando que antes do pecado ela não existia! Perguntamos: Deus errou em Seu plano original e por isto deverá mudar isto (sexo) na Nova Terra?

Qualquer tentativa por meio de qualquer outra fonte, que não seja Jesus a real e Verdadeira fonte, será sempre uma busca no vazio. Novidade alguma poderá preencher este vazio da alma, enquanto o pecado estiver presente no coração humano. Sendo o pecado a origem da insatisfação humana, é lógico pensar que com o crescimento do pecado também há um crescimento da insatisfação do coração, gerando novas necessidades e maiores carências na alma, tornando esta situação um circulo vicioso interminável.

Esta é uma das mais fortes razões para o crescente número de separações entre os casais, dia após dia. Alias, algumas estatísticas mostram que para cada dois novos matrimônios, um terminará em divórcio e isso nos faz crer que se tão logo não houver uma intervenção divina, por um milagre de transformação ou pela manifestação da volta de nosso Senhor Jesus Cristo que trará de volta o Éden perdido, o casamento e a família serão coisas do passado ou matéria escolar nos livros de história. O pecado, este nosso velho e mortal inimigo foi pelo apostolo João muito bem definido, como sendo uma violação a aliança feita entre Deus e o homem. Pecado na visão bíblica e do apostolo João, que ficou conhecido como o discípulo do amor, é a desobediência aos Sagrados preceitos da Lei, dos mandamentos de Deus. Veja I João 3:4. Estes mandamentos fazem parte da aliança eterna e a felicidade esta condicionada como vimos anteriormente à fidelidade à esta aliança, violando a qualquer um dos princípios desta lei, rompe-se a aliança e consequentemente perdemos as benções que a ela está condicionada.  Tiago 2:10.

Foi Deus quem uniu o homem e a mulher e se o pecado afeta a relação entre Deus e o homem conforme Isaías 592 diz, certamente afetará a relação entre o homem e a mulher, causando sérios problemas em muitos aspectos da relação e da vida, assim foi desde o principio, como se pode notar logo após a leitura de Gen 3:6-13. Hoje a situação está tão séria, que a infidelidade conjugal está deixando de ser uma atitude imoral, indecente e pecaminosa, reprovada por qualquer consciência com um pouco de decência, para ser tratada em alguns casos como meio de terapia (amizade colorida) em aconselhamentos matrimoniais por um pequeno grupo de profissionais, ligados à área das ciências humanas. Felizmente estes ainda são muito poucos, porém este fato, não os impedem de continuarem a  incentivar uma atitude imoral e auto destrutiva, capaz até da destruição de toda uma sociedade.

O vil argumento para a prática pecaminosa do adultério, utilizada por estes poucos profissionais, é o de que essa atitude daria uma nova motivação para continuidade do casamento. Isto é na Verdade, mais um artifício diabólico para destruir as famílias que formam a sociedade e se as famílias são destruídas por causa da infidelidade, também a sociedade o será. A situação vai de mal a pior com maridos que enganam e até matam suas esposas, não só por meio de palavras, gestos e atitudes ferinas, como também por meio de agressões físicas e etc. Por sua vez as esposas retribuem com a mesma moeda, revidando da mesma forma com as mesmas atitudes ou do mesmo modo e assim, é que vemos pais que se voltam contra os filhos e filhos que matam seus próprios pais e que se auto destoem, etc.

Assim caminha a humanidade a passos largos para sua total derrocada. Hoje existem milhares de pessoas que vivem mendigando nas ruas, não apenas o alimento físico, elas buscam muito mais, o serem aceitas (moradores de rua). Buscam também carinho, amor, atenção e compaixão, mais do que apenas a solidariedade material e é exatamente por esta carência de amor, que muitas delas abandonaram suas casas, suas famílias. Esse nos parece ser o real motivo do aumento da mendicância, da miséria e do caos generalizado.

Totalmente contrária à natureza humana, é a natureza divina. A natureza do homem está sempre em constantes mudanças, sempre tentando modificar as coisas e os valores por causa do vazio existencial presente na alma, um vazio provocado pelo pecado e suas conseqüências. A Bíblia afirma que Deus em Sua natureza não muda. Veja Mal 3:6. Já o ser humano em sua inconstância, muda de opinião, muda de atitudes, muda de valores e princípios, muda de ideais etc. Pelo mesmo motivo muda-se de casa, de carro, de móveis e aparelhos domésticos, troca-se de relógios, muda-se a cor dos cabelos, a cor dos olhos e da pele, troca-se de homens e de mulheres e até de sexo.

Na maioria das vezes as mudanças são efetuadas sem o menor pretexto ou necessidade. Desestruturado interiormente o ser humano a nada se firma, e o que ele não percebe, é que esta mudança precisa ocorrer de dentro para fora e não de fora para dentro. Foi por isso que Jesus disse certa vez a um homem que o procurou pelas horas da madrugada: “Em Verdade, em Verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. João 3: 3. É uma Verdadeira ilusão pensar que um novo objeto ou alguma nova situação possa preencher o vazio existencial da alma, pois ele estará sempre presente enquanto houver pecado na face da terra.   

Nada a não ser Deus, satisfaz ou preenche o vazio do coração e da alma, sua presença é a única coisa capaz de fazê-lo.

   

A Bíblia afirma que Deus não mente. Veja Num 23:19 e Heb 6:18.

Anteriormente já havíamos visto que Ele também é imutável (Mal 3:6). É por causa deste princípio e por este motivo que percebemos algumas aparentes contradições entre alguns poucos textos da Bíblia. Estas aparentes contradições geram confusões em determinados assuntos, e alimentam os erros de interpretação bíblica, por parte dos homens que não amam o Caminho da Verdade. Isto me levou a crer e suspeitar, que o mesmo erro poderia estar ocorrendo com relação aos textos relativos ao assunto “casamento e sexo na eternidade”. Estaria mais uma vez equivocada a interpretação? Poderia ter ocorrido uma torção dos textos bíblicos como aconteceu no passado, com outros assuntos e Verdades bíblicas?  Não foi desta forma, que se manteve escondido aos olhos humanos e por muitos séculos, muitas das Verdades que libertam a alma?

É provável neste momento que sua curiosidade em descobrir a Verdade esteja como um vulcão prestes a explodir em erupções, mas, uma das grandes virtudes encontradas nos salvos é a paciência. A paciência deve ser também, uma das principais virtudes cultivadas no seio da família, pois isto contribuiria muito para a felicidade, para união e a perpetuidade familiar. Continue analisando o restante deste assunto com calma, para não se confundir pela ansiedade de descobrir todo seu conteúdo antes mesmo de chegar ao final, desta forma sua compreensão será muito mais clara a respeito de todo o assunto e de toda a Verdade. Pare neste momento, pense um pouco, ore a Deus e siga em frente.

Analise algumas perguntas e respostas que darei e a algumas das afirmações bíblicas que citarei, para que você mesmo estabeleça suas próprias conclusões. De agora em diante, comece você mesmo a formular seu próprio pensamento a respeito deste assunto. Faça como os Bereanos, que tiveram a atitude de examinar as Escrituras a fim de ver se as Palavras do apostolo Paulo estavam de acordo com a mesma e por isso foram considerados mais nobres do que os de Tessalônica. Veja Atos 17:11.

Tendo sempre em mente a imutabilidade de Deus, Aquele que é o mesmo ontem, hoje e eternamente, veja o que diz a Bíblia sobre qual foi a Sua vontade ou qual Seu desejo para a humanidade desde o princípio da criação.

Lendo Gen 1:1 à Gen 2:25, percebe-se por estes dois primeiros capítulos da Palavra de Deus, não só, o relato da origem e perfeição de todas as coisas criadas pelo poder da Palavra divina, mas também a revelação do Seu amoroso plano, propósito e vontade para todas as criaturas. Nota-se nitidamente que Seu desejo era que cada criatura vivesse em plena felicidade e coexistisse em harmonia por toda eternidade com todas as outras. Já do terceiro capitulo em diante, percebemos como o plano inicial de Deus para a felicidade da família humana e de toda criação foi inicialmente frustrado e manchado pelo pecado, pela rebelião das criaturas em face ao livre arbitre concedido aos homens. No capitulo três de Gênesis, é revelado como Deus tratou com amor os seres rebeldes buscando reconciliá-los consigo, sem com tudo, macular Sua justiça por meio de um perfeito plano, conhecido como o plano da redenção. Destes capítulos vamos extrair agora, alguns detalhes que inicialmente e propositadamente passamos por alto.

O relato sagrado diz que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, a palavra homem, aparece generalizando a espécie. Macho e fêmea assim foram feitos. Gen 1:27.  Ainda que algumas pessoas queiram e até insistam em impor uma terceira pessoa ou uma segunda opção sexual neste contexto, não temos qualquer indício no texto bíblico de que isso tenha acontecido. Uma terceira personalidade ou outra opção sexual qualquer, biblicamente é inconcebível e condenável do ponto de vista do criador, alias, em se falando anteriormente de escolhas, queremos dizer que há algumas escolhas que não são possíveis ao ser humano fazer. Uma delas é a escolha do próprio nascimento e a opção do sexo com que irá nascer. Isto está à mercê da soberana vontade do Criador.

Estas novas opções sexuais, originárias a partir do pecado, é fruto muitas das vezes de traumas da infância, ou também, pode ser o resultado da atuação de espíritos demoníacos e de suas influencias sobre mentes enfraquecidas pela condescendência com o mal. Estas novas opções sexuais são na Verdade, a deturpação daquilo que é natural no ser humano, são os desvios de conduta, as debilidades morais do caráter ou as distorções da natureza humana, e aos olhos do Santo dos Santos, isto se faz abominações. Lev 18:1 a 30; Rom 1:18 a 27. Segundo a Bíblia, pessoas que tais coisas praticam, não herdarão o reino dos céus. Veja I Cor 6:9.

NOTA o CAMINHO: Solicite um estudo específico sobre a Homossexualidade!

Lembre-se, esta conduta pecaminosa, é o resultado de uma busca do ser humano pela felicidade em alguma coisa que seja nova, neste caso específico, uma nova opção sexual. Isto é a tentativa de preencher o grande vazio da alma e de achar a felicidade, o equilíbrio e a paz. Todo ser humano anda em busca destas coisas e também da eterna fonte da juventude.    

Devemos amar estas pessoas sem com tudo apoiar suas atitudes, alias, devemos amar toda e qualquer pessoa sem nenhum tipo de preconceito. Preconceito além de pecado é crime, especialmente em nosso país.

As pessoas com distúrbios de comportamento desta natureza, também são objetos da atenção e do amor de Deus. Foi também por elas (pecadores) que Jesus Cristo deu Sua vida. A Bíblia declara que Deus ama ao pecador, porém não tolera o pecado. Porque digo não tolera o pecado ao invés de dizer que o odeia? Porque o amor é um princípio totalmente contrário ao sentimento do ódio. 

No coração de Deus, que é, em essência o amor, não pode existir o ódio, ainda que seja pelo pecado, porque Deus é amor. I João 4:8. Ódio e amor não podem coexistir juntos, por isso Deus não tolera, não suporta o pecado, mas ama ao pecador. O pecado por conseqüência traz a ira e a tristeza ao coração de Deus. O pecado ainda que ofenda a autoridade Divina, em si mesmo não atinge a Deus em nada, mas afetam diretamente o alvo do amor e cuidado de Deus, que somos nós os seres humanos. Deus está acima de tudo e de qualquer coisa, não existe nada que diretamente lhe possa prejudicar. 

Antes de dar seguimento com o restante do estudo, gostaria de fazer uma pausa para suplicar ao seu coração e para lhe dizer que, se neste momento você é uma pessoa ou alguém que esta vivendo este tipo de conflito em sua vida, ou mesmo se conhece alguém que esteja passando por um problema semelhante; não importa a condição em que se está, há cura para qualquer coisa, há cura para este mal. Existe um remédio eficaz para este problema e se chama Jesus. Experimente-o agora, experimente-o já; Jesus é poderoso, Ele é capaz de curar e libertar completamente desta enfermidade causada pelo pecado e de restaurar plenamente sua saúde física, mental e espiritual.

Ouça o seu apelo, aceite o seu convite, é Ele quem diz: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a Mim; e o que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora”. (João 6:37) Você pode estar percebendo, que em algum lugar ou em algum momento da vida, você se perdeu no Caminho e errou de alvo, mas para aqueles que se encontram nesta condição ainda existe um fio de esperança. Mat 11:28. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. Esse é o convite de Jesus, Ele é o único Caminho e conhece você mais do que você mesmo se conhece, Ele conhece todos os caminhos da vida.

Há um texto em Prov 14:12 que diz o seguinte: “há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte”. Querido(a) ouça o apelo, creia, ore e busque em Jesus preencher os anseios de tua alma. Chega de tantos sofrimentos. Não olhe para dentro de si mesmo tentando encontrar forças, não busque em si mesmo a solução do seu caso.  Você pode buscar, mas não encontrará e isso o fará sentir-se impotente. Não se desespere, há esperança para você ou para qualquer outro. Paulo, apostolo de Jesus Cristo, um grande personagem da Bíblia e exemplo de alguém que lutou contra o seu próprio eu, e que por fim venceu, disse o seguinte: Rom 7:15 “Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico.  Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”. Pois bem, após ter dito tudo isto, mais tarde ele também acrescentou. Ver Fil 4:13. “Tudo posso naquele que me fortalece”. Estas Palavras demonstram que ele havia entendido as Palavras de Jesus relatadas em João 15:5. “Sem mim, nada podeis fazer”.

NOTA o CAMINHO: Cremos e entendemos que o homossexualismo é uma disfunção hormonal que pode ser corrigida com o devido equilíbrio hormonal feito por um endocrinologista! Não é com o uso de hormônios (femininos) que “homens” adquirem formas femininas? Por JESUS, procure ajuda profissional...

Certamente você também pode vencer.  “...por que em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou”. Rom 8:37.  

Voltemos ao nosso assunto principal: ao texto de Gên 2:18, para analisar um segundo detalhe observado na primeira parte deste verso, onde Deus assim disse: “Não é bom que o homem esteja só”. Estas Palavras foram pronunciadas antes da infeliz queda da raça humana, antes do pecado ter causado a desgraça, a desordem e caos que hoje presenciamos tanto longe quanto perto de nós e por vezes até mesmo em nós. Note que o mundo já estava pronto e eis que tudo era muito bom. (Gen 1:31). Tudo estava pronto para que a humanidade fosse muito feliz, mas ainda assim, acrescentou Deus, em seguida, de que, não era bom que o homem estivesse sozinho. 

Reflita no seguinte ponto; “Sabendo que toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação”. Tiago 1:17. A pergunta é: Mudaria Deus de opinião ou de vontade em relação ao Seu plano original para o homem e toda sua descendência, por causa do pecado? Existe porventura alguma circunstancia que tenha o poder de impedir ao Deus todo poderoso de exercer Sua soberana vontade? Estaria o Grande Criador limitado por causa do pecado não podendo modificar a desordem causada pela desobediência dos nossos primeiros pais? Não seria porventura por uma limitação humana em decorrência do pecado a causa da incompreensão deste assunto e por isso Jesus tenha dito. “Porventura não errais vós em razão de não compreenderdes as Escrituras nem o ‘poder’ de Deus”?  Mar.12:24.  

O todo poderoso Deus, conhece todas as coisas. O Senhor sabia da necessidade humana de relacionar-se. Ao criar o ser humano, Deus o fez como um ser social. Veja adiante o mais perfeito e maravilhoso plano de Deus, e seu objetivo para com a humanidade.

Conhecendo o futuro por que Ele é Deus, viu que não seria bom se o homem estivesse só, Gen 2:18. No coração do Pai celestial, tudo foi planejado para ser muito bom – Gen 1:31.

A Palavra homem, sentido genérico, só se torna plena ou completa quando a duas partes, no caso o macho e a fêmea, o homem e a mulher tornam-se unos. A mulher tanto quanto o homem, jamais seriam plenamente felizes ou plenamente completos, estando sozinhos. A importância desta união entre o casal fica muito bem entendida nesta orientação do Criador para o primeiro casal: Gen 2:24. “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne”. Em Mat 12:25 Jesus deixa bem claro que uma casa dividida em si mesma jamais poderá subsistir. Amós 3:3, diz “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” Conhecedor de toda orientação celestial, o inimigo de  nossas almas tem procurado causar todo tipo de discórdia entre a família humana e especialmente entre os casais unidos pelos laços do matrimonio, afim de separá-los, pois nada causa mais sofrimento ao coração de Deus do que a desintegração do amor.

Em I João 4:8, a Bíblia diz que Deus em Sua essência é amor, e o apostolo Paulo em I Cor 13:4-8 revela quais as características do Verdadeiro amor, digo Verdadeiro por que existe também, o que se poderia chamar de um falso amor ou amor mundano como o que é descrito em I João 3:18, pois o Verdadeiro amor não está contaminado pelo vírus do pecado e se revela na forma como vimos em I Corintios 13, já o falso amor é aquele que entre outras coisas, chega ao absurdo de tirar a vida do ser que se ama e ainda dizer que foi por amor.

Gostaria, no entanto de destacar apenas algumas das muitas características do Verdadeiro amor de que fala o apostolo Paulo e o apostolo João. Em I Cor 13:5, ele diz que o amor não procura os seus próprios interesses, isso significa dizer, que o amor não é egoísta, muito pelo contrario o amor busca a felicidade e o que é do interesse do próximo e em termo de proximidade não existe ninguém que esteja tão próxima de nós quanto o nosso próprio cônjuge e nossos familiares. Deus é a fonte inesgotável do amor Verdadeiro, e o amor só é amor, se for dividido se for compartilhado.

Foi exatamente com este propósito que nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus para que pudéssemos receber e compartilhar amor. Isso afirma aquele que foi denominado como discípulo do amor; Veja I João 4:19. “Nós amamos porque ele nos amou primeiro”.  Criado a semelhança de Deus o homem nasceu com capacidade de amar e a necessidade de partilhar o amor que recebeu dEle, com alguém semelhante a si mesmo, por isso necessário foi a criação da mulher, que também foi feita com a mesma capacidade de amar e receber de Deus o amor, para dividi-lo com o homem.

A divisão do amor é na verdade sua multiplicação. É exatamente isto que  torna mais forte o amor. Compartilhar o amor cada vez mais, faz com que ele  transborde os limites e os recessos da alma, assim sendo não era possível  limitá-lo a esfera de um casal, que por esse motivo recebeu de Deus, a capacidade de gerar filhos. Os filhos deveriam receber o amor dos pais e por sua vez, unirem-se formando uma nova família, para compartilharem o amor com seus filhos, os frutos desse amor e assim por diante. Está situação se tornaria uma cadeia infinita de felicidade, onde cada vez que compartilhássemos amor, mais o multiplicaríamos e tanto mais seria necessário dividi-lo. Eu imagino o que você esteja pensando: Existe tanto amor assim? A Bíblia tem a resposta. “...O amor jamais acaba...”; Veja I Cor 13:8.  

“De longe se me deixou ver o Senhor, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí”.  Jer 31:3. O amor é eterno como o próprio Deus. Podemos afirmar sem sombra de dúvida que todo o universo não é suficientemente grande o bastante para conter o incomensurável amor de Deus. Uma vez quando estive visitando as cataratas de Foz do Iguaçu ao contemplar aquela imensidão de águas a cair sem parar eu me fiz a seguinte pergunta: De onde nasce ou vem tanta água assim? Será que elas nunca vão acabar? Por que elas não inundam toda terra destruindo tudo? Durante os estudos desse assunto foi que encontrei a resposta. Elas são, como é o amor de Deus, uma fonte a jorrar infinitamente sem com tudo sufocar e destruir a vida.

Observe a principal evidencia do amor revelada através  da sua principal característica que nos é apresentada no texto de João 3:16. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. O amor dá, o amor se entrega, o amor partilha, essa é a essência do amor, dar...  Deus deu; Deus se entregou por nós na pessoa de Seu filho, Jesus. Quando o ser humano pecou, perdeu esta característica, isso se tornou visível até para aquele que não vê. O egoísmo, a ganância e avareza cresceram tanto após o pecado que submergiram o mundo num caos total a ponto de Deus ter que intervir purificando o mundo pelas águas do dilúvio para evitar que o amor desaparecesse completamente. Mas o pecado não fora aniquilado completamente e assim estamos vivendo hoje muito perto da situação em que viveram os antediluvianos.

Brevemente nosso Senhor intervirá outra vez, estabelecendo o Seu Reino de amor e paz; e mais outra vez (após o milênio) pondo fim ao pecado a raiz de todos os males e aos sofrimentos, porém, restaurando o mundo idealizado pelo Pai, como no principio. Sobre a condição de vida  na nova terra, nós veremos um pouco mais adiante.

Note como o pecado logo causou profundas mudanças na natureza e no comportamento humano. “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor”. I João 4:18. Veja o que ocorreu logo após o primeiro pecado; “E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi”. Gên 3:9-10. “Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam”. Gên 2:25. Porque passou a existir o medo? Porque antes andavam nus e não havia vergonha? Foi Deus quem alterou o comportamento ou foi o pecado e a maldade que o fizeram? Na nova terra, haverá pecado ou maldade? Claro que não! E se a Bíblia assim nos assegura, presumo também, que não haverá nem medo e nem mais vergonha, estou certo?

Observe o seguinte; Nunca foi plano de Deus que o homem tirasse a vida de qualquer criatura para manter a própria vida, mas por causa do pecado e da destruição do mundo pelas águas do dilúvio, Deus assim permitiu. Logo após o dilúvio, pelas circunstancias em que se encontrava a terra, no caso, ainda em faze de restauração, foi necessário que o homem fizesse uso de carnes de animais limpos ou puros (Gen 7:2 nos mostra que o conceito de animais limpos e impuros já era conhecido dos seres humanos), como forma de alimento, para sua sobrevivência. Esta situação não foi permitida para ser permanente, mas apenas uma solução paliativa para um problema imediato das famílias que se encontravam dentro da arca.

Em Gen 1:29-30 está a orientação do fabricante sobre qual deveria ser e até hoje, o tipo de alimento para o homem e todas as demais criaturas. Por causa do pecado e da maldade que existe no coração humano, incentivado pelo diabo, aquele que se fez adversário de Cristo e dos homens, hoje, já não mais existem centenas de espécies e várias outras estão ameaçadas de extinção, tornando o desequilíbrio natural ainda maior. Ainda assim, o coração pecador continua em sua rebeldia desafiando as leis e os princípios de saúde, estabelecidos por Deus na criação, fazendo uso de alimentos que Deus proibiu expressamente em sua Palavra conforme lemos em Lev 11:1-47. Ainda lembrando-se de que Deus e Sua vontade são imutáveis, e de que nosso corpo é considerado habitação do Altíssimo, (veja I Cor 3:16-17; Apoc 3:20) pergunto: Qual deve ser nossa atitude em relação ao cuidado com o nosso corpo? Que tipo de alimento você espera fazer uso na nova terra? Se o evangelho de Cristo tem por objetivo restaurar em nós a imagem de Deus e nos preparar para voltarmos ao Éden, como você tem se educado em relação a isto? Leia II Cor 5:10.

O amor é paciente e a prova disto é que já faz mais ou menos seis mil anos desde que o pecado nos separou de Deus e permanece sobre a face da terra, mais Deus continua esperando por mim e por você. Veja II Ped 3:9.

 Há mais uma coisa interessante a ser observada especialmente no primeiro capitulo do livro de Gênesis (Gen.1:28). Disse Deus: “Multiplicai-vos e enchei a terra”. Estas Palavras expressam uma ordem imperativa e ao mesmo tempo o desejo inquestionável de Deus em dar continuidade através do homem ao processo de criação, por meio da geração de filhos. Os filhos não são nossos, pois nada temos a não ser o direito de escolha, chamado de livre arbítrio, mas que também nos foi dado pelo próprio Deus. De modo egoísta, achamos que os novos seres humanos, a quem Deus traz a existência a este mundo por nosso intermédio, são como se fossem nossas propriedades, mas a Palavra de Deus diz que: “Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, Seu galardão” (Sal 127:3).

Deus nunca cessou de trabalhar segundo as Palavras textuais do próprio Jesus. Mas Ele lhes disse: “Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também”. João 5:17. Todas as coisas segundo a Bíblia pertencem a Deus e para Sua glória foram criadas. O Que temos nós então? Hoje por causa do pecado sem duvida alguma temos apenas egoísmo e um grande desconhecimento da vontade de Deus.

Enchei a terra, não de morte e enfermidade, enchei a terra não de dor, pesar e sofrimentos, enchei a terra não de violência e de injustiça, enchei a terra não de ódio e amargura. Não! Não foi para isso que o Senhor criou a terra. “Porque assim diz o Senhor, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada*: Eu Sou o Senhor, e não há outro”. (Isaías 45:18). Sim, o objetivo de Deus foi e será para sempre, ver uma terra habita por homens e mulheres felizes, cheios de amor, cheios de paz, cheios de satisfação. Em Gen 3:16 e Gen 9:1, fica bem evidente que nem mesmo o pecado pode mudar a vontade de Deus em relação ao seu plano original para os seres humanos. A terra mesmo após o pecado ainda deveria ser povoada, Eva e todas as mulheres continuariam a ter filhos, mais  sob condições adversas, enquanto Adão e todos os homens extrairiam ainda da terra o sustento para si e para família, mais sem as facilidades que haviam antes do pecado.

NOTA o CAMINHO: Mesmo Isaias dizendo isto, ainda a grande maioria, enredado pelo inimigo, crêem em uma vida nos céus (nem que seja por mil anos), contar a Palavra de DEUS... Mudou DEUS?

Nestes mesmos capítulos nós podemos perceber como Deus teve de reorganizar ou reestruturar o modo de vida de todas as criaturas inclusive a dos homens, para manter a paz, felicidade e a harmonia, sobre a face da terra.  Em face às circunstancias e a morte, este novo e estranho elemento, agora presente e atuante em toda a vida existente, a reorganização foi necessária. Uma nova ordem foi estabelecida, uma ordem que se obedecida, certamente evitaria muitos problemas, decepções e frustrações.

Gên 3:16 diz: “O teu desejo será para o teu marido e ele te governará”. Nota-se que uma hierarquia foi estabelecida por Deus com objetivo de preservar a família e a sociedade, e não para causar arbitrariedade. O pecado desorganizou tudo aquilo que naturalmente era ordenado e organizado. Durante séculos e milênios estas Palavras foram muito mal interpretadas, e a desvalorização da mulher chegou a níveis intolerantes. Absurdos e barbaridades foram praticadas e ainda o são até hoje em alguns lugares, contra as mulheres, que segundo a visão bíblica é a parte mais frágil. I Pedro 3:7.

A palavra  fragilidade foi e está sendo confundida com a palavra inferioridade por muitos homens, que consideram as mulheres, como se fossem objetos de uso pessoal e até absurdamente as comparam a animais. Determinados homens negam os direitos mais elementares às suas mulheres, e lhes exigem seus deveres e obrigações. Isto e muito mais, se encontra nos registros da história da humanidade. A Bíblia faz algumas referencias a estas distorções de valores. Veja por exemplo os seguintes relatos em Ester 1:10-22; e Gen 12:10-16.

Existem exemplos bíblicos que mostram como o afastamento da vontade de Deus causou muitos problemas que se refletem ate hoje em nossos dias. A bigamia é outro exemplo, e apesar de mencionada na Bíblia, em nenhum momento teve a aprovação divina, ou a indicação de que poderia haver. Veja Deut 17:17. As evidencias de que a bigamia é totalmente contrária à vontade divina, se encontra nos relatos e exemplos que estão registrados na própria Bíblia. Citaremos  alguns apenas como comprovação.

Abraão sofreu muito com a perda ou o afastamento de seu filho Ismael alem de ter que lidar durante algum tempo com as desavenças entre Sara e Agar, isto com certeza lhe tirou a paz por um bom tempo de sua vida e até hoje o Oriente Médio, especialmente Israel vive em graves conflitos com os demais povos palestinos e vizinhos descendentes de Ismael. Salomão por pouco não perdera sua própria salvação em decorrência do convívio com as muitas mulheres que teve ao longo de sua vida, este grande erro cometido por Salomão foi o inicio da decadência e da derrocada total de sua grande e poderosa nação. Conforme está relatado em I Reis 11:1-13, estes e muitos outros exemplos foram registrados na Bíblia para que compreendêssemos que a Verdadeira felicidade está no viver em conformidade com a vontade de Deus e com seu plano original para o homem (lembre-se que o fruto da infidelidade de Davi causou-lhe grade comoção).

Graças a Deus por ter enviado a Jesus, que além de nos salvar da maldição do pecado, também restabeleceu a consideração, o respeito e a dignidade que sempre mereceram as mulheres, desde o dia em que foram formadas juntamente com o homem pelo mesmo Deus.  Hoje, observa-se nesta sociedade moderna, uma rápida mudança ocorrendo, uma transformação ou inversão da ordem e dos valores estabelecidos no princípio. Os papéis em termos de funções e atividades, outrora tão bem definidos, inverte-se a cada dia e cada vez mais. Estamos observando e presenciando acontecer estas mudanças nesta sociedade chamada moderna, onde a mulher assume cada vez mais a função do homem como a mantenedora da casa e em muitos casos, como cabeça da casa, responsabilizando-se por todas as decisões em relação ao presente e o futuro da família.

Em alguns casos o nível de inversão e distorção dos valores e dos papéis é tão grande, que as mulheres não só se consideram responsáveis, mais estão conscientes do papel de homens que estão exercendo, a ponto de algumas acabarem se transformando em homens no que se refere às funções e atividades sexuais. É por esse e outros motivos que vemos o lesbianismo crescendo assustadoramente, o que por sua vez também acontece em relação aos homens que na mesma proporção estão se tornando cada vez mais homossexuais. Esta abordagem não é um posicionamento machista e nem gostaríamos que fosse, o que não podemos e nem desejamos, é incentivar ou mesmo admitir atitudes e situações como esta. Sabemos, entretanto, que entre outros motivos, o machismo do homem contribui em muito para agravar o problema que acabamos de apresentar.

O problema que esta afetando a identidade dos homens e faz com que cada vez mais exerçam o papel de auxiliador, quando as Palavras de Deus na formação do casal foram as seguintes: “Far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” Gen 2:18, está, da mesma forma, atingindo as mulheres. Não estou dizendo e nem quero dizer com isto, que os homens se tornam inferiores ou menos homem por estar nesta condição em virtude de problemas alheios à sua própria vontade, nem tão pouco estou dizendo que as mulheres se tornaram ou estão se tornando superiores aos homens, porque estão contribuindo com o seu trabalho ou desempenho de atividades fora de casa e que visam o crescimento à estabilidade e uma condição de qualidade de vida melhor para toda a família.

Quero mostrar o quanto hoje às coisas se inverteram e tudo isto só tem contribuído para o aumento do nível de insatisfação e de infelicidade tanto para homem quanto para mulher. Mais uma vez a falta de conhecimento e neste caso o desconhecimento da própria natureza humana é a causa dos diversos problemas na estrutura do lar ou da família.  Não se pode esquecer que os filhos são os mais comprometidos por esta situação. São muitas as desculpas apresentadas para justificar o que está acontecendo. Exemplos: O movimento feminista, o próprio machismo já comentado, a modernidade, as mudanças de comportamento da sociedade, a crise econômica financeira, o mercado de trabalho etc.

O pecado é a origem dos diversos problemas, e dentre eles, um, que em varias ocasiões, tornou-se a razão da infelicidade para muitos casais. Estou me referindo a desigualdade, e ela, hoje se apresenta em diversas faces ou formas. Uma vez mais necessitamos citar alguns textos da Bíblia para que possamos compreender o que o pecado fez e continua causando.

Atos 10:34, Rom 2:11, Rom 3:22, Tiago 2:9, Deut 10:17, Rom 3:9, Atos 17:30 e João 3:16. Estes textos e muitos outros que poderíamos citar revelam um Deus imparcial que não faz distinção de sexo e nem acepção de pessoas, e que considera em Seu coração a todos os “homens” iguais. Aos olhos desse Deus, não existe cor, raça, nacionalidade, idade, classe social, cultura ou qualquer outra diferença. Mas o pecado criou todas estas diferenças e para amenizar o sofrimento que isto causaria, Deus deixou muitas e sérias advertências com respeito ao jugo desigual. Somente o Verdadeiro amor é capaz de superar todas estas coisas, mais ainda assim isso não evitará o sofrimento que advirá por causa dos preconceitos. O jugo desigual foi, é e será, um sério problema, enquanto o pecado estiver presente no coração da humanidade. No passado esse foi o motivo do afastamento do povo de Israel aos princípios de vida dados por Deus. Deut 7:1-4, Num 25:1-5.

Deus antecipadamente por meio dos patriarcas e profetas, já havia advertido aos Seus filhos que este seria o motivo, que os levaria a se afastarem dEle, e a se corromperem. Gen 6:1-10. Os apóstolos também, divinamente instruídos, não foram omissos em advertir e aconselhar a igreja sobre este problema. II Cor 6:14-18. As diferenças causadas entre os homens por causa do pecado foram e têm sido a razão ou a motivação de tantas injustiças cometidas. Guerras e violências são praticadas em diversos níveis, em todos os lugares, e o mais interessante e triste em tudo isso, é que isso tudo acontece, em busca e em nome de uma paz que nunca chega, e da busca de igualdade e de justiça social para todos, que nunca ocorre.

Todos estes argumentos são apenas disfarces de um problema muito maior e mais grave que esta por traz de tudo isso e que se chama pecado. Assim como imperceptivelmente o cupim corrói por dentro a madeira e a ferrugem silenciosamente destrói o ferro, assim o pecado tem corrompido os valores morais, o matrimonio, as famílias. Satanás exulta quando obtém êxito ao destruir um lar, pois o lar é o sonho real de Deus para fazer perpetuar e disseminar a essência do Seu caráter que é o amor. O pecado deu inicio à guerra dos sexos lá no jardim do Éden, uma guerra que só acaba quando Jesus, o autor da Verdadeira paz, está presente no coração dos envolvidos no conflito. Ele os desarma pelo estabelecimento do amor, pois aonde existe o amor, não existe a guerra. 

Existe um dito popular que diz o seguinte: Quem brinca com fogo acaba se queimando. Muitos jovens estão entrando com tudo, estão caindo de cabeça como se diz na gíria popular, estão envolvendo-se em relacionamentos ilícitos e perigosos, tomando decisões precipitadas em relação ao casamento ou simplesmente juntam-se sem comprometimentos. Sem medirem as conseqüências de seus atos, tomam atitudes sem qualquer tipo de aconselhamento ou simplesmente menosprezando os que lhes são oferecidos. Confiam apenas nas suas próprias convicções, nas suas intuições pessoais ou nos seus instintos naturais (sexuais).

São pessoas, são jovens, que mais cedo ou mais tarde, depois de todas essas atitudes, depois de todas as imprudências cometidas, acabam feridas, machucadas ou queimadas gravemente pelos seus atos, suas decisões ou escolhas, e depois de tudo, ainda desejam e esperam ficar sem as marcas das feridas ou das cicatrizes que receberam como conseqüência desses atos, mas isto, literalmente é algo impossível, pelo menos até o presente momento. 

 

Para que possamos compreender o sexo e o casamento na eternidade, precisamos compreender um pouco mais sobre a visão de Deus em sua Palavra, sobre estes assuntos.

Precisamos conhecer quais os acontecimentos que ocorrerão no futuro dentro da visão profética, conhecer também o que a Palavra divina revela sobre a nova terra e sobre a vida e o caráter das pessoas que a possuirão, e finalmente entender o texto e o contexto das Palavras de Jesus em resposta a um questionamento feito pelos saduceus que eram um grupo de pessoas separatistas de sua época. Estes saduceus formavam um grupo político-religioso que vivia, acreditava e ensinava coisas diferentes de seus contemporâneos e que por esse motivo, eram considerados como membros de uma seita.

 

Vejamos a seguir, qual é o pensamento bíblico sobre o tema sexo e o casamento.

Gen 2:18-25 revela que foi Deus quem institui o casamento, Ele é o autor da comunhão plena, entre um homem e uma mulher através do matrimônio.

Heb 13:4 diz que o santo matrimônio é uma instituição extremamente pura e sagrada. É também muitíssimo honrado pelo Criador.

Mar 10: 9, afirma que Deus criou o matrimônio para que fosse eterno. 

 

O Casamento em seus planos, jamais deveria ser desfeito. A união jamais deveria ser rompida.

Mar 10:9-12 mostra que o casamento aos olhos do Senhor é indissolúvel, e somente em caso de adultério, ou seja, quando a aliança é violada, quando o pacto de fidelidade é quebrado, há permissão e não uma ordenança bíblica para um novo matrimonio, conforme Mat.5:3, pois, mesmo no caso de falecimento de um dos cônjuges, o conselho bíblico é a permanência no estado de viuvez. “E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo”. Conforme. I Cor 7:8.

Mal 2:16. Neste texto, Deus afirma expressamente que: (Onde se lê “odeia”, melhor dizer não tolera) Ele não tolera o repudio. Portanto, o adultério tanto quanto o repudio é do ponto de vista do Criador a mesma coisa, é algo inaceitável. O grau de pecado é o mesmo, se é que podemos medir o pecado. A Palavra ódio é empregada neste texto para acentuar a tristeza que invadiu o coração de Deus, por causa deste pecado cometido por seu povo, e que, mesmo assim, considerava-se como sendo o povo escolhido de Deus. Como já vimos anteriormente, ódio não condiz com a essência do caráter e da natureza de Deus, por isso, neste caso o vocabulário humano é muito deficiente para expressar um sentimento do coração do Altíssimo.

Assim também é, a expressão que aparece em alguns textos da Bíblia dizendo que “Deus se arrependeu”. Na consciência do homem o arrependimento só existe no coração de alguém que cometeu algum erro, e eu pergunto: Cometeu aquEle que é perfeito, algum erro para que viesse a se arrepender de alguma coisa? Claro que não, portanto esta Palavra também não reflete o verdadeiro significado do que o autor desejava expressar. Certamente que a Palavra ódio também não...  

I Tim 4:1-3 afirma que ir contra o matrimonio ou ser contrario ao casamento, é na visão bíblica um sinal de apostasia, especialmente nos últimos dias, sinal de afastamento da fé. É aliar-se a espíritos enganadores e a ensinamento de demônios. Os demônios, estes verdadeiramente são os grandes interessados no fracasso dos casamentos. Incansavelmente trabalham eles para a destruição dos lares, por isso o domínio próprio deve ser altamente exercido entre os membros da família, afim de não darem brecha para uma atuação do inimigo.

João 2:1-12 mostra como Jesus confirmou, aprovou e abençoou a instituição do matrimonio, fazendo-se presente em uma festa de casamento, por ter sido convidado. Alias, Jesus jamais entrou ou esteve presente na vida de qualquer pessoa, sem que por ela fosse convidado (Apoc 3:20). Não fosse a presença de Jesus naquela ocasião, o auxilio e socorro que prestou, já nas primeiras dificuldades que se apresentaram para o casal em Caná da Galiléia, certamente que seria um iniciar amargo e infeliz para aquele casal, para as famílias e os convidados presentes naquela festa.

Depois do milagre por Ele realizado, transformando água em vinho e vinho da melhor qualidade, vinho símbolo da benção divina, símbolo da prosperidade, Jesus deu inicio ao Seu ministério, e não poderia ter sido de forma melhor, pois com este ato, um dos propósitos de Sua vinda estava sendo ali revelado. Após o milagre, retornou a alegria entre o casal, acabaram-se as preocupações o medo e a ansiedade dos familiares e permaneceu a doce felicidade tão desejada por todos, inclusive por Jesus. Assim Ele o fez, para que o casamento pudesse cumprir o propósito pelo qual fora instituído, o de ser, e de trazer felicidade, ser uma benção de Deus para os homens e não uma maldição como o que tem acontecido em muitos casos.

Efés 5:22-33 ensina que o casamento aos olhos divinos vai muito mais alem do que a simples junção de dois corpos é um relacionamento acima de tudo espiritual, é a união dos sentimentos, desejos e ideais, é a partilha das emoções e dos bens físicos, naturais e materiais.

Mat 19:3-12 mostra na visão celestial, que nem todas as pessoas estão aptas para entender o conceito do casamento, por isso não deveriam dar nem um passo nessa direção ou tomar qualquer decisão sem antes estarem Verdadeiramente preparadas ou cônscias de todas as responsabilidades, dos deveres e obrigações que assumem os que desejam este tipo de compromisso.

I Cor 7:1-40, neste capitulo, Paulo aconselha de modo claro a igreja, sobre os direitos, deveres e obrigações dos casais casados, também dos viúvos e solteiros, e reafirma os princípios bíblicos do casamento, adverte sobre os perigos que já expomos anteriormente, orientando de maneira prudente para que cada um permanecesse na condição que se encontrava, para não criar situações como as que estamos vendo acontecer em nossos dias, situações tais, que trazem opróbrio para igreja, vergonha para o evangelho e para o nome de Cristo, e que trazem muito mais tristezas do que alegrias.

Paulo foi um dos poucos personagens da Bíblia que obteve um conhecimento profundo da natureza humana, conhecendo perfeitamente os efeitos do pecado sobre esta natureza. Ele bem podia com toda propriedade aconselhar da maneira que o fez, aos irmãos de sua época. Em seus conselhos e orientações, ele não se referiu a uma condição futura da igreja quando esta deixará de ser igreja militante para ser a igreja triunfante, mas ao momento presente de uma igreja que precisava ainda lutar e vencer para estar numa outra situação onde tudo voltará a ser como no principio fora, no mundo antes do pecado.

Em 1998 participei de um encontro para casais casados com a finalidade de fortalecer os laços do meu matrimônio, neste encontro eu e minha querida esposa ouvimos do palestrante a seguinte e inusitada indagação: Quem foi que já ouviu alguém dizer, que deseja se casar com a pessoa que ela mais odeia na vida? O silêncio foi a resposta, não podia ser outra, ninguém em sã consciência se quer  imaginaria uma coisa dessa.  Você já parou para pensar que ninguém se une à uma pessoa para viver com ela pelo resto da vida sem ter no mínimo uma amizade muito forte ou um sentimento qualquer favorável a esta pessoa? 

É bem verdade que existem pessoas inescrupulosas, que se vendem muitas das vezes por qualquer preço, mais não estamos nos referindo a este tipo ser humano se é que podemos incluí-los nesta classe; estamos falando das pessoas que passam por todo o processo de envolvimento até o ponto de desejar a união máxima que se dá no casamento. Agora eu faço a seguinte pergunta: Se a Bíblia afirma como vimos anteriormente em I Cor 13:8, que o amor jamais acaba, que Deus é a fonte de todo amor, que aquele que lhe pede segundo sua vontade recebe, conforme lemos em I João 5:14-15, qual a justificativa que podemos dar diante de Deus, não dos homens, para uma separação?

Que desculpas podemos dar para um divórcio?  Separar-se por qualquer motivo, não seria aos olhos do grande Eu Sou, uma evidencia da falta de fé em Seu poder? Agora as coisas vão se complicando um pouco mais, porém vejamos, se esta é a visão bíblica, ou seja, a visão de Deus sobre o casamento, como é que fica o caso das pessoas que se casaram varias vezes? Bem... Está pergunta é muito parecida com a que os saduceus fizeram certa ocasião a Jesus, deixaremos para reponde-la mais adiante, pois há varias implicações neste contexto e varias considerações que precisamos fazer. Não queremos dar uma resposta humana, mas uma resposta bíblica, um claro, Assim Diz O Senhor.

Por favor, leia os seguintes textos da Bíblia. Êxodo 34:6; Num 14:18; Rom 5:20; João 3:16; I João 2:1-2; Isaías 55:6-7; Isaías 1:18. Estes textos e muitos outros falam do amor, da graça, da misericórdia e do perdão de Deus. Mas eu pergunto: Em qual destes textos ou de qualquer outro referente aos atributos do caráter e da natureza de Deus que acabamos de mencionar, nos diz que, quando o ser humano comete um erro ou um pecado e arrependido, pede o perdão de Deus, Ele após perdoá-lo, também se obriga a livrá-lo das conseqüências imediatas do pecado? Certamente que em nenhum texto da Bíblia você encontrará tal afirmação (o ladrão na cruz não deixou de sofrer a execução devido à promessa do Messias, não é?).           

Ao contrário do que desejamos, todas as vezes que agimos de forma errada, a Bíblia assegura de maneira firme e clara, que, aquilo que semeamos, é o mesmo que iremos colher. Veja Gal 6:7-9; Lev 5:17; Gen 4:7. Não estamos totalmente livres das conseqüências do pecado, enquanto estivermos neste mundo dominado pelo mal; a maior prova que temos deste fato, esta relatado em Rom 5:12. Hoje eu e você somos participantes das conseqüências do pecado de Adão. Ele mesmo, após ter sido perdoado por Deus, foi o primeiro a sentir os efeitos de sua má escolha ao ser expulso do paraíso e ao ver a degeneração e morte de todas as demais criaturas, e também ao experimentar ele mesmo, entre outros sofrimentos a própria morte. Abraão pagou o preço, Isaque e Jacó também. Davi mesmo sendo perdoado de seu terrível pecado, sofreu as conseqüências do seu erro, assim foi com Eli, com Saul, com Caim e até com o apostolo Paulo que mesmo após sua conversão teve que suportar um espinho na carne pelo resto de sua vida, ainda que por livramento tivesse orado três vezes ao Senhor.

Todos nós sabemos dos malefícios do fumo, das drogas, das bebidas alcoólicas ou de uma vida promíscua e libertina, no entanto milhões de pessoas ainda fazem uso destes produtos e vivem segundo os próprios  desejos, seguindo as inclinações e as paixões carnais. Certamente que, mais cedo ou mais tarde, receberão a recompensa pelas escolhas erradas que fizeram. Quando, porém as conseqüências atingem a alma como se fosse uma flecha envenenada e as pessoas são acometidas de um câncer, um enfisema pulmonar, uma cirrose ou de uma Aids, ouvindo elas a voz do espírito de DEUS e percebendo o erro que cometeram ao longo de suas vidas, ao se arrependerem sinceramente e clamarem a Deus, certamente elas são perdoadas, porem isto, não significa uma isenção dos sofrimentos que advém como conseqüência, mas, que em meio ao sofrimento, há o conforto de ter a divina presença. A presença de  Deus trás a certeza de vitória  e a esperança de redenção.

Por tudo isto, podemos entender que o mesmo acontece, na escolha que fazemos da pessoa com quem desejamos viver para sempre.

Por ter nos criado e por nos conhecer melhor do que qualquer outro, inclusive melhor do que nós mesmos nos conhecemos, em relação a nossa própria natureza, Deus nos deixou em sua Palavra orientações e exemplos claros para que pudéssemos hoje fazer boas escolhas e realizar excelentes casamentos. No relato do casamento de Isaque com Rebeca, por exemplo, encontramos alguns passos que deveriam ser avaliados antes da escolha de um cônjuge. Podemos extrair lições práticas desse relato, lições que se fossem seguidas evitariam graves problemas e muita infelicidade. Vejamos quais são.

- Gen 24:4. Escolha uma pessoa de mesma fé que conheça e viva os mesmos princípios que você, algo diferente disso seria colocar-se em jugo desigual, e já sabemos dos perigos que corremos quando negligenciamos este conselho.

- Gen 24:14. Solicite um sinal da vontade de Deus e espere pelo mesmo, Ele certamente lhe responderá e mesmo que a resposta não seja a principio, a resposta que você esperava receber, confie ainda assim, Deus conhece a melhor pessoa para você.

- Gen 24:16. Escolha alguém de boa aparência, que seja agradável a seus olhos, uma pessoa da qual você não sinta vergonha por estar ao seu lado.

- Gen 24:16. Virgindade é sinônimo de pureza e fidelidade, tanto para o homem quanto para a mulher. Alguém que se preservou neste estado, para entregar-se apenas ao ser que se ama e com quem viverá para sempre, também é uma virtude a ser valorizada no momento da escolha, mesmo que o mundo (satanás) ache isto retrógrado!

- Gen 24:14. Verifique se a pessoa pretendida é comprometida com o trabalho, sua disposição para o trabalho seja ele qual for, certamente lhe será de grande valia nos momentos difíceis da tua vida, este importante detalhe no momento da escolha não deve ser desconsiderado.

- Gen 24:20. Ter uma boa condição física e mental, ser saudável é outro fator preponderante a ser visto antes de se tomar uma importante decisão em relação a escolha da pessoa que estará para sempre ao nosso lado. Isso certamente evitará muitas dores de cabeça.

- Gen 24:24-25. Não deixe de considerar o quanto a pessoa é simpática e cortês, uma pessoa cortês e simpática geralmente é também bem humorada, estes detalhes são fundamentais para um bom relacionamento.

- Gen 24:35. Procure alguém que esteja preparado para assumir as responsabilidades e obrigações concernentes à manutenção da casa, à estabilidade econômico-financeira, traz segurança e tranqüilidade, isto é especialmente importante principalmente nos primeiros anos do casamento  onde o casal se encontra em fase de adaptação.

- Gen 24:60.  Procure obter a aprovação dos familiares, querendo ou não você estará unindo-se não apenas ao seu cônjuge, mais também a uma nova família. O apoio especialmente dos pais contribuirá e muito para a felicidade do casal, busque o melhor relacionamento possível com os familiares de seu cônjuge, observe se há um bom relacionamento entre a pessoa que você pretende se unir e os demais membros de sua família, isto poderá influir positivamente ou não no seu relacionamento mais tarde.

10º - Gen 24:10. Este é sem duvida um dos mais importantes passos a dar antes de tomar uma decisão para o casamento, a oração; se você orava normalmente pelo menos três vezes ao dia como era o costume do Jovem Daniel em Babilônia,  agora antes do casamento você deve permanecer em constante espírito de oração, sua união com Deus é sem duvida a coisa mais importante a se preservar.

11º - Gen 25:20. Seja paciente, espere pelo tempo de Deus, é melhor esperar alguns anos na vida do que perder a vida toda em alguns anos.

12º - Gen 24:12. Esteja convicto dos seus sentimentos, uma paixão pode ser um sentimento muito forte e arrebatador, tão arrebatador que é capaz de terminar tudo da mesma forma que começou, mas somente o amor permanece, lembra-se? A paixão cega faz tropeçar, cair e se ferir, mais o amor princípio não se viola.

Finalmente o passo mais importante e primeiro a ser dado para se ter um casamento feliz, encontramos no relato de João 2:1-12, convide para participar do seu relacionamento do principio ao fim a Jesus, isto é fundamental para que tudo de certo...

Na Bíblia há várias citações de uniões e casamentos feitos sem os passos que acabamos de mencionar e os resultados devastadores que advieram como conseqüência. Citaremos alguns, como exemplos que não devem ser imitados. Gen 26:34-35 - o casamentos de Esaú; Juizes 14 e 16 - o casamento de Sansão; I Reis 11:1-8 - o casamento de Salomão; I Reis 16:29-33 - o casamento de Acabe com Jezabel; Mar 6:14-29 - o casamento de Herodes com Herodias. Todos estes casamentos ou uniões servem de exemplos para que não venhamos a incorrer nos mesmos erros, estes mencionados, alem de fracassados, tornaram-se literalmente numa maldição para a família, para o povo e para a sociedade.

 

Finalmente chegamos ao ponto nevrálgico da polemica sobre o assunto casamento e sexo na eternidade.

Vamos nos concentrar agora nos únicos textos da Bíblia, que apóiam o pensamento dos que acreditam que não haverá mais sexo e casamentos, depois da destruição do mal sobre a face da terra. São eles: Mat 22:23-33; Mar 12:18-27 e Luc 20:27-40. Todos os três textos têm a mesma referencia e contexto, eles são uma mesma narrativa com alguns pequenos detalhes a diferenciá-los, mas que em si não alteram o sentido dos mesmos, nem a Verdade neles contida.

Logo de  início se fizermos uma análise literal do texto, veremos não se tratar de palavras que devam ser interpretadas desta forma. Se não, vejamos com os seguintes comentários. Que disse Jesus aos saduceus? “Os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos, não casam (tempo presente) e nem se dão em casamentos...”, (tempo presente). Luc 20:35.

Interpretando literalmente podemos dizer que Jesus acabou com a esperança de casamento para todos os que desejam um dia fazer parte do seu reino. Ora, as Palavras de Jesus: “...não se casam...nem se dão em casamento...” é uma proibição clara para aqueles que desejam um dia ter a vida eterna. Assim disse Jesus. “...os que são havidos...” , ou seja, aqueles que são julgados como dignos,  não se casam, significaria isso, que somente os solteiros herdarão o reino dos céus? Claro que não. Por tanto, claramente se observa que estas Palavras de Jesus não foram e nem estão sendo bem compreendidas.

Havia na época de Jesus algumas facções que dividiam o povo, e sobre este, exerciam grande influencia e domínio. Tamanho era o domínio e a influencia, que o povo foi levado a condenar o justo e inocente salvador Jesus. Estas facções eram mais ou menos como os partidos políticos de nossa época. Os textos que mencionamos narram o relato do encontro de Jesus com um grupo de pessoas que faziam parte de uma dessas facções.    

Estas pessoas não estavam nem um pouco satisfeitas com a presença do Senhor Jesus, desejavam vê-lo fora de seus caminhos, pois eram contrários ao Caminho que Jesus ensinava abertamente ao povo para que nele andasse.    

O fato é, que Jesus foi muito popular em Sua época e ainda o é até hoje, muito mais do que qualquer outra pessoa. Ele arrastava multidões atrás de Si, e o assunto em cada esquina em cada casa em cada lugar por onde Ele passava tornava-se, “Jesus”. Estas pessoas que foram ao encontro do Senhor Jesus, não estavam alegres e felizes pela luz que viera ao mundo e pela salvação manifestada ao povo, muito pelo contrario, eles acalentavam em seus corações ressentimentos, ira, invejas e ódio, pois pensavam apenas no prestígio e na popularidade que tinham antes de Jesus aparecer, e que agora eles haviam perdido para Jesus.

Com o surgimento de Jesus estas pessoas começaram perder não apenas popularidade e prestígio na sociedade de sua época, mais também a influencia e o domínio que exerciam sobre o povo. Por isso, estas pessoas estavam sempre buscando uma ocasião propícia onde pudessem induzir Jesus a cometer alguma falta, algum erro ou deslize. Tinham o propósito de acusá-lo e o objetivo de levá-lo a morte por qualquer que fosse o motivo a que pudessem condená-lo, só assim recuperariam o que haviam perdido, só assim estariam livres de sua poderosa influencia. Mas, a exemplo do que aconteceu com o humilde judeu Mordecai e seu povo em exílio no período da Medo-Pérsia, período onde foram condenados a morte por um injusto decreto real, porem, foram mais que vencedores destruindo seus inimigos e a exemplo de como os malignos planos para destruir o jovem Daniel e seus amigos em Babilônia falharam, como se diz no dito popular, o tiro saiu pela culatra, e o que imaginavam ser a vitória dos seus propósitos, tornou-se o trampolim para a glória do nome que eles queriam apagar, o nome de Jesus. Glórias a Deus! Jesus mais uma vez venceu.

Os capítulos 19 e 20 do evangelho de Lucas nos dão uma visão da ambição, ganância e avareza que havia no coração daqueles homens como acabamos de comentar.

Dentre as facções e grupos que existiam naquela época a Bíblia menciona em destaque três entre os demais. Foram eles os escribas, fariseus e os saduceus.

No texto referido  acima, os saduceus foram às pessoas que contataram a Jesus, depois de uma frustrada tentativa dos escribas e fariseus, em fazer com que Jesus cometesse um erro em relação ao pagamento de tributos ao império Romano, o que daria a eles um motivo para levar a Jesus, a um julgamento e consequentemente a uma condenação. Veja Luc 20:19-26. Em Luc 20:27-39, mais uma vez, os saduceus criaram uma situação imaginária, mas não impossível de acontecer dentro do contexto e da cultura daquela época. Eles buscavam com esta situação alcançar seus objetivos, os quais já mencionamos anteriormente.

Vamos tomar por base este texto de Luc 20:27-40. Perceba neste texto, que a semelhança dos escribas e fariseus, os saduceus também criaram uma questão ou situação, para que Jesus fosse pego numa contradição qualquer a fim de desacreditá-lo. Vejamos o relato:

“Chegando alguns dos saduceus, homens que dizem não haver ressurreição, perguntaram-lhe: Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se morrer o irmão de alguém, sendo aquele casado e não deixando filhos, seu irmão deve casar com a viúva e suscitar descendência ao falecido. Ora, havia sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem filhos; o segundo e o terceiro também desposaram a viúva; igualmente os sete não tiveram filhos e morreram. Por fim, morreu também a mulher. Esta mulher, pois, no dia da ressurreição, de qual deles será esposa? Porque os sete a desposaram. Então, lhes acrescentou Jesus: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento; mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não casam, nem se dão em casamento. Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem. Então, disseram alguns dos escribas: Mestre, respondeste bem! Dali por diante, não ousaram mais interrogá-lo”. Grifos acrescentados.

Os principais versos deste texto usados como base e afirmação de que não haverá mais casamentos quando a terra for restaurada, são os versos 35 e 36, porém, antes de tecer qualquer comentário gostaríamos de lembrar que praticamente todos os teólogos concordam por unanimidade que nenhuma Verdade ou doutrina bíblica pode ou deve se basear apenas sobre um ou dois versos das Escrituras. É assim que surgem muitas heresias, e para exemplificar o que estamos falando quero citar o verso que está no livro de Luc 23:43, “Jesus lhe respondeu: Em Verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” Muitos crêem por este verso, que se alguém morre e é um excelente cristão, esta pessoa vai direto para glória, é exatamente assim que dizem. Mas quando examinamos outros textos que nos falam do estado dos mortos, esta teoria se mostra inconsistente, vejamos, por exemplo, o que diz no evangelho de João 20:17. Ao ler o texto, percebe-se no relato bíblico que logo após sua ressurreição, encontrando-se Jesus com Maria Madalena pediu-a para não lhe deter ou impedir, algumas versões dizem tocar,  por quanto ainda não havia subido para o Pai. A indagação é: Como poderia aquele homem conhecido como o “bom ladrão” (que de BOM nada tinha uma vez que estava condenado para morrer na cruz) estar no paraíso no mesmo dia em que Jesus morreu, se o próprio Jesus, ainda não havia ido para lá?  

Logo, algo não está correto na interpretação deste verso. Veja o verso na forma correta no original em grego e seu real significado. Assim é descrito:  “kai eipen autw o ihsouv amhn legw  soi  shmeron  met  emou  esh en tw paradeisw”.  “Na Verdade te digo hoje que estarás comigo no paraíso”.

    Há pessoas, que se utilizam de uma parábola contada por Jesus para apoiarem a doutrina de que existe um paraíso ou um inferno logo após morte, mas estas pessoas ignoram qual o significado de uma parábola, não compreendem que as parábolas, são ilustrações feitas por meio de contos, lendas ou histórias fictícias que tem por objetivo comparativamente, ensinar ou transmitir algum conceito ou alguma Verdade que se deseja transmitir e que portanto, em sua maioria não devem ser interpretadas literalmente, caso contrário, há o perigo, de até se expor ao ridículo.  A parábola do rico e o mendigo chamado Lázaro, (ver Luc 16:19-31), tem seu contexto apoiado no verso 14 do mesmo capitulo e na parábola do Administrador infiel, contada pelo mesmo Jesus anteriormente. (ver Luc 16:1-13). Estas parábolas revelam uma lição que Jesus desejou ensinar especialmente aos fariseus.

A parábola centraliza-se na maneira como tratavam os menos favorecidos e na avareza e cobiça do coração daqueles homens, muito especialmente no desejo de recompensas terrena, por méritos e justiça própria. Foi por este motivo, que Jesus, se utilizou de uma história fictícia contendo uma recompensa, um rico e um mendigo. Está parábola nada tem haver com o estado dos mortos, porque sobre este assunto, o que a Bíblia diz, você pode conferir nos seguintes textos: Ecl 9:5-6; 3:17-22; Sal 115:17; Sal 6:5; Sal 9:20; Jó 14:10-12; Jó 10:18-19; Eze 18:4 e 20; Atos 2:29 e 34; João 11:11-14; I Cor 15:51-52; I Tes 4:15-17. Nota-se claramente que a parábola, sobre um rico e um mendigo nada mais é do que uma história fictícia, pois não poderia ser interpretada de maneira literal, e se o fosse, haveria tantas coisas absurdas quanto tantas heresias nós encontramos por aí, como por exemplo, a nossa ida aos céus!

Poderíamos citar uma centena de outras passagens e textos da Palavra de Deus que mostram claramente que não apenas os patriarcas e profetas, mas todos os apóstolos criam que sua recompensa de daria quando Jesus retornasse para estar com eles conforme prometeu em João 14:1-3, pois lemos na parte final destes versos: ...para que onde Eu estiver estejais vós também!

Todos estes morreram na esperança da ressurreição e não na ilusão de uma pretensa imortalidade da alma (Heb 11:39-40). Imortalidade é algo que somente Deus o Pai possui segundo I Tim 6:16. É por esse e outros erros de interpretação da Palavra de Deus que muitos serão excluídos do Seu Reino. Assim, eu acredito que o texto onde Jesus diz que não se casam nem se dão em casamento, precisa de um cuidadoso estudo e de uma analise mais profunda.

Para encontrar as respostas sobre esta questão apresentada pelos saduceus a Jesus, primeiro vamos descobrir um pouco mais sobre esta seita, quais eram seus ensinos e suas crenças. O primeiro verso do texto causador de toda a celeuma sobre este assunto, já nos dá a primeira pista para entendermos esta passagem. Luc 20:27. Logo inicialmente, o verso diz que os saduceus eram homens que não acreditavam na ressurreição. Note que a pergunta deles a Jesus centraliza-se nas seguintes Palavras: “...no dia da ressurreição, de qual deles será esposa?” (Luc.20:33). Ao ler o texto de Atos 4:1-2, a idéia que se tem ou a revelação encontrada, é a de que eles eram contrários a qualquer outro tipo de filosofia que se diferenciasse a deles  e que se ressentiam contra aos que ensinavam algo diferente as suas crenças.

Atos 23:6-8 nos revela que eles faziam parte do Sinédrio, o mais alto tribunal religioso dos judeus, do qual faziam parte os sumos sacerdotes (o atual e os anteriores), chefes religiosos (anciãos) e professores da Lei. Tinha 71 membros, incluindo o presidente (ver também João 11:47). Eles discordavam de forma veemente dos fariseus porque não apenas criam mais declaravam não haver ressurreição, nem anjo, nem espírito, ao passo que os fariseus admitiam todas essas coisas. De posse de todos esses dados acerca dos saduceus fica evidente diante da colocação que eles fizeram para Jesus, que a coisa que eles menos queriam saber era sobre a situação dos homens em relação à mulher, volto a frisar que eles não acreditavam na ressurreição nem tão pouco em anjos ou espíritos.

A questão do casamento era o que menos importava naquele momento, o casamento não era algo tão valorizado assim, que merecesse da parte deles uma atenção especial. Queriam na Verdade descobrir e confirmar aquilo que Jesus ensinava claramente a cerca da ressurreição. Estes homens não tinham nenhuma consideração pelo casamento, e por qualquer motivo repudiavam suas esposas. As mulheres por não terem poder de decisão e de escolhas eram obrigadas a ficar a mercê da vontade desses homens como se fossem deles um objeto de uso pessoal. Assim, lançavam eles descaso a um dos maiores bens legado a humanidade, que é o casamento.

A questão levantada pelos saduceus, baseava-se num antigo costume ou tradição que mais tarde foi adicionada à lei mosaica, não a lei moral de Deus, os dez mandamentos, mas uma lei chamada, lei do levinato. Gen 38:8; Rute 4:5; Mar 12:19 e Deut 25:5-10. Este costume foi admitido por Moisés como parte da tradição dos Israelitas, para que a descendência ou o nome de uma família não se apagasse ou fosse esquecido do meio do povo de Israel.    

Mas, conforme as Palavras de Jesus, algumas coisas admitidas por Moisés, não necessariamente representavam a vontade de Deus, como no principio. Jesus também disse, que a dureza dos corações das pessoas é que impediam e ainda hoje, estão a impedir que as coisas sejam diferente. Ver Mat 19:7-8; Mar 10:2-12.

Antes dos saduceus, foram os fariseus que mais uma vez tentaram experimentar a Jesus, desta vez porém, o fizeram com respeito à questão do divórcio. Os fariseus ouviram como resposta, o que eles menos desejavam ouvir ou ter conhecimento, e a dureza da resposta de Jesus, assim reconhecida até mesmo pelos discípulos, expôs as más inclinações do coração daqueles homens. Isso fica bem evidente ao se analisar ou verificar os textos anteriormente mencionados.

Conta um relato bíblico, que um jovem rico veio ao encontro de Jesus, e buscava algo que lhe acalmasse a consciência, Jesus viu o seu coração, descobriu sua real necessidade e lhe falou com amor tentando-lhe mostrar o seu real problema e dando-lhe a solução para o mesmo. Jesus inicialmente lhe falou do que era obvio para que qualquer ser humano possa herdar a vida eterna. “Guarda os mandamentos de Deus” disse Ele, mas o rapaz imaginava estar fazendo isto, e assim afirmou, “...tudo isso tenho feito desde a minha infância”. Porém na Verdade não o fazia, não guardava realmente os mandamentos. Lembra-se do que falamos sobre o sentido real da lei? A lei é espiritual e se resume em amor, por que Deus é amor, a lei moral praticada e vivida se resume no amor a Deus e ao próximo, mas o jovem não amava nem a Deus e nem ao próximo, seu amor estava em si mesmo, em sua riqueza, na prosperidade material e  nos muitos bens que possuía.   

Quando Jesus solicitou ao jovem que o seguisse, devendo antes ajudar aos mais necessitados, distribuindo seus bens com os mais carentes, sua atitude foi a de deixar o local triste e cabisbaixo. O amor devotado a si mesmo foi mais forte do que a necessidade de preencher seu vazio interior. Seu amor ao dinheiro e a seus bens materiais fez escravo seu coração definitivamente dominado pelo egoísmo, então ele se foi para nunca mais voltar. A Bíblia não menciona o que lhe aconteceu posteriormente, mais é possível que ele tenha permanecido para sempre nesta infeliz condição, a Bíblia não lhe faz mais nenhuma referência.

Jesus também conhecia o coração dos saduceus e dos fariseus, certamente que as respostas de Jesus para as questões que foram levantadas por eles, visavam resolver o real problema de suas vidas. Vamos analisar pormenorizadamente a seguir, o problema levantado pelo saduceus.

Em primeiro lugar, as Palavras iniciais de Jesus como parte da resposta aos saduceus foi: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”. Mat 22:29.  A primeira coisa que podemos observar na resposta de Jesus, é que, a visão concernente ao conceito de união matrimonial ou de casamento dos saduceus, estava muito deturpada ou equivocada em relação ao plano original de Deus. Veja que no evangelho de Luc 20:34, Jesus usou a seguinte expressão: “Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento”. Observe que nesta expressão, Jesus faz uma distinção clara entre dois grupos, os filhos deste mundo e os filhos de Deus, os filhos da luz e os filhos das trevas. A Bíblia diz que os filhos de Deus são peregrinos neste mundo. Em João 15:17-19, Jesus afirma que todos os que estão ligados a Ele, não pertencem a este mundo. Eu pergunto: qual é teu mundo? Este que em breve será destruído ou o que Deus em breve irá restaurar? A Bíblia é muito clara em mostrar que no mundo restaurado por Deus, não estarão presente os que não forem restaurados à sua imagem e semelhança.  

Em João 10:27, Jesus disse que as suas ovelhas ouvem a sua voz e que Ele as conhece pelo seus nomes e que elas o seguem a onde quer que Ele vá. Ver Luc 8:21 e 11:28. Isto significa que os filhos de Deus compreendem completamente aquilo que o Senhor lhes diz, ou seja, eles conhecem toda Verdade e não distorcem os textos sagrados conforme lhes convém, como fazem as pessoas não comprometidas com a Verdade. Estas pessoas ao deturparem os textos sagrados, fazem com que estes, sirvam de condenação para elas mesmas. Ver II Ped 3:16; Apoc 22:18-19 e Deut 4:2.

Lendo os quatro evangelhos, notamos o uso de muitas parábolas nos ensinos de Jesus. Este foi o método mais usado por Ele, para difundir a luz da Verdade eterna. (ver Mat 13:33-34). Verdades que a maior parte da liderança em Israel, constituída pelos fariseus, saduceus, escribas e sacerdotes, rejeitaram de forma explícita e definitiva como a grande maioria ainda hoje, fazem. Isto fizeram, porque eram cegos espiritualmente. Esta cegueira era provocada pelo orgulho e pela soberba de seus corações. Por causa disto, disse Jesus: “Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem”. Ver Mat 13:10-17. A maior parte da liderança da época de Jesus, jamais chegou ao entendimento pleno da Verdade, pois, seus corações endurecidos pelo egoísmo, suas avarentas motivações e o orgulho que dominava-lhes a alma, os incapacitavam para tal.    

Assim, como ocorreu no passado, hoje, as Palavras de Jesus, neste caso sua resposta aos saduceus, não esta sendo corretamente compreendida por muitos, especialmente aqueles que se acham doutos. Nas Palavras proferidas por Jesus, que disse: “...os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento...”, nada mais foi, do que uma forma de demonstrar o quanto eles estavam equivocados a respeito da vontade de Deus.  Lembre-se das Palavras de Jesus, quando interrogaram-lhe sobre a questão da carta de divórcio. O que foi que Ele disse? “...não foi assim desde o principio...”. É interessante notar que Jesus usou uma expressão muito semelhante a que Ele disse aos saduceus, numa outra situação. Leiamos Mat 24:37-38. Aqui, referindo-se aos sinais que antecederiam sua volta, Jesus disse; “Pois assim como foi nos dias de Noé, ...casavam-se e davam-se em casamento...”.  Este sinal do fim dos tempos é uma prova concreta, de que, o que fazia o povo antediluviano, era algo totalmente contrário ao que praticam os Verdadeiros filhos de Deus, nos dias atuais. Hoje, a vida das pessoas, pelo menos no que diz respeito ao sexo e casamento, não difere muito em relação ao povo antediluviano. Continua-se casando e dando-se em casamentos, não apenas como um prenúncio da volta de Jesus, mas como uma afronta e desconsideração para com Deus e a Sua vontade.

Esta declaração foi uma reprovação clara ao estilo de vida torcido, completamente deturpado, que as pessoas daquela época viviam e que levou Deus, a por um fim, ao desenfreado crescimento do pecado por meio de um dilúvio de águas, e a preservar apenas Noé e sua família por ter sido achado justo diante de Deus.  Os filhos de Deus compreendem muito bem o que significa o casamento e o seu propósito, eles sabem das responsabilidades, diante, do Senhor seu Deus e para com os seus cônjuges. Eles esperam e confiam completamente na vontade do Pai celestial. Eles vivem conforme a direção de Deus, em espírito, e por isso não agem de forma leviana em relação ao matrimonio como fizeram os saduceus e também os milhares de homens ao longo dos séculos em todas as épocas. Desta forma, Jesus, em sua resposta, estava reprovando claramente aos saduceus pela falta de conhecimento das Escrituras e consequentemente da vontade de Deus e do seu propósito para o casamento na vida do ser humano.

Geralmente as pessoas analisam a resposta de Jesus aos saduceus, como se ela fosse a declaração de uma impossibilidade divina. O problema é tão grave, a situação é tão complexa, que até mesmo o próprio Deus, não poderia resolver, assim pensam. Logo a solução mais fácil e mais prática seria a de acabar com o casamento, ou seja, os saduceus colocaram a divindade num beco sem saída. Algo mais ou menos parecido com o que Lúcifer tentou fazer. Se Deus é amor, então não destruirá o homem por causa do pecado, se é Justiça então a humanidade terá que perecer. Assim, se foi plano divino que a mulher, só pertencesse a um homem e que este homem se dedicasse somente a uma mulher, como ficaria o caso das pessoas que tiveram ou passaram por vários relacionamentos conjugais? A  primeira pergunta que me veio à mente foi: existe algum problema que Deus não possa resolver? Será que existe algo tão difícil ou impossível para O Grande Eu Sou? Em Gen 18:14, Deus fez esta mesma pergunta para Abraão. Se o Deus que nós cremos é o Deus  dos impossíveis, então os saduceus, que professavam fé nesse mesmo Deus, demonstraram inicialmente, que não confiavam plenamente nEle, como deveriam confiar.   

Para eles e para muitas pessoas atualmente o Deus do impossível, como o que é revelado e descrito na Bíblia, está limitado ou preso apenas as paginas de um livro ou de um pensamento da filosofia humana. Há uma indicação clara, de que, a conversa de Jesus com os saduceus, não foi para resolver uma questão relativa ao casamento, mas, uma questão relativa a doutrina da ressurreição. Esta, era a real questão a ser esclarecida. Percebe-se claramente isto, ao observar em sua resposta, suas Palavras. Ele responde, referindo-se diretamente a ressurreição. Ver Mat 22:30, “...na ressurreição, não se casam nem se dão em casamento...”. Mar.12:25. “...quando ressuscitarem de entre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento; porém...”

Notem que Jesus não falou de uma situação de vida na nova terra, não se referiu a um tempo onde as pessoas estarão em um mundo recriado, mais falou de um tempo presente, referiu-se ao momento em que ocorre a ressurreição, ao que acontecerá neste exato momento e logo em seguida a ele. A expressão “Na ressurreição” esta se referindo ao momento em que ela ocorre. E o que a Bíblia nos tem a dizer sobre isto? Precisamos conhecer um pouco sobre este assunto, para que possamos compreender melhor a resposta de Jesus aos saduceus, portanto, vejamos alguns textos que nos falam sobre ressurreição. O que é a ressurreição? Como e quando ela ocorrerá? O que acontecerá após este maravilhoso evento? Etc.

I Cor 15:51-54. Este texto nos diz que este evento é um mistério, um milagre onde Deus fará reviver as pessoas que morreram desde o principio do mundo. Sobre o estado dos mortos já esclarecemos anteriormente.

Ressurreição é uma Palavra que tem algumas variantes como por exemplo ressurgir ou ressurreto e que significa o ato de reaparecer, tornar a existir, viver novamente.

A Bíblia menciona algumas ressurreições que já ocorreram. Veja alguns exemplos nos seguintes textos: II Reis  13:21; Mat 9:18-26; Luc.7:11-17; João 11:1-44; Atos 9:36-42; Atos 20:52-53 no entanto, segundo Heb 11:13, 39-40, todos este morreram novamente pois o único que ressuscitou e continua vivo é primogênito dos mortos: Jesus!

Mas quem irá ressuscitar no último dia? Em Atos 24:15; João 5:28-29 e Daniel 12:2, nos é dito que todas as pessoas, tanto as boas, quanto às más, tanto as justas quantos as injustas ressuscitarão. Neste caso encontramos dois tipos de ressurreições, uma que poderíamos chamar de ressurreição para vida e outra que chamaríamos de ressurreição do juízo ou morte. 

Quando ocorrerá a ressurreição? João 6:39; Luc 11:24, nos diz que será no ultimo dia, quando nosso Senhor Jesus retornar, ocorrerá a primeira ressurreição. Esta será a ressurreição dos bem aventurados.  

Quem ressuscitará primeiro? I Tes 4:16, diz que os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Ressuscitarão primeiramente aqueles que acreditaram em Jesus, em Seu sacrifício expiatório, recebendo-O em seu coração.  Aqueles que, observaram sua Palavra e guardaram Seus mandamentos. Aqueles que, fizeram a vontade de Seu Pai, que conheceram e ouviram Sua voz e a obedeceram. A Bíblia chama esta ressurreição de a ressurreição dos justos. Veja Luc 14:14.

Quando ressuscitarão os ímpios? Apoc 20:5-6, diz que será após um período de mil anos que se passarão, após a ressurreição dos justos.  Apoc 20:6 deixa bem claro que, feliz ou bem aventurado é aquele que faz parte da primeira ressurreição, sobre estes a segunda morte não tem autoridade ou domínio. Se a primeira ressurreição é para os salvos em Jesus, como vimos nos textos anteriores, logo a segunda ressurreição, é a ressurreição dos ímpios, a ressurreição do juízo final, para estes a segunda morte está designada. Veja os seguintes textos: Apoc 20:7-10; 20:14; 21:8; Judas 7 e Mal 4:1-6. 

Pelos textos que acabamos de mencionar, está bem claro que as ressurreições serão eventos que ocorrerão em separado e que ocorrerão, quando Cristo retornar outra vez a esta terra. A primeira vinda de Jesus a este mundo teve como objetivo maior, consumar o plano da salvação do homem, elaborado desde a fundação do mundo conforme Mat 25:34; Efe 1:4 e I Ped.1:20; e para reivindicar o caráter e a justiça divina, mostrar que o grande Deus de amor é também o Deus da justiça e da perfeição.

A segunda vinda de Jesus tem o objetivo de buscar e conduzir os filhos de Deus ao Seu Reino, aqui na Terra que se estabelecerá sobre a Jerusalém terreal, assim como Ele nos prometeu em João 14:3.  Nesta ocasião, ressuscitarão todos os salvos, segundo a ordem de Cristo, e serão recolhido pelos seus anjos e serem levados até Ele, através dos céus!

Nesta ocasião, os ímpios permanecerão mortos e os demais que estiverem vivos morrerão, conforme II Tes 2:8, pois não suportarão a glória da Sua vinda, veja Apoc 6:15-17. Paulo afirma que tanto os mortos que ressuscitarão bem como os vivos, ambos serão transformados num abrir e fechar de olhos, recebendo cada um, um corpo incorruptível, não mais sujeito à morte. Em seguida a Bíblia diz que os dois grupos tanto os ressuscitados quanto os vivos transformados (I Cor 15:51-52) irão ao encontro de Jesus que os espera sobre o Monte das Oliveiras... Segundo o apostolo Paulo os que permanecerem vivos até a volta do Senhor de modo nenhum precederão os mortos no encontro com o Senhor, num claro significado de que agora, os que descansam no pó da terra, também continuam aguardando a recompensa prometida para o último dia, veja Luc 11:23-25.

Finalmente, após o governo milenial de Jesus, ocorrerá o ultimo levante contra Jerusalém e neste momento fogo dos céus cai sobre os rebeldes, satanás é morto então ocorre a última ressurreição (veja a sequência cronológica relatada em Apoc 20 e 21). Então, finalmente se dará o fim de toda a maldade e injustiça. A Bíblia diz que nunca mais se levantará novamente a angustia sobre a face da terra, Naum 1:9.  Satanás foi destruído para sempre, veja Eze 28:11-19, e com ele todos os demais anjos caídos, bem como todas as pessoas que optaram por segui-lo, preferindo as fábulas humanas em lugar da Verdade de Deus. Logo em seguida Deus fará tudo novo. Sobre estes Mil anos de governo messiânico leia Zac 14:3-13; Oba 15-17 e 21; Joel 2:31-32; 3:11-17; Eze 38:14-23; 25:33; Jer 9:12-13; 4:24-27; Isaias 65:17; 66:22-24. No fim do milênio cumpre-se II Ped 3:1-13.  

Quais são os objetivos de Deus e sua vontade para com a humanidade logo pós a primeira ressurreição, chamada de a ressurreição dos justos?

Vejamos o que diz a Bíblia. Heb 9:27. E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”. A Bíblia fala de um julgamento, um juízo que ocorrerá após a ressurreição. 

Todo processo de julgamento passa por varias etapas antes da sentença final e a execução da pena. Desta forma o apostolo Pedro afirma que o julgamento começará pela casa de Deus ou pelo povo de Deus melhor dizendo. I Ped.4:17. Assim como haverá ressurreição tanto de ímpios quanto de justos, também haverá um julgamento tanto de justos quanto de ímpios, assim declara o livro de Ecl 3:17; 12:13-14.

Já vimos que o juízo ocorrera logo após a ressurreição,  mais como será e onde será? A resposta destas perguntas nos ajudará muito, o local onde ele acontece e como o juízo será, são fatores importantíssimos para que compreendamos a resposta de Jesus aos saduceus. O livro de Dan 7:9-10 e Apoc 20:11-15 nos dão um entendimento de como e onde ocorrerá o julgamento. João 5:22 e 27; Atos 17:31 diz que o Pai confiou ao Filho todo julgamento. Queridos, hoje Jesus ainda advoga em nosso favor, mais chegará o momento em que cessará essa sua atividade. Você não deseja agora, entregar sua vida nas mãos daquele que nunca perdeu uma causa, enquanto ainda há oportunidade?

NOTA o CAMINHO: Observe que Daniel 12:2 nos fala de um Juízo, porém separado por mil anos entre os dois tipos de juízos, ou seja: Um antes do milênio para os justos que reinarão com Ele por mil anos (Apoc 20:4) e outro após o milênio, quando satanás já estiver sido morto, os tronos serão novamente colocados para julgar-se os ímpios que só agora ressuscitarão (Apoc 20:11-15), para o horror eterno...

Sal 76:9; 96:13 e 98:9 diz que Deus vem julgar a terra e todos os seus moradores. Neste julgamento os salvos tomarão parte, ou seja, haverá uma participação dos salvos no julgamento da humanidade condenada. Veja Mat 19:28; Luc 22:30; I Cor 6:2-3; e Apoc 20:4.

Ao analisar todos estes textos concluímos que:  Jesus virá e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, com um corpo incorruptível, os que estiverem vivos serão transformados num abrir e fechar de olhos e da mesma forma receberão um corpo incorruptível, a semelhança do corpo de Cristo. Veja Fil 3:21.  Todos juntos, subirão ao encontro de Jesus pelas nuvens dos céus de acordo com Mat 24:30-31 e I Tes 4:16-17. Ao mesmo tempo os ímpios tentam fugir da presença de Jesus, tentam esconder-se do resplendor da gloria do Senhor e do sopro de Sua boca que os matarão, dando fim contra o levante contra DEUS que foi o descrito pela 6ª pra, ou seja, o Armagedom literal! Veja I Tes 5:1-3.

Então os salvos viverão e reinarão com Cristo aqui na Terra (Isa 65, 66) por um período de mil anos conforme Apoc 20:4. Durante este tempo, dentre as muitas atividades que teremos ou que realizaremos, o julgamento das nações que se formarão aqui na Terra, será uma das principais. Veja que segundo o texto de I Cor 6:3, os salvos julgarão até mesmo aos anjos que caíram, juntamente com o seu comandante lúcifer que, estarão reservados para o fogo eterno, logo após o milênio Mat 25:41.

Observemos o que a Bíblia diz acerca da vida dos salvos no Reino messiânico (milênio) e como esta terra será. Primeiramente, vamos relembrar as Palavras do apostolo Paulo, em sua carta aos Coríntios. I Cor 2:9. “Certamente que nem olhos viram nem ouvidos ouviram nem subiu a imaginação do homem o que Deus tem preparado para aqueles que amam”.

Em Apoc 21:1-5, João revela, que na nova terra (renovada) não haverá, mais morte nem pranto nem dor, estas coisas passarão, Deus estará no meio do seu povo e com eles habitará para sempre, nela não haverá mais lagrimas de tristeza, pois Ele as enxugará, mas, durante o milênio, alguns envolvidos na guerra do Armagedom, inocentemente, sobreviverão (Isa 24:1-6) e destes é que se formarão as nações que serão tentadas pelo inimigo, após o milênio (Apoc 20:7-11). No entanto, Isaías nos mostra que estes estarão sim passíveis de morte durante o milênio (Isa 65:20; 66:16, 24) pois a morte é o último inimigo destruído e isto só ocorre depois do milênio (Apoc 20:14).

A terra voltará a ser como no principio da criação, antes do pecado, uma terra fértil, maravilhosa, inimaginável, o paraíso será restaurado e nele não haverá cegos, aleijados ou qualquer outro tipo de enfermidade, será uma terra cheia de alegria, gozo e felicidade, não existirá desertos, nada, absolutamente nada nos fará mal ou dano algum. Os animais serão dóceis, mansos e belos como antes e após o milênio, a cidade de Deus estará nela, e será toda de ouro e de pedras preciosas, Deus habitará com Seu povo para sempre e segundo lemos nos textos, as pessoas plantarão e colherão, construirão casas e nelas habitarão, comerão das coisas que semearam etc. etc. etc. Parece-me que teremos uma vida normal de atividades, e quando os desafios e objetivos durante a eternidade forem alcançados, então, ainda haverá outros novos desafios e objetivos a serem atingidos, pois grande é o nosso Deus e infinito em feitos e em poder. 

Algumas das nossas atividades na nova terra descritas pela Bíblia, são muito semelhantes as atividades que temos hoje, porém, na nova terra, estarão elas livres do egoísmo, do orgulho, da vaidade, da avareza, da cobiça, da inveja, do rancor, da mágoa, da tristeza, do sofrimento, da dor.

A Bíblia não fala dessas atividades no céu e sim na TERRA, que é o lugar onde nós estaremos logo após o retorno de Jesus e da primeira ressurreição. É muito importante observar que na resposta de Jesus aos saduceus, categoricamente Ele diz, “na ressurreição”, e não na nova terra.

Veja a seguir em ordem cronológica, os acontecimentos do princípio ao fim. 

Adão: +/- 2000 anos após... O Dilúvio; +/- 2000 anos após... O Êxodo; +/- 2000 anos após... O Messias; +/- 2000 anos após... a 1º Ressurreição; 1000 anos após... a 2º Ressurreição - Fim do mal e restauração da Terra!

Seguindo na mesma linha de pensamento, observando as atividades desenvolvidas na terra, podemos pelo menos refletir um pouco mais sobre o que Jesus disse ou desejou revelar em suas Palavras “...não se casam nem se dão em casamento...”. Alem disto ainda falta algumas questões que precisam ser esclarecidas. Por exemplo: O que Jesus quis dizer em sua resposta aos saduceus, quando afirmou que seremos iguais aos anjos? Será que se referiu ao tipo de vida ou atividades que exercem os anjos? Será que estava se referindo a constituição de substancia de corpo das quais eles são formados? Ou será que Jesus se referiu as condições de vida e ao privilegio que eles têm hoje em relação ao ser humano?

Para responder a estas perguntas precisamos saber um pouco do que a Bíblia diz acerca dos anjos. São diversos os textos bíblicos que fazem alusão aos anjos e suas atividades. Os mais importantes são: Heb 1:13-14; Mar 5:12-13; Mat 18:10; 22:30; Sal 103:20; 78:25 e 49; 91:11; Gen 28:12; Exo 25:20; Isaías 6:2; Heb 1:7; Isaías 14:12-15; Eze 28:17; Apoc 12:7-9; Gen 3:4; 18:1-2; 19:1e 5; e Dan 9:20-23. 

Segundo os textos acima e muitos outros que não citamos, existe uma grande diferença entre os anjos e os seres humanos que você deve ter percebido, e também algumas semelhanças. Entre as semelhanças destacamos o fato de que ambos são seres criados por Deus, porém, entre todas as criaturas vivas ou inanimadas que Deus trouxe a existência, somente os seres humanos foram moldados pelas suas próprias mãos a sua imagem e semelhança. Até o presente momento pelo que se sabe somos os únicos que temos a imagem e semelhança do Criador. Ambos foram criados como seres livres, com direito a escolhas, com vontade própria e a capacidade de tomar decisões baseadas no seu próprio entendimento, tanto os homens quanto os anjos possuem sentimentos, a semelhança dos homens os anjos se comunicam e se relacionam, e tanto os anjos quanto os homens não tem vida própria em si mesmos, mas dependem de uma fonte que os alimentem e que os mantenham vivos.

Ambos são totalmente dependentes de Deus e por fim, como semelhança, vemos que tanto os homens quanto os anjos podem ser bons ou maus. Com respeito às diferenças que existem entre os homens e os anjos, encontramos o seguinte: O propósito para o qual cada um foi criado, a maneira como Deus criou o homem e os anjos, a estrutura a composição substancial do corpo que cada um recebeu na criação, os poderes atribuídos a cada um. Exemplo. Anjos tem asas e podem voar, homens não, anjos são seres espirituais, homens são carnais, anjos podem assumir a forma que desejarem, homens não, anjos podem se materializar, homens já estão materializados, anjos podem ficar invisíveis ou não aos olhos, homens não podem fazer isto, anjos vêem constantemente a face de Deus, homens sequer suportam ouvir a sua voz, um anjo apenas tem poder para destruir toda a humanidade, toda a humanidade nada pode fazer contra apenas um anjo, se analisarmos um pouco mais encontraremos outras diferenças a mais, porem para mim essas são suficientes para mostrar as semelhanças e as diferenças entre um e outro.

Outro fator importante a ser considerado acerca dos anjos, é que todas as vezes que eles aparecem nos relatos bíblicos, possuem uma forma semelhante à de um homem e não o de uma mulher poderia isto significar que passaremos todos a ser homens e não mais haverá mulheres, e que por isso não mais haveria casamentos? Veja quanto coisa absurda poderia ser deduzida por se fazer uma interpretação literal das Palavras de Jesus, naquela ocasião. Mas o que diz a Bíblia com respeito a transformação pela qual passarão os salvos, antes, durante e após Jesus voltar? Veja e analise as seguintes passagens: João 3:3; 15:5; Fil 4:13; Rom 12:1-2; Efés 4:17-24 e I Ped 1:13-25.

É evidente pelos textos citados que toda transformação de caráter ocorrerá antes do Senhor Jesus voltar. A Bíblia revela que a única transformação que ocorrerá durante a volta de Jesus será a do corpo, mas essa transformação ocorrerá em sua aparência e natureza. Somente às imperfeições físicas causadas pelo pecado serão corrigidas e não a substancia do corpo da qual fomos criados; está será a mesma. Veja I Cor 15:51-54; ou seja, este nosso corpo sujeito à corrupção e a morte, será transformado num corpo semelhante ao corpo de Cristo após sua ressurreição, conforme Fil 3:20-21. E como será isto? Veja Luc 24:36-43; João 20:27.

O corpo de Jesus é um corpo físico, Jesus possui carne e ossos segundo lemos anteriormente. Tomé o tocou, os discípulos também, Ele é visível. E ainda por não acreditarem os apóstolos, Jesus comeu com eles. Esse é exatamente o corpo que teremos, um corpo físico, porem imortal, não mais sujeito à dor, ao sofrimento, a enfermidade ou ao envelhecimento e a morte. O patriarca Jó sabia muito bem o que aconteceria depois que ele descansasse ou morresse, Jó também cria na ressurreição e foi esta esperança que o manteve firme na provação, veja Jó 19:25-27. O próprio Jesus afirmou, “um espírito não tem carne nem ossos como vede que Eu tenho”. Só não podemos nos esquecer que Jesus continuará sendo como sempre foi, o unigênito filho Deus, em toda sua plenitude, com todos os seus atributos. Nós, porém, continuaremos na dependência de nos manter ligado a Ele, como nossa fonte de vida eterna. Se for assim, como a Bíblia nos diz, então não seremos iguais aos anjos pelo menos no aspecto corporal.  

Em Luc 20:36, no principio do verso está a resposta para o significado de ser iguais aos anjos, e a resposta é  “pois não podem mais morrer”. Esta é a condição em que seremos iguais aos anjos, e a outra condição de igualdade que teremos, será pelo fato de que também veremos a Deus face a face, como os anjos o vêem. Usando a própria Bíblia, da qual era exímio conhecedor, Jesus pode de maneira irrefutável comprovar a veracidade de suas Palavras acerca da ressurreição e da existência dos anjos. Ele disse: “E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para Ele todos vivem”. Dali  por diante, não ousaram mais interrogá-lo, visto que a principal questão, a que, em verdade tinha relevância para os saduceus, era a ressurreição, e esta, foi por Jesus, comprovada não apenas por Palavras, mas na prática, como de fato está no relato do evangelho de João. (Ver João 11:1-46).

 Portanto já vimos o que Jesus quis dizer com a expressão casar e dar-se em casamento, vimos também o que significam as Palavras serão como os anjos, mas, e a situação da mulher, a viúva dos sete maridos? Como fica? 

Afinal qual será o marido dela na ressurreição? Será que a Bíblia poderia responder também a esta pergunta? Vejamos o que a Bíblia pode nos revelar sobre este ponto.

Observando a vida dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, o conselho dos profetas e apóstolos e do próprio Jesus, nós podemos obter uma resposta no mínimo de uma certa coerência. Vamos ler os seguintes textos e analisar a relação deles com este caso em questão: Mal 2:10-16: Deut 22:28-29; Mat 5:27-28; Mat 19:3-12; I Cor 9:40-5; I Tim 3:2 e 12; Tito 1:6; Gen 16:3-4; 25:1,4-6,10; 28:2; e 49:29-31. 

Por estes textos que acabamos de citar, podemos até concordar ou aceitar o fato de que o primeiro homem com quem a mulher se casou, é que será o seu eterno companheiro por toda eternidade. Isto é claro, se ambos forem salvos. A menos que o adultério, a quebra do voto matrimonial, da aliança ou do pacto de fidelidade entre o casal aconteça ou se uma das partes não for salva, isso não ocorrerá. A Bíblia fala da mulher da mocidade e deixa claro que a primeira mulher ou homem com a qual nos casamos sob a benção divina a quem prometemos sob juramento nos empenharmos para tornar feliz e sermos fiéis até a morte, é esta a mulher que a partir desse momento faz parte dos planos divinos para ser a eterna companheira de parceria na promoção de mais amor e felicidade na nova terra, para todos. 

Observe o que a Bíblia fala a cerca dos patriarcas. Abraão teve três mulheres durante a sua vida, porem em sua morte ele foi sepultado junto a sua primeira esposa Sara, e na manhã da ressurreição, será ao lado dela que ele estará quando ambos ressuscitarem juntos. Note que referindo-se a Hagar e a Quetura mulheres com quem Abraão se unira e se casara, uma enquanto Sara ainda era viva e outra após a morte de Sara, e com as quais tivera filhos, a Bíblia as chama de concubinas, considerando como mulher e esposa a Sara. Isaque a exemplo de seu pai, também ao morrer foi sepultado junto a Rebeca sua única mulher e por ultimo a exemplo de seu pai e o pai de seu pai, Jacó também  foi sepultado ao lado de Lia sua primeira mulher e não ao lado de Raquel. Ora! não era a Raquel a quem Jacó mais amava? Por que então não foi sepultado junto a Raquel, mas sim, junto a Lia que fora sua primeira mulher?  Você já parou para analisar que depois que o pecado entrou no mundo ele afetou todas as coisas inclusive o amor, nossa forma de ver o amor ainda está muito longe do Verdadeiro amor principio; o amor original,  aquele que procede da fonte divina. Alias, a Bíblia fala em algumas formas de amor. Vejamos quais são:

1º  - Amor paternal, cuja Palavra grega é “agape”. Este tipo de amor é expresso de forma incondicional. É o amor princípio, aquele que Jesus pede que tenhamos, quando disse: “Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. É a forma de amor que Ele mesmo demonstrou na cruz do calvário, ao dar sua vida até mesmo pelos que lhe tiraram a vida. Por isso apesar de todo sofrimento, ainda em agonia pela dor, disse: “Pai, perdoa-lhes eles não sabem o fazem”. Este mesmo sentimento teve Moisés em relação a Israel ao orar pedindo a Deus o perdão para o seu povo, ou então, que riscasse seu nome do livro da vida. Também Estevão o primeiro mártir, teve esse mesmo tipo de sentimento em seu coração, pois ao ser apedrejado ainda rogou em favor dos seus algozes dizendo: “Senhor, não lhes imputes este pecado”. Exemplo bíblico. João 3:16 O amor de Deus pela humanidade, Isaías 49:15; Luc 11:11-13 o amor de um pai ou uma mãe por um filho.

2º - Amor fraternal, cuja Palavra grega é “filéo”. Este tipo de sentimento é expresso em amizade, companheirismo, coleguismo, auxilio etc... É porem condicional, esta vinculado há uma resposta favorável em reciprocidade. Exemplo bíblico. Rom 12:10, amor entre irmãos e I Sam 20:17, amor entre amigos.

3º - Amor marital, cuja Palavra grega é “Eros”. Desta Palavra são derivadas as  Palavras erotismo, erotização, erótico, etc. Esta forma de sentimento é expressa no desejo que duas pessoas tem de estarem juntas, bem próximas, muito unidas, a tal ponto ligadas, que a única forma de satisfazer plenamente este desejo, é através da união sexual. Este sentimento expresso por este forte desejo foi colocado no coração dos seres humanos com dois objetivos essenciais; O primeiro, dar continuidade a atividade criadora de Deus, por meio da perpetuidade da espécie e como conseqüência ter um numero infinito de pessoas com as quais Deus possa partilhar seu infinito amor. E segundo proporcionar gozo, alegria, prazer e felicidade ao casal. Exemplo bíblico. Efés 5:33; I Cor 7:3-11. Ver também, todo livro de Cantares. Este é o amor de um homem para com uma mulher e vice versa.

Toda a forma do Verdadeiro amor, tem sua fonte e origem em um só lugar, no coração de Deus. Somente em Deus, o amor Verdadeiro, seja qual for a forma em que se manifeste, promoverá a felicidade dos outros. Seu objetivo será sempre o bem estar, a felicidade e o prazer da pessoa que está próxima, ou de qualquer semelhante, onde quer que esteja. Este amor seja qual for a sua essência é destituído de qualquer resquício de egoísmo e seus frutos.

Mas, e as pessoas que estão na igreja, são divorciadas e estão buscando um novo relacionamento? Ou que já estão vivendo uma nova relação matrimonial? E aquelas pessoas que se casaram varias vezes e muitas das quais legalmente perante a lei? Tudo isto vai depender de alguns fatores, como por exemplo, se estes fatos aconteceram antes ou depois de conhecerem a Verdade em Jesus e a vontade de Deus. Com respeito à legalidade ou legitimidade das leis dos homens e das autoridades, sem duvida alguma elas são reconhecidas e instituídas por Deus, e devem ser respeitadas e obedecidas por todos nós, a fim de evitarmos as conseqüências ou as penalidades pela transgressão ou desobediência às mesmas, assim como nos ensina a Bíblia, veja Rom 13:1; Tito 3:1. Mas, a obediência às autoridades e as leis dos homens, vão até, onde elas não se chocam ou entram em conflito com a autoridade de Deus e de sua eterna lei.    

Então, o que fazer quando isto acontece? Veja Atos 5:29. Segundo a Bíblia o que você deve fazer? Por exemplo: Se em toda a Bíblia quando você a lê, você percebe que o sábado é o dia de repouso e descanso, que é o dia nominal separado por Deus para uma comunhão maior com seus filhos e que Deus abençoou e santificou este dia ordenando a sua observância e que os patriarcas, os apóstolos os cristãos primitivos e o próprio Jesus respeitaram este dia, mas alguns homens ou mesmo a maioria deles, estabelecem outro dia qualquer conforme suas próprias convicções e conveniências, segundo o que você leu, a quem importa obedecer? A Deus ou aos homens? Esta norma também se aplica com respeito ao casamento...

Talvez, estas sejam as mais duras Palavras que direi agora em toda minha vida, pois nem mesmo eu me dei conta desta dura realidade durante uma boa parte dela. Mais a cerca desta dura realidade nem mesmo os apóstolos também se deram conta a princípio. Veja Mat 19:10-11. Neste momento eu não posso omiti-las, isto seria um ato de covardia da minha parte, e os covardes não herdarão o reino dos céus. O problema com a Verdade é que às vezes ela dói, mais nem todos os remédios que ajudam a curar são na sua maioria doces ao paladar.  

Quando meu filho ainda pequeno levou um tombo e machucou-se esfolando a pele numa parte do corpo, nós tivemos todo cuidado para que logo ficasse curado, e ao cuidar, logo depois de limpar bem o ferimento colocamos um remédio para acelerar a cicatrização, as lagrimas corriam de seus olhinhos e seus lábios suplicavam; assopra papai, assopra papai, e por mais que assoprássemos ainda continuava ardendo,  mais logo ele ficou curado.   Existe uma expressão popular que diz o seguinte: “Um erro não justifica outro”.  Quando uma pessoa se casa sem o preparo necessário, sem conhecimento e sem a certeza dos seus sentimentos, ela comete um erro, quando ela se separa, ou se divorcia sem que seja pelo único motivo permitido por Deus que é o adultério, ela comete um segundo erro mais grave e quando busca um novo relacionamento um novo casamento ao invés de tentar o perdão e a reconciliação, então ela comete um terceiro e pior erro, mais do que os anteriores. É Verdade que Deus perdoa os nossos erros e pecados, é Verdade que Ele nos ama e nos aceita como estamos, mas não é Verdade que Ele nos aceitará, se sabemos o que é correto e não vivemos de acordo com o que Ele tem nos revelado. Queridos a graça nos é concedida para que por ela sejamos transformados, somos salvos pela graça, somos salvos de nossos pecados, não em nossos pecados. A Bíblia diz que Deus não leva em conta os tempos de ignorância, Atos 17:30. Mas segundo este mesmo verso, o que é, que Ele apela a cada coração? Vejam, Deus concedeu o perdão a Moisés pelo fato dele ter desobedecido a Ele, batendo na rocha ao invés de apenas lhe falar, porém Moisés não pode entrar na terra prometida, exatamente por causa deste aparente pequeno erro. Deus concedeu o perdão a Davi quando este quis levantar o censo em Israel por uma vaidade pessoal, mais não o livrou do castigo afim de que ele compreendesse a malignidade do seu erro. Deus pode perdoar os nossos erros, mais isso não significa, que não teremos que assumir as conseqüências dos nossos erros.

Deus perdoa a todo e qualquer pecado, o pecado do ladrão, do assassino e da prostituta, mas isso não significa que os pecadores estarão livres das conseqüências dos seus erros, pois sendo assim não haveria mais nenhum tipo de justiça. A cadeia, a prisão ou as enfermidades como Aids, câncer de pulmão, cirrose, etc. são em sua maioria absoluta, resultados das más escolhas ou das decisões erradas que tomamos ao longo de nossas vidas. A Bíblia é bem clara em afirmar que, a não ser em caso de adultério ou de morte, estará alguém livre outra vez para um novo relacionamento. Muitos esquecem facilmente da promessa e do juramento que fazem diante de Deus e de muitas testemunhas. Esquecem que se comprometeram em “amar e ser fiel, na alegria ou na tristeza, na riqueza ou na adversidade, na saúde ou na enfermidade, todos os dias até que a morte os separe”.

O pecado. Sim, o maligno pecado. Foi este, o único responsável pela morte e pelo sofrimento do Senhor do universo, do nosso querido e amado salvador. As pessoas que farão parte do Seu Reino sabem o que isto significa. Nem mesmo o filho de Deus, deixou de experimentar ou beber o cálice das conseqüências do pecado, ainda que tenha pedido por três vezes a seu Pai que O livrasse. Se Cristo, vivendo uma vida sem pecado, sendo justo e perfeito sorveu o cálice da maldição do pecado, estaremos nós isentos de bebê-lo se continuarmos vivendo contrários à vontade de Deus?  Certamente que não. É por isso que a Bíblia esta repleta de advertências e afirmações como estas: Ver Mat 7:21; Mat 22:14.

Mat 5:1-48. Resume o que significa a vida do cidadão do Reino, mais há neste capitulo um verso em particular que me chama a atenção, é o verso 29. Você seria capaz de fazer o que Jesus orientou neste verso? Apesar deste verso representar uma força de expressão para enfatizar a importância de uma grande e forte mensagem, e apesar de não devermos a princípio, interpretá-lo literalmente, ainda assim, ele mostra claramente qual deve ser a prioridade nas nossas escolhas de hoje. O que é mais importante para você hoje? Os teus olhos? As tuas mãos? Quais são as coisas que representam tudo aquilo que está acima de Deus como prioridade na sua vida e que você coloca acima da vontade de Deus? É Jesus, Sua vontade e Suas promessas de vida eterna o mais importante em sua vida?      

Fechando esta questão sobre quem será o marido da mulher dos saduceus, ainda quero deixar o texto de Mat 10:34-38. Se hoje estamos vivendo neste mundo caótico e passando por todos estes dissabores da vida, foi por que um dia o homem amou mais a criatura do que ao Criador, Adão amou mais a Eva do que a Jesus que lhe deu Eva, e ao fazer a sua escolha, Deus pode perdoá-los, mas as conseqüências da sua escolha, ou seja, a morte e todo tipo de sofrimento, eles e todos nós experimentamos ou iremos experimentar, enquanto Jesus não voltar...

Quando um casal cristão se une através do santo matrimonio, sob a benção de Deus e de Seu Filho Jesus, e depois separa-se, divorcia-se de seu cônjuge, está dizendo sem perceber a todos que lhes são conhecidos ou chegados, e ao próprio Deus, que Ele não foi capaz de lhes proporcionar a felicidade, que não pode mudar as circunstâncias que os levaram a tomar esta decisão.

E isto é uma grande Verdade, não do ponto de vista do poder de Deus, mais da vontade do homem, realmente Deus nada faz contra a vontade do ser humano, mais se a vontade do casal é a mesma que os levara até ao altar de casamento e se o desejo de fazer feliz ao cônjuge motivado pelo amor ainda existir, Não há problema que Deus não possa resolver, pois para Ele não há impossíveis. Amém. Aleluia! Por tanto querido irmão ou irmã, queridos jovens que estão vivendo uma crise em vossos relacionamentos, jamais pensai em separar-se, os saduceus erraram por não conhecerem, não só as Escrituras, mais o poder de Deus, errareis vós também? Deus é infinitamente poderoso para restaurar o gozo e a alegria do vosso casamento, Ele pode, cicatrizar as vossas feridas e apagar as vossas dores, tendes apenas que buscar, tendes apenas que permitir. Desejai isto, como desejais o ar puro para que  possais viver. Mesmo o amor, que em vossa mente pensais ter acabado, é possível reencontrá-lo. Não digo isto apenas por conhecimento teórico, mais por que vivi isto em minha própria experiência, digo isto por convicção e fé, por que resolvi acreditar e esperar naquele que pode todas as coisas, Jesus. Pela tua felicidade Jesus pagou um alto preço, está você disposto a fazer o mesmo? “Aquele que quer vir após mim, negue-se a si mesmo”. Está você disposto a fazer isto? Estimule o amor, dê amor, busque o amor, você pode a principio não ser correspondido, mais o amor é a força mais poderosa do universo, capaz de mudar toda uma vida. Vidas como a minha própria vida. E o mesmo Jesus, o que fez por mim, poderá fazê-lo por você. 

Mais se você não permitiu ou não vier a permitir que Deus transforme sua natureza humana retirando tudo o que em você torna ou faz ao teu cônjuge uma pessoa infeliz, e em contra partida coloque as virtudes necessárias em você para que a felicidade do teu cônjuge seja o motivo da tua felicidade, se Deus não pode fazer isso agora, poderá fazê-lo depois? Quem sabe quando você estiver vivendo em Seu Reino? Não, isso jamais ocorrerá, se você e eu não o consentir agora, não o faremos depois, pois a cada vez que rejeitamos uma Verdade deixando de praticá-la em nossa vida, a cada vez que neutralizamos a atuação de Jesus, em espírito, em nosso viver, ficamos mais endurecidos e mais propensos a rejeitar novas Verdades e as mudanças que Deus deseja efetuar em nós.

Isso só vem comprovar, que o Deus que nos fez livres, continuará a nos manter assim, Ele  não mudará nossa individualidade, não imporá uma nova identidade, ainda que a Bíblia relate em Apoc 2:7, 10, 11, 17, 26, 27, 28 e Apoc 3:4, 5, 11, 12 e 21;  que receberemos um novo nome, vestiduras novas, e estaremos em igualdade de condições de vida com todos os que forem vencedores, nossas características individuais permanecerão. Certamente que o meu gosto por uma determinada atividade, fruta ou cor dentre outras coisas será diferente do gosto de muitas outras pessoas, eu serei eu mesmo e não uma outra pessoa, pois as mudanças que deveriam acontecer, já aconteceram antes que Jesus retorne. Este é o significado do que Jesus disse a Nicodemos quando este o procurou. Ele disse: “Necessário vos é nascer de novo”. Não sofreremos uma lavagem cerebral para podermos entrar em Seu Reino, esta deve acontecer agora como nos orienta o apostolo Paulo em Rom 12:1-2. Isto significa dizer, que na Vida Eterna eu terei plena consciência do que eu fui e do que passei a ser, uma nova criatura, e também que reconhecerei todos os meus amados amigos e irmãos, parentes e esposa que lá estiverem comigo.   

Há, porém um texto importante que não podemos deixar de considerar também, é Apoc 21:1-5. Aqui neste texto, Deus diz que fará novas todas as coisas e que as primeiras coisas passaram. Olhando a luz do contexto de todo capitulo e do restante de toda a Bíblia é evidente que o novo ou as coisas novas que serão feitas por Deus, é uma alusão à estrutura, a forma física da terra que será restaurada como foi antes do pecado ter entrado nela, e em virtude da mudança que se operou no caráter das pessoas que permitiram a Deus que os mudassem; a vida das  pessoas e as atividades na nova terra estarão ou serão também cheias de novidades. Mas nada disso tem haver com uma robotização do ser humano ou uma mudança de personalidade sem consentimento da vontade dos indivíduos, das pessoas.          

 

Já que está claro e entendido, que no céu não haverá casamentos, pois nossas atividades nesse período em que lá passaremos, nada tem haver com as que desenvolveremos na nova terra, mas se ainda assim você não está convencido desta Verdade, gostaria que você analisasse estes últimos textos da Palavra de Deus e finalmente formasse a sua posição ou opinião a cerca deste polêmico assunto que estudamos até aqui. Haverá sexo e casamento na nova terra?

Algumas das profecias no antigo testamento têm uma aplicação específica ao governo messiânico de Jesus sobre a terra e que o apocalipse denomina de mil ano sou milênio. Estas profecias se aplicam ao povo judeu, o Israel literal de todas as épocas e se aplica também aos gentios dos últimos dias ou seja, ao Povo de Deus (Leia Romanos 11), que são os da fé, segundo a referencia que é feita pelo apostolo Paulo. Veja Gal 3:7; e Rom 2:28-29. Quase todos os profetas bíblicos, falaram de coisas relativas ao passado, presente e futuro do povo de Deus.

Deus lhes revelava por meio de sonhos e visões os acontecimentos, do passado e do futuro e lhes transmitia as orientações que deveriam nortear os Caminhos de Seu povo. Os fatos que aconteceram e que marcaram o povo de Deus em todas as épocas, sempre estiveram relacionados com a desobediência e a indiferença relativa aos conselhos divinos ou a obediência que prestavam ao Senhor e às suas orientações, mas como nos revela a Palavra de Deus, as promessas de Deus não são condicionais (como muitos querem – Isa 55:11); elas se cumprirão no Tempo do Fim. Em um futuro breve ou distante, mais com toda certeza, as Palavras do Senhor, com a mais perfeita precisão, cumprir-se-ão. E a certeza que temos está no fato de que muitas das profecias bíblicas já se cumpriram, e querendo ou não os homens, no final, tudo se cumprirá. Sendo assim, observemos o que revelam algumas destas profecias e o que elas representam dentro do contexto do assunto, que abordamos neste estudo.

Leiamos Zac 8:5. Este verso é uma parte da visão profética da restauração de Sião relatada em todo o capitulo 8 do livro de Zacarias. Notadamente se vê uma aplicação para esta visão especificamente par ao tempo do fim, ou seja, o governo messiânico, pois fala-nos da restauração do cativeiro de Israel que fora espalhado por todos os paises pelo mundo á fora e não de um cativeiro específico como o que ocorreu pelos sírios ou em babilônia, e pelos demais impérios que viriam posteriormente.

NOTA o CAMINHO: Observe que os profetas bíblicos sempre falam da apostasia do Povo de DEUS e concluem suas visões falando-nos do Armagedom que terminará com o estabelecimento do governo de Jesus sobre a Terra; a Pedra de Daniel 2 que enche TODA a terra (ela não volta para o céu)!

Assim também o Verdadeiro Israel de Deus (Rom 11), se encontra hoje, espalhado por todos os cantos desta terra, aguardando a redenção e a libertação deste mundo de pecado. O verso 3 mostra o que Jesus fará. Diz que o Senhor voltará para Sião e habitará no meio dela e segundo Paulo (I Cor 8:5, 6) sabemos muito bem quem é este Senhor, apesar de que os tradutores das Escrituras não discernem muito bem quando se trata de Jesus e ou de Jeová...

É muito interessante a expressão que o profeta usa no verso 4 para exemplificar a eternidade de vida das pessoas que habitarão a Jerusalém terreal (não confunda com a Nova Jerusalém que só desce quando a terra estiver totalmente refeita!). Veja a descrição de Zacarias deste dia em que Jesus estabelecerá o Seu governo sobre a Terra, dando início ao milênio: Zac 14:4-9 (não confunda com Apoc 21:2 que narra os acontecimento após o milênio).

Aqui a referência à velhice, nos mostra que durante o milênio, continuaremos a envelhecer, pois o tempo ainda existe e somente após DEUS ter feito Novas todas as coisas, este deixará de existir e então seremos eternos... Lembremo-nos do que está escrito em Apoc 22:2. Ali temos uma referencia final à recuperação da nossa estatura até atingirmos a verdadeira estatura que Cristo idealizou para nós (Efe 4:13). Imagine você ao encontrar com um parente que há muito estivesse morto e que agora salvo, venha com aparência diferente da que você conhecia... Como você poderá reconhecê-lo? Por isto as folhas da árvore da vida: Restaurar-nos até o ideal de Cristo para a Sua criatura!   

Agora o mais importante nesta visão, relativo ao assunto do casamento e do sexo na nova terra se encontra no verso 5. Aqui o profeta vê, brincando nas praças da Nova Jerusalém meninos e meninas, as praças estão repletas de crianças na visão do profeta. Eu pergunto a você neste momento, de onde surgiram estas crianças? Note que após o milênio, satanás será solto e então partirá a tentar as nações... que nações são estas? As nações que se formarão dentro do milênio!

Outra profecia que nos dá claras evidências da existência de atividade sexual e de novos casamentos durante o milênio, se encontra no livro do profeta Ezequiel. Leiamos Eze 37:21, 22, 24-28.

Esta profecia fala de um novo reinado, cujo rei será Davi, mais quem profere estas Palavras é o profeta Ezequiel, ora, no período do profeta Ezequiel, Davi já não era mais rei, há muito tempo, porque Davi já havia descansado, já estava morto. Davi não foi contemporâneo do profeta Ezequiel que surgiu muitos anos após a sua morte. Então quem é este Davi de que fala o profeta Ezequiel? O profeta Ezequiel vê também um só pastor que estará sobre todos os que foram reunidos de todas as nações em Israel e vê um príncipe que reinará para sempre sobre todos eles. É fato, que Davi antes de se tornar o rei de Israel, foi também um pastor. E outro fato interessante nesta profecia, relativo ao reinado de Davi o pastor e príncipe, é que ele será um reinado eterno.  Se o Davi literal está morto, aguardando a promessa da ressurreição conforme afirma o apostolo Pedro em Atos 2:29-31 e 34, então, este Davi mencionado pelo profeta Ezequiel é o símbolo ou a figura do Verdadeiro Rei, pastor e príncipe eterno, que é o Senhor Jesus. Veja Apoc 5:5; 22:16; 17:14; 19:13 e 16; João 10:11 e 14 e Atos 5:31.

NOTA o CAMINHO: Como dissemos acima, TODOS os profetas (principalmente Isaías, Zacarias e Jeremias) concluem suas revelações falando do governo messiânico (milenar e terreal) de Jesus!

Note também que os versos 27 e 28 do capitulo 37 de Ezequiel, são muito semelhantes ao que nós encontramos em Apoc 21:1-4 e 22, no entanto, um fala do governo milenar de Jesus enquanto que João em Apoc 21 fala da eternidade, onde o próprio DEUS, pai de Jesus, virá habitar conosco! Por isto é que o profeta Ezequiel, nesta visão que teve, está se referindo à condição dos salvos durante o Reinado do Messias e por isto lemos no verso 26, o Senhor (Jesus) dizendo que além de estabelecer o Seu povo para sempre, também os “multiplicará”.

Estas Palavras poderão vos parecer estranha, se não aceitardes o fato de que sexo e casamento são aos olhos de Deus, tão puros quanto o próprio filho de Deus. Vê o Senhor as cenas de sexo que hoje são praticadas, dentro e fora do casamento? Sim, certamente que as vê.

A Bíblia diz que nada lhe é oculto aos olhos. Heb 4:12-13. Porém, das cenas que por Ele são vistas, certamente que muito poucas são consideradas dignas de aprovação. É a pratica do sexo, algo que impeça a Deus de estar presente pessoalmente entre seu povo? Certamente que não, a menos que esta pratica não esteja em conformidade com a Sua vontade.  Em um mundo sem pecado, quando o conhecimento do mal ainda não era presente no coração do homem, foi o próprio Deus quem disse: “...multiplicai-vos e enchei a terra”. Veja Gen 1:27 e 28. Tal ordenança não foi modificada nem alterada, mesmo com a entrada do pecado. Mais como era o processo estabelecido por Deus, para que se aumentasse o numero de pessoas sobre a face da terra?

Veja Gen 4:25-26. Neste texto, o verbo coabitar significa o mesmo que ter relações sexuais. Por tanto, este era o método que o próprio Deus instituiu para a multiplicação dos homens sobre a face da terra.

Vivemos num tempo em que a clonagem de seres vivos esta em voga, mas, se voltarmos ao jardim do Éden, veremos como foi que Deus determinou a principio, o método natural para a multiplicação da espécie humana. A bem da Verdade, este processo em sua etapa final, que é o nascimento de uma nova vida, não fosse o pecado, para as mulheres seria algo muito mais prazeroso do que o é nas atuais circunstâncias. Ver Gen 3:16.

Então o que Ezequiel viu, como atividade no governo messiânico de Jesus foi o que seria a vida para o homem se ele não tivesse cometido algum pecado. Casamentos realizados e abençoados pelo próprio Senhor Jesus, e como conseqüência, os filhos. Filhos que serão frutos de uma relação sexual entre um casal, [um homem e uma mulher] entre duas pessoas que se amam e que amam ao Senhor. Os filhos são herança do Senhor. Sal 127:3.  Esses filhos não são nossos, porque estes não nos pertencem, assim como nossas vidas, nossos bens, e tudo mais, pois tudo pertence a Deus. Sal 24:1. 

Viu o profeta Ezequiel a mesma cena que viu o profeta Zacarias. A Zacarias Deus mostrou crianças na nova terra, meninos e meninas que brincavam pelas praças da Jerusalém terreal (em nenhum destes textos você encontra a palavra Nova Jerusalém, usada por João para referir-se à cidade querida, ou seja; a Jerusalém terreal, sede do Reino de Cristo), e ao profeta Ezequiel, Deus não apenas mostrou, porém, fez também a promessa de que eles se “multiplicarão” cumprindo seu propósito inicial. “multiplicai-vos, enchei a terra”. Gen 1:28.

Mas se ainda assim, alguma dúvida paira sobre a vossa mente, então veja e analise os textos a seguir, estes textos são as mais fortes evidencias da Bíblia, para tentar esclarecer de uma vez e definitivamente este assunto. Leia Isaías 11:6-9; Isaías 65:17-25 e Isaías 66:22-23. Indiscutivelmente as passagens que acabamos de ver, falam de maneira clara e literal da vida durante oi governo messiânico de Jesus, cuja sede será em Jerusalém... A tentativa de uma explicação para estas passagens de forma simbólica ou comparativa seria forçar a interpretação do texto, retirando-o do seu contexto (como muitos fazem, inclusive dizendo que são referencias à Terra feita Nova, após o milênio, mas o contexto não nos deixa duvidas: Trata-se do governo milenar de Jesus...).

    Veja Apoc 22:18-19.  Agora sim temos uma visão pós milenar... O profeta Isaías viu literalmente como será o viver dos salvos durante o milênio, onde a morte continuará a existir (Isa 65:20) e por isto no versículo 23 do capitulo 65, bem como no versículo 22 do capitulo 66, a figura dos filhos tornam a aparecer. Assim Diz o Senhor por meio do profeta Isaías, v.23. “Não trabalharão debalde, nem terão filhos para calamidade, porque são a posteridade bendita do SENHOR, e os seus filhos estarão com eles”. No versículo 8 do capítulo 11 de Isaias, o profeta vê crianças de peito e crianças desmamadas brincando sem ter nada que represente algum tipo de perigo para elas pois já estão sob o governo do messias, a Pedra de Daniel 2.

Queridos, isto não é maravilhoso? As duas principais instituições criadas por Deus, para o bem e a felicidade de todos os homens, continuarão a vigorar por toda a eternidade. O sábado e a família são perfeitamente vistos no verso 22 do capitulo 66. “E será que, de uma lua nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne adorar perante mim, diz o SENHOR”. Note que o inicio do verso 23 diz assim: E será. [Isto significa dizer que ainda não é, ou seja, ainda está por acontecer e acontecerá]. Segundo podemos perceber, a cada sábado, cada família virá a presença do Senhor, com o propósito de adorá-Lo.  O verso também diz: “toda carne” nesta expressão, encontramos a família. Em Gen 2:24 a Bíblia diz que deixando o homem seu pai e sua mãe e unindo-se a sua mulher, torna-se com ela uma só carne, ou seja, continuaremos carnal, apesar de termos sido glorificado (santificado). Por isto, toda carne ou uma só carne podem se referir tanto ao indivíduo como à família.

 

Hoje não tenho a menor dúvida, de que haverá sexo dentro dos casamentos que serão realizados ou confirmados pelo próprio Senhor Jesus, quando os remidos habitarem para sempre, nesta terra, que Ele mesmo renovará.

O sexo e o casamento terão continuidade por toda a eternidade de acordo com os mais elevados padrões, propósitos e objetivos divinos, e conforme a pureza, a santidade e o Verdadeiro amor que são inerentes à vida de todos os habitantes da nova terra. Isto é uma excelente notícia, especialmente para aqueles que já estão desanimados e desesperançados por que ainda não encontraram a pessoa ideal, a pessoa com a qual possa compartilhar essa maravilhosa experiência. Por diversos fatores, muitos dos quais alheios à própria vontade, muitas pessoas se sentem solitárias ou vivem solitárias, mas este nunca foi o propósito de Deus.

O Éden retornará, em todos os aspectos, porem agora muito mais belo do que antes. Criar uma nova terra mais bela do que a anterior, para Deus não representa nada em comparação ao que Ele deseja fazer em relação aos homens, recriar o ser humano perfeito como era antes do pecado sem com tudo violar sua individualidade, este é o grande desafio para Jesus.  Está você disposto a permitir que este milagre muito maior que qualquer outro que já tenha ocorrido, aconteça em sua vida? Jesus, através do Pai, deu vista aos cegos, fez surdos ouvirem e mudos falarem, Ele fez paralíticos caminharem novamente e até ressuscitou mortos. Mas, você, pode por acaso ver o quanto Ele te ama? Podes escutar-lhe a voz?  Podes caminhar ao Seu lado e conversar com Ele?   

NOTA o CAMINHO - Perguntamos: Deus errou ao criar o ser humano com a capacidade de reprodução? Por isto Ele terá que TIRAR esta capacidade dos futuros moradores da Terra Renovada?

Você passará por esta vida, sem se dar conta do que realmente é viver? Espero que este estudo o tenha ajudado de alguma forma, e o meu desejo é que você continue crescendo no conhecimento e na graça do Senhor Jesus, até que Ele venha para transformar o que hoje é o sonho e a grande esperança de todo cristão genuíno, na melhor de todas as realidades existenciais.         

Ao Deus único e soberano em todo universo, e a Cristo Seu Filho, nosso Salvador, seja a honra e a glória o poder e louvor, ontem, hoje e eternamente. Amém!

 

NOTA o CAMINHO: O autor deste estudo (excelente por sinal) crê, como a grande maioria dos cristãos que iremos morar nos céus (pelo menos por um período de mil anos) e por isto, fizemos a EDIÇÃO do mesmo para que assim possamos ter a visão correta (bíblica) de tão importante tema...

Clic Aqui para solicitar um estudo sobre este tema e entender, biblicamente, como será este período de transição desta Terra para a Renovada Terra do Apoc 21 e 22.

Dúvidas: ocaminho@ig.com.br

 

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